Não Existe uma Pessoa Certa

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E eu que julgava ser compreensivo demais, me ví magoado em certa situação

O tempo não apaga o que a alma escolheu eternizar; fomos a resposta certa no momento que o mundo parecia esquecer todas as perguntas.

“Talvez você não tenha mudado; apenas encontrou a oportunidade certa para revelar quem é.”

Amizade certa é aquela das horas incertas.

"A existência de Deus é mais certa do que o mais certo teorema da geometria."

A igreja Batista tradicional estava certa quando tocava apenas o piano nos cultos, os pastores antigos estavam certos quando proibiam baterias e guitarras dentro da igreja. Hoje, os músicos querem salário, tocam no culto como se fosse uma apresentação, querem fama profissional.

Carta de uma Ilusão


— Hoje, primavera; sem data certa —


Engraçado como eu fujo das palavras,
Mas passo a vida tentando escrevê-las.
Tenho medo de entregar minha alma,
E, ainda assim, deixo meu coração nas entrelinhas.


Eu gosto dos detalhes que ninguém percebe,
Dos gestos pequenos que dizem tanto.
Gosto de quem fica quando o mundo desaparece,
E de quem transforma um sorriso em abrigo.


Talvez meu defeito seja sentir sem medida,
Criar eternidades em momentos passageiros.
Construir castelos no meio da vida,
E chamar de lar os braços de um desconhecido.


Eu sei que nem toda promessa floresce,
Nem todo abraço significa ficar.
Às vezes, a esperança nos adormece,
Enquanto a realidade nos ensina a acordar.


Mas, se amar é correr o risco de perder,
Prefiro a coragem ao medo de tentar.
Porque pior do que sofrer por alguém,
É passar a vida inteira sem se permitir amar.


E, se um dia esta carta encontrar teu caminho,
Não a leias como um pedido para voltar.
É apenas um coração que, mesmo sozinho,
Ainda acredita que nasceu para amar.


— De alguém que aprendeu a sentir, mas ainda não aprendeu a desistir.

Somos, de certa forma, habitados pelos encontros que fazemos.

Certa vez eu caí!
Lembro, ligeiramente,
o quanto foi rápida a minha queda.
Eu caí do nada
e eu não consegui mais me levantar.
​Eu não consegui sozinha.
Sozinha não!
Eu precisei de ajuda.
Eu lembro bem das vezes que eu caí,
mas a última vez está muito nítida em minha memória.
É como se estivesse sendo agora,
a queda.
​Nildinha Freitas

Pensem nisso...


A vibração certa do violino acalma, o tom da voz cantada encanta, os detalhes da pintura revelam, a sensibilidade presente na escrita nos permitem relaxar, se repousarmos os nossos pensamentos no mar das reflexões e sensações de liberdade, logo poderemos aproximar os nossos sonhos do portal para o mundo real,


A viagem, a conquista financeira, a visita tão esperada de um parente ou amigo, o desejo de se apaixonar novamente ou a surpresa de respirar saudavelmente após passar por uma tormenta espiritual, física ou emocional, tudo isso pode fazer parte da nossa bagagem de vida, basta focarmos mais no que nos faz bem e assim alcançaremos os nossos objetivos, até os que pareçam mais distantes.

Iteração

Qual seria a iteração certa para viver plenamente a realidade?
Muitos dizem: “O tempo.”

Até lá, me afogo em memórias redundantes e insistentes,
esperando que, acompanhada da sua promessa de absorver qualquer sentimento,
o tempo venha me salvar.

Na maldita tentativa de suprir sua falta,
moldo esse mundo na intenção de te ver na ausência.
Engraçado, você nunca se ausentou nem por um segundo.

No relógio, 6:30.
Você deve estar acordando.

No ônibus, escuto perversamente uma conversa sobre signos,
no desejo de escutar uma única palavra: Libra.

Pego meu fone, deixo o meu Spotify livre,
porém peço mentalmente: Gal Costa.

Não ache que estou totalmente derrotada.
Luto quando há sol, mas, sem ele,
alucinação hipnagógica,
a forma mais fácil para uma vitória de Pirro.

Agora, em cartas, vejo Cruz.
Grande novidade!
Há sofrimento por toda parte.

Talvez o segredo não seja a procura da amnésia,
mas sim o desejo pela omissão.
No dicionário: “falta de ação”.

Te alucino, mas logo te escondo.
Não há tempo de reação.

Olho para o relógio, 6:30.
Hora de sair.

Que belo colar de Libra.
Será que tem de Sagitário?

Escuto Gal Costa,
e surge uma curiosidade de saber mais sobre ela.

Não se engane,
você continua lá, velada.
Apenas me faço dissimulada.

E nessa espera de encontrar o tempo,
ele já havia passado.

E quando olhei à minha volta,
lembrei que havia uma certa desimportância
de te dispensar.

Fazer a escolha certa
quando houver ruído
é o dever do poeta.


...






