Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema

Cerca de 319050 frases e pensamentos: Nem Sabes Chegaste quando eu te Sonhava Poema

O esforço exaustivo do pianista surdo
ao compor a Nona Sinfonia
o sopro de Deus sobre os mares
na criação do mundo em seis dias
as lembranças dos amores não vividos
tudo isso tem a mesma força artística
das valquírias de Wagner
e do Messias de Handel
para um poeta em desespero criativo.

Inserida por EvandoCarmo

Desalento

De tristeza minh’alma está completa;
A sentir furadas de espinhos;
Na noite em que me sinto sozinho;
Revendo conversas trocadas com você.
Na impossibilidade de ter, caminhei na contra mão do destino, E agora, eu dissipo meus sentimentos sozinho, escrevendo em folhas;
Pensando em você.

-Wesley Giovanny

Inserida por wesleygiovanny

gosto da segurança de criar
raízes em solo firme
mas não significa
que não possa me podar
para florescer em outro lugar

Inserida por acpp

É no barulho do silêncio
E no silêncio da multidão
Que posso ouvir você
Cantando uma canção

É recitando uma poesia
É conversando com a solidão
Que descubro que uma heresia
Pode ter perdão

É vivendo sem vida
É chorando sem lágrimas
É voltando sendo ida
É perdoando com mágoas

Vou vivendo sem sentido
E sem sentimento
Com tristezas
Mas também com alento

Ah, se por um momento
Ela me notasse de verdade
O meu pensamento
Se encheria de vaidade

29/08/2019

Inserida por Paiva

Bora descobrir
Bora viajar
Bora sorrir
Bora se amar

Juro que não queria
Mas na hora que te vi
Eu já sabia
Que te amaria

Te vi de relance
Por apenas um instante
Mas já me apaixonei
Com certeza é amor, eu sei

A melhor arte é a de escrever
Pois apenas em um verso
Posso descrever
O amor que sinto por você

Esse sorriso encantador
Só você tem minha flor
Não sei como vou te falar
Bora se amar?

10/08/2019

Inserida por Paiva

Por que?

Porque...
Uma simples palavra
Que todos buscam
e poucos acham

Por que...
Tenho que sofrer?
Por que...
Tenho que não te ter?

Por que...
Não sei o porquê?
Por que...
Tenho que amar você?

É uma dúvida permanente
Que não sai da minha mente
É um amor inconsequente
Que não posso vê-lo indo em frente

Mas a vida é assim
Nem todos os amores
Vão até o fim
Nem todos passam de dores

Amar não é apenas querer
É também sofrer,
É querer deixar de viver sua vida
E sair em uma viagem só de ida

Apenas os dois
No fim do mundo
Onde tudo vai acabar
Menos o sentido de amar

Amar,um verbo difícil de conjugar
Amar,um verbo fácil de conjugar
Difícil mesmo é equilibrar
Por quê? É o que vou perguntar

Porque...
Simplesmente queria saber
Como te esquecer
Fácil é dizer

Amor antigo com amor novo se esquece
Apenas quando o antigo não lhe merece.
Quando o amor antigo foi de verdade
O novo não acaba nem com a metade

Não sei o porquê
Simplesmente não vou ligar
O tempo vou esperar
Para essa dúvida tirar

Inserida por Paiva

LUZIR D’ALVA (soneto)

Ao luzir d’Alva, no cerrado, a saudação
Ipês, buritis, lobos guarás, doce melodia
Ó que feitiços traduzidos em tal sinfonia
Enchendo o olhar de espantosa sedução

Ah! que rico sertão! ai! que rico sertão
Viste meu pranto e também a alegria
Ó árido chão, de horizonte em ousadia
Cheios d’água, meus olhos, pura emoção

Vendo-me em prantaria, ao vir a aurora
Rubra... A voz da natureza já acordando
Abarrota de contos a algibeira da poesia

Ah! que linda hora! ... ai! que linda hora
E o alvorecer, na fugacidade vai passando
Bordando encanto, no raiar de mais um dia...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2020, 05’25” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

CALABOUÇO (soneto)

Ah! quem há de amar, amor inconstante e criado
O que o coração sofre, e a poesia cria impotente
Sangra, chora, pena e arde o sentimento da gente
Nas lágrimas poetadas num recanto aprisionado

O pensamento escreve, e o desagrado fica ao lado
Catucando a alma com seu olhar tão descontente
Quando nos versos teria que ser o trovar diferente
E, insistente, se faz a melancolia hospedada no fado

