Nao Conto Detalhes e muito menos

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Um sussuro... Um grito... Estava tão imerso em sua voz que não sei dizer a intensidade do som.
Um olá... Um adeus... Em meio a tantas palavras, me perdi em seus significados.

Talvez a lua e o sol não possam ficar juntos.
O sol brilha forte durante o dia.
A lua brilha muito durante a noite.
Poderiam eles dividir o brilho?

Uma mesma luz não poderia brilhar em nossos corações novamente?
Sabíamos a resposta, só não queríamos aceitar.

A lua e o sol não poderíam dividir o brilho
Mas podem dividir o céu.

Inserida por DanDans

O maior exemplo de alegria que tive durante toda a minha vida, nele hoje não vi o brilho no olhar, nem o sorriso no seu rosto, nem mais o vigor. O grande inimigo infelizmente o alcançou.
Não sei se hoje foi a nossa despedida e espero muito que não, mas com certeza me despeço de mim, um pouco mais vazio, um pouco mais triste, um pouco mais sozinho.
Não sei quando partirá o trem da plataforma da vida, mas enquanto não sair, lembrarei dos passeios de bicicleta, das risadas, da nossa "Tonante" vermelha e de como foi bom poder gozar de sua companhia meu GRANDE AMIGO. (S.M)

Inserida por luisvicthorino

O POETA MARCADO
(28/11/2019)


Fecho os olhos em mistério,
Sem nada para entender.
Não posso me entregar,
Nem mesmo andar pelas palavras,
Pois, elas as vezes me ignoram.
Eu tenho medo, muito medo,
Em pensar no esquecimento
De poesias escritas por mim,
Após a morte consumir minha carne.
A vida não é toda feliz,
E parte disso é culpa do meu ser,
Assim, por dentro, estou em lágrimas.
Mas vejo que a existência ainda é bela,
Mesmo tendo em si mesma,
Momentos imagináveis de marcas!
Marcas de machucaduras internas,
Impossíveis de serem vistas.
Perceber o quanto adormecerei
Eternamente em um lugar inesquecível,
É porventura, um encontro além do mar.
Doce versos imutáveis!
Mostre a sua face para todos,
Antes de tudo se consumar!
Nunca ninguém poderá saber,
De que forma um poeta, em sua vivência,
Tem rachaduras feitas pela solidão?
Isso, é desconhecido por inteiro.
Declaro encerrado a noite,
Cuja sombra é companhia ao meu pensamento.
Então, que o amanhã traga ventos,
Ou chuvas, dependendo de como estarei.

Inserida por ricardo_oliveira_1

É ensurdecedor, Mas Você Não Compreende
Tudo Muda mas continua igual
A queda e a dor que só eu sinto
Vida passa e fico preso nas minhas idéias
São tardes que nuncam tem fim
Domingos que começam como segundas
Segundas que não são boas nem em intenções
Me sinto sufocado nas paredes desse quarto
Desse mundo me afogo sem teu afago
Te vejo e vejo tudo pra mim agora é abstrato
Descarrego traços
Aqueles traços do teu corpo
Que trago em minha mente e lá se vai outra noite
Sem dormi outra noite sem você aqui
E me embaraço no lençol
Eo travesseiro ainda tem o cheiro do teu cabelo vermelho
Virei mais uma madrugada
A noite diz adeus
Mas a lua ainda está aqui
Eu ainda estou aqui e daqui
Ainda escuto o trem
Que passa longe daqui
Ainda sonho e como na letra daquela música,
Por mas distante que eu pareça estar estou pensando em você.
caramba o silêncio me toma
mas não me tranquiliza
Você não sabe o estrago que o silêncio faz em mim,
Você não sabe o estrago que tua falta me faz.

Inserida por RaynanSSilva

Nunca fui de ter muitos amigos.
A maioria mostrou ser o que eu não gostaria de ter.
Então me desculpe, sigo em frente sem olhar para trás e vou tentando encontrar pessoas que eu possa admirar.

Sempre fui um lobo solitário, a maior parte do tempo com um cigarro e um copo vazio ao meu lado com um pigarro e uma tosse.

As vezes me pego pensando nos problemas buscando uma definição.
Mas quanto mais eu tento me explicar, no final sinto que sempre estarei errado.