Quando falta o caminho
ou falta a luz no túnel,
Perceber o destino
para fluir a criatividade.


...






Haverá entre nós o alinhamento
como estrelas e planetas
no nosso austral firmamento,
e assim viveremos com
todo amor e encantamento.
....

Além da quarta-feira
no Médio Vale do Itajaí,
fazer aqui em Rodeio
sempre a escolha certa,
quando houver ruído
cumprir o fazer do poeta.

Todo dia eu espero que acabe ou que comece
Todo dia eu torço para estar errada e para estar certa
Todo dia eu acordo ainda dormindo, e a noite não durmo
Todo dia eu espero que você vá, e torço para que volte
Todo dia eu me sinto morta, ainda que viva
Todo dia eu respiro, mas sempre me falta o ar
Todo dia eu choro de alegria e de tristeza
Todo dia eu canto minhas dores, enquanto sangro nas minhas canções
Todo dia eu queria não ser assim, mas todo dia eu sou assim.

Falar de saudade do que nunca se teve é, de certa forma, querer viver aquilo que nunca esteve ao nosso alcance.

Mas o que eu guardo?

Guardo o sonho interrompido.
A vontade de ser mais de quem eu sempre fui para alguém.
Guardo os dias de trilhas e pores do sol que não tive a oportunidade de viver.
Guardo as conversas que ficaram pelo caminho, os planos que não chegaram a nascer e tudo aquilo que existiu primeiro dentro de mim.

E, principalmente, guardo a necessidade de ser tudo, mas não para qualquer pessoa.

Agora eu quero ser tudo para quem não vai transformar meu coração em abrigo.

Porque até os abrigos são temporários.

Eu quero ser morada.

Morada para quem chega e escolhe ficar.
Para quem não procura apenas proteção, mas pertencimento.
Para quem entende que um coração não foi feito para ser passagem.

Talvez seja essa a saudade que eu sinto.

Não de alguém.

Mas da vida que eu ainda não vivi com alguém que saiba ficar.

Não se deve olhar diretamente para o sol. A chance de ficar cego é quase certa. Mas, se colocar a mão diante dos olhos ou usar óculos escuros, poderá contemplar toda a beleza da luz.

Dicas de beleza:
Exercitar com certa
frequência e decoro nossos
caros neurônios e talentos, trará
espantosos benefícios a nossa
pele, nosso corpoe, em
especial, ao nosso
espírito!

Dica de beleza: exercitar com certa frequência e
decoro nossos inestimáveis neurônios e talentos proporcionará revigorantes melhoriasà nossa pele, aos nossos corpos e, em especial, aos
nossos espíritos!

Ela ria-se com os outros. Às vezes era ela quem os fazia rir. Gostava de estar ali.

A certa altura, alguém lhe perguntou por que estava tão calada. Disse que tinha sono, e a conversa continuou.

Não sabia bem o que teria respondido se lhe tivessem perguntado outra vez.

POR QUE UMA EMOÇÃO MUITO FORTE PARECE ESTAR SEMPRE CERTA?

Há momentos em que não apenas sentimos alguma coisa. Sentimos que aquilo que sentimos prova alguma coisa.

O medo parece provar que existe perigo. A raiva parece provar que houve injustiça. A culpa parece provar que somos culpados. A ansiedade parece anunciar que algo dará errado. A paixão parece confirmar que determinada escolha é correta.

Mas uma emoção pode ser absolutamente verdadeira como experiência e insuficiente como evidência.

Esse talvez seja um dos erros mais discretos do julgamento humano: confundir intensidade psicológica com autoridade para decidir.

Quanto mais intenso é um estado emocional, maior pode ser sua capacidade de ocupar nossa atenção. E aquilo que ocupa intensamente a atenção pode adquirir uma importância desproporcional no julgamento.

O problema não está em sentir.

Está em transformar automaticamente aquilo que sentimos em autorização para agir.

Entre emoção e ação existe um espaço que frequentemente atravessamos depressa demais. Nesse espaço deveria ocorrer uma pergunta: o que esta emoção está me informando e o que estou acrescentando à informação que ela realmente oferece?

O medo pode pedir investigação sem justificar fuga. A raiva pode sinalizar uma percepção de violação sem demonstrar que nossa interpretação está correta. A tristeza pode revelar perda sem definir o futuro. A ansiedade pode indicar incerteza sem possuir qualquer capacidade de prever acontecimentos.

Isso significa que regular uma emoção não é necessariamente diminuí-la. Podemos sentir intensamente e ainda assim recusar que sua intensidade determine, sozinha, a decisão seguinte.

Essa distinção está no centro daquilo que venho denominando autorização funcional e calibração discernitiva: reconhecer um conteúdo interno sem conceder automaticamente a ele o poder correspondente à força com que aparece.

Não precisamos negar o que sentimos para pensar.

Precisamos aprender a perguntar quanto do que sentimos merece decidir.

Porque sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador