Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Fome de viver
Tenho insaciável fome de vida! E é tanta; tanta fome, que em alguns momentos há o receio de que o tempo que me espera – quanto, só Deus sabe – por mais extenso que seja; não consiga amenizar nem metade das sensações que essa avidez me causa; tanto mais na alma que no estômago. Receio justificado, não por qualquer tipo de pessimismo, mas muito mais pela qualidade do apetite. Pois que é o tipo de fome que de se alimentar só se aumenta. Porque quero muito, quase que tudo e quero muito mais.
Quero nutrir-me muito mais de tudo o que sustentou decididamente meu corpo e espírito até aqui. Quero mais do pão e do vinho. Quero a insuperável energia advinda do alimento espiritual, e neste; o apreciar do paladar divino. Quero mais ternuras de algodão-doce e travessuras de pé de moleque; pipoca, sorvete e todas aquelas delícias com encanto e sabor de infância. Quero degustar um tanto mais do tempero apurado na presença da minha família e do agrado prazeroso que de cada um deles emana; daqueles só possíveis de serem saboreados em “casa de mãe”. Quero quilos e quilos de sal (e também açúcar, pimenta, água e fogo) com o meu amor, diluídos em doses contínuas de cumplicidade, lealdade e respeito. Quero estoques intermináveis da voz macia, dos sorrisos doces, dos abraços quentes, dos beijos suaves, dos olhares inocentes e tudo mais que vem da minha filha, que me faz experimentar sempre o melhor do céu, da terra e do mel. Quero mais do gosto dos encontros compartilhados, dos olhares afetuosos, das aproximações despretensiosas, dos risos fáceis, dos choros compreendidos, das diferenças respeitadas e dos sentimentos sinceramente correspondidos.
Meu apetite voraz não para por aí. Cobiço encontrar naquilo que já provei os condimentos que, na época, não identifiquei. Tenho desejo de reconciliação, redescoberta e recriação das iguarias já degustadas. Sabe aquele tipo de comida (re)inventada, simples e ao mesmo tempo requintada, tanto na aparência quanto no sabor? Pois é, tenho fome desta também.
Meu desejo guloso manifesta sensações de sede. Tem ânsia de mundo, disposição ávida de futuro, de descobertas, de estreias, de surpresas, de novas e tantas outras formas possíveis de me fazer ser e existir. Minha fome é, por demais, sedenta. Sedenta de literatura, livro, poesia, palavra e poema. Quer alimentar-se, mas jamais por completo saciar-se, de sabedoria, de sustento e de vitaminada flexibilidade. Meu apetite apetece se deliciar com a leveza de boas músicas, agradáveis filmes e admiráveis imagens. Tenho desejo imenso de muito trabalho; com o outro – concomitantemente convidado de honra, anfitrião e chefe renomado – partilhar da mesa saborosa de emancipação e farta de potencialidades.
Tenho desmedida fome de vida, de paz, amor e felicidade. De tudo o que me alimenta, nutre e hidrata. Como, como; bebo, bebo e, de querer, não me farto. Mas sabe o que é melhor? Embora eu esteja ganhando quilos com tanta ambição, nenhuma grama tem peso de gordura. Acredite! Nadica de nada. Pois o ganho que tenho – e que consigo aos poucos ir acumulando – no corpo, na alma e no coração é outro. São quilos obesos de expectativas e tentativas de bem viver, muito amar, e tanto mais ainda degustar o bom que há em tudo, até a última gota. Desconfio que seja salutar e que não mata.
AINDA HÁ TEMPO
Temos manias de adiar tudo, de deixar tudo para o próximo momento, pra amanhã, pra depois. Isso é um
erro, levando em consideração que podemos esquecer o depois e focar no agora, por que embora o amanhã importe muito, só vamos chegar lá se fizermos nossas obrigações nesse instante. Nos esquivamos por vários motivos, talvez seja esses o medo? A preguiça? Ou a pura teimosia de achar que tudo pode esperar? A vida passa a cada segundo, muitas coisas podem sim continuar intactas amanhã, mas outras coisas na vida não esperam, e se ficarmos adiando cada vezes mais as nossas obrigações, ou aquele momento que ao invés de ser vivido agora, a gente deixa pra viver só amanhã, se a gente continuar a adiar isso, sempre vamos estar um passo atrás.
Vamos olhar pro agora, pois ainda há tempo, ainda há tempo de mudar o amanhã, de fazer o que deve ser feito. Não se pode deixar pra depois, pra amanhã, semana que vem, pois como diz a musica “Semana que vem não pode nem chegar”, e é querendo ser realista que digo com certeza, não pode nem chegar mesmo.
