Nada Pior que o Silencio
“Silêncio… melhor que palavras ”
Quando perdemos o direito de ir e vir… perdemos o privilégio de sermos livres.
E é somente com o coração que se pode ver direito...
O essencial... que é invisível aos olhos.
Se queres ser cego… que seja.
Se podes olhar… veja o que for belo.
Abandone a prisão… e agarre a liberdade.
Pois não há nada melhor do que a vida... transbordando a “liberdade” da alegria.
Ser forte e lutar contra algumas adversidades… é lutar com nossos próprios fantasmas.
Eles estão a nossa volta!
Porém nada podemos fazer... se não enfrentarmos.
Tenha em mente!
Quando tudo deveria se tornar simples...e possível.
Nos deparamos com obstáculos… que nos impedem de seguir.
Achamos que somos inatingíveis… mas sempre vem alguém para nos atingir.
Que pena!
Tudo poderia ser como o brilho das estrelas.
Pois mesmo distante… elas nos dão luz. Enquanto muitos que estão ao nosso redor… simplesmente ofuscam