Ó palavra pesada, rude, fria e espessa, que penaliza
Abafa a ideia leve, e do sonho põe-se num paralelo
Onde refugia a solidão, numa escuridão governanta

Quem pode achar a expressão tenra, tal afável brisa?
Que sopre rimas que nunca foram ditas, de teor belo
E venha ao amor confessar agrado preso na garganta!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

A Coxia




Palco vazio.
Atores na coxia.
Começa a peça,
Donde antes não havia.
Primeira cena. Na ribalta se exibiam.
Atores interpretando. Plateia, aplaudia.
Sonhos. Queremos sonhos. E por peça isso acontecia.
Fecham-se as cortinas. Todos juntos na coxia.
Uma apertava o vestido. Outro, o script relia.
abrisse e as cortinas. E no palco subiam.
A plateia fascinada. Nenhum barulho faziam.
E a peça prosseguia. Quando o cair da lona.
Toda berlinda aparecia.
Se o que era caixa. Ribalta. Não se sabia.
Misturava-se tudo coxia, araras, atores roupas e bijuterias.
E o povo nada entendia.
Sonhos , precisamos de sonhos. Era o que queriam.
E o canastra. Que sempre queria aparecer.
Improvisou um texto. Para a peça socorrer.
E chamava também a plateia, para o teatro vir fazer.
Se subia no palco, tanta gente. Como nunca se viu.
Em certo momento? Não sabia. O que era coxia,
Caixa, plateia ou rouparia.
Todo mundo falando, todo mundo reclamando , todo mundo improvisando.
E ninguém mais se ouvia.
E da plateia se ouvia. Os sonhos, cadê os sonhos?
E pouca coisa de bom se fazia.
Fecham-se as cortinas.
E os atores saiam. A plateia não via.
E teatro esvaziou.
Era muita realidade encenar. E repetidos fatos para sonhar.
E a peça, divida. Só duas partes encenou.
A parte por detrás da coxia. E a parte, onde toda a plateia via.
Não entendendo nada. Foram o teatro esvaziando.
E o sonhos. Queremos sonhar.
O teatro estava fechado, para nova coxia arrumar.



Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

POETANDO O VENTO (soneto)

Melancólico, gemem os ventos, em secas lufadas
No cerrado do Goiás. É um sussurrar de ladainha
Em tal prece, murmurando em suas madrugadas
Do planalto, quando a noite, da alvorada avizinha

Sussurros, sobre os galhos e as folhas ressecadas
Sobre os buritis, as embaúbas, e a aroeira rainha
Que, em torpes redemoinhos, vão pelas estradas
Em uma romaria, lambendo a sequidão daninha

Bafejam, num holocausto de cataclísmica rudeza
Varrendo os telhados, o chão, por onde caminha
Em um cântico de misto de tristura e de euforia

E invade, o poema, empoeirado, com sua reza
Tal um servo, em súplica, pelo trovar se aninha
O vento, poetando e quebrando a monotonia...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/01/2020, 05’35” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

O moleque da quebrada
teve que sair para trabalhar
cedo, procurar emprego,
Para sua família ajudar a sustentar.
O pai abandonou a mãe com três filhos pequenos para criar.
Faltava comida,Na casa não tinha nada, nem teto paredes ou chão, ali avia somente um colchão, muito amor e esperança de tudo um dia melhorar.
E o moleque da quebrada Que não arrumava emprego não arrumava nada, dele aos poucos foi tirado o pra ser de criança.
Não podia estudar, não podia brincar, no coração só levava ódio e ganância.
Com tão pouca idade o moleque da quebrada encontrou um cara, que dizia ter soluções para todos os seus problemas.
No fim do primeiro trampo chegou em casa com dinheiro para uma comida decente, e jurou para a mãe que a partir dali tudo iria melhorar.
Depois de uns corres vivia cheio dos malotes, e os amigos que se dizia praça cresceu o olho. Não via o que ele passou, ou o que tem passado.
A inveja é uma doença irmão, que cega os olhos, tampa os ouvidos e petrifica o coração.
O moleque da quebrada mais uma vez foi em cana, apanhou da polícia e foi parar no jornal, " adolescente de apenas 17 anos é preso por tráfico de drogas."
Brasil meu Brasil, pátria amada e idolatrada por uns e odiada por outros, como podes ser tão cruel com alguém que foi movido pelas circunstâncias,
O mundo do crime é mais rápido, prático, fádico e instável.
Porém como poderia o moleque da quebrada ver sua família morrer de fome e ninguém fazer nada?

Inserida por kelly_batista_de_lima

Abstinência do amor

Um dia encontrarei um amor tão verdadeiro e tão intenso que jamais duvidadei de sua veracidade.
Pois o amor é relativo de quem ama.

