Nada Pior que o Silencio
O que eu quero? Nada além de música, alguns livros que retratem a minha história, um silêncio que me permita ouvir as batidas calmas do coração, amigos que me façam rir, que me preencham. Um amor que possa chamar de meu, que possa senti-lo meu. E abraços, meu Deus. Como eu preciso de abraços.
O que machuca é o poeta....ele vêm todo em silêncio, tímido, mora dentro da gente, sem pagar nada por isto....quando quer aparece, escreve tudo que não deve, faz os olhos se encharcarem para que o coração se esvazie, e de mansinho, tímido, se recolhe...como se a casa fosse dele.Ah poeta, se tuas palavras dissessem menos que o necessário, mas não, vem rasgando todas as cartas, todas as fotos da estante, desesperado por palavras que representem o que ele veio dizer. Poeta não sabe falar pouco, e não sabe dizer o que escreve. Escreve para ser lido, para que as palavras tenham poder de corpos suados, mãos quentes, lábios perdidos, cabelos bagunçados...rosas murchas o encantam, porque nelas ele vê a possibilidade da restauração. O poeta, ele finge, mas ele é sincero."
Silêncio que Vê
Veja tudo. Não diga nada.
Há poder na alma calada.
Nem todo eco precisa soar,
Nem todo olhar quer julgar.
Observe o mundo com doçura,
Com olhos cheios de ternura.
Há milagres em cada esquina,
Mas só enxerga quem se inclina.
O sábio vê sem apontar,
Escuta sem se apressar.
Há força em quem silencia
E fala só com empatia.
Veja a dor, sem espalhar.
Veja o erro, sem condenar.
Veja a luta, sem zombaria.
Veja a fé, mesmo em agonia.
O silêncio não é omissão,
É lapidar do coração.
É preparar o gesto exato,
O abraço firme, o bom ato.
Veja tudo. Guarde o olhar.
O mundo precisa de quem sabe escutar.
Pois quem muito vê e pouco diz
Planta paz onde ninguém é feliz.
Veja Tudo, Construa em Silêncio
Veja tudo.
Não diga nada — ainda.
Respire.
Nem tudo que se observa exige voz.
Algumas verdades pedem chão firme,
outras, coração que já curou a própria dor.
Veja as falhas — com compaixão.
Veja os erros — como lição.
Veja o mundo — e transforme-se.
Pois quem quer mudar o outro,
começa por si.
Veja, sim, o caos lá fora.
Mas olhe também o céu dentro de você.
O silêncio não é fraqueza,
é a semente do discernimento.
Não diga nada…
até que suas palavras edifiquem,
levantem muros de paz
e janelas de esperança.
Fale quando for para construir,
agir quando for para elevar,
calar quando o ruído não for ponte,
mas muro entre corações.
Veja tudo.
Sinta tudo.
E quando falar,
que seja luz.
Mesmo em Silêncio, Escrevo
Peguei a caneta, o papel estava ali,
Mas a mente calou, nada quis surgir.
Ainda assim, firme, eu insisti,
Pois sei que alguém vai parar pra refletir.
Tem gente que olha e diz: "Isso é pra alguém."
Outros leem e comentam: "Isso me faz bem!"
Uns acham loucura, outros, verdade,
Mas sigo escrevendo com sinceridade.
Não escrevo por aplausos ou por multidão,
Mas pra tocar uma alma em solidão.
Se uma vida pensar e se transformar,
Já valeu a pena continuar.
Nada de vingancinha boba,
Reaja em silêncio.
Sabendo que tem gente que sabe apenas brilhar,
Enquanto outras iluminam.
A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.
Eu não temo mais nada. A vida me ensinou a sangrar em silêncio, a chorar sem lágrimas… e a sorrir mesmo depois de morrer por dentro."
— Purificação
Abençoe meus dias
Que nada me tire a calma
Pra olhar bem devagarinho
Que no meio do silêncio
Eu ouça os passarinhos
E toda vez que eu pensar em desistir
Que comece um novo ninho
Que a esperança não me abandone
Nem que eu me distraía no caminho
Não sei se a vida será curta
Ou longa demais para mim
Mas que em todo trajeto
Seja alma de peito aberto
Com aquele sorriso nu
Que ilumina a rua
Olhos pontilhado de arco-íris
E na boca a pureza da lua
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 01/05/2021 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Suas palavras devem ser sempre melhores do que o teu silêncio. Se nāo tens nada de bom a dizer, cale- se.
Cardápio da explosão.
Opa!
Oi !
Faz silêncio ,
Não fale nada.
Deixe-me adentrar em teus pensamentos.....
Quero quebrar as barreiras que te faz não me sentir.
Arrebatarei as muralhas da tua imaginação.
Minha carne com a tua será o nosso cardápio nessa explosão.
Embora que não sobre nada.
Mas para mim ,
Pois fazendo isso.
Pós essa erupção sei que me verás,
Como o homem que cobrirás o véu dos teus calafrios.
Tu,
És o lençol que me cobres.
E eu,
Irei desnudar a integridade do teu coração.....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Deixe-me.
Preciso resolver algumas coisas comigo mesma.
Ouvir o silêncio, conversar sem dizer nada...
Tanto silêncio...tanta fala calada ... tanto amor guardado e nada .... tanto tempo perdido ... Tanta desculpa esfarrapada... tantos olhares desviados ...amores distantes .. não correspondidos ou sei lá mal acabados ... tantas coisas, tantas voltas e reviravoltas ... tantas mentiras , tantos perdões não perdoados ... tantas palavras não ditas... tanto amor por sentir e nada...
Se não entendem o meu barulho, ninguém entenderá o meu silêncio
Eu não espero nada que me agregue... Muito menos reconhecimento!
ajusta o silêncio
à tua percepção
sintoniza teus sentidos
e morre por um minuto
nada em vida supera
um renascimento
