Nao Chega aos meus Pes
É um amor sem medidas, descontrolado. Amor frenético de um coração que bate ao ritmo dos meus desejos. Amor de um coração com alma de poeta. Amor bobo e inocente de quem ama e não pede nada em troca. Amor onipresente, imprevisível e carregado dos mais diversos clichês.... Ah! Esses meus amores eternos e descomunais.... Não seria eu mesma se não fossem assim.
SONETOS PERVERSOS
Enquanto escrevo meus silêncios, mastigo
as angústias que esmoam os meus versos
desnudando cada face dos meus anversos
em espavento diversos e um tanto ambíguo
Traz paz e inquietação, e alguns reversos
camuflando a escuridão num manto amigo
criando uma solidão que conversa comigo
dos penares e ledices no viver dispersos
A poesia enflora e a ela o prazer bendigo
no ermo do âmago, dos sonhos submersos
e assim, vou metamorfoseado num abrigo
E nesta tal plenitude dos meus universos
a quietude em constância como castigo
feri a lira do poeta em sonetos perversos
Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
Recordo-me em todos os meus momentos de desesperos, uma voz que soava em meu coração; Aquieta-se. Ouvirei ela sempre.
E quando seus olhos cruzaram os meus, neste momento vi que tudo o que eu queria, iria mudar constantemente sem me avisar.
Dos centros de meus ombros aguardo com precisão algo além da suposta evolução; o que seria simplesmente um salutar alinhamento que deve se fundir a pespicaz compreensão; então me pergunto do porquê a necessidade dos fármacos.
Meus braços estão cansados; meu peito cerrado; minhas pernas em bases; meu coração se mudou... algo me diz: Tenha calma a tempo para os perdiz.
Ladrões do TEMPO
Tempo que passa e me devasta!
Oh, tempo cruel! Em meus pensamentos
O tempo que não me deixa tempo
Quero-o, a cada momento.
Não que eu seja escrava do tempo!
Não, sou apenas prisioneira de um tempo.
Tempo passado, tempo presente ou tempo futuro
Não importa já me aprisionei em seu momento
Quero liberdade, oh cadê você?
Não existe mais, passou o tempo!
Quem me usurpou, não foram eles
Eu abri a porta do meu tempo
E os ladrões entraram a qualquer tempo
Não vi, não percebi, porque não tive tempo
Quando me vi diante do espelho
Questionei: Ainda tenho tempo?
Infinito Amor
Queria eu viver todos os meus dias ao teu lado,
Poder envelhecer sem sentir saudades do passado,
Poder permanecer te amando por muitos anos,
E jamais exclui-la de qualquer um dos meus planos.
Queria eu te dar cada dia da minha vida,
Amar-te e respeitar como a minha ama,
Um amor que seja totalmente sem medida,
Uma felicidade plena sem frisar a cama.
Peço a Deus que mantenha sempre o amor abençoado,
Que o carinho, a confiança e o respeito sempre vença,
Que as alegrias sejam divididas e o amor multiplicado,
Para que sejamos felizes tanto na saúde quanto na doença.
Queria eu, ser o objeto de sua devoção,
Para ouvir a sua confissão sem receio,
Ser a chave de segredo do seu coração,
E conhecer as extremidades e o meio.
Um dia a velhice chegará para nós,
Com certeza estarei em seus braços,
Ouvido o melodioso som de sua voz,
Sentindo a ternura dos seus abraços.
Poder olhar-te com o mesmo carinho,
Tentando ser o melhor de sua vida,
Sabendo que um de nós seguirá sozinho,
E que jamais terá uma despedida.
Talvez seja apenas um até breve,
A morte não será para nós o fim,
Apenas será uma dor bem leve,
Que afastará por horas de mim.
Quero eu ser o primeiro deste a partir,
E desde já entregarei ao meu Deus,
Não se entristeça por assim eu pedir,
Jamais viveria sem os carinhos seus.
Você é o amor que nasceu para mim,
Tornou o meu grande e único amor,
Em minha vida tudo pode ter um fim,
Mas te levarei comigo para onde eu for.
Du’Art 16 / 02 / 2016
Infinito Amor
Queria eu viver todos os meus dias ao teu lado,
Poder envelhecer sem sentir saudades do passado,
Poder permanecer te amando por muitos anos,
E jamais exclui-la de qualquer um dos meus planos.
Queria eu te dar cada dia da minha vida,
Amar-te e respeitar como a minha ama,
Um amor que seja totalmente sem medida,
Uma felicidade plena sem frisar a cama.
Peço a Deus que mantenha sempre o amor abençoado,
Que o carinho, a confiança e o respeito sempre vença,
Que as alegrias sejam divididas e o amor multiplicado,
Para que sejamos felizes tanto na saúde quanto na doença.
Queria eu, ser o objeto de sua devoção,
Para ouvir a sua confissão sem receio,
Ser a chave de segredo do seu coração,
E conhecer as extremidades e o meio.
Um dia a velhice chegará para nós,
Com certeza estarei em seus braços,
Ouvido o melodioso som de sua voz,
Sentindo a ternura dos seus abraços.
Poder olhar-te com o mesmo carinho,
Tentando ser o melhor de sua vida,
Sabendo que um de nós seguirá sozinho,
E que jamais terá uma despedida.
Talvez seja apenas um até breve,
A morte não será para nós o fim,
Apenas será uma dor bem leve,
Que afastará por horas de mim.
Quero eu ser o primeiro deste a partir,
E desde já entregarei ao meu Deus,
Não se entristeça por assim eu pedir,
Jamais viveria sem os carinhos seus.
Você é o amor que nasceu para mim,
Tornou o meu grande e único amor,
Em minha vida tudo pode ter um fim,
Mas te levarei comigo para onde eu for.
Du’Art 16 / 02 / 2016
Sentimento Ousado
Ah! Se a tua boca tu me destes,
E aos meus lábios beijasse,
Envolver-me-ia em tuas vestes,
Para que assim me acalmasse.
Entregar-me-ia em teus braços,
Por completo e desinibido,
E lentamente tatear seus traços,
Loucamente pelo amor proibido.
Queria eu, a tua permissão,
Para ouvir o que proponho,
Queria eu o seu amor e não gratidão,
Por não querer viver de um sonho.
Entregar-me-ia aos insanos desejos,
De abraçar o teu corpo com ternura,
Desnudar-te-ia a sua pele com meus beijos,
Levando-te a mais dócil loucura.
Incendiar-te-ia com o meu fogo,
Numa preliminar de muita emoção,
Trazer ia para dentro do meu jogo,
Onde sentiria uma grande sensação.
Entregar-te-ia a mais bela fantasia,
Culminando a sua oculta intimidade,
Utilizar-me-ia de grande ousadia,
Saindo da fantasia para a doce realidade.
Du’Art 10 / 04 / 2016
Cotidiano
Minha luta é todo dia
Luto pelos meus sonhos
E por minha família
Meu sonho é conhecer o mundo
E fugir desse mundo imundo,
Mais sei que minha família
É meu porto seguro.
A vida é tão incerta
Quanto a meteorologia
Tudo que faço não me arrependo
transformo em poesia
Posso errar
Posso cair
posso até errar novamente
Mais vou me levantar,
Vivendo e aprendendo
E seguindo em frente.
Fácil falar do sucesso, difícil falar dos fracassos . Se fosse divulgar meus fracassos daria uma enciclopédia, e meus sucessos um livro de bolso, pois cada fracasso tem um pouco de sucesso, um resumo da enciclopédia, talvez seja por isso mais fácil falar do sucesso!
...e na voz dela tem um tom suave, que encanta meus ouvidos e que atordoa meu coração. Se ela é perfeita? Não...ela não é, mas pro algum motivo meus olhos não consegue enxergar esses defeito.
"Senhor" cuida de mim, dos meus amigos e da minha família. Proteja-nos de todo mal com suas mãos protetoras. Guarda-nos em seu coração de Pai Misericordioso. Deixe-nos sempre com a serenidade em nossa alma, para que possamos aceitar sempre, com fé e sabedoria a tua vontade "Senhor"...Amém!
O outono se foi. Deixou a beleza no chão para de novo fecundar. Meus olhos se recolhem na saudade do que foi. Da delicadeza quase abandonada das folhas, flores que se somam à terra vermelha.
A força do que se renova.
Foi nesse parque que conheci a gangorra, o balanço, o escorregador. E depois de tanto tempo as flores caem igual a cada novo outono. A gente muda e a natureza é fiel à beleza do que precisa permanecer para poder continuar gerando vida.
Que seja mais uma estação...
Minha família sempre foi humilde. Lembro-me que meus primeiros passos foram no chão "vermelhão" onde me via refletida. Observava desde pequena o empenho daquela mulher brava que passava horas na enceradeira deixando o chão brilhando.
Minha mãe é um exemplo de força!
A casa era pequena, de madeira, com um quintal grande e uma goiabeira que eu amava me pendurar. Certa vez desabei da goiabeira. Fixei os pés em um dos galhos e comecei a cantar Roberto Carlos. O galho quebrou e eu fui cantando para o chão. Me ralei toda e cantei até o fim; mas também, tinha medo dos seus galhos quando fazia alguma "arte". Era a primeira coisa que minha mãe pegava: a varinha para dar nas pernas. Já fui para o parquinho da primeira infância com vergões. Eu não era fácil.
Quando eu sabia que tinha feito algo errado, me escondia atrás da casa. Como se não houvesse amanhã, esperava passar a braveza da mãe para escapar da varinha, ou fazia desenhos com declarações de amor para amolecer o coração daquela mulher...
Quando a noite caía, meu pai sentava na área da frente e me ensinava a contar estrelas... Meu pai é um poeta calado que nunca escreveu ou declamou seus poemas. Eu o entendo. Olhávamos o céu juntos e de fundo eu ouvia a vinheta do Jornal Nacional.
Em dias de faxina, minha mãe colocava os discos do Roberto Carlos, (eu sabia todas), Abba, Altemar Dutra, Júlio Iglesias, que até hoje sei de cor a sequência das faixas. Fora os sucessos dos anos 80 num disco de coletânea. Era sensacional!
Sozinha, com o socador de alho (que pegava escondido), eu cantava no fundo do quintal. Criava as próprias coreografias, tinha público e tudo. (Imaginário, claro!).
Eu imitava meus pais porque nas missas e casamentos os via cantando juntos. Observava aquelas pessoas que os abraçavam no final dos eventos. Eu sorria e achava lindo! (...)
Memórias, delicadezas do tempo. Sou nostálgica e me alegro ao sentir tanto amor nessas lembranças. Tanta coisa aconteceu depois disso...
Gosto imenso de bordar detalhes. A beleza da vida se encontra naquilo que o tempo nunca apaga. Eterniza.
Eu tive uma infância feliz...
