Neblina
Vida Alheia
Todo mundo tem sua vida
...Na poeira, na neblina
Sobre a mesa ou debaixo do tapete.
Abrimos as janelas;
Fechamos as cortinas...
destrinchamos nossas relíquias,
Nossas fraquesas.
Seu rumo... Minha tragetória...
Na sua, na dele, na minha.
Todo mundo tem sua vida.
Cultive seu jardim;
Cuida lá da sua vida...
Eu aqui cuido da minha!
É preciso acreditar que há uma linda paisagem, mesmo quando a neblina turva a visão. É preciso acreditar. O calor do Amor de Deus de repente chega e dissolve as gotículas da dor. E aquilo que antes parecia invencível, torna-se então uma longíngua lembrança. É preciso ver o Amor, mesmo quando tudo indica que ele não existe mais.
Gostaria que teus lábios me causassem lágrimas, e que procurássemos conforto na neblina de um abismo (agora sinto o vento cortando o espaço entre nós)
Ao cair das estrelas
A neblina da tristeza
Ronda por meu coração.
Me perco a procura dos teus braços
Viajo no encanto dos teus lábios.
Como é triste a tristeza do meu coração
Que por
distancia
destino
do seu amor sempre esteve separado
Choro todas as vezes ao olhar para o nada
E saber que a minha amada,está só
Como eu em mais uma noite na madrugada.
"ALGUÉM COMO VOCÊ"
"Surgi em meio à neblina pra dizer que ainda estou aqui.
A esperança de que, ao olhar nos meus olhos os sentimentos reacendessem,
Foi o que me motivou a calçar os velhos chinelos de algodão e sair daquele quarto em que relembro todos os nossos momentos juntos.
Hoje, me deparo com os seus sorrisos e com o brilho singular dos seus olhos.
Mas, desta vez, não é por mim, nem pra mim que eles existem.
Você encontrou uma nova razão pra continuar a sua história.
E, deste elenco, eu já não faço mais parte.
Tudo bem.
Nem sempre as coisas saem como planejamos.
Um dia, quem sabe, eu tenha a sorte de encontrar alguém como você...".
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A Cidade e a Neblina
Na neblina a cidade amanheceu
Sonolenta como os últimos boêmios
E os primeiros trabalhadores matinais
Com seus gorros, capotões e cachecóis
A neblina dá uma certa imprecisão
A paisagem fica sem definição
As capelas e os velhos casarões
Na neblina ficam sobrenaturais
Qual, qual de vocês não acha belo
Quando ela desce
Quando ela deixa tudo translúcido?
Na neblina os rochedos pelo mar
São terríveis para quem fôr navegar
O aeroporto, então, acende os faróis
E não sobem e não descem aviões.
Qual, qual de vocês não acha belo
Quando ela desce,
Quando ela deixa tudo translúcido?
VENDA DOS OLHOS
Silêncio, que noite calma
No céu só vejo neblina
Onde mergulha minha alma
Nenhuma estrela ilumina
Olhando pela janela
Meu pensamento é infinito
E como uma Cinderela
Eu passo pra um mundo bonito
Eu tiro a venda dos olhos
E dos meus pés as correntes
E como um pássaro noturno
Voo e deixo meu coração pungente
Tenho amigos, sou feliz
Sorrio muito contente
Não tenho varão, nem raízes
E desconheço descendentes
Não tenho medo de nada
Nem sinto a hora passar
Mas temo a madrugada
Que o pássaro tem que voltar
E assim vestida de rendas
Chego a pensar que sou gente
Mas outra vez, coloco a venda nos olhos
E nos meus pés as correntes
DESCONSTRUÇÃO
Imerso no magnetismo do colchão,
Perco-me numa neblina de sonhos, miragens e vãs divagações.
Quando acordo,
Possuo apenas um poema
De índole vácua:
E sua teia é navalha
Que o corcel da mente escalavra,
Lancina e mata.
Seu legado é o soçobrar do fluído verbo.
Seu legado é a afasia do produtivo fazer poético.
Seu legado é a elisão do penetrante, sábio e facundo verso!
Assim, o que resta é um poetar sem eco, povo nem reflexo.
O que resta é um poetar sem alvenaria, alicerce, paredes e teto.
O que resta é um poetar com malária, chagásico, asceta, Acético!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
“Poetizando”
Olhando a neblina
a pairar no horizonte
Nada sei de mim...
Só sei que morri ontem,
No poente, como o sol...
