Nao Gosto do que Vejo

Cerca de 623489 frases e pensamentos: Nao Gosto do que Vejo

Eu vejo tanta gente feia vestida em um corpo lindo.

Trêmulas mãos suadas,
Rápido! O fim breve vem,
Já vejo o túnel do além,
A morada das pessoas finadas.

O batimento caindo,
A morte sorrindo,
Ausente de medo,
Ciente do enredo.

Céu almejado,
Pós morte sonhado,
Eis o diário de um finado,
Aqui morre o citado!

​Um Homem e Uma História
​Na cabine de uma máquina eu vejo edifícios no horizonte de São Carlos. Um bate-estaca azul com mais de 30 metros se ergue aos céus, fazendo seu trabalho, cravando com imponência as fundações da futura passarela que vai cruzar o Km 207 + 507 da linha férrea, trazendo mais segurança aos pedestres que por aqui passam.
​Enquanto do lado oposto a bomba se ergue majestosa com a betoneira a descarregar o concreto que simboliza a segurança dos moradores que hão de passar.
​Nota do autor: Texto escrito originalmente em um relatório diário de máquinas manchado de óleo, direto da cabine de operação, no dia 13 de abril de 2026, em São Carlos - SP. O registro do dia em que decidi que minha história estava apenas começando e que eu mudaria minha vida através dos estudos.

Para aquele que sofre

O que me atrai em você é a parte minha que vejo, parte essa já enterrada, pois não busco mais compreender o maior causador das minhas dores inexplicáveis. Eu já passei daí…

Me atraio, pois entendo sua dor, entendo seu vazio, sua introspecção. Sei que está no fundo do poço, e eu já me banhei em lama…

O fundo tão fundo em que está é raso, mas não consigo te provar.

Seus olhos perdidos, que me olham sem nenhum destino, já com pouco brilho, sem tanto entusiasmo com a existência, já estiveram em minha face.

E então me atraio pela sua dor, não porque quero senti-la, mas porque sei a cura!

Eu não suporto saber que sente as dores que senti. Eu me compadeço, pois te entendo tão profundamente, que seria capaz de entrar no fundo do poço contigo só para te mostrar a saída e, depois, banhar contigo, tirar toda a lama que a existência nos cobriu, pois somos sensíveis demais para esse mundo; pois o que nos fere não sara, primeiro inflama.

Da nossa cabeça, o purgatório em vida. Mas que tristeza é essa?

Inexplicável dor física, daquilo que não sabemos como explicar. Do coração apertado, como se alguém o segurasse e o impedisse de bater; da respiração que, muitas vezes, não faz nenhum sentido; e do vazio no peito e na mente que nos faz querer implodir em uma explosão melancólica, do grito mais desesperador que não conseguimos externar, do desespero apavorante que nos consome e some com nossa essência, com nossos sonhos, com a nossa vida.

Mas por que tudo precisa ser tão triste?

Sem respostas.
Sem esclarecimento algum, perseveramos na busca do propósito da nossa própria existência, pois precisamos de um motivo que justifique essa passagem na Terra, que, por agora, não tem sentido algum. E então colapsamos pela falta do porquê.

E, enquanto a mente não encontra nenhuma resposta, tampouco qualquer mísero sentido, vivemos tal qual um morto-vivo. Poderíamos estar mortos, mas continuamos agindo.

Cara n sei real


Olho para os lados e vejo novamente o mundo escurecendo,
Já estive por aqui antes,
Já vaguei anos só pela escuridão.


Já vaguei por aqui anos só!
Depois de anos a vagar, encontrei minhas luzes, e esqueci como era o escuro.


Mas de repente sinto-me aproximando novamente da escuridão.


Sinto que estou perdendo aos poucos eles, meus amigos, meus pais, meus parentes e a pessoa que eu amo.
E o pior sinto-me perdida.


Vagarei pelo vale da sombra da morte novamente e desta vez completamente só, completamente perdida, cega.
Me acostumei tanto com a luz que eu temo ver novamente a escuridão

Entro dentro do meu corpo e percebo que num meio copo de água e vejo duas pessoas: a mente e o coração, mas são gêmeos e por vezes nem sabia quem disse isso e aquilo.

Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar

Fecho os olhos e só escuto barulhos!
Vejo um monte de formigas opérarias, indo de um lugar ao outro, existindo.
Elas não escolherem estar aqui, mas se é para estar, que tenho algum sentido. O movimento ilude o tempo.

Paro para pensar e vejo que tudo isso foi culpa desse seu lindo sorriso!

⁠Vejo montanhas
Sim, eu vejo montanhas
As nuvens são belas demais
Tão jovem, tão pura, tão gentil, tão doce, tão plena, tão cedo
Agora tudo é começo
Mas você quem diz se é infinito
A vida vai e vem
Você vem e vai
Agora já é outro dia
Já é mais uma lua
E o mar não está calmo
Mas você precisa estar
Seja luz, seja amor, sempre que for e para onde for.
Chove.