A vida é um jogo, um jogo de altos e baixos ao mesmo tempo vejo a vida voando na frente dos meus olhos.
Enquanto a vida voa, sinto que sempre estive na base.
Um dia, irei decolar?

Oportunidades eu tive, uma pena que não soube aproveitar nenhuma delas.
Por conta disso a vida bate tão forte e com isso me surge as sequelas.

Sinto um vazio no peito, sem esperanças pra nada.
Eu tento enganar meu corpo com saídas e curtições.
Mas na verdade, o que me envolve são maldições.

Estou sempre de boné tampando meus olhos, na intenção de tentar esconder a realidade que enfrento, mas posso dizer que isso não da muito certo.

Quando estou com meus novos amigos, me sinto anestesiado. Mas toda anestesia tem um prazo de tempo determinado.

E após isso, a dor volta. Eu estou de volta, na realidade que mais me apavora.

Inserida por jardel_costa_1

A humanidade faz jus a inclemência.
Já tentei me ressocializar, mas não importa o quanto eu insista, não adianta.
Pessoas magoam!
Opto à vivenda do vasto ermo imo em meu peito, que um amplexo não consentâneo.
Encontro-me no mutismo ardil, carregando a asserção da sensatez em minhas predileções tenaz!..

Inserida por rodolfo_lino

Não adianta sonhar com os benefícios do evangelho para o fufuro se você não está disposto a aceitar as dificuldades que existem no início dele, antes da coroa que foi prometido para o final, existe a cruz que foi estalecida para o início...

A COROA QUE SERÁ ENTREGUE UM DIA, PARA AQUELES QUE TOMARAM A CRUZ NO INÍCIO, E COM ELA SEGUIRAM ATÉ O FINAL!

Inserida por ClaudioPeixoto

COISAS QUE UM AMIGO É...

Um amigo não é indelicado,
intrometido, mas quando
percebe o perigo, chama a tua atenção
e mostra o buraco em tua frente..

Um amigo nota a tua ausência
no banquete e no velório,
quando sente a tua falta
procura o mais rápido possível
saber a razão.

Um amigo não te liga para pedir favor
antes pergunta:
como está?
Posso te ajudar em alguma coisa?

Um amigo não concorda simplesmente
com todos os teus pontos de vista
discordando com respeito
não magoa o outro amigo.

Um amigo não é como um pai,
um amigo é pai e mãe,
irmão e companheiro em qualquer luta.

Um bom amigo se faz presente
em todas as horas, se alegra contigo,
festeja e chora.

Inserida por EvandoCarmo

2 no caminho

Não me importo quanto ao tempo
ou quão distante é o caminho.
Não me importo se não vou aguentar
só não posso é ir sozinho

Tantos muros no caminho
não consigo derrubar.
Preciso de um pezinho
para esse muros pular

Se calçado eu estou,
meus sapatos eu te dou
casos as pedras do caminho
queiram furar teu calcanhar.

Uma luz a minha frente
eu vejo ofuscar,
mas agora estou sozinho
acho que você adiantada no caminho
me ilumina com seu brilhar.

Inserida por marcelofarias

Compaixão e dor

Não existe dor no mundo
maior que a minha dor,
não que eu seja um morimbundo
ou eterno sofredor.

Porque quem sente ela sou eu
e o outro não entendeu
quando vi o seu rancor.

Não sabia a diferença
entre dor e compaixão,
esse se sente com o estomago
e a dor com o coração.

Inserida por marcelofarias

Pseudomoda

Fácil seria se tu me odiasses,
mas não tenho a coragem necessária
para adotar outras faces.
Te quero bem perto e bem longe, emoção hilária
esta! Tu já estás imersa em meu ser
e canta numa distância saudosista. O que adianta
te querer como quero, se essa mista
vontade-amor-dor já é finalista
nesse concurso de identidades não-santas?
Berrantes, eufóricas, barrocas, eu-fora
do eu-dentro. Adentro o pseudo-eu
que sou eu mesma. Perco-me nesse desfile
cruel, frio, pegajoso, estridente.
Pois não sou nada,
mas sou todas concorrentes.

Inserida por sinestesiam

POESIA SENSAÇÕES

Não é apenas este mar que reboa nas minhas vidraças,
Mas outro, que se parece com ele
Como se parecem os vultos dos sonhos dormidos.
E entre água e estrela estudo a solidão.

Não queira me chama para que siga por cima dele, nem por dentro de si, deixe-me apreciar, sentir e partir...viver...

