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Nove Noites de Bernardo Carvalho

Cerca de 123522 frases e pensamentos: Nove Noites de Bernardo Carvalho

O bambu que se curva é mais forte que o carvalho que resiste.

A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades.

Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela.

Desconhecido

Nota: O pensamento costuma ser atribuído ao físico alemão Albert Einstein, mas não há evidências que confirmem essa autoria. Segundo o físico brasileiro Carlos Alberto dos Santos, a frase não consta nas biografias de Einstein (fonte).

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Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer.

Arthur Schopenhauer
Aforismos sobre a Sabedoria da Vida

Quando eu era moço observei que nove das dez coisas que eu fazia fracassavam. Como não desejava fracassar, eu trabalhava dez vezes mais.

O verdadeiro sábio é aquele que assim se dispõe que os acontecimentos exteriores o alterem minimamente. Para isso precisa couraçar-se cercando-se de realidades mais próximas de si do que os fatos, e através das quais os fatos, alterados para de acordo com elas, lhe chegam.

Bernardo Soares
SOARES, B. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Ática. 1982. 418p.

Despreza tudo, mas de modo que o desprezar não te incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso.

Bernardo Soares
Bernardo Soares, "Livro do Desassossego", 1982

Os homens são fáceis de afastar: basta não nos aproximarmos.

Bernardo Soares
PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. Vol. I. Mem Martins: Europa-América, 1986.
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O maior erro de noventa e nove por cento das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente.

J.K. Rowling
Morte Súbita

‎Nove décimos de mim já morreram, mas eu guardo o décimo restante como uma arma.

Vinte e nove

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais.)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.

E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez.

Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.

Bernardo Soares
PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. São Paulo: Montecristo, 2012

Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.

Mario Quintana
Mário Quintana: poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.

Felicidade, árvore frondosa de dourados pomos. Existe, sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos.

Respiro o vento, e vivo de perfumes
No murmúrio das folhas de mangueira;
Nas noites de luar aqui descanso e a lua enche de amor a minha esteira.

Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.

Desconhecido

Nota: Trecho do poema "Reverência ao destino".

Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens.

Noturno

Têm para mim Chamados de outro mundo
as Noites perigosas e queimadas,
quando a Lua aparece mais vermelha
São turvos sonhos, Mágoas proibidas,
são Ouropéis antigos e fantasmas
que, nesse Mundo vivo e mais ardente
consumam tudo o que desejo Aqui.

Será que mais Alguém vê e escuta?

Sinto o roçar das asas Amarelas
e escuto essas Canções encantatórias
que tento, em vão, de mim desapossar.

Diluídos na velha Luz da lua,
a Quem dirigem seus terríveis cantos?

Pressinto um murmuroso esvoejar:
passaram-me por cima da cabeça
e, como um Halo escuso, te envolveram.
Eis-te no fogo, como um Fruto ardente,
a ventania me agitando em torno
esse cheiro que sai de teus cabelos.

Que vale a natureza sem teus Olhos,
ó Aquela por quem meu Sangue pulsa?

Da terra sai um cheiro bom de vida
e nossos pés a Ela estão ligados.
Deixa que teu cabelo, solto ao vento,
abrase fundamente as minhas mão...

Mas, não: a luz Escura inda te envolve,
o vento encrespa as Águas dos dois rios
e continua a ronda, o Som do fogo.

Ó meu amor, por que te ligo à Morte?

Ariano Suassuna
Poema publicado a 7 de outubro 1945, no Jornal do Comércio do Recife

O salgueiro que se curva à tempestade frequentemente escapa melhor que o carvalho que resiste a ela; e assim em grandes calamidades, algumas vezes acontece de espíritos frívolos e levianos recuperarem sua elasticidade e presença de espírito mais rapidamente do que aqueles com caráter mais nobre.

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

William Shakespeare
In Sonho de uma Noite de Verão