Nao Controlamos o que Sentimos
A maturidade chega quando a gente entende que paz não é ter tudo resolvido.
Paz é descansar no que somos, mesmo enquanto ainda estamos nos reconstruindo.
É seguir sem a obrigação de acertar sempre.
É reconhecer o próprio valor sem depender da aprovação de ninguém.
É confiar que Deus continua fazendo florescer, em silêncio, aquilo que plantou em nós.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
As grandes almas não diminuem os que estão ao lado pois até na competição despertam em você a vontade de ser maior e ainda, totalmente seguras da própria grandeza, lhe mostram o caminho para o êxito.
"As pessoas que não se valorizam, nem valorizam o que têm, podem possuir o maior diamante do mundo e, ainda assim, jamais estarão satisfeitas. Serão sempre vazias." — Madalena S. Ribeiro
Os meus olhos viram o que minha intuição avisava, e desde então, eu não confio e nem acredito mais em ser algum que minha intuição sinalizar perigo!
Seus filhos odeiam as igrejas?
Foi criado na igreja, mas dela não querem saber mais.
A culpa não é delas, mas sim de seus pais.
Quando chegavam em casa em vez de a Deus agradecer pelo dia maravilhoso e da noite de louvor.
Se sentavam a mesa para falar mal.do seu pastor.
Er mal do pastor, da dirigente do louvor, falavam mal do diácono e da Santa Ceia do Senhor.
Casal da língua ferina, língua sem unção, hoje choras a perda, dos filhos na prostituição.
Isso acontece em todos os cultos, com crentes que não têm não tem visão;
deixam de louvar a Deus e de viver em comunhão.
Falam mal de todos os crentes sem fazer acepção.
Depois ficam se perguntando onde foi que errou, para perderem os filhos que apresentaram ao para o Senhor?
Foi a sua língua grande falando mal da congregação hoje choras por vê seus filhos longe da congregação sem fé e sem esperança jogado na perdição.
O vazio é como se perder em sentimentos dos quais você não sabe nomeá-los. Você sente tanto, tem tanto pra falar, mas há algo que o prende. Às vezes, de tão perdido, você sente que o que está sentindo é irreal, que nem está ali. Você procura sentido, você se força a sentir, mas é como se fosse impossível. Você se encontra foçando dar risadas com amigos, familiares, rir de algo engraçado, mas não se deixe enganar, o vazio às vezes se faz quase imperceptível. O vazio vem acompanhado da falta de esperança, de sentido, ele te apodrece aos poucos sem que você perceba, tirando de você o que te faz mais precioso. Coisas que antes lhe trazia paz, felicidade, prazer, se tornam coisas quaisquer, faz com que pareça tudo uma mentira. A ciência de que você precisa de ajuda vai estar sempre ali, mas é desesperador colocar o vazio pra fora. É como se você estivesse dando a arma pra alguém e falasse: "atira em mim". O vazio é como se você estivesse se afogando o tempo todo e torcendo pra que alguém visse e fosse correndo pra te salvar. Quando você está tendo um momento de felicidade e sabe que é genuíno, o vazio faz com que você pense que está forçando algo, que é mentira, que é tudo imaginado. Ele te faz um refém, do qual depois de um dia maravilhoso, se sente exausto, faz com que pareça que você não é pertencente da paz.
Hoje eu percebi que eu parei de cair. Não que eu esteja de pé, firme e forte, mas eu parei de despencar.
AUTOPSICOGRAFIA:
Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...
Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está
POEMA DO ABSTRATO
O poeta não se alveja...
Pega-se ou se tem
- É um misto de beleza
E tudo que não convêm.
A histeria dos loucos...
- A insensatez dos príncipes
A fobia dos eunucos
O esmolar dos pedintes.
- Na mão do tacanha do grão.
À beleza que se mistura
Verte o riso dos pagãos
-- Junto à alma em ternura
Aufere sal da terra ao pão.
ETERNO BEM
Se achas que escreves bem na solidão da noite.
Então, te direi, não durma bem!
E, se disseres que isso não te fará bem
O que sabes sobre?
É algo que vive enquanto viveres.
Os poemas?
Ah, os poemas. Viverão sem enquanto.
Eu gosto de lembrar daquilo
que é bom e bonito,
Não me esqueço de lembrar
quando você dançou
Chico Sapateado comigo;
Você da minha
cabeça não tem saído,
e a minha poesia
está sempre contigo.
DANTE. O EXILADO QUE A MORTE NÃO RECONCILIOU.
Há episódios da história que parecem escritos por um dramaturgo medieval. O destino de Dante Alighieri é um deles. Poucos homens foram tão glorificados pela posteridade e, simultaneamente, tão rejeitados pela própria pátria. O criador da Divina Comédia transformou-se em símbolo da literatura italiana, mas morreu como peregrino político, carregando sobre si a amargura do desterro e a ferida de uma cidade incapaz de reconhecer a grandeza daquele que havia concebido uma das maiores arquiteturas poéticas da civilização ocidental.
Nascido em Florença por volta de 1265, Dante viveu em uma Itália fragmentada por disputas políticas, rivalidades familiares e conflitos entre facções. Pertencia ao partido dos guelfos brancos, grupo que se opunha à interferência política do papado nos assuntos florentinos. Quando os guelfos negros assumiram o poder com apoio pontifício, Dante foi acusado de corrupção e condenado ao exílio em 1302. A sentença era brutal. Caso retornasse à cidade, poderia ser queimado vivo.
