Nao me Comove mais
E aí eu fico num momento em que eu não sei mais o que é certo e errado porque as lágrimas confundem não apenas meus olhos,mas minha mente,embaçando minha alma.
É como a chuva,porque chega um momento em que não da mais para conter a represa e aí eu explodo,como uma grande tempestade. Mas o que me consola é que sempre depois da chuva vem um arco -íris seguido do sol. Estou esperando meu sol voltar para casa,só que a espera é um longo caminho a ser percorrido ;um intermédio entre a tristeza e a felicidade,o sol e a chuva.É o que chamamos de arco-Íris.
Mas eu queria dizer que estou viva.Já não dói,não sangra,e não mais derramo lágrimas em meu travesseiro.Estou feliz pulando poças de água deixadas pela chuva.E pode dizer para toda essa gente,que mais parecem urubus em busca de carne fresca,que se diverte falando mal da vida alheia que vão cuidar de sua própria vida porque eu não tenho que dar satisfações a ninguém e vai precisar de muito esforço para me derrubar.
E sei lá,chega num ponto em que seu coração está tão esburacado que um buraco a mais ou a menos não faz diferença.
E estou tão cansada de viver! Tão, tão cansada que não mais sonho, não mais desejo, não mais tenho esperança na vida. Não mais vivo, portanto, apenas existo.
E sabe quando você se acostuma com sua dor a ponto de não mais senti -la? então,é como se você estivesse com câncer,porque você sabe que aquilo está impregnado em você,te matando lentamente,e que só vai embora após uma elaborada cirurgia.
E não importa se mais tarde você vai sofrer ou chorar lágrimas de sangue,se você amou,valerá a pena.Não estou falando de um amor breve como as flores primaveris ou as folhas amareladas do outono,mas de um amor duradouro como o canto dos pássaros que cantam todos os dias com o mesmo fervor;seja nas manhãs geladas do inverno,seja nos dias febris de verão.Por isso,se você amou um dia não se arrependa se hoje está sofrendo porque você está apenas pagando pelo seu amor,Tudo na vida tem um preço,e o amor não está impune a essa lei.
Hoje percebi que não precisava ficar triste por minhas notas e por você não me querer mais.Isso porque descobri que sempre depois das tempestades as nuvens dão lugar ao sol,que através das gotículas de água sofrem refração e decompõem a luz gerando o arco íris.E hoje o sol brilhava,as crianças corriam pelo pátio ,todos tomavam seus sorvetes e até você estava lá,fazendo tudo ficar mais colorido.As vezes a vida é maravilhosa.Mas ela tem que ser,para compensar as coisas ruins que acontecem.
Eu não quero ter que dividir você com ela.Nem com mais ninguém nesse mundo! Entende o que estou dizendo? Você não é um bolo que pode ser cortado em vários pedaços e sim um sorvete.Sim,um sorvete,você já viu alguém cortar um sorvete ao meio? Não,porque não da,ele derrete se você tentar dividir.E estou de repente me sentindo como a criança mais egoísta do parquinho ,não querendo dividir meu sorvete com ninguém.Então se for para decidir o que fazer,decida logo.Porque aí eu te espero ou te esqueço.Esperar dói e esquecer também,mas não saber o que fazer é o pior dos sentimentos.
Agora não sei mais nada . Acho que o filme acabou faz tempo e esqueceram de me avisar . Acho que fiquei sentada olhando os créditos e esperando uma cena inédita no final que me esclarecesse alguma coisa . Só que nesse meio tempo as luzes estao se apagando e acho que não tem mais nada depois dos créditos
Respirei aliviada . Até então nenhum sinal de você. O vento soprava e não trazia mais seu perfume . E os caras que passavam por mim na rua não eram nada parecidos com você , simplesmente porque eu parei de te ver em todos os lugares . Não havia ninguém para mencionar seu nome e me deixar triste e irritada .Nenhum sinal de você. A vida seguia sem nenhum sinal de você . Eu me sentia grata por isso como se enfim houvesse encontrado a paz .
