Namorar Liberdade
Consideravam-me ruim, eu adorava isso. Não me assustava os comentários ou olhares de reprovação, a liberdade me bastava, a única que seguraria minha mão para uma dança no grande baile de máscaras que é o mundo.
Aquilo que há dentro de mim, não mais por você pode ser compreendido.
Meu lugar não é mais dentro do seu peito, preciso ser livre... Para que eu não sinta mais essa dor.
O meu amor, calejado de de tantas brigas, discussões, sua falta de reciprocidade, beijos frios, abraços soltos.
Me afogam, me destroem por dentro, suas promessas, me pisoteiam, como o objeto mais pesado, que poderia existir, o mais pesado dos fardos... A mentira.
Que falta me faz, ser feliz contigo, eu só queria acordar amanhã e te esquecer, esquecer a minha dor.
Não queira eu de volta, não me queira novamente, não quero ter que te dizer... Não.
Os momentos em que passamos juntos, os sentimentos, agora precisam ser esquecidos, jogados no mais, fundo oceano.
De tu, não quero mais nada, só que desapareça de meus pensamentos, do meu peito.
Aquilo que se dizia amor não era de verdade, nada mais importa agora.... Nada mais.... Só a minha liberdade.
O que há de mais precioso está dentro de ti e juntos somos a maior riqueza incalculável.
Amor, Liberdade, Paz, Respeito, Luz, União, Gratidão
Namastê
Você é livre pra se divertir com as pessoas erradas, mas lembre-se: pessoas erradas só te farão cometer erros, erros que podem te fazer perder a pessoa certa.
Se você deseja cativar a mente das pessoas, tornou-se um opressor; porém, se cativou com o desejo de libertar, tornou-se um libertador.
luz do sentimento calado,
saída de uma revolta que reluz
sem sentido busca por amor,
sendo a balela que se enruste
num dito mero, som de ranço,
trágico no fel do teu olhar.
simples dizeres que demonstram a distancia.
Neste exato momento apenas duas coisas lhe privam da evolução, pessoas tóxicas e lugares tóxicos, liberte-se e verás cultivar a positividade ao seu redor.
SE DEIXE PERMITIR
Quero-te fêmea solta no meu pasto
e passo a passo poder me liberar,
nos mistérios e contornos do seu ser
e assim poder confessar que estou
muito a fim de em ti cavalgar.
Quero-te estrela cadente no meu céu,
vê-la cair em êxtase no meu chão,
quero ser a terra a lhe acolher
e juntos descobrirmos um novo viver.
Quero que proves do fruto proibido
e sintas como é gostoso o seu líquido,
quero que me liberes da prisão
e em liberdade contigo viver noutra dimensão.
Deixa o mundo real não nos proibir,
preciso por demais me permitir,
amar e ser amado sem fingir...
e com você em nenhum momento vou mentir,
e por que não?
Se deixe permitir...
Farsas do que sentimos,
fases que passamos por instantes,
desatino puro alento,
amargo destino,
sempre pregando peças
dos quais as ilusões torna se vertigens.
num mar de morte
seus sonhos estão nus
numa expressão
que mundo rejeitou
quando ninguém te amou
seus momentos tornaram
as sombras que acompanham
a sobriedade de enormes instantes
derramado num copo de vinho,
a torrencial torna se seu julgo
nesse estado primitivo,
e tudo torna se atenuante
nos braços da extrema unção,
deixando a luz morrer, momentaneamente...
sendo refém de seu algoz...
profundos seres do esquecimento
em teus lábios o reflexo de outras horas
a felicidade colocada no futuro
esplendido ar que se transpõem
em brumas a atormenta ganha um aroma
do teu corpo sensações tão atroz,
que brilho da noite contribui no estado de escuridão...
barulhos contribuem num abraço frio da madrugada,
gemidos de prazer relutam no sabor de amantes
desvaire nas sombras o ador...
infinito o preludio que insiste em viver
outras metamorfose dada por seu corpo.
a paixão atenuantes assombram as memorias
translucidas e revoltas de um sentido abandonado...
um raio de luz expressa agonizante sonho
que paira entre tantas dimensões...
brutalmente esqueço me a tomou em minha profunda solidão.
