Neblina
Maestria naquelas tristes revoadas, levam o tempo em desgosto pela russa neblina entusiasmada, ali desatinarão nossos sonhos, em vista turva morte que nos embala, triste se fez a noite ao regozijar da justa madrugada...
Melania Ludwig
30 de junho de 2013 · Editado ·
Bem vindo julho
Mes de neblina ao longe
que parece branca fumaça
de orvalho nos prados
e na grama da praça
de criança em casa
nas férias escolares
de comer pipoca todos juntos
no aconchego dos lares...
mel
Lá fora...
A neblina encobre a paisagem.
O gado aos poucos se recolhe...
Aqui dentro o crepitar da lenha
deixa no ar um perfume de pinho
que se mistura ao odor do chocolate quente.
Sentimo-nos aquecidos e felizes.
Aproveitamos para por a conversa em dia
e dar boas risadas.
O inverno, penoso para tantos,
nos aproxima e fortalece laços...
O frio no campo é mais intenso
mas, precisamos de pouco...
Apenas algumas mantas, lenha seca
e do calor dos nossos afetos.
Cika Parolin
Mãe Natureza
A neblina afaga os cumes das montanhas com o seu gélido hálito, a chuva precipita-se dos céus sobre a terra sedenta, a floresta recebe esta dádiva, absorvendo cada gota que cai no seu âmago enquanto o vento agita as suas copas, é um bailado, em que o ciclo da vida se envolve numa dança intima entre os elementos. Não haverá Primavera sem um Inverno, não haverá flor sem que a planta mate a sede que o Verão quente lhe infringiu, Esta cadeia de acontecimentos é controlada pelo equilibro da Mãe Natureza, que em toda a sua imensidão nos oferece em cada estação a beleza destes momentos.
Gosto de ficar sentado, sempre que sinto o astro molhado, a ver a chuva cair, é como alento, como ter a certeza que uma Primavera está porvir.
Minhas mãos entre as suas
sob a tênue neblina
incensando o cálice da noite
sua voz insistia
antes de ouvir os meus passos
ouvirás primeiro a acústica de silêncios
dos meus rastros
das palavras que deixarei
cair pelos caminhos...
Eu sou escuro como a noite, neblina fria que grita no açoite, sou como lembranças mórbidas de um filme ruim, sou o relento da madrugada , O silêncio das estadas, a malandragem e o nada , uma história trágica com bom começo e um triste fim
Bom Dia!
Um novo amanhecer...
Tudo se renova , posso ver e reconhecer..
Uma linda neblina, tudo branco, calmo em harmonia,
Tudo nos é dado pelo Criador.....nos beneficia.
Sem Deus, eu nada seria.
Letras Em Versos de Edna
AMOR
O amor é como a chuva.
Às vezes é uma neblina,
Uma chuvinha fina.
Apenas uma paz
Ele traz.
Mas nem sempre é assim.
Pode ser tempestade.
Chega e faz um rebuliço,
Transforma, destrói
Um pobre coração
Que jamais poderá ser
Consertado, remendado.
Ficará para sempre
Com as marcas
Que ali passou um amor.
E como vendaval, não como neblina,
Destruiu, aniquilou.
Uns dizem que deixou dor
Porque era paixão.
Que nunca é chuva fina,
Mas furacão.
Que possamos ver a neblina matinal insinuando os serrados cheios de flores, não deixando a neblina do desânimo nublar nossos olhos, impedindo-nos de ver as flores do caminho. Bom Dia!
Posso não saltar de paraquedas ou megulhar nas cataratas, não grito no pico da neblina e saio quase nunca do meu universo particular.
Mas, a minha vida é apreciada a cada noite, batendo a colher na panela, com a única cara que tenho, o cabelo alvoroçado, livre de todo padrão estético e cheirando a canela.
Eu curto cada emoção, enquanto ouço o som do rádio tocar aquelas canções que me lembram outros dias bons.
A vida pode ser boa, quando o silêncio não grita os problemas todo dia e a luz do fogão fica refletindo nos talheres, até na parede da sala. A maior verdade do mundo é a de que o silêncio é um bem valioso.
Serra da Mantiqueira
Passo os olhos, bem longe.
Entre faróis e neblina.
E desce um lagrima quente
em meus olhos?
No horizonte que em curvas se finda.
Subindo junto a saudade?
De viagens a Mantiqueira.
Tantas idas e vindas.
Para hortênsias procurar.
E no morro do Elefante
A cidade admirar.
O silencio. Da companhia.
Um céu. E um cantinho.