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

BRIGANDO COM DEUS

Ainda que infrutuosas convicções incitem o meu mísero direito de gente, eu não exigirei mais de Deus todas as explicações que me foram subtraídas – desde quando fui arrancado do calmoso útero que me resguardava ainda cândido – e arremessado, inexoravelmente, ao labirinto ilógico desse fadário universo de venturas. E como o esporo de uma semente não plantada – dentro dos jardins mais inférteis da incerteza – eu já eclodi carregando o peso penoso da malquista incoerência que veio pregada comigo.
Eu sou sem pedir para ser. Como um gerúndio reticenciado do acaso, funambulando descalçado e sem destino, com a razão ignorada que herdei. Eu sou um sujeito assim... Aleatoriamente à toa. Sem motivo algum para ser. Pois, se o tenho não conheço, e ao desconhecê-lo torno-me um estranho insignificante de mim mesmo. E, submisso à passiva incapacidade de prever a minha própria sina, sem mapas, bússolas, epítomes... Nem qualquer outra forma de orientação, eu sigo buscando desatinadamente o meu tino. Mesmo sem saber se o tenho.
As trouxas de sonhos que carrego comigo, são subordinadas às vontades que não são minhas. Sou impotente, oco e não carrego, sequer, a minha própria identidade. Sou escravo de uma entidade onipresente que jamais encontrei, curvado aos intermitentes equívocos da sua soberana onisciência que – nem ao menos – posso contestar.
O meu destino vestia-se de casualidades intempestivas, somente para ludibriar-me de que as minhas atitudes mudariam o curso do meu futuro. No entanto, a verdade é que todos os meus porvires, nunca foram nada, exceto parte da inepta premência humana de acreditar que as consequências das minhas decisões me tornaria dono dos meus próprios desígnios. Inobstante, deixando de lado a crença dos desesperados que, por defesa vital nos enceguecem a razão, ainda sou capaz de entrever – com a sobriedade desapontada de um descrente – que o futuro da minha vida sempre independeu das minhas escolhas. Os meus amanhãs são ignotos de mim, assim como todos os meus anelos são subservientes aos planos que não seguem os meus roteiros. Sou uma marionete com asas que não voa, aprisionada numa grande interrogação invisível que não responde as minhas tantas perguntas.
Biologicamente, até que com rara racionalmente, explicam de onde eu vim. O que de maneira geral, não elucida muita coisa. Tampouco minora essa minha totalmente tola falta de rumo. E como se o bastante fosse muito, ou como se o muito fosse suficientemente vital, batizaram a minha carne com um nome que eu não escolhi, deram-me um coração de vidro trincado, um espírito que nunca vi, e me desapossaram do significado de existir.
Ainda assim, privado de escolhas e desapossado de alternativas, eu não reivindicarei mais de Deus as justas justificativas que ele me deve. Porque, compreendi que permeio a toda insensatez que torna a vida ilogicamente incoerente, também coexistem incongruentes significados que a fazem prazenteira o bastante para vivê-la, sem procurar desvendar a racionalidade que não existe, na grandiosidade desconexa de tudo aquilo que ultrapassa qualquer entendimento, e onde a compreensão se regozija e se contenta apenas no sentir.