Relacionamentos são alimentados por processos contínuos de troca e reciprocidade, mantido num ambiente de liberdade e individualidade e perecem quando não há o mesmo esforço presente na conquista.
Quero parar, parar com tudo! Chegar ao ponto zero, não sentir nada! Quero o silêncio mais completo, mais intenso, mais vazio! Quero parar de ouvir ruídos dentro e fora da minha mente. Quero parar de sentir esse misto... quente e frio de toda angustiante confusão que se desenrola e se embrulha no meu descompassado coração. Quero só fluir como um rio sem correnteza, sem pressa de chegar ao mar... Quero parar!... de pensar de sentir de saber. Quero só ser, e deixar o ter que me atormenta morrer...
Silenciar
Eu tenho ficado muito quieta. Calada, em silêncio. Silêncio na boca e no corpo. Meu maxilar, acostumado com o tanto dizer, dói por tanto ficar imóvel.
Tenho aprendido muito na quietação:
- É preciso colocar um pano no chão quando for passar roupa, a água do ferro de passar fica pingando.
- É preciso varrer o chão após limpar a caixa de areia porque os farelos da areia se espalham por todo lado.
- É preciso secar a bancada depois da tampa da panela ser colocada lá, o vapor molha.
- É preciso ouvir mais os outros, e somente ouvir. (Muitas vezes as pessoas não precisam de respostas, somente de ouvidos atentos)
Quando silencia-se a boca, a mente começa a trabalhar mais e mais depressa. O coração sente mais e bombeia melhor o sangue. O corpo aprende a ouvir o próprio corpo e a consciência desata os nós das suas asas.
Os poemas passam a fazer sentido.
A música toca o sistema nervoso.
Com muita calma, antes de dizer bobagens, a boca - que antes era órgão auto-suficiente - agora concilia seus desejos faláticos com a língua, com os dentes, gengiva e cérebro.
Minha boca, de fato, nunca foi boca de dizeres bons. Aproveitava-se da carência, e lá deixava seu sermão, sem ao menos ser convidada para tal.
Meu músculo mais forte sempre foi a língua que em um complô envenenava cabeças, olhos e aortas.
A mão tentava escrever, mas a boca falava, não deixava calar a voz, nunca! E os textos, todos pequenos, com cara de mal acabados ou mal pensados, eram só uma pequena amostra do que a mão podia fazer.
A boca não se abre. O maxilar ainda dói severamente, mas a alma agora respira, agora permite a manifestação da existência, silenciosamente.
A boca agora só diz o pontual, somente diz o que o coração e a mente aprovam ser dito.
Há muita clareza nos sentimentos e no mundo exterior. Há compressão no mundo dos outros. Muda, a boca sabe se expressar melhor quando diz.
O que há boca? Tem medo do mudo? Tem medo da compreensão, restauração, modificação, rotação, translação e emudamento completo? Tem medo que os lábios se colem e nunca mais se abram por falta de exercícios?
Você não vai morrer ou atrofiar, você apenas está aprendendo a lidar com uma faceta sua que você mesma escondia; continue fechada, calada.
Você ainda pode cantar, mas somente boas canções, caso contrário, vai se manter fechada!
Você boca, é mais um pedaço meu que preciso controlar, assim como controlo meus sentimentos.
Controlo minha mente pra poder controlar você. Controlo minha carência, minhas vontades e receios.
Controlo todos os meus recheios para que você não seja leviana, abusada, indiscreta, indecente e folgada.
Você quer parecer que sofre com a mudisse obrigatória, mas a mudança tem libertado você. Os ossos da face andam menos desgastados.
Eu, realmente, tenho adorado a experiência do silenciar.
Muda eu mudo.
Ignorar os sentimentos ou colocá-los em segundo plano pode afetar a qualidade da vida emocional, das relações pessoais e, consequentemente, a saúde. É possível aprender a lidar com a intensidade das emoções e a desenvolver uma postura mais assertiva nas relações pessoais e perante a vida.
A psicoterapia favorece o crescimento, o desenvolvimento e o amadurecimento pessoal. Possibilita uma observação mais contundente de padrões de comportamentos disfuncionais e ajuda a estabelecer posturas mais construtivas diante das dificuldades.
O modo como interagimos com as emoções repercute em tudo o que nos diz respeito e influi significativamente na nossa capacidade de gerir a vida com mais eficiência
