Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Gratidão a cada voz, a cada coração, a cada boa intenção. Na imensidão do Amor que nutri e fortalece, assim a coragem nos acompanha no percurso.
Quintal de quatro bicos:
meu segredo habita as pedras
cada uma com sua voz
no bater as coisas.
Posso dividir em quadrados
os barulhos do mundo.
Sentado na soleira de casa
(sombras suicidas sob os pés)
os dedos pensam em nada:
desenho fresco na terra.
A VOZ DA SOLIDÃO
No vão da noite sombria, deserta
Tão silenciosa, envolta em arrelia
O repouso torna a cena irrequieta
Em um tenso sussurro de agonia
A enodoada alta noite terrificante
Povoada de uma vontade, irradia
Aperto, onde não há o que cante
Nem o poema sem a melancolia
Na treva da escuridão a coruja pia
Rompendo o vazio no tom dolente
Tal um cântico de acerba sensação
O pensamento da gente silencia
O coração arrepia tão vorazmente
E, merencória fala a voz da solidão.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 abril, 2024, 13’58” – Araguari, MG
No profundo negro das pupilas de seus olhos, eu mergulho. No brilho refletido nos castanhos deles, me entrego. Quando olhas discretamente, me confundo e somente tento decifrar onde seus pensamentos te levam. Quando sorri, me dilacera, como lâminas afiadas de alegria adentrando em meu peito, me fazendo desejar mais. E quando ouço a sua voz, eu me completo. Como doce melodia em meus ouvidos, a sinfonia mais bela, o som da sua voz.
Às vezes, uma voz tem o poder de transformar nosso interior de maneiras que palavras mal conseguem descrever. Ouço sua voz e é como se um novo universo se abrisse dentro de mim, onde a alegria não apenas visita, mas decide fazer moradia permanente. Essa sensação se torna uma tatuagem sob minha pele: indelével e profundamente pessoal.
Cada nota, cada sussurro parece pintar cores novas em minha alma, cores que talvez eu nem soubesse que existiam... E em cada momento de silêncio, essa tatuagem vibra com a promessa de mais risos, mais canções, mais vida.
Neste mundo barulhento, onde tantas vozes ecoam, encontrei uma que me faz parar, ouvir e simplesmente sentir... às vezes, gritar para se calar! Que sorte a minha, ter tais tesouros que ressoam tão verdadeiramente dentro de mim.
Mulher sem mordaça é símbolo de liberdade e resistência, uma voz que se recusa a ser silenciada e luta por igualdade e justiça.
A Sua Voz é uma Canção Para
Minha Alma
A tua voz ecoa como suave brisa,
Em cada palavra, uma doce melodia.
Meu coração se encanta, dança ao som,
És a canção que acalma o meu ser.
Broquel,
E a voz dela,
Recitando,
Fica ecoando,
Clamando,
Onipotente,
Eternamente,
É a marcante a voz dela,
Que aqui dentro restou,
Sua voz é apenas vibração, mas pode causar lágrimas ou alegria — uma prova clara de que energia é real e transforma.
O silêncio tem o poder de despir todos os sons, se o infinito tivesse voz, seria a voz de tudo que não fala. Mas o que é o infinito senão e tão somente a voz do silêncio, as vezes eloquentes, as vezes... não sei diga você!
"A voz elevada e destemperada é semelhante a tempestade: por onde passa deixa rastros de destruição".
Escute mais a sua intuição e menos o seu ego
No silêncio das escolhas diárias, há duas vozes que disputam espaço em nossas decisões: a intuição, que sussurra baixinho, e o ego, que grita alto. Enquanto a intuição é aquela amiga sábia que conhece o caminho antes mesmo de vê-lo, o ego é como um alto-falante, sempre cheio de razão e vaidade, sedento por aplausos e vitórias.
Quantas vezes, diante de um dilema, sentimos aquele “algo” dentro de nós dizendo o que fazer, mas escolhemos ignorá-lo? Seguimos pela rota mais enfeitada, mais aplaudida, mas nem sempre a mais verdadeira. O ego, em sua ânsia de se exibir, nos convence de que a validação externa vale mais que a paz interna.
A intuição, ao contrário, não se importa com os holofotes. Ela só quer nos conduzir para o que realmente importa, para aquilo que está alinhado com a nossa essência. Não é um pressentimento aleatório; é a nossa experiência silenciosa acumulada ao longo da vida, somada à sabedoria de um coração atento.
Quando ouvimos o ego, o resultado é um cansaço que parece não ter fim. Ficamos exaustos ao carregar máscaras, ao buscar ser quem não somos, ao viver de aparências. Já quando escutamos a intuição, a sensação é outra: leveza, certeza, mesmo que o caminho pareça difícil. Ela nos conecta ao que nos faz vibrar, ao que nos faz sentir vivos.
O desafio está em aprender a calar o ego para ouvir a intuição. Isso exige coragem, porque ela nem sempre nos leva por onde todos vão. Muitas vezes, nos desafia a romper padrões, a dizer “não” quando o mundo espera um “sim”, ou a dar um salto sem garantias aparentes.
Mas vale a pena. Vale muito a pena. Porque a intuição é nossa verdade, enquanto o ego é só o eco do que os outros esperam de nós.
No final das contas, a escolha é sempre nossa: queremos ser autênticos ou aplaudidos? Corajosos ou conformados? Siga a voz que te leva para mais perto de quem você é, e não de quem o mundo espera que você seja.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.
Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.
Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.
Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer.
Nossa voz para os outros muitas vezes é como um sonho que ao acordar, pode ser lembrado para sempre ou se acorda sem nem saber que teve um sonho.