Abraçados. E em silêncio.
Dividindo o mesmo vinho.
Tantas lembranças, trago junto comigo.
Que ficou no meu passado.
Tem a estrada, tem a cidade.
Mas, tenho mais o calor.
De seus braços ao meu lado.
Marcos fereS
Serra da Mantiqueira
Passo os olhos, bem longe.
Entre faróis e neblina.
E desce um lagrima quente
em meus olhos?
No horizonte que em curvas se finda.
Subindo junto a saudade?
De viagens a Mantiqueira.
Tantas idas e vindas.
Para hortênsias procurar.
E no morro do Elefante
A cidade admirar.
O silencio. Da companhia.
Um céu. E um cantinho.
Abraçados. E em silêncio.
Dividindo o mesmo vinho.
Tantas lembranças, trago junto comigo.
Que ficou no meu passado.
Tem a estrada, tem a cidade.
Mas, tenho mais o calor.
De seus braços ao meu lado.
Marcos fereS
Neblina
A neblina vem como quem não quer nada
Leve e calma em cilencio pela noite
Vem apagando sonhos destruídos que estão pelo ar , sonhos incapaz de realizar
Meu corpo descansa na grama
No campo do alto de uma colina
A neblina forma sobre mim um manto de sereno, e gela meu corpo levemente
As estrelas desaparecem como vuto do céu, e a neblina toma conta de tudo
Deixa a noite escura fria e umida
Sem sinais ou vestígios de alegria
As estrelas vão reaparecendo devagar
O céu fica como nunca ficou antes
As estrelas manda a neblina embora
E ela vai devagar levando tudo com ela
Levou minha felicidade, tristeza, sonhos, sonhos que jamais seriam realizados,
Os sonhos de ter vc ao meu lado,
Os sonhos de um coração apaixonado
Meu corpo ficou frio em meio ao campo
Coberto de cereno e nada mais
Meu corpo ficou sem história
E jamais sera encontrado, não fara falta.
Neblina
Hoje eu lembrei com saudade
De quando eu era menina
Corria abrir a janela
para ver cair a neblina
Já era aquilo um prenúncio
Que o dia seria alegre
Ficaríamos na cozinha
Enrolados na “corta febre”
Era a casa de madeira
Dois quartos , sala e cozinha
Mas o quintal era grande
Tinha carneiro, cabra e galinha
Um pouco mais nos fundos
Tinha nosso canavial
Chupávamos cana a vontade
E do lado um milharal
Se o sol saísse íamos para fora
Mas se o frio continuasse
Ficávamos na cozinha
Aonde o fogão a lenha
Também nos aquecia
lembrei com saudade
De quando eu era menina
...e via cair a neblina!
Agora que o disfarçado trem
atravessou a neblina da noite
com seus silenciosos versos
estou pronta para a incompreensão
dos desencontros no tempo e espaço,
para o mistério que paira sobre nós.
Tenho olhos enevoados em excesso
no entanto , sei que sinto e assim
escrevo o que extravasa e não cabe
mais dentro do peito. E isso é o que sei:
A vida toda é uma miragem e é o acaso
quem joga os dados no tabuleiro do tempo.
Estou perdida em meio da neblina, sou a última fumaça que resfria. Me perdoe por te cegar mas o amor é mais pesado do que se pode carregar.
Ao abri os olhos pela manhã
contemplei da janela a neblina
dela nascia o seu rosto
olhei e olhei e vi um coração ao seu lado
surpreendido mantive meus olhos abertos
pisquei diversas vezes e a neblina se aproximou
pude então observar o sol e a chuva juntos
imaginei o que seria aquilo
e vi que a vida me mostrava
que estava escrito na natureza
que o seu rosto estava marcado em mim
o sol e a chuva era eu e você juntos
marcado pelo tempo e pela natureza
escrito nas areias do oceano
as ondas não poderão levar
tatuado em meu coração o seu nome
e não há como se apagar
o carinho por você está eternizado no meu ser.
Enquanto eu via neblina no chão
Agora eu vejo fumaça no pão.
Antes,as árvores iam crescer
E agora elas vão morrer,
Em vez de folhas no ar
A fumaça está a voar.
Então seja feliz,
Dos pés ao nariz.
E assim o nosso Brasil ajudar,
E com isso nós vamos brincar e amar
E a amizade a voar
Em vez de fumaça no solar
E assim minha poesia terminar!
Nesse oceano de loucuras
surge uma neblina das ideias,
que se transformam em rachaduras
de muitas outras alcatéias.
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