Nao Gosto do que Vejo
Penso em você a todo estante, em um momento singular em segundo penetrante, sinto sua falta vejo coisas tão belas, sonhos casas,calçadas, passarelas ... Quem sabe vi uma casa onde dentro morava o sol, de fato não foi uma casa mas sim o pôr do sol, quem sabe vi estrelas em um escuro reluzentes, de vários tipos, desde as mais embaçadas até cadente, quem sabe vi no céu um lado escuro e me perdi fiquei assustado, quem sabe vi o universo o verso do azul que estava, quem sabe vi um monte do alto vi sabiás ou então variações de notas com muitas tablaturas, quem sabe vi apenas um pintor e sua gravura, quem sabe vi o vento empurrar as coisas natas, quem sabe vi um balanço a procura de uma balançada, quem sabe correram os livros, quem sabe correram as páginas, quem sabe vi um livro onde as páginas não estavam, quem sabe eu nunca vi, ou então só fiz pensar na sala do meu sofá, mas de fato eu só pensei no que não podia comentar.
A cada dia que passa vejo que o mundo realmente acabou em 31 de Dezembro de 1999 às 23:59, está tudo cada dia mais errado.
Astronauta
Olho pela janela e vejo uma multidão correndo sem direção,
Vejo carros, vejo cores
Vejo que nada a fará parar.
A voraz corrida me assombra, me faz pensar
Para onde irão estes que correm?
Por onde passam derrubam, consomem, destroem...
E nada vivo resta, apenas as vivas lembranças de um dia existir.
O barulho de sua marcha me dói na alma, os gritos, as brigas
- Gananciosos sois!
Correm para o nada sem saber que são infinitos, são bem mais
Uns batem e voltam, outros nem pensam, apenas correm...
Poucos olham para trás e assombrados têm medo de voltar
Anos parecem segundos e os segundos são fatais para quem para
Aqui de cima tudo parece estranho, tudo é nada.
Como podem diferentes serem tão iguais?
Eu olho pela a janela do meu quarto de hotel e vejo pessoas seguindo o mesmo trajeto, a mesma vida; nascer,trabalhar e morrer sem deixar nenhum legado e eu olho para mim e percebo que a minha vida foi feita sob medida para mim e que devo parar de reclamar dela ao invés disso eu devo tentar compreende-la e enquanto as outras pessoas eu não sei se eu sinto pena ou se debocho delas e de suas vidas monótona
O que eu vejo é muita declaração em rede social, pra pouca demonstração de afeto na vida real. É fácil botar um te amo no facebook, é fácil digitar um texto de 15 linhas e postar, cheio de amor, pra sempre, e te amo. Difícil mesmo é traduzir isso tudo em atitude. Pessoas que contam e sai dizendo a cada mês que passa com o namorado (a), e vivem diariamente se enchendo de expectativas, sendo que não existe metade "real" do "sentimento" virtual exposto. Engolem expectativas ilusórias, e quando as expectativas não são compatíveis com o que foi falo, ou imaginado, reclamam e nomeiam-o de "decepção". As pessoas "pecam" nesse sentido, vivem se iludindo com pequenas situações, e ainda mais PALAVRAS. Transformam um relacionamento em um campo de expectativas, de desejos, e de parceiros criados como se tivessem um molde, eu quero que ele (a) seja assim, quando na verdade deveriam deixar as coisas acontecer naturalmente, sem cobranças, e sem modelos de pessoas perfeitas.
Eu ainda sonho, e, como que sonhando eu vejo anjos. Eles me levam a atravessar as correntes da minha mente... Porque tenho um sonho, ninguém poderá me impedir. O anjo há de aparecer novamente e trazer a memória o meu próprio destino. Quem sabe num livro de historia um dia meu nome esteja lá. Eu não posso fugir de meu destino. Meu destino é amar! Meu destino é amar você
Então eu acordo e vejo a estonteante escuridão, resvalam as horas, surge o brilho do dia envolvendo a imensidão. Remeto-me ao céu, aquele infinito azul de algodões que vagam singelos por sob nós, onde os pequenos pássaros audaciosamente deixam seus rastros assim como o amor. Do chilreio dos grilos aos verdes campos da Tanzânia, da imponente águia ao beijo mais tímido, do audacioso guepardo ao singelo arrepio de um sussurro, da sutileza das brisas ao abraço mais apertado, da noite chuvosa ao jantar a luz de velas, do onipotente Everest ao brilho dos seus olhos. Hoje sei que não importa: onde, como, porque, por onde, por qual pensamento, caminho, direção, percurso, pois o meu coração simplesmente me guia em direção ao amor.
Teu encanto
A cada canto que eu olho
Vejo o teu encanto
Que me faz ter-te sempre em minha mente
Aqui está a prova que amarei a ti eternamente
Florianópolis
Florianópolis a beleza em forma de cidade brasileira,
Vejo prédios imponentes e suas construções antigas.
Eclética, badalada, arrojada e principalmente linda,
Solo banhado pelo Atlântico com praias tranquilas!
A capital de Santa Catarina é um lugar muito agradável
Pode-se caminhar pela ilha em suas belezas culturais
No mirante ao subir nas rochas verá a ilha admirável,
Já nas águas da lagoa se abrigá num pequeno cais!
Há momentos que a chuva cai e vejo na varanda que as lagrimas que eu derramei por amor fez minha cidade se encher de chuvas!
A Tempestade
Olho para a janela vejo a chuva,
Olho para o chão vejo água.
Meu Deus que grande tempestade!,
Vejo pessoas saírem,
Fugirem da água.
Pois ela é muito forte,
Rega o Sul e o Norte.
