Nao Gosto do que Vejo
Não é um lamento, apenas uma constatação
Te vi vendendo doces pra ajudar sua mãe
Hoje te vejo descendo com roupas velhas a mão.
Morador de rua?
É o sistema capitalista, máquina de moer gente.
Quando será a nossa vez?
Uma constatação.
Afeto entre nós é conexão ancestral.
Por que eu não te amaria se eu me vejo em você?
Pode parecer narcisismo, mas olha sua cor, tão perfeita! ela parece com a minha. Seus olhos castanhos e seus cabelos negros, seus traços, seus gestos, tudo em você é tão sutil e agressivo ao mesmo tempo que me sinto afetada. Encantada.
Afeto.
Seus lábios grossos, quentes. Sua pele num "tom aveludado", suas mãos, suas dores; elas se parecem com as minhas. Nos seus olhos eu consigo ver todo julgamento que jogam em você, eu sinto o peso que é estar nessa pele. Não no corpo, o peso do teu corpo eu sinto de outra forma, sinto fisicamente. Mas o seu sofrimento, o seu olhar me mostra.
Por isso me sinto afetada. Por isso eu quero sentir a temperatura da sua respiração no meu pescoço. É como um café quente, recém coado que me estimula nas manhãs.
Quero aliviar, pra gente, tudo que já passamos. Dentro de mim tem uma vontade incansável de te salvar de todo o caos que já nos causaram. Te oferecer isso é como se estivesse fazendo a mim mesma. Por que eu me vejo em você.
Quanto te tenho em meus braços é como se me abrigasse num mundo feito de nós mesmos. Naquele mundo que nossos ancestrais nos mostram naqueles sonhos lúcidos feito de nostalgia de uma vida que não sabemos como as vezes vem a tona, mas sabemos que existiu.
Eu te quero, te aceito, te mantenho em mim. Por que me vejo em você e você é para mim tão importante quanto eu.
Sinto cheiro de amor
Sinto o cheiro da flor
Sinto o perfume do vento
E me perco no tempo
Não vejo a hora de te encontrar
A hora é agora
Eu tenho que dizer
Eu vivo presa no tempo no cheiro da flor que me trouxe o cheiro do amor
Quem dirá ?
Quem?
Sentado, medito...
Olho para o amanhã, e não o vejo.
Apenas respirando, reflito...
Na espera, não sei o que estou esperando.
E pergunto-me!,
Eu ligo ou não ligo pro que está se passando?
Os pensamentos e acontecimentos sobre o ontem, vou desprezando..
Posso viver o próximo ano que está chegando?
Não sei...!
Daria tudo para vive-lo, mas estou perdido.
Se tem algo que me incomoda, é a tese de viver os dias que ainda não chegaram, e nem sei se sou merecedor de contempla-los...
Se eu não sei nem o que vivi ontem, não posso saber o que está acontecendo hoje...
Quem dirá, o amanhã!
Quem dirá ?
Se o instante já é severo, e as vezes é até um desperdício..
O além pode ser ainda mais escuro, neutro..
Eu simplesmente não posso viver.
Não!
E nem eu sei se estou escrevendo ou vegetando...
O que sei é,
É que não sei como escrevi isso.
Sabendo eu, que aqui não estou.
Ou estou?
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Não imploro por atenção, amizade ou amor, não vejo problema em estar sozinho. Deus estando comigo já é suficiente!
Óh amor
doce amor
Senti na conexão dos seus lábios com os meus
No escuro onde não te vejo
Senti amor ao primeiro beijo
Eu passei por muita coisa, hoje quando olho para trás vejo o quanto amadureci. Não foi fácil te superar, mas eu consegui e agora posso dizer que não tenho mais idealizações.
Enxergando as coisas por um filtro realista, foi possível minha evolução.
Eu não tenho raiva de você, só indiferença.
Somente mãos verdadeiras escrevem poemas verdadeiros. Não vejo diferença de princípio entre um aperto de mão e um poema.
Minha angústia é que eu já vi mais do que devia, e hoje não vejo nada além do que meus olhos podem ver.
Amanheceu: ao ombro coloco a sacola no rio olho e vejo uma galinhola. não posso parar tenho de chegar cedo á escola.
Infelizmente o ódio dominou meu coração
Não vejo mais brilho nessa geração
Hoje me pedem para amar o próximo, mais quando eu tava no fundo do poço não me estenderam a mão 👁️
Carta aos Anjos
Não vejo mais o trem partir
Preso na vida da escuridão
Não quero mais sorrir
Só encontro solidão
Mas mesmo na escuridão
Tentava encontrar o caminho
Lutando pela minha salvação
Enfrentando o frio sozinho
A tristeza que me faz ir
É o mesmo medo me faz cair
Quero um lugar sem dor
Onde a vida já não tem valor
Minha mente, aflita
Com vida que me atormenta
Não suporto mais esse grito
Um corpo que não aguenta
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Leve-me até a corda
E a morte me arrepia
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
Sinto o peso da solidão
Que cerca como um abraço
É a dor do meu coração
Que me leva a este cansaço
A angústia em minha mente
Me faz perder nosso laço
O sofrimento é meu presente
Eu não suporto meu fracasso
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Não vejo mais a vida
E a morte me arrepia
Não há mais razão de ser
Nessa vida sem sentido
Apenas o desejo de morrer
Me traz um pouco de alívio
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
O que falar ? não sei como explicar
Sorriso contagiante fico bobo só de imaginar
Quando vejo aquele olhar fico a esperar
O dia que vou novamente o encontrar
Não sei falar e nem esclarecer
Só quere novamente ver você
O tempo passa muito rápido
Não dá nem pra perceber o tempo
Nem vejo hora como hora
Não percebo que minuto é minuto
Pra mim é tudo segundo
Porque eu já perdi a noção
Que eu tinha sobre o tempo.
Não dá mais para voltar atrás mesmo na mão dupla é um caminho sem volta, vejo várias pessoas passando por mim e ver meus amigos regredindo é isso que me trás revolta. Então volta a um tempo atrás aonde a lembrança trás a dúvida do conforto...
Olhando pra'aquela época tu acha que estaria bem ou estaria morto?
Minha mente abre e fecha
O Tempo passa e eu não vejo
Cadê vc que eu não vejo?
Você se foi e eu nem percebi
Agora eu fico aqui desconsolada e desabafando até com o vento
O que eu me tornei com o tempo?
Ninguém nunca saberá pois estou morta por dentro
