Nao Mereco esse Amor
Enquanto habitamos esse tabernáculo caído (1º Co 15.52-54), nos movemos como crianças na existência. Mas chegará um dia que seremos como Ele é (1º Co 13.9-12; 1º João 3.2).
Pioneirismo
Pode se dizer que graças a esse pioneirismo dentre tantos outros é que o tradicionalismo da cultura gaúcha se espalhou pelo Brasil e pelo mundo com eventos Nacionais, Regionais e Estaduais. Nos meios tradicionalistas se afirma que o Gaúcho não é unicamente o indivíduo natural do Estado do Rio Grande do Sul.
O Gaúcho é considerado o homem cavaleiro dos Pampas das Américas, que recebe na Argentina, Uruguai e no Brasil o nome de Gaúcho, no Chile de Guaso, na Venezuela de Ilanero e no México Charroe.
O Gaúcho é o vaqueiro, é o homem ligado ao campo e nas tradições, ele que inicialmente era simplesmente um caçador, tornou-se um verdadeiro protetor do tradicionalismo.
Hoje o Gaúcho além de tudo isso é um representante fiel das tradições da maneira simples de viver representado pela família, amizade e cultura.
E fato que todo grupo social, toda a nação, tem sua própria escala de valores e é essa escala que torna os povos espalhados pelo mundo distintos entre si, no mundo porque tem uma escala de valores muito característica, pois cultuam os valores da tradição muito mais focados.
Mas deve se, fazer saber que tradição cada Estado e Região do país têm a sua e todas devem ser respeitadas e apreciadas de forma a manter sempre viva a cultura de valores no Brasil. E viva a semana Farroupilha!
O Sopro da Vida
A vida é esse mistério que chega sem manual, sem pré-aviso, num sopro de luz e choro. Começamos pequenos, frágeis, envoltos em braços que nos protegem de um mundo ainda incompreensível. E, antes que percebamos, o tempo já está nos puxando pela mão.
Na juventude, acreditamos que somos eternos. Corremos como se o mundo fosse um campo aberto, como se o amanhã estivesse garantido e a velhice fosse apenas uma lenda contada pelos mais velhos. Os dias são longos, os sonhos altos, e a esperança mora no peito como uma chama que nunca se apaga.
Mas a vida... ah, a vida gosta de ensinar. E ensina com ternura e dureza, com encontros e perdas, com silêncios e risos. A vida adulta chega sem cerimônia, com boletos, compromissos, decisões e uma saudade estranha de algo que nem sempre sabemos nomear. Talvez da liberdade de não saber. Talvez do tempo em que tudo parecia possível.
E o tempo, esse velho artista, vai pintando rugas no rosto e memórias na alma. A velhice não chega de repente ela se insinua nos detalhes: no cansaço depois de uma caminhada, na dificuldade em lembrar onde guardamos as chaves, na paz de ver os netos correndo e, ao mesmo tempo, na dor de tantas despedidas.
O que é a vida, senão um fio invisível que liga cada momento ao outro? Um bordado de risos, lágrimas, descobertas, erros e perdões. A esperança? Está em cada recomeço, em cada manhã que nos convida a tentar mais uma vez, mesmo sem garantias.
A verdade da vida talvez seja essa: ela passa. Rápida, intensa, às vezes cruel, mas sempre cheia de beleza para quem sabe olhar. As lembranças estas são o que ficam quando o presente já virou passado. São os tesouros que carregamos quando o futuro se torna breve.
No fim, a vida é isso: um sopro. Mas um sopro que, mesmo breve, pode acender fogueiras inteiras no coração dos outros.
Em breve as trombetas tocarão e esse lindo céu azul se abrirá, e seremos arrancados desse mundo para uma nova vida desprovida de sofrimentos e dor, haverá somente alegria e louvor.
MACAQUINHO CURIOSO
Papai, que bicho é esse?
Tão parecido comigo
Eu acho até estranho
Que ele não tenha amigo
Mata o seu semelhante
Só pensa no seu umbigo.
Papai, disseste que ele é primo
Quase da mesma raça
Eu até me assusto
Vive de arruaça
Pobre dos seus iguais
É só maldade e trapaça.
Papai, queria entender
Por que ele nos prende?
Num mundo tão grande
E o pior é que nos vende
Seria especismo puro
Do primo que não entende.
Papai, ele não aceita
A nossa parentagem
Diz que veio do pó
Veja quanta bobagem
Acredita em céu e inferno
Vive numa viagem.
Papai, eu acho curioso
Como o primo se sente
É como se fosse o melhor
O mais inteligente
No fundo eu não queria
Que ele fosse parente
Por ser um simples primata
Que se chama de "gente"
Mergulhado na ignorância
Que furta, mata e mente.