Inserida por marcusdeminco

O ALIMENTO DA ALMA

Saudade sofrida mesmo é a ausência de tudo aquilo que não se teve, com a imprecisa lembrança do que não se fez. Isso sem esquecer a lancinante angústia de uma vida inteira presumida: relembrando as inúmeras promessas solidificadas no desquerer do destino, ou lamuriando por cada desejo não consumado. Entretanto, ainda pior, será a contaminação deturpada para a descrença no novo alvorecer. Porque, somente amanhã, redobra-se o otimismo, recicla-se a força e se torna capaz de sonhar com tudo aquilo novamente.
Pois, quando desistimos de lutar pelos nossos sonhos, nos tornamos mais indiferentes, amoldados e desvidrados. As inolvidáveis frustrações dos sonhos amortecidos permanecem aprisionadas para sempre nos subterrâneos da nossa mente. Onde guardamos um amontoado de coisas preciosas, que se perderam entre a vontade, o medo, o tempo, o acaso, a desmotivação, a desistência, os pretextos, as obrigações, a rotina etc. Enfim! Onde tentamos enterrar dentro de nós mesmos, à ausência de tudo aquilo que não fomos além das expectativas presuntivas dos nossos atulhados anseios.
A pior morte, portanto, é aquilo que deixamos de ser, ainda em vida, quando renunciamos aos nossos sonhos. O conformismo, o contentamento, e a apatia pela ausência de ambição, desnaturaram as almas que vagueiam opacas pela vida sem mais nenhuma fantasia. Os sonhos não são apenas cobiçosos desejos físicos, são os alimentos da alma ante aos anelos do coração. Uma vida sem sonho é como uma praia sem areia, uma primavera sem orvalho, uma flor sem perfume. Os sonhos atribuem novos significados a nossa própria existência, rejuvenescem a alma, regozijam a esperança, e preenchem com encantamentos a languidez do nosso cotidiano. E sem o embevecimento que os sonhos suscitam, a vida se torna austera, os risos sóbrios, e os nossos caminhos entenebrecidos. É quando deixamos de viver, e passamos, simplesmente, a existir.

Inserida por marcusdeminco

O RECOMEÇO

Eu já acreditei no que não existia, enquanto desconfiava de tudo aquilo que se revelava óbvio. Achava a esquisitice normal, pois a normalidade nunca se despia da sensatez. Apostei o que não tinha, arrisquei vultosas patavinas, e perdi o que não malparei. Já segui os meus instintos, ao passo em que desobedecia as minhas maiores convicções. Aspirei o impossível, escolhi o improvável, e rejeitei o desimpedido. Eu já menti para não magoar uma pessoa, assim como também blefei apenas para me proteger. Escolhi o sentido oposto dos atalhos retos, e perambulei na contramão da prudência. Porque, eu sempre tive receio de andar no encalço dos desígnios de outras pessoas, e perder o caminho de volta para mim mesmo.
Dos meus desacertos... Eu perdi as contas de quantas vezes errei. Já errei por intuição, errei por escolha, por ausência de opção... E por pura teimosia – quando a culpa parecia menor que o prazer – ainda insistia em cometer os mesmos erros no meu afã desatinado de acertar. Cai, levantei, me perdi, me abandonei, me puni, me critiquei, me perdoei, e por inúmeras vezes, tropecei esbaforido, na intensidade dos meus próprios sentimentos. Mas nunca – em momento algum – eu pensei em desistir dos meus sonhos. Pois, eu jamais deixei de acreditar no denodado vigor que provém dos recomeços. Sobretudo, quando compreendi que as nossas atitudes determinam a distância entre aquilo que almejamos e aquilo que possuímos. Porque, não são apenas as vontades, tampouco os quereres. Mas, a nossa temeridade para sairmos em busca daquilo que realmente acreditamos que nos concede o poder de transformarmos todos os nossos sonhos contemplados em realidades tangíveis.

Inserida por marcusdeminco

DAS LIÇÕES QUE A VIDA ENSINA

1. Não cobre afeto. Espalhe ternura.

2. Faça as pazes com o seu passado para prosseguir sem pretéritas amarras. Quem acumula dívidas do passado para pagá-las no futuro vive de esmolas no presente.

3. Não critique o torto. Endireite-o.

4. A casualidade da vida tem sempre algum propósito. Tudo que chega carrega uma causa e traz um ensinamento. Tudo que parte, vai por um motivo e leva uma lição.

5. Quando a consciência incriminá-lo antes mesmo do veredicto do mundo, a sua sentença não caberá mais nenhum recurso de apelação.

6. Não procure a culpa. Encontre o erro para tentar repará-lo.

7. Acredite, reze e persista. Mas aceite que na verdade, todos os nossos quereres são meras reticências do acaso (...).

8. Nada na vida está completamente errado, nem integralmente correto. A imperfeição só pode ser avaliada diante daquilo que é perfeito. E, portanto, não existe.

9. Não aguarde sorrisos. Distribua alegria.

10. Ninguém possui a capacidade de nos decepcionar. O que nos frustra, realmente, é a dimensão que a projetamos nas nossas próprias expectativas.

11. Somente quando você se esquecer do erro, e ignorar a culpa, será capaz de compreender a lição.

12. A felicidade é um entendimento, não uma conquista. Portanto, não é nada daquilo que você possui que lhe tornará feliz, mas como você se sente pelo que é.

