Não Existe uma Pessoa Certa
O QUE ACONTECE QUANDO UMA RESPOSTA PARECE CERTA, MAS NÃO SABEMOS VERIFICÁ-LA?
Uma resposta pode estar correta e ainda representar um problema.
Parece paradoxal.
Mas imagine receber uma solução tecnicamente perfeita para uma questão que você não possui capacidade de verificar.
Você tem uma resposta.
Mas não possui critério independente suficiente para saber se ela merece confiança.
Esse problema tornou-se central com sistemas capazes de produzir textos sofisticados em segundos.
A aparência de competência pode superar nossa capacidade de avaliação.
Nesse momento, passamos a depender não apenas da ferramenta para produzir a resposta, mas também da confiança que depositamos nela.
Existe diferença entre usar uma ferramenta cuja operação conseguimos conferir e usar uma ferramenta cujo resultado excede nossa capacidade de verificação.
Quanto maior essa distância, maior a importância do discernimento.
Podemos procurar fontes externas. Comparar respostas. Verificar referências. Consultar especialistas. Testar consequências. Reconhecer explicitamente que não sabemos.
O que não deveríamos fazer é transformar ausência de capacidade de verificação em certeza.
Não saber que uma resposta está errada não significa saber que ela está certa.
Essa frase parece óbvia.
Na prática, esquecemos dela com extraordinária facilidade.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Quando a resposta está certa, mas o aprendizado está errado
Uma resposta correta pode esconder uma aprendizagem inexistente.
Durante muito tempo, a escola conseguiu usar a resposta como um dos indícios de que alguma aprendizagem havia ocorrido. O estudante lia, estudava, elaborava, respondia. Evidentemente, nunca houve correspondência perfeita entre acertar e saber. Era possível decorar sem compreender, repetir sem elaborar e obter uma boa nota sem conseguir transferir aquele conhecimento para outra situação.
A inteligência artificial generativa tornou essa diferença muito mais visível.
Hoje, alguém pode produzir uma resposta excelente sem possuir competência equivalente para construí-la. Pode apresentar argumentos que não saberia defender, utilizar conceitos que não conseguiria explicar e entregar uma solução que seria incapaz de reproduzir sem assistência.
O problema, portanto, talvez não esteja apenas em perguntar se a resposta está correta.
Precisamos perguntar: quem aprendeu o quê durante o processo que produziu essa resposta?
Essa mudança parece pequena. Não é.
Ter acesso ao conhecimento não significa ter adquirido conhecimento
A humanidade sempre desenvolveu tecnologias para ampliar suas capacidades. Livros preservam memória. Calculadoras executam operações. Motores de busca localizam informações. Sistemas de inteligência artificial conseguem agora participar de tarefas que antes exigiam elaboração linguística, síntese, comparação, interpretação e produção argumentativa.
O problema educacional não está necessariamente em utilizar essas ferramentas.
Está em confundir desempenho assistido com competência independente.
Se uma pessoa consegue realizar determinada tarefa com inteligência artificial, sabemos que ela conseguiu realizar aquela tarefa com inteligência artificial. Isso, isoladamente, não demonstra que conseguiria avaliar criticamente o resultado, detectar um erro, reconstruir o raciocínio ou executar atividade semelhante quando a assistência fosse retirada.
Surge daí uma questão que considero central para a educação contemporânea:
quanto daquilo que aparece no resultado final ainda pertence cognitivamente ao sujeito?
Não se trata de propriedade textual. Trata-se de autonomia.
Pensamento crítico talvez não seja suficiente
Costumamos responder aos problemas da desinformação, das redes sociais e da inteligência artificial defendendo o desenvolvimento do pensamento crítico.
A defesa é correta, mas pode ser insuficiente.
Pensar criticamente pressupõe mais do que encontrar erros. Uma pessoa precisa aprender a perceber quanto peso deve conceder a uma informação, emoção, lembrança, argumento, autoridade ou resposta produzida por uma máquina.
Uma informação pode ser verdadeira e ainda assim ser insuficiente para decidir.
Uma emoção pode ser legítima sem precisar comandar uma ação.
Uma lembrança pode estar presente sem possuir autoridade absoluta sobre uma interpretação.
Uma resposta de inteligência artificial pode estar correta sem que isso autorize sua aceitação automática.
É nesse intervalo entre receber um conteúdo e autorizar sua influência que venho situando parte de minhas pesquisas sobre discernimento.
Discernimento não como ornamento, mas como operação
Nos trabalhos que publiquei recentemente, procurei deslocar o discernimento de seu uso cotidiano, frequentemente associado apenas a prudência ou bom senso, para examiná-lo como uma capacidade passível de descrição operacional, investigação e, principalmente, teste.
Esse deslocamento levou a questões relacionadas à calibração discernitiva, à Alfabetização do Discernimento Consciente, à pedagogia do discernimento e à regulação da relação entre emoção e ação.
A ideia central não é ensinar alguém o que pensar.
É investigar como alguém aprende a regular o peso funcional daquilo que participa de seu pensamento.
Essa distinção ganha importância especial diante da inteligência artificial.
O estudante não precisa apenas saber utilizar uma ferramenta. Precisa saber quando confiar nela, quando duvidar, quando verificar, quando reconstruir, quando discordar e, sobretudo, quando demonstrar que aquilo que conseguiu fazer com assistência também produziu alguma competência que permanece quando a assistência desaparece.
A nova pergunta da educação
Talvez estejamos tentando avaliar estudantes do século XXI com uma equivalência que já não pode ser presumida:
produziu = aprendeu.
A inteligência artificial rompeu essa equivalência de maneira explícita.
Por isso, a discussão não deveria ficar restrita a permitir ou proibir ChatGPT, detectar textos produzidos por IA ou criar formas mais difíceis de avaliação.
Existe uma questão anterior:
como distinguir desempenho assistido de competência independente?
Essa pergunta aproxima inteligência artificial generativa, alfabetismo funcional, autonomia cognitiva, metacognição, pensamento crítico, avaliação da aprendizagem e discernimento.
E talvez nos obrigue a reconsiderar até mesmo o significado de aprender.
Aprender não pode ser apenas conseguir chegar à resposta.
É preciso conservar alguma capacidade de chegar a ela novamente, examiná-la, contestá-la, reconstruí-la e decidir conscientemente o peso que ela merece.
Porque uma ferramenta pode ampliar extraordinariamente aquilo que conseguimos fazer.
Mas existe uma diferença entre ter uma inteligência à disposição e colocar a própria inteligência à disposição dela.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador
“O Ciclo das Relações Humanas”
Certa feita, eu prendi a respiração por quase 3 minutos para fixar o aroma de uma das flores mais perfumadas que conheci na minha vida. Até porque as flores exalam o seu perfume por pouco tempo, e temos que esperar por um novo ciclo, a depender da época do ano. Porém, de nada adiantou.
Assim são os seres humanos com suas essências: umas marcantes e outras voláteis. Independentemente das duas questões, flores ou seres humanos, elas se vão, deixando a semente das emoções a ser plantada em seu coração ou descartada com um aceno de mão. #asantos🖐️
Certa vez, quando estava meditando,
ouvi a voz Dele a sussurrar:
Dizes que Eu estou longe, mas não te interiorizas.
É por isso que dizes que Eu estou longe.
Estou sempre no teu íntimo.
Vem para o interior e Me verás.
Estou sempre aqui, pronto para te receber.
Paramahansa Yogananda
Crucial, pontual ou na hora certa?
Todos os minutos são caríssimos, podem ser os últimos ou o recomeço e você não deve nunca desistir de ser feliz! Viver enquanto há vida...
Bom dia!
A vida pode até mudar o curso, mas tudo chega na hora certa, não adianta a gente querer as coisas do nosso jeito, às vezes desistir é melhor do que correr riscos desnecessários, nada vale mais do que a sua vida e a sua paz ❤️ Bom dia 🌻 Fé e alegria 👈🙏☕
Eles podem dominar a bagunça por um tempo, mas quem estuda, planta o bem e faz a coisa certa governa o futuro com honra e dignidade.
Para entender a vida, basta uma conversa que fica na memória, um abraço que chega na hora certa, uma saudade sem endereço, um silêncio cheio de respostas, um coração disposto a recomeçar ou um instante de coragem para mudar tudo!
_____Damaris Ester Dalmas
Às vezes acreditamos que algo deixou de nos afetar.
Mas, como uma faca cega que ainda corta, certas dores continuam machucando, mesmo quando pensamos já as ter superado!
Palavras ditas sem intenção, lembranças mal cicatrizadas, relações que perderam o fio… tudo isso pode seguir ferindo silenciosamente…
É por isso que cuidar das nossas emoções é tão essencial!
O que não é tratado, mesmo enfraquecido, ainda pode doer.
E o que é visto com honestidade e coragem finalmente deixa de cortar!
_____Damaris Ester Dalmas
Certa vez, um escorpião queria chegar até a outra margem do rio. O escorpião pediu ajuda a um sapo, ele disse se o sapo lhe desse uma carona nas costas receberia uma recompensa. O sapo recusou temendo que o escorpião o picasse, O escorpião garantiu ao sapo que não picaria ou ambos se afogariam no rio. O sapo concordou, porém, na metade do caminho foi picado pelo escorpião, O sapo ficou mortalmente ferido. Ambos afundaram no rio e sucumbiram.
O amor nunca se atrasa. Ele sempre chega na hora certa...
Que muitas vezes nós estamos na errada.
O destino não tem fuso horário nem hora de verão.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
*Menina Vieira,*
Você não deixa ser amada.
É como fruta madura, pronta, doce, na hora certa de ser colhida.
Mas se esconde entre as folhas.
Com medo da mão, com medo da queda, com medo de não ser guardada direito depois.
Menina, não precisa se esconder mais.
Eu não quero te arrancar do pé com pressa.
Quero te colher com cuidado. Te esperar amadurecer no meu tempo, no meu peito.
Quero ser cesto, não faca. Quero ser casa, não fome.
Se entregue.
Deixa eu te amar do jeito que você merece: sem susto, sem pressa, sem ter que se esconder entre as folhas pra se proteger.
Você já tá pronta. E eu já tô aqui.
Só falta você acreditar que pode ser colhida sem ser machucada.
Deixa eu te amar, Menina Vieira.
Só isso.
(Saul Beleza)
Fruto do Paraíso
"Minha saudade
é tipo pêssego em calda;
Doce na medida certa,
tenra como o fruto,
desmancha na boca e
sempre deixa o gosto
de quero mais...
Mais lembrança,
mais calda pra
adoçar a imortalidade
da saudade que sinto."
Márcia A. Prazeres
Nunca fique parado no tempo. Pense, claro, e saiba a hora certa de agradecer por tudo o que tem. Mas, quando achar que chegou a hora, volte de novo para a estrada...
Você vai dizer “se anima” e me indicar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente passando por coisas muito piores do que eu (mesmo sem saber por que estou triste), vai dizer para eu vestir uma roupa leve, ouvir uma música animada e voltar a ser quem eu sempre fui, um velho de guerra.
FRASE DE UM GURU INDIANO.
MUITOS ME RESPETAM POR MINHA CERTA IDADE.
OUTROS POR AMIZADE.
E EU TENHO UM RESPEITO MÚTUO POR TODOS.
FRASE DE UM GURU INDIANO.
CERTA VEZ UM DISCÍPULO
FOI CORRIGIDO PELO SEU MESTRE
E FICOU TRISTE.
E O MESTRE O CORRIGIU NOVAMENTE
POR NORMA.
E PARA QUE ELE NÃO FICASSE MAIS TRISTE
De certa forma, tudo parece entrar nos eixos quando te encontro. As respostas pairam e as perguntas cessam, como se tudo se encaixasse perfeitamente e de repente não houvesse motivos para duvidar.
Já não me interessam mais as curvas do caminho, resta-me apenas a rara certeza de que tudo é como deveria ser, antes não havia como, mas hoje nem quero evitar.
Foi aí que eu percebi que quando a gente não está feliz com a gente, mesmo que algo venha com certa garantia de trazer felicidade, não adianta nada.
Se não estivermos realmente felizes por dentro, lá fora tudo será igual. Porque felicidade não se compra. E todos estamos preparados pra cuidar de algo ou alguém, mas é muito mais fácil e divertido de fazer, quando amamos. E amar não é fácil, se não começarmos pela gente mesmo.
Texto Felicidade vem de dentro pra fora