A partir desse momento começou uma peregrinação dolorosa. Dante atravessou cortes italianas, experimentou humilhações materiais e conviveu com a condição do expatriado. Em uma de suas passagens mais célebres, escreveria sobre “o sabor salgado do pão alheio” e “o subir e descer das escadas dos outros”. Não era apenas uma metáfora poética. Era a descrição concreta de sua ruína social e emocional.
Foi nesse estado de exílio que amadureceu a Divina Comédia. A obra não nasceu do conforto, mas da expulsão. O inferno, o purgatório e o paraíso percorridos pelo poeta carregam marcas profundas de sofrimento político, desencanto humano e anseio espiritual. Muitos dos personagens condenados por Dante eram figuras reais de seu tempo, inclusive adversários florentinos. Sua literatura tornou-se simultaneamente transcendência estética e tribunal moral.
Em 1321, Dante morreu em Ravena, acolhido pela corte de Guido Novello da Polenta. Não retornou à cidade natal. Florença não revogou plenamente sua condenação enquanto viveu. A pátria que mais tarde transformaria sua língua em fundamento da identidade italiana não teve a dignidade de recebê-lo de volta quando ainda respirava.
O que ocorreu após sua morte possui contornos quase litúrgicos. Séculos depois, Florença passou a desejar os restos mortais daquele que antes repudiara. Em 1519, sob autorização do papa Leão X, uma delegação florentina dirigiu-se a Ravena para recuperar os ossos do poeta. A missão possuía forte simbolismo político e cultural. Seria uma espécie de reconciliação tardia entre a cidade e seu filho ilustre.
Mas os frades franciscanos de Ravena compreenderam o paradoxo moral daquela tentativa.
Antes da chegada da comitiva, removeram secretamente os restos mortais de Dante do sepulcro. Quando os enviados abriram o túmulo, encontraram apenas o vazio. O gesto dos franciscanos não foi simples obstinação regional. Havia nele uma dimensão ética silenciosa. Ravena recusava entregar à glória póstuma uma cidade que negara misericórdia ao homem vivo.
Durante séculos, os ossos permaneceram ocultos no convento franciscano. Aquela guarda secreta adquiriu caráter quase sacral. Não protegiam somente um cadáver. Protegiam a memória de uma injustiça histórica.
Em 1865, durante obras próximas ao túmulo, os restos foram reencontrados dentro de uma caixa de madeira contendo inscrição identificadora. O episódio provocou enorme repercussão cultural na Itália recém-unificada. Dante já havia sido elevado à condição de pai simbólico da língua italiana, e a redescoberta de seus ossos assumiu contornos nacionais.
Nem mesmo o século XX encerrou a peregrinação póstuma do poeta. Durante a Segunda Guerra Mundial, os restos mortais foram novamente escondidos para protegê-los dos bombardeios. Como em um ciclo histórico melancólico, Dante continuava exilado até mesmo na morte, deslocado de um lugar para outro por forças políticas e militares.
Hoje, Florença conserva um monumental cenotáfio em Basílica de Santa Croce dedicado ao poeta. Contudo, o túmulo está vazio. O verdadeiro corpo permanece em Ravena, guardado pela cidade que o acolheu quando a própria pátria lhe negara abrigo.
Existe nisso uma das ironias mais profundas da memória humana. Muitas sociedades perseguem seus gênios enquanto vivos e veneram-nos quando mortos. O reconhecimento tardio frequentemente possui menos virtude do que remorso. Dante converteu-se em patrimônio universal não por causa da benevolência de Florença, mas apesar de sua hostilidade.
Ravena compreendeu algo que a posteridade raramente admite. Há exílios que ultrapassam a política. Transformam-se em cicatrizes morais. E certas ausências permanecem como testemunho eterno da ingratidão dos homens diante daqueles que lhes ofereceram eternidade literária.
Fontes consultadas. Biblioteca Italiana. Sociedade Dante Alighieri. Arquivos históricos de Ravena. Enciclopédia Treccani. Museu Casa de Dante.
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MÃE
Magnitude tão especial
Não se pode esconder o excesso de amor incondicional dentro do peito de uma mulher que é mãe.
Quando a maternidade chega, uma infinidade de coisas acontece dentro do seu corpo: mistérios e milagres se fundem. Ela cede espaço, doa vitaminas, sangue, alimento e tudo aquilo que um dia também lhe foi doado, para receber seu filho.
Tudo nela se desloca, muda de lugar e se transforma para proteger a vida que carrega. No fundo desse coração encharcado de amor, existe uma fortaleza criada para servir de suporte seguro, forte e confiável.
Somos fortaleza, somos força, somos mãe.
E, como sempre digo: Dia das Mães são todos os dias.
Feliz Dia das Mães a todas!
A Realidade Sem Opostos
A vida é uma ilusão.
A liberdade é um presídio.
O castigo não é o sofrimento.
Morrer é viver.
E Kratos ainda vive.
A ficha cai, revelando um mundo cruel.
No susto e nos medos, o confronto se impõe.
Subimos durante o dia; à noite, morremos.
Bem-vindo à realidade insana.
A realidade é assim: sem opostos.
A salvação pode vir daqueles cujas máscaras são usadas
e cujos rostos não podem ser mostrados.
Já diziam — e eu repito:
sou fogo, sou ar.
Sou terra, sou mar.
Eu não sei, não entendo nada.
São linhas em minhas memórias escondidas,
que não foram apagadas.
Eu não sei, não entendo nada —
mas percebo: são apenas memórias remotas
que se recusam a desaparecer.
Tempo gostoso…
Deveríamos ter aproveitado muito mais,
se soubéssemos que o tempo voa
e não volta.