13. Apenas uma pessoa será realmente digna de despertar o nosso sincero sentimento de inveja: aquela que devemos ser e ainda não nos tornamos.

Inserida por marcusdeminco

OLHOS QUE NÃO VÊEM:

Após uma tarde memorável em que assisti uma magnifica aula ministrada pela professora drag queen Rita Von Hunty mestranda em letras pela universidade de São Paulo acerca de uma temática bastante pertinente ao contexto Político/social da atualidade: O capitalismo e suas metástases que aniquila aos poucos as sociedades modernas.
Ao retornar à minha residência, ainda no ônibus escolar e na altura do supermercado ideal, quebra-se a rotina da viagem ao deparamos com um grande frisson.
Ao observar o que acontecia vi que funcionários das lojas estavam todos nas calçadas atônitos e os transeuntes se manifestavam na rua sob o som de uma música natalina e o brilho de luzes psicodélicas que lentamente aproxima-se decorando alguns caminhões da Coca-Cola, todos igualmente pretos, sem suas luzes convencionais, apenas iluminados por milhares de luzes natalinas que os adornavam.
Em um deles havia um grande trenó com um personagem de papai Noel e duas crianças que usavam a mesma indumentária.
Moral da história, no ônibus as mocinhas e os mocinhos todos formandos da universidade estadual da Paraíba, e que paradoxalmente alguns teriam participado da citada aula havia trinta minutos.
E no compasso daquele frisson levantaram-se de seus acentos e gritavam euforicamente: Nossa, que coisa linda! Ai meu Deus!
Logo alguém me indaga. Seu Egberto o senhor não gostou? Não acha lindo?
Ééé, respondi. Mas é de uma beleza artificial.
Essa beleza ofusca os olhos das crianças do pedregal, do morro do urubu, ramadinha, favela do papelão...
E em uma interrogativa. Isso vai para onde?
Irá ancorar no templo sagrado do capitalismo, (shopping center), o espaço público que priva. Segrega e exclui os olhos da pobreza. Por isso eu não gosto do natal.

Inserida por NICOLAVITAL

Passos

Me desculpe por essa ironia
Porque você não sorri?
Perdi meus passos no escuro
Não sei mesmo onde é aqui
Quero sentir minha alma
Bloquear a tal razão
Maneiras de achar no nada
O maior vazio então
O vento segue chorando
O pensar desfez aqui
Vou voltar para o escuro
E como meus passos sumir.

Inserida por AlanRodrigo2

Eu nasci no Brasil
Não escuto palavras que jogam no fuzil
Não vou parar para ouvir comentário hostil

Não vou escutar
Muito menos idolatrar
A dor que nesse mundo, todos acabamos de causar

Não posso aceitar as lágrimas
Não posso aceitar o sangue
Não posso aceitar a dor
Aceitar é se calar
Aceitar é se ridicularizar
É se rebaixar a um nível que nem mesmo o presidente do Brasil chegou

Fingimos que não vemos...
Nos calamos e passamos reto
Direto,
Para o precipício da era digital
Direto,
Para o precipício da dor infernal...
Aceitamos tudo isso,
Aceitamos a dor
As guerras
As mortes,
Simplesmente para evoluir o meio de transporte
Escutar e aumentar a visualização do esporte
Criar uma era viciada em telas e trabalho
Vendemos nossa alma em troca de riquezas
De joias e fraquezas...
Vendemos nossa alma, e aqui estamos,
Odiando a nos mesmos...

Inserida por GraziCastro

A diferença entre nós é que não há diferença,
Tão somente a maneira como vemos e conduzimos a vida.
Eu vivo para amar os outros, já você para amar os outros que te amam.
Acredite, nisso reside um abismo, dois mundos, opostos e análogos que jamais haverão de se encontrar.
Inclusive, foi um erro nos encontrarmos.
Foi falha na linha cronológica do destino.
Foi meteoro que nos obriga a nos retirar da elipse que nos faz circular ao redor do sol.
Foi só isso, nada mais.
Eu, mais do que você, queria acreditar que – finalmente – havia me encontrado,
Que depois de trafegar anos e anos na mesma trajetória havia, enfim, encontrado o meu caminho.
Eu fui inocente por acreditar que a vida podia ser diferente.
Hoje, eu sei que ela pode sim ser diferente, mas com relação a você eu me enganei. .

Inserida por maxroberto