Algo está mudando pois já não me sinto tão vazia e deprimida , não estou mais como Holly em P.S Eu te amo , toda acabada como se tivesse perdido um pedaço da alma, e de certa forma ela perdeu. Eu também achei que tivesse perdido mas só perdi você, e não toda minha alma , e não toda poesia , e não todo oxigênio que preciso para respirar.
Desculpe ser tão franca mas a verdade é que não acredito mais em juras de amor e como diria Paula Toller , “solos de guitarra não vão me conquistar” ,não mais, e sabe por quê? Por sua causa. Porque você mentiu que me amava e partiu meu coração diversas vezes, tantas que até perdi a conta. Por um lado é bom, porque você me fez forte, por outro é ruim porque você me fez fria.
Você provavelmente não tem a menor, a mais remota ideia de como me deixa com um simples SMS. Eu geralmente sou tão calma, paciente, controlada e você consegue me deixar louca a ponto de bater as portas da biblioteca ao entrar fazendo todos olharem para mim, de sair correndo pelos corredores como se eu tivesse algum problema ou ainda de beber muitos copos de água, um atrás do outro, que é o que faço quando estou muito ansiosa. E isso tudo faz com que as pessoas ao meu redor fiquem olhando para mim e duvidando de minha sanidade mental, mas eu não ligo, porque eu me sinto plena , como se o amor me esmagasse de dentro para fora. Esse é o efeito que você tem sobre mim.
E se ele não me quisesse mais ? E se ele achasse que não daríamos certo ? Que éramos complicados demais para ficarmos juntos? E se as declarações de amor fossem falsas ou o amor não fosse suficiente para ele ficar ? E se como todos os outros ele fosse embora e não ficasse nem por descuido nem por poesia como afirmava Chico Buarque ? E se. Duas palavras. O suficiente para destruir sua felicidade.
Hoje eu percebi que não te amo mais,que eu estou curada e pela primeira vez em anos, eu não te amo, não dói, não sangra e eu posso dizer que essa coisa tóxica e doentia acabou! Eu já não penso em você e você não faz mais parte da minha vida.E eu estou aqui agora, sem tristeza nem com a saudade dilatada em cada um de meus poros e não levo nem raiva nem tristeza, dor ou mágoa, levo apenas paz.E como Gonzaguinha, eu estou soltando a minha voz, coração na boca, peito aberto, mas diferente da música, eu não estou sangrando, eu estou respirando, eu estou sorrindo, eu estou vivendo.
08 de junho
Meu querido Rick, eu sei que prometi que não ia mais te escrever, e você sabe como essas cartas são humilhantes para mim e dolorosas- porque o amor sempre tem um quê de dor-, mas eu não pude evitar...a saudade apertou e eu não tive outro recurso senão escrever. É que escrever alivia o peso de minha alma, lava as feridas e me ilude fazendo eu pensar que um dia você lerá esses pensamentos tolos que escrevo. Os dias têm sido bons na escola, e eu achei um jeito de conseguir minha alforria e fazer os garotos não me baterem mais. Claro que isso envolve passar cola para eles, e sei que não é certo, mas é a maneira que eu consegui. Ah, e tenho feito tantas amizades, como Paloma. Queria que você tivesse a oportunidade de conhece-la um dia. Já é começo de junho e começa a esfriar, com o outono dizendo “au revoir” de maneira sutil a todos nós. Eu adoraria lhe falar de pontuação, embora você, como a maioria das pessoas, odeie português e não consiga entender a beleza da nossa língua. Ok, talvez eu não lhe explique a função de cada um, mas eu apenas lhe digo que tenho colocado vírgulas demais nesse amor que sinto, tenho dado pausas demais, separando termos e rezando para que as coisas deem certo um dia, quando deveria colocar logo um ponto final e finalizar isso tudo; essa agonia, esses sentimentos, essas cartas sem sentido que você nunca vai ler. Você me arrancou pontos de exclamação demais, fazendo meu mundo ter mais emoção, mais vida, e eu agradeço por isso, mas agora chega. Quer dizer, tem que chegar, porque eu não posso amar você para sempre. Eu só não sei como se para de amar alguém e segue sua vida, apagando memórias e sentimentos, como quem passa uma borracha em tudo. Ah, mas estou farta, muito farta de lhe amar! Estou farta como Ana Carolina na música “Vai”, que parece que foi feita para você, porque eu quero te expulsar meu coração, mas não consigo. Eu nem sei o que fazer com esses versos, esses versos que explodem dentro de mim, como um tsunami. Tudo bem, vou parar com a bobagem que foi essa carta, e eu gostaria de usar um ponto final e enterrar você para sempre, mas por enquanto eu só posso lhe oferecer um ponto de interrogação, um “será?”, um “talvez?” como uma pergunta do tipo: e será que desta vez vou te esquecer?
