Neve
A Amendoeira
Todos tremem como escravos sobre a neve, Livre eu me escondo dentro dos meus sonhos
Com o orvalho de flores opino sem medo
Sinto as andorinhas e minha terra
Quebraram meu coração
Rouxinóis vão bicar meu ventre
Desesperado em minha casca triunfarei, atrelado a guindastes, perdizes, pardais
a procissão roubada da princesa. Desperdiçando minhas flores para afugentar o medo das pontas de Ananthos,
oh sábio, Tanyontas o santo arco de loucura
E que face pálida é a noite afiada?
Eu trago uma mensagem e eu não me importo!
Η αμυγδαλιά
Κι αν όλοι τρέµουν σκλάβοι µέσ’ στα χιόνια,
λεύτερη εγώ µέσ’ στ’ όνειρό µου κραίνω
τη γνώµη µου άφοβα και µε άνθια ραίνω
το χώµα µου και νιώθω χελιδόνια
να µου σπαθίζουν την καρδιά κι αηδόνια
να µου βαράν τη µέση.
Απ’ το σκασµένο
φλούδι µου θριαµβικό χυµάει, ζεµένο
σε γέρανους, περδίκια, σπουργιτόνια
το ψίκι της κλεµένης Πριγκιπέσας.
Να, τους ανθούς µου ασώτεψα να διώξω
το φόβο από τις άνανθες κορφές σας,
ω Φρόνιµοι, τανυώντας τ’ άγιο τόξο
της τρέλας. Τί αν µαδώ χλωµή στ’ αγιάζι;
Φέρνω το Μήνυµα και δε µε νοιάζει!
*Transcriação por Sebastian Vassilopoulos
Nikos #Kazantzakis sob o pseudônimo de Petros Psiloritis, abril 1914
Pintura: Vincent Van Gogh, 1890
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O frio surpreendeu-a ao sair do carro.
A claridade não chegou propriamente a verificar-se e a neve desembaraçava-se para além da invernal primavera.
Levantou a gola do casaco e puxou-a, tentando não sentir a temperatura que caía a pique.
Um homem olhou-a e fixou-a com as pupilas penetrantemente recortadas. Evitou o olhar ostensivo e apressou o passo com uma facilidade impressionante.
Sorriu à sua própria sombra.
Fizera bem em ir.
O canto dos anjos invadia e adensava o seu pensamento.
Em meio a turbulência, fecho os olhos, vejo um bom livro, uma taça de vinho, uma lareira e neve lá fora.
Traz da neve o seu nevado,
Tão delicado beijo de falares,
A moda do coração pelos olhos representado;
É o que enriquece os olhares!
É o que enriquece a prosa
Não é a externa beleza que vale,
Mas da genuína paixão que prova;
Deste campo, ofereço a ti tal rosa,
Por trazer o céu a mim;
Envolvo-te com falas formosa!
Para um sentimento sem fim,
De um mundo com partes trevosa,
Essa é a prova que podes vir;
O que entrego a ti além de rosas...
Princesa
Pele alva como a neve, narizinho
afilado.
Cabelos escuros ajeitados, queixo
pequeno e redondo.
Rostinho cheio e delicado, retrato
de uma princesa.
Adoraria tê-la ao meu lado.
Te vejo em pensamento, te sinto junto
a mim.
Quem dera fosse real o que penso a toda
hora, e o que vivo a todo momento.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
ANDO
Ando enquanto durmo
Nos recantos escondidos de mim
Onde a neve nunca esteve
Para não derreter entre os dedos
No silêncio agreste da minha alma
Esquecendo o sal que dá a vida
Numa poesia levada pelo vento
Num tempo que o sangue não se sentia
Entre o beijo de fogo num sonho
Nas palavras que se soltavam
Como uma flor que nascia dentro de mim
Onde tu regavas com tanta ternura em silêncio.
Eu às vezes quero falar, mas acabado deixando passar.
É isso vai virando uma bola de neve na garganta, e só eu sei o quanto dói
O vício
Branca como a neve, fina pelo refino.
Proibida, mas transportado por todas avenidas e destruindo famílias.
Aspirada pela narina até chegar a mente é ativar o estado de demência,
Confundir o certo com errado, o todo como nada...
Trocar dinheiros por minutos de prazer, prazer que faz desfalecer.
Respeito não se carrega no peito, se constrói, em minutos se destrói sem mesmo virar herói...
A paz que carrega, descarrega as regras da felicidade.
No final, quem és ?
A vida só se transforma em uma
bola de neve quando levamos
administradores alheios para
gerir tudo o que fazemos. A partir
do momento de nós mesmo sermos
os gerentes tudo irá fluir melhor.
Lá no alto da montanha
onde as nuvens se cruzam com a neve
A breve esperança se banha
na espera de alguém que a leve.
E sim, há recompença
aos poucos que entram na dança
Apenas alguém de coragem
pra salvar a esperança.
Tem Gente
que parece aqueles floquinhos de neve
refrigerando de Paz
a nossa alma!
São Anjos de Luz que Deus nos presenteia.
Retornarei à condição de perfume tão logo a primavera chegue e, sobre esse chão coberto de neve, desabroche o colorido das flores.
Manso olhar
No manso céu do teu olhar vejo uma
vastidão de nuvens alvas como neve,
calmas indo de um canto a outro,
nelas, viajo descanso e sonho.
Procuro, o que de mim pelo caminho
foi deixado.
Revejo momentos vividos, querê-los
de volta impossível, mas poder deles
extrair exemplos, sim, para melhor seguir.
Nos cachos dos teus cabelos, balanço-me
bem devagar, sentido o gosto de te amar.
Na brancura do teu rosto, a paz e a verdade
estão presentes.
Da mansidão dos teus olhos,aos cachos dos
teus cabelos, vivo para sempre, buscando ouvir
a tua boca, tão doce, dizer coisas que só eu
quero ouvir.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A um oceano que aguarda
Por uma tempestade o sol e a neve
Rios e chuva sol e a lua
Nunca esqueceremos que a vida continua
É mais um daqueles dias frios, que mesmo com o sol lá fora sinto a neve cair dentro de mim.
Simplesmente inexplicável, quero ser tantas coisas e realizar tantos sonhos... Será que cabe em apenas uma vida?
Fico me perguntando quantos dias destes serão necessários para ser feliz.
Aquele tipo de felicidade que não cabe no peito e escorre pelos olhos, aquela que contradiz todos os fatores possíveis e grita que você estava errado o tempo todo, porque sim é possível ser cada vez mais feliz...
Poderia dizer que os dias anteriores, foram terríveis e de grande aprendizado, não ser tranquila em um momento preciso, custou um pouco da minha esperança... Mas graças as leis não decifradas, custou ainda pouco, apenas uma parte de mim.
Um turbilhão de pensamentos em redemoinho e um vulcão de sentimentos, existe um pouco de paz em apenas não ser nada, só ser uma menina de muitos sonhos.
... a beleza a trazes em pequenas tiras de seda, finas e leves, puras à neve (...) a beleza é lisura na pele e no teu cheiro caseiro, sorriso que sente-se num beijo que se atreve, o meu vivendo o teu, e o nosso sumindo no caos dos nossos corações...
"...Então veio a neve, o sol se pôs sem pressa e sem nada dizer; a chuva chegava de mansinho e o vento uivava no telhado; o amor recolheu-se para não ser outro vez em vão!"(josé valdir pereira)