Thiago Rosa Cézar
Esse cheirinho de outono me lembra que estarei de niver, e sempre tem páscoa, chocolates, passeios, festas, muita gente linda por perto, me desejando felicidades, face book trazendo as memórias dos últimos anos, uma memória puxa a outra.... Então me vejo menina moleca, menina mocinha, menina mãe, menina viúva... e a menina vira pai, e vai buscar o pão, ganhar o mundo, e criar os rebentos. E a menina deixou de ser mãe, e sem ser menina mulher, se enfiou dentro de uma armadura, e saiu por aí com sua espada na coxa....
G.M.
Ontem eu meditava sobre uns conselhos que dei para o meu caçula...
Esse tal mundo paralelo, as influências, a vida vai dando sinais. Somos sim experimentos de algo muito maior que está por vir. A Matrix é real. E o despertar é sublime. Há uma grande mão dirigindo o mundo, em seus dois estágios. O antes e o depois, o natural e espiritual, o sagrado e o profano. Nascimentos, renascimentos, morrer para viver, vivificar, a luz, eternidades. A eterna busca do homem espiritual. Enquanto o homem natural se atropela entre desejos desenfreados, sodomias, pedofilias, e busca incessante por poderes menores. Voltam ao pó em absoluta miséria, deixando milhares de dinheiros acumulados.
Nunca perca a fé em si mesmo e nunca perca a esperança. E lembre-se de que, mesmo quando esse mundo mostrar o que tem de pior e lhe der as costas, ainda assim sempre haverá esperança.
Quando você me olha com ternura
Me faz me sentir menina,
Com esse olhar meigo,
Me faz feliz.
Seu jeito inocente
Me faz sentir segurança.
E mesmo estando distante,
Ainda tenho esperança.
Querem o meu tesouro? Pois muito bem, eu vou contar. Riquezas, fama, poder. Nele está tudo que esse mundo pode dar a vocês. Fiquem à vontade para pegá-lo. Vão para o mar. Meu tesouro é de quem encontrar.
ABSTRAÇÃO
Esse esvanecer de ter-se consumido
Em todas as noites ter se diluído
Essa neblina, brisa, maresia...
Ledo engano, falsa alegria,
Dissipar-se assim gás e vapor
Por que não existir somente basta
Vagas enormes a afogar meu::” eu o que sou?”
Eu me pergunto, esfumaçando no vazio,
Nesse oceano a afogar o ser,
Como sumir nessa mentira imensa e vasta
Como compor-se na abstração do amor...?
QUASE
Quase nada é esse vazio,
Esse fenecer, esse desfalecer,
Quase nada é esse Quasímodo
Emergindo do lago,
Qualquer que seja o motivo,
Quase, não chega a ser imperativo,
Quase não é um quasar,
Um buraco negro, um negro no buraco
Um jaguar, qualquer jacaré
Quase um beijo,
Não é uma história de amor ...
Um percevejo,
Quase que eu não percebo... quase.
Esse vazio é um cadafalso,
Quase um falso, em cada palavra
E a corda aperta o pescoço...
Até que eu flutuo
Insustentavelmente leve, quase brisa...
Consome a ilusão que eu sou,
o infinito a limitar-me assim
eu tenho esse desinteresse em síntese
a tese do me deixa vagar que eu vou devagar...
MORANGO
Eu ainda tinha um ideal
Mas esse capitalismo consumia os sonhos
E o que eu escrevia era romântico demais
Pra filosofias tão ocidentais;
Eu ainda não me estabelecera,
Aliás meu sonho era exatamente a instabilidade;
O azul anil desse vazio me acolhia
Como um astronauta perdido
Entre morcegos, meteoros e cometas...
A ilusão é o meu pilar,
A abstração é se realizar...
As tuas narinas me atraiam
E a tua língua parecia um morango
Dançando como uma oferenda
Ao som das tuas palavras;
Abstrato, eu te possuiria por todos os poros,
Astronauta eu te levaria a virgem
E virgem você me levaria a qualquer devaneio
Eu ainda tinha um ideal
Quando não tinha ideia do que era a castidade,
Como ela consome o que temos de casto,
Minha via láctea era teus seios
E hoje eu ceio os tão bem nos meus sonhos
Quando eu falo de abstração
Não é aquilo que eu falo aos teus ouvidos,
O que eu falo se derrama sólido entre sussurros
Embaçando a luz do abajur
Abstrato não é o que respinga no teu rosto
Que humilha, profana, mas apraz
Abstrato é o que trava na garganta
Ao perceber que perdemos a ingenuidade
Sem ingenuidade perdemos nossos sonhos
E sem sonhos castramos os ideais...
Felicidade?
-sabe essa procura incessante,
Essa luta desgastante, esse turbilhão de emoções :incertezas, receios, insegurança...
Esse vai e vem incessante da luta do cotidiano na batalha por realizações. ..
Quando tudo isso passar algum dia, você vai dizer: ah, eu era feliz e não sabia...
