Nao me Pergunte quem sou
Se é dinâmico aqui onde sou, é por onde me vou, prá recordar na satisfação do olhar, em sábio provar.
SAUDADE
Sou brasileiro e sinto muita saudade.
Namorando a tristeza que sinto agora,
Além de sentir, posso falar de saudade.
De uma saudade única e verdadeira.
Saudade do Brasil que levaram embora,
me abandonando em terra estrangeira.
12/06/2020
Eu sou tempestade agressiva
que chega e te invade,
ou córrego de água tranquila
que passa e deixa vontades.
Trafego por entre mundos,
me banho em todos os mares.
Sou dona de um mundo profundo,
sou um fundo de vaidades.
E dos elementos do mundo,
sou o único que invade.
Fonte misteriosa, força da natureza.
Pareço inofensiva, se anseia por beleza.
Movimento com o vento, por me permitir soprar,
mas não há quem suporte, quando me começo a irar.
O fogo por maior que seja, apago com criatividade.
E muitas vezes evaporo, filtro a negatividade.
Muita gente me retrata, por ter grande energia.
É que capto forças, mas não controlo a euforia.
Quando em estado normal, eu continuo a correr,
desaguando límpida como antes deveria ser.
E aos muitos que me contestam, digo: Sou transparente.
Ao alterar meu curso necessito avisar,
que aquilo que me pertence, um dia vou resgatar.
Deixando sempre um aviso: Não é bom me ferir.
Pois em segundo retorno, nada deixarei existir.
Então ame a minha calma e aparente inocência,
porque o meu lado negro, é também minha inconsciência.
Resiliência
Pertenço a Hefesto, sou uma dádiva de Promoteu, o grande erro que o titã cometeu.
A propósito, o grito elétrico me fará surgir,
preciso de apenas uma faísca para emergir.
Engrandeço, consumo o que você usa para sobreviver.
Se me respeita, não deve temer.
No momento de escuridão, sou a única salvação.
Sou livre, minhas silhuetas dançam como a brisa mandar.
Sou potente, ardente, borbulho o sangue ao aproximar.
O calor confortante que sente fui eu que produzi.
Tu achas que pode me controlar, mas fui eu que te seduzi.
Eu vou me alimentar, não adianta lutar.
Tomarei o espaço, deixarei meu rastro, a poeira cinzenta vai te lembrar.
Não te espante, perturbo para renascer a diversidade que deve florescer.
Quando menos você esperar, estarei aqui para lembrar, que muitas vezes perdemos tudo para prosperar.
É, precisamos construir uma conexão baseada no apoio e na lealdade...Sou romântica, quando acredito que achei a pessoa certa não desisto facilmente.
A ESCLEROSE
Sou uma prisioneira dentro de mim,
Meu corpo é minha própria cela
E minhas grades são os meus pensamentos...
Já não reconheço minha face no espelho
E as mãos cianóticas não podem mais segurar meus sonhos.
Vivo entre grasnidos e estertores,
Embora o pulmão e a mente ainda guardem aspirações.
Meu coração é um animal selvagem,
Que entre arritmias ainda palpita por dias melhores.
Mesmo que a digestão esteja comprometida,
Não vou engolir esse sentimento de derrota e melancolia.
Mesmo cheia de sintomas, ainda cultivo uma esperança.
Uma dessas pequeninas é verdade,
Mas tão resistente, tão ectasiada,
Quanto os últimos capilares que ainda restam em meus dedos.
Essa esperança, assim como os sonhos,
São especiais, porque são para poucos.
Ela é um resultado de se saber
Que dias melhores virão,
Porque existem heróis de máscaras e aventais que lutam por mim.
E entre Raynaud e prognósticos,
Vou afastando as sombras.
E como já disse o poeta,
Não acrescento mais dias à minha vida,
Mas sim vida aos meus dias.
RESISTÊNCIA
Símbolizo meus argumentos com punho erguido, sou mulher preta no enfrentamento ao racismo...
Homem de pouca fé
Pra viver o milagre é preciso crer
Vencer o próprio medo e nunca temer
Eu sou com você
É hora de viver o sobrenatural
E ver o meu projeto em tua vida se tornar real
Minha sina é sempre querer residir em corações que nunca tiveram espaço pra mim. De amor eu sou sem teto.
Duplo Semblante
Algum vestígio de mim
Me restringe à Maldade
Em incertos momentos sem fim
Sou um carrasco sem piedade
Esse mal que me domina
Não conhece o destinatário
É uma doença,
Um mal,
Minha ruína
É da minha estrutura o operário
Ao espelho minha face reflete
Um semblante partido ao meio
Um mal que me sorri
Sem nenhum receio
Emparedado a uma face bondosa e inerte
Um monstro oculto, refugiado.
Constrói morada
Assombro vazio da madrugada
Vírus fatal incurável
E a face oposta pranteia-se
Embebendo a face condenada
Repousada no leito escuro
Tristeza galgada
Some em sono profundo
Incerta Noite entrevada
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