É como uma droga viciante que não se consegueviver sem, e aos que se decepcionaram a fase da abstinência é a pior, ainda se tem sede de amor, mas tem medo de amar.

Um dia eu encontrarei um amor verdadeiro para chamar de meu,melhor do que conto de fadas, conto real.

E se esse dia não chegar, eu me amarei tão intensamente que não sentirei mais a dor da abstinência de um amor, eu serei meu amor.

Inserida por kelly_batista_de_lima

Ao pé dum calvário

De uma rosa, uma pétala pendia inerte
E, incerta, murmurava então: "Será que vou?"
Súbito veio o vento, e a pétala lá voou,
Abandonada às dúvidas que o medo verte.

Dir-se-ia que, naquele terrível cenário,
Repousara ela, tímida, ao pé de um calvário.

Inserida por jao_jaojao

O código da felicidade

O código da felicidade tu já tem:
Olhe para cima e para baixo também!
Veja do seu lado o teu próximo,
agradeça a Deus o que Ele deu em acréscimo...

Repare no espelho o teu reflexo:
Nada é tão difícil e tão complexo!
Olhe nos teus olhos e se descubra
e não fique no chão se te derrubam...

A felicidade tá no seu sorriso
e no seu bom humor se mantém,
porque se continuar é preciso,

é preciso agradecer o além,
porque Deus é o paraíso
que quer sempre seu bem!

Inserida por marialu_t_snishimura

Beija - flor beijador

O beija-flor beijador
mais um vez beijou,
beijou a mais bela flor,
que quiçá encontrou!

No doce mel do beijo
afagou com carinho,
saciou seu desejo,
o pequeno passarinho!

Se assim vive a beijar
respira ele só do amor,
só amor ele tem pra dar!

Ingênua são as flores:
- Num beijo do beijador,
sede o mel e as cores!

Inserida por marialu_t_snishimura

Pensamos e evoluímos
Vivemos e existimos
Tudo é apenas um pensar
E logo desistimos

Inserida por Lucas0Lima

Carbono de Deus

O seu mapa geográfico são seus caminhos,
são seus trilhos e as suas experiências.
Talvez cada um ao descrever seu carbono ideal,
ainda encontram - se inacabados!

Alguns se perguntarão se vieram bem?
Outros terão dúvidas,
mas haverá aqueles cuja certeza dirão:
- Vivi, vivo e viverei!

É este carbono o ideal da vida!
A grata satisfação de viver imortalmente,
porque todos nós somos carbonos de Deus.

Inserida por marialu_t_snishimura

Acredito no impulso forte do recomeçar,
na fé de uma vida feita de pequenas conquistas.
Todos os dias, um após o outro.

Inserida por geraldo_neto

A saia

Acinturada
no zíper ou elástico
até o joelho ou acima dele,
até embaixo também pode ficar!
A saia grudada no vestido ou solta pelo ar,
as pregas pregueadas, as rodadas de renda,
sem elas tão lisas, mas todas elas coloridas...
Que saia usou o soldado armado nas batalhas?
Ôh! Saia dessa ideia absurda provocar o retorno...
na saia da mãe, na saia a saída, a ida e se larga...
ou se alarga, alarga depois se lava se logo alaga!

Inserida por marialu_t_snishimura

Meus colegas fumantes,
A vida não se resume aos vícios praticados, nem acaba na dependência
Sei que começamos por prazer, ou para ter prazer,
mas agora queremos nos ver livres
sentimos falta da roupa limpa
do perfume nas mãos
e no rosto
sentimos falta da liberdade
de não sair já prevendo a hora de se retirar.
Nossos pulmões estão doendo, chorando,
pedindo para que respiremos
para que tenhamos saúde.
nosso corpo quer dançar ao vento, quer sentir o cheiro do café
quer tomar seu banho e ficar limpo
quer escolher uma roupa e ficar com ela o dia inteiro
esses tempos são de mais equilibrio
já foi o tempo em que passava na tv os atores fumando,
que era glamuroso ter um maço de cigarros,
que era sexy e atraente colocar um cigarro entre os lábios.
hoje em dia a beleza vai embora, os dentes ficam amarelados
e cheios de tártaro, e a pele perde a vitamina C, que deveria ser natural ter
É isso, meus amigos, paremos de fumar enquanto é tempo
Pois sabemos que temos outros problemas a resolver
E sem saúde não se resolve nada
Só se atrasa
Aquilo que clama por resolução.
Cigarro não.

Inserida por dienismel