E renasci novamente de manhã
É assim que sou feliz,
me contento com pouco
Porque é do pouco
que se extrai o melhor da vida.
E vou seguindo, poetizando...
Pra não ser esquecida,
deixo em cada canto
um pouco de mim!!
, a menina sorrir
Feito brisa da manhã
irradia luz por ondes passas,
já não há neblina à turva-lhe a vida.
Tudo ao seu redor se alumia.
O peso dos dias cinzas
agora é leve feito nuvem de algodão,
por onde seus pés descalços
correm ligeiros
e seu corpo paira
leve feito plumas ao vento.
Ela que avoa feito passarinho
entre céus e terras caminhas,
e pousa a cabeça a onde encontras abrigo, leve tal como ela.
Troca carinhos com o vento,
brinca de ser brisa e ventania,
a tempestade já não tem lugar.
A neblina pode ofuscar sua visão, mais ela não consegue sumir com as coisas que estão do outro lado e nem tão pouco fazer você para de enxergar.
"O dia amanhece sob uma tênue neblina. É inverno, amor. Os pássaros gorjeiam um silvo arrastado. Eu estou a mercê do frio. E o riso se revela congelado na fotografia".
(Em Sofia búlgara e o tabuleiro da morte - Kelps, GO - GO, 2011)
Conheci uma menina, e assim, já mudou minha página, em selos de esquinas, em meio a neblina ou atrás da cortina, já virou minha rotina, mesmo sem disciplina, vou até a china buscar minha mina.
_By: L.Dávila_
A neblina da paixão desenha o formato e a forma dos olhos de quem vê. As conclusões sobre o outro são desenhadas pelo lápis da necessidade de quem precisa.
Levou consigo as petúnias que um dia se abriram e logo murcharam. Levou a neblina o pretenso braço desguarnecido de euforia e sobretudo capturou o que não foi nem inventara e tampouco fez de conta que eram contas silenciáveis. Deixou somente um fio contrastando com a erosão para não ser totalmente estéril e ouvir em sua quase declinação. “Não seja um inseto dos destinos. Foi brevíssima e dúctil a docilidade com que numa farta ironia satirizou a indumentária como um lapso mordaz. Não me sobrecarregue com adjetivos como se fossem graças disponíveis em que não mora nenhuma gramática. Nesse quase mensurável êxtase aceito que partas sem partilhar-me silêncios ou livros ou cetins. Sou dos cortes não cerzidos mas polidos pela simbologia pelo gesto isento de tragédia. Sou uma concepção atípica um cajado sem declínios”
Neblina fina,cai no meu rosto tão levemente,Andando lentamente observando carros na avenida,Eu pensando na vida,Pensando nos meus fracassos que viraram aprendizado,Sabendo que terei que fracassar centenas de vezes serei humilhado milhares de vezes,Para encontrar a felicidade dezenas de vezes.
Vejo uma sombra
Uma neblina
Logo ali na esquina
Avistando o perfume do perigo
Mesmo assim persigo
Por que sei que por ali a uma luz
Que ainda que seja tão escuro
E tão cinzenta
Nossas massas ,nossas fibras
Aguenta
Não puro
A esperança
Uma pétala, a neblina, uma flor.
Um dia cinzento, alguns raios solares.
Amores, amares.
Quão brota a água.
Quão meu feijão.
O leite e mel.
Meu irmão.
Meu, seu abraço, comunhão.
Minha noiva singela, sinderela, rubro escarlate negro olhar, grande loira.
Minha negra branquela.
Que aquarela quero sonhar.
Meu amor, meu amar.
Meu tempo, seu temporal.
A linda névoa.
Suas pestanas a rabiscar meu coração.
Tire sua segunda visão.
Prefiro te nua sobrancelhas.
É que meus lábios são abelhas.
Nuar, no ar, nular, no lar.
É esperança, é cansaço.
É suor, é regaço.
É fonte, é fome.
Travei a luta, tu vais travar.
O verbo conquistar.
Se eu conquisto.
Tu também tens a conquistar.
Conquista o amo.
Conquista amar.
A pena, plena, pluma.
É leve.
Leve mais que amar.
Rei: Giovane Silva Santos
04:10hs 01/07/2022
Nasce um novo dia e nos reparamos com uma rosa rara que nos faz sentir o cheiro da neblina e da natureza e que nos leva até ao seu encanto interior do seu coração. Os seus lábios carnudos e dóceis como o mel a florescer.
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos.
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras e sonhos e desejos.
És bela como um poema cheio de letras a cair pelo teu corpo até à tua essência rosa rara.
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