A Ponte cai,
Você nela está,
O povo se preocupa,
Seu filho se põe a chorar.
Chuva maldita,
Levou mais uma vida.
Quando você vai parar?
Coração sem abrigo
Estranho solitário
Com uma multidão ao seu redor
Eu vejo quem você é
Você brinca, eles riem
Até que o show acabou
Então você cai, tão duro
Se você está precisando
De uma conexão de alma-pra-alma
Eu vou correr para seu lado
Quando você estiver perdido no escuro
Quando você estiver fora, no frio
Quando você estiver procurando algo que se assemelhe a sua alma
Quando o vento soprar o seu castelo de cartas
Eu serei a casa para o seu coração sem abrigo
Abra-me feche-me
Deixe seus segredos comigo,
Eu posso aliviar a sua dor
E meus braços serão
Como paredes ao seu redor,
Venha para dentro, saia chuva
Se você está correndo
Na direção errada
Eu vou te trazer de volta
Quando você estiver perdido no escuro
Quando você estiver fora no frio
Quando você estiver procurando algo que se assemelhe a sua alma
Quando o vento soprar o seu castelo de cartas
Eu serei a casa para o seu coração sem abrigo
Quebrado
Destruído como um espelho,
Em um milhão de peças
Cedo ou tarde
Você terá que encontrar
Algo, alguém
Para encontrar você e te salvar
Quando você estiver perdido no escuro
Quando você estiver fora no frio
Quando você estiver procurando algo que se assemelhe a sua alma
Quando o vento soprar o seu castelo de cartas
Eu serei a casa para o seu coração sem abrigo
Quando você estiver procurando algo que se assemelhe a sua alma
Quando o vento soprar o seu castelo de cartas
Eu serei a casa para o seu coração sem abrigo
As vezes acordou com uma volta de mudar tudo ao meu redor ...
Mais vejo que já estou tão acostumada a viver assim que nem faz mais diferença mudar tudo ou não...
Estou cega.
Vejo a escuridão.
Sou um apêndice.
Posso ser substituída a qualquer momento.
Estou só em meio à multidão.
Nesses dias, andei lendo uma novela que inclusive recomendo a todos que são dotados de um intimismo e percepção psicossocial aguçada.
A hora da estrela, de Clarice Lispector.
Simples, porém de uma dimensão estarrecedora.
Até que ponto ao estar, não estamos ?
Até que ponto deixamos para viver, renascer, apenas quando nos deparamos
com a morte ?
O ser humano evoluiu tanto , ampliou conhecimentos e atingiu um ego de valor desproporcional para não reconhecer o óbvio: Estamos fadados a solidão.
Não percebemos a presença e importância do outro ao nosso lado porque estamos cegos por um individualismo e falta de tempo que não nos permite compreender a dor do próximo, acalentar uma alma, sermos altruístas, austeros.
Não somos.
Escrevemos auto- ajudas a milhares por pura indagação para praticarmos miséria em uma sociedade cada vez mais hipócrita e só.
Sim, só.
Abandonada.
Creio até que um dos maiores problemas da humanidade daqui uns anos, e não irá demorar muito, será a solidão e a profissão mais ascendente será aquela voltada para a psicologia.
Pagamos e pagaremos cada vez mais à alguém para nos ouvir, simplesmente isto: ouvir. Pois, dentro de nossa própria casa, ou algo que se possa chamar de lar (?), não há quem tenha tempo ou ânimo para isso.
No momento em que escrevo, ato confesso, acaba de entrar em minha sala de aula dois jovens acadêmicos do curso de psicologia para avisar aos alunos da instalação de uma espécie de “plantão psicológico” em minha escola.
Falo a verdade , não apenas num ato retórico de ceder comprovação ao que escrevo.
Coincidência, não?
Será?
Deixemos.
Estamos vivendo um “ locus horrendus” ?
Não sei o bem, todavia, vivenciamos um dilema humano: Reconhecer quem está em pé ao nosso lado na fila do supermercado, sensibilizarmos com a dor do outro marginalizado que padece de fome nas ruas , compreender o próximo que assim como eu é dotado de capacidade e inteligência.
Não é tarefa fácil, embora pareça.
Estamos acostumados ao ego e ao “eu” exacerbado que acabamos por esquecer que sim, ACORDE, vivemos em sociedade.
Repito: vivemos em sociedade e não apenas existimos em sociedade.
Devemos viver como seres sociais que sabem relacionar de forma recíproca e humana.
Ando convencendo-me ainda que a questão de “ser” humano perdeu, ou vem perdendo, a sua essência que é a humanização.
Estamos cada vez mais mecanizados , como uma esteira de produção, e agimos presos a rotina.
Como podemos observar na filosofia fetichista, o ser é “coisificado” e a coisa é “humanizada”.
Pobres mortais.
Meros mortais.
Reconheço que minhas palavras possam soar ácidas e um tanto esdrúxulas e até mesmo leigas perante o tema que abordo. Porém, como bem sabem, eu apenas transbordo.
Despejo através de um emaranhado de palavras o que minha mente propõe.
Ah, e vejam só, ainda é dia , chuvoso, eu sei, mais ainda o é !
Portanto, beije sua mãe e abrace quem está ao seu lado neste momento, ou alguém mais próximo.
Por que não ?
Ouvi dizer que não dói e que carinho faz um bem danado e expira tudo de negativo.
E meus parabéns, feito isso, você acabou por viver e não penas existir.
....
O tempo é voraz.
Escorre pelas mãos, meu bem.
Ás vezes, a “ficha” só cai quando as mesas já estão vazias.