Todos os dias nós ganhamos uma nova chance de recomeçar, e esquecemos isso. O certo é começar a lembrar dessa chance, aproveitar ela, por que já que todos desejamos um amanhã melhor, vamos usar a chance de tornar ele valido a partir do agora.
Com o tempo percebes que o Mundo é mesmo assim, e pessoas hipócritas há aos montes. Vamos tropeçando em algumas, mas temos sempre a opção de as desviar do nosso caminho. É o melhor de tudo. Somos nós que escolhemos . Quem não interessa, não interessa. E isso basta.
Para criar, precisamos aprender. Quem sabe mais, cria mais. Há que aprender para pensar, pensar para criar.
VOZES NO DESERTO ( Diante de um Mundo Novo a ser criado... __Canto de Consolo !...) :Sempre há ( boas ) vozes soando / no deserto !... / Seus __ ecos...__ / são imortais !...
Há quem pense que Deus é um animal indefeso e assustado correndo pelas safanas africanas, sujeito a ser acuado, ameaçado e obrigado a fazer algo ou a se submeter alguém,etc.
O senhor Deus transcende toda a sua criação, e os homens são equivocados em demasia quando tratam de Deus como um ser dependente de suas escolhas,quanto que na verdade somos por ele conduzidos a salvação ou ao inferno!!!
O único ser necessário é Jesus,o único cujo a alma do Senhor se compraz, por intermédio de Cristo é que tudo se fez, e isso é louvável!!!
Abacaxi tem casca grossa mas pode dar um excelente doce...
Obrigado pelos parabéns!
Há quem diga que às vezes sou rude, um tanto grosso,...
Prefiro dizer que sou autêntico, quase não faço média e prefiro poucos e bons amigos do que uma turma grande, onde o comprometimento e a solidariedade começam com um porre e acabam com o fim da ressaca.
Entretanto,não há como deixar de baixar a guarda, diante de tantos cumprimentos, abraços virtuais e desejos de sorte, saúde e vida longa.
Até mesmo as frutas de casca grossa podem fazer excelentes doces.
Foi assim que me sentí ontem com 129 curtidas e 148 comentários pelo meu aniversário.
Obrigado a todos, gostaria de individualizar a cada um o que senti exatamente, seja pelas curtidas pró forma ou pelos sinceros desejos de felicidades.
Podem todos saber que há um sexto sentido que faz com que a gente sinta quem é mais ou menos sincero, quem só marcou presença ou quem me daria uma braço forte caso fosse possível.
Até para o ano, espero...
Sempre há aquela musica que faz se passar um filme na mente, trazendo lembranças, que muitas vezes o deixa na angustia de não saber o que fazer, porque a lembrança
surge, e mesmo as vezes a lembrança não sendo boa, você escuta aquela melodia, que te trás uma sensação de viver o passado, viver lembranças, trazendo uma emoção naquele
momento, que após passar essa emoção, lhe deixa bem mais aliviado da angustia, e assim, dando aquela sensação de um pequeno frio na barriga, libertando a alma,
pronta para tornar outra melodia parte de seu presente, que futuramente se tornará seu passado.
E há o doce momento: Uma dentada na fruta, a amada desfrutada, a tonalidade da vida nos botões das flores e nos de liga e desliga.
Se há motivos pelo qual estamos de pé,primeiro é pela graça de DEUS,segundo tem joelhos dobrados intercedendo por nós
São nós momentos mais difíceis e dolorosos, que devemos extrair o que há de melhor de cada um de nós e seguirmos em frente, mesmo na incerteza da vitória!
Dentro de mim há um baú cheio de lembranças, bens preciosos que nada, nem ninguém vai conseguir apagar.
É chegado o momento do fim da transição. Há 30 anos esperamos por uma ruptura que nos eleve a outro patamar, ao próximo estágio. Há 30 anos essa ruptura é prorrogada pela pasteurização do debate político vendida com o nome de governabilidade. Uma mentira que criou e alimentou a ditadura das maiorias parlamentares, sem as quais nenhum governo poderia de fato governar na frágil democracia púbere. Uma mentira que tornou a peemedebização da política numa verdade inarredável e disseminou a prática delituosa da cultura fisiológica trambiqueira em ofício comum no exercício do poder no país. No lugar da cidadania plena, a lógica hegemônica estabelecida pelo capital e seus interesses tornou-se a medida exata a ser obedecida pelos partidos do pós-ditadura e implementada pelos governantes da Nova República. É essa práxis política, que se fortalece governo após governo, a mãe das relações incestuosas entre o Estado e o setor privado. Que caia finalmente a Nova República e que se instale a Verum Res Publica.
Há uma vela que tem por sina findar-se.
Há um pavio, que tem por fado, queimar-se.
- vulneráveis ao fogo, que inflama!
Em plena dor, em chama!
Pelo tempo consumida;
vida, vida, vida, vida!