-Annie.
Eu não era mais uma garota, eu não era mais uma mulher; eu tinha virado nuvem, minhas pernas adquiriram a consistência de uma geleia e eu facilmente poderia me dissolver no chão como espuma. Eu tinha apresentado meu TCC, eu tinha conseguido e quando todos me aplaudiram eu me senti como uma estrela brilhando no céu. Marilyn Monroe dizia que "todo mundo é uma estrela e merece direito ao brilho" e sabe que ela estava certa? Eu brilhava tal qual uma estrela e de repente nada no mundo se comparava àquilo, àquela sensação de sucesso, de reconhecimento, de glória! Nenhum amor pagava àquilo, nenhum beijo, nenhuma viagem, pois aquela vitória era minha, somente minha e isso ninguém jamais poderia tirar de mim! Minha alma virou nuvem e naquele exato momento eu me sentia brilhante, eu me sentia uma estrela, eu me sentia infinita....
Sabe o que percebi ontem? Eu não sinto mais ressentimento em relação à Bia e em meu coração, de algum modo, não sei como, não sei quando, eu encontrei uma forma de perdoá-la, pois quando eu estava agoniada em relação ao meu relacionamento foi tão fácil conversar com ela e contar tudo.Ela me perguntou: "Você está apaixonada por ele? Se você vir que isso não vai dar em nada, pule fora antes de sofrer". Eu não soube responder o questionamento dela, mas me senti grata pelo conselho. Então hoje eu poderia ter ficado em casa, sabe? Mas eu senti que precisava ir, porque hoje era o dia em que ela apresentaria o TCC e eu de alguma forma senti que precisava estar lá, que precisava estar lá por ela. Isso soa um pouco bizarro, não? Depois de tudo que aconteceu entre nós...Mas eu fui, tentei acalmá-la, fiquei ao lado dela a noite toda e quando todos a aplaudiram , eu aplaudi também e senti orgulho dela. Foi nesse momento, com a chuva de aplausos que eu percebi como eu queria, mais que queria, como eu precisava estar ali por ela, como me orgulhava dela e como eu a tinha perdoado, como em meu coração eu encontrei essa forma secreta e silenciosa de perdão. Eu sei que nossa amizade talvez nunca mais volte a ser o que era, aliás, eu duvido que volte, mas o importante é que eu a perdoo, de todo meu coração eu a perdoo!
Sei que faz tempo que eu não escrevo- mais de um mês!- é que eu estava devastada, desanimada demais para escrever. Parecia que eu havia secado! Eu me sentia uma árvore seca pelo inverno, maltratada pela geada e com receio e nunca mais florescer. Uma árvore seca ainda como ser considerada uma árvore? Uma escritora que não escreve ainda pode ser considerada uma escritora? Eu não sei responder. Achei que tivesse perdido a poesia. Achei que nunca mais conseguiria parar de chorar. Achei que ficaria paralisada para sempre como alguém que leva um choque e fica em estado catatônico. Mas adivinhe só? Eu não fiquei. Eu sinto que uma parte minha morreu e doeu mais do que cabe em palavras. Nos sete primeiros dias eu vesti-me de luto, nos quinze primeiros e só chorei, mas eu tive uma espécie de epifania e sinto que renasci. Eu renasci, tal qual Perséfone e eu me sinto tão diferente...
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