Vejo o vazio das pessoas vazias
Conversam sobre outras pessoas, nunca sobre elas mesmas
São conversas rasas, recheadas de esquecimento

Esquecidos de quem são
Vivem sobrevivendo
Sem olhar para dentro
A inveja é minha vizinha

Ela olha e pensa:
“Eu queria ser você, mas eu não sou”.
Mal sabe as dores que carrego e já suportei
Porém, a paz que habita em mim transcende o ego da matéria

O brilho incomoda quem está no escuro
Quem está no escuro, mal se enxerga
Vê a beleza do outro com aspecto negativo
Esquece-se de lapidar a si mesmo.

Eu vejo você nos meus olhos.

⁠“Se você soubesse”

Quando abro meus olhos no primeiro minuto do dia, vejo sua imagem nitidamente concentrada em tudo àquilo que direciono o meu olhar, da mesma forma, eu te desenho perfeitamente em cada curva do seu corpo na minha despedida de mais uma noite fria. Talvez 5 minutos de que não pense e nem veja você a cada piscar de olhos, porém, seguidamente já adormecido volto a lhe encontrar, sempre presente em todos os momentos do meu subconsciente, e também nos lúcidos momentos, presente nos meus mais lindos e duradouros pensamentos.

Certo dia, sonhei voando, assim como um pássaro sem direção, deslizando nas correntes de vento, voando por voar, assim sonhei! Levado pelas turbulências da ventania que me sustentava, era levado sempre ao jardim onde você se encontrava. Minha mais bela flor, a mais bela entre todos os jardins, a mais brilhante, cheirosa e atraente entre todas.

Queria que nunca acordasse de tão belo sonho, onde podia decifrar cada nota harmônica da sua voz, cantando e encantando todos ao redor, seus cabelos dançando no ritmo do vento que te beijava fazendo-a balançar como valsa de debutante. Queria não acordar nunca mais, viveria apaixonado eternamente aprisionado em tão belo sonho voluntariamente.

Por fim, ao entardecer quando a relva molhava suas pétalas te fazendo se recolher para mais uma noite de frio, ali estarei, observando minuto a minuto dessa noite, protegendo-a para que mal algum te suceda e que no dia vindouro torne a desabrochar mais linda do que ontem, e por fim, ali estarei para novamente me apaixonar, sucessivamente mais apaixonado do que antes.

Não me deixes acordar jamais, amei te amar sem que saiba, nos meus sonhos você me faz o homem mais feliz do universo, deixais que viva essa ilusão e não corra o perigo de acordar e não viver o amor que criei na minha mente, nós dois, nos amando, em sincronismo, um planeta bem pequeno, onde o chamamos de Amor. Ah, se soubesse!

Deutes Rocha Oliveira (19-06-22)

Meus olhos se enchem de gratidão quando diante deles vejo a grandiosamente do nascer de novo dia.

Eu faço o que me dá vontade, depois eu vejo o estrago, pode até ser um tiro no escuro, mas também posso acertar o alvo.

DEVANEIO TRISTE

Nas lágrimas que borram o céu altivo
vejo a lua que chora triste e sombria
as estrelas já espremidas e sem brilho
na trágica sina dessa minha melancolia

No vão oco obscuro de minha incoerência
busco-te num coração flagelado e de luto
perambulando em busca de minha existência
sou uma peregrina enclausurada num reduto

Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi…
sigo nesse destino que congela e paralisa
nesse meu arrebatamento transfigurado em ti

Saudade enegrecida que causa tanto tormento
Círculo vicioso que entorpece e me agoniza…
para mais uma vez não te ter nesse momento!

DIVAGAÇÃO DA POESIA
(O Despertar do Poeta)

Contemplo o anoitecer
e a vejo sempre ali…
fulgente, a lua minguante,
naquele vaivém como uma
gangorra; as estrelas
cintilantes fazem algazarra
num torpor pueril e brincam
com ela no céu…
As demais, sorridentes e
arfantes, dançam graciosas
com fadas e querubins, feitos
num esboço colorido e vibrante
em pedacinhos de papel…
Sinto-mecativo e emoldurado,
onde o vazio permeia meu espírito
num rebuliço de ideias…
Ou será apenas a ribalta
de um cenário infante?
Onde estão as palavras? Onde
está a poesia que emoldurava
a minha mente?
E o papel pergaminho, onde eu
fazia manuscritos soltos e os
soprava pelo caminho?
Onde andará a minha inspiração?
Serei eu umlírico solitário, orbitando
dentro de mim mesmo, nessa fugaz
divagação?
Ouço, agora, o tique-taque do relógio,
do tempo que me desperta desse
instante…
Onde, mais uma vez, o meu sonho
élúcido e eloquente.

Lu Lena / 2026

​PROJEÇÕES
(A percepção por trás da mente)

​Acredito naquilo que vejo...
mas, às vezes, não quero acreditar.
Percebo quão fugaz é crer em meus pensamentos,
ao notar que são apenas criações daquilo que penso.

​Lu Lena / 2026

Eu te vejo tão distante, e ainda assim tão dentro de mim.

Às vezes ainda choro quando me vejo preso a esse imenso palco de loucos.