Não Existe uma Pessoa Certa
De certa forma,
eu sempre me senti
completa e serena
nos lugares onde eu pude
ver as Árvores e o Mar...
Afinal...
A minh'alma
tem as cores e os olores
da Mata Atlântica
e do Oceano Atlântico...
E o meu Lar
é a Região Oceânica de Niterói...
✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry
“Certa vez, disseram-me que eu teria apenas 5% de chance de sobreviver e que, caso vencesse a morte, não voltaria a falar nem a andar. Sobrevivi. Falo. Ando. Por isso, minha gratidão a Deus não nasceu do que me contaram; nasceu do que vivi. Há experiências depois das quais a fé deixa de ser apenas crença e passa a ser memória.”
Certa vez existiu
Alguém que nunca existiu
Quis chorar, mas não chorou
Quis viver e não viveu
Nada leu e nem escreveu
Não teve pais e nem irmãos
Não teve mãos e nem pés
Talvez tenha desejado até
Conquistar uma namorada
Não teve ódio e nem fé
Não teve nada
Ou quase nada
Não bateu, nem apanhou
Não deixou e nem levou
Não viveu e nem viu
Porém
Por alguém que existiu
Ele sentiu
Alguma coisa que deixou
O seu coração dilacerado
Mas isso ninguém viu
E em menos de pouco tempo
tudo aquilo
Estaria pra sempre esquecido
E eternamente perdido.
Certa vez, você irá se desiludir, naturalmente isso vai ocorrer... não se desespere você também desiludirá alguém. Um processo natural da vida e dos nossos aprendizados.
Uma vez namorei um escritor a quem, certa manhã, comuniquei os desejos mais profundos: quero não ser. Sem entender, disfarçou, riu e fitou a atenção para outro assunto. Escritor de araque! Se fosse escritor mesmo, saberia exatamente onde é esse não-lugar em que não se é! Onde não se vai para não ser! Saberia exatamente que caminho trilhar, pois, para ter desejo de escritor, deve-se não ser.
E, ao não ser, saberás da existência do vazio, do real. Saberás que ali, onde não se é, é que é a vida. Conhecerás os mundos profanos que teus leitores esperam — se o autor espera apenas leitores, espera em vão. Pode ler-me, mas será capaz de decifrar-me?
Afinal, de que servem as palavras senão para esconder aquilo que, de dia, se expressa no brilho ofuscante, no branco ríspido que reflete o sol nas superfícies dos átomos terrestres: a pura natureza divina? E, à noite, na vasta imensidão cósmica, a alma, em sincronia com o mar de energia, que viaja em busca de sentido e significado?
Se crês que, com esta viagem, desfrutarás apenas daquilo a que se chegou, és um homem enganado, que desperdiçou seu bilhete único simplesmente por não olhar pelas janelas do vagão.
Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor.
Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio.
Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer.
Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido.
Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido.
Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar:
eu teria querido viver esta vida com você.
Certa vez nossa florista sugeriu que eu te enviasse flores.
Agradeci, mas disse não.
Não quis que nosso amor fosse banalizado por atos bonitos, mas repetitivos.
Mas, confesso:
Tive vontade de aceitar a sugestão.
Flores representam a chama e o sentimento dos amantes.
São efêmeras, coloridas, perfumadas...
E têm espinhos...
Como o amor...
Você quer hoje, mas Deus já tem o dia, a hora e a forma certa de entregar aquilo que seu coração tanto espera.
Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo. miriamleal
A decisão certa é fruto de acúmulo, acumulei experiência, coragem e paciência, assim a escolha tem sustentação.
Certa vez, a tempestade perguntou ao velho carvalho por que ele continuava de pé depois de tantos invernos. O carvalho respondeu que não resistia por causa da força dos galhos, mas porque suas raízes haviam aprendido a conversar com a escuridão sem ter medo dela. Desde então compreendi que a verdadeira fortaleza não nasce dos dias tranquilos, mas da intimidade que criamos com aquilo que tentava nos destruir.
- Tiago Scheimann
Namorar a mulher certa deve ser como respirar pelos poros. Cada pedacinho de pele absorvendo a essência da vida e da felicidade. A diferença é que, ao contrário da respiração, não liberaríamos veneno, mas, sim, amor.
O nosso sonho não tem hora certa para começar mas uma vez começado, daí não tem hora certa, mesmo para acabar.
Os sonhos quanto mais impossíveis, nos parecem verdadeiramente muito felizes.
O turismo rural, em certa medida, é também uma importante estratégia de desenvolvimento que precisa ser trabalhada como exemplo de sucesso na agricultura familiar, pois desempenha um papel fundamental ao aproximar a sociedade, cada vez mais urbanizada, das origens rurais [...].
(Zuin; Redin, 2026, p. 117)
Os jovens rurais também migram, o que, de certa forma, demonstra que a condição econômica da família rural não é o determinante.
(Redin, 2019, p. 66)
O veneno da interferência alheia tenta envenenar a escolha certa, mas o coração sabe reconhecer quem é o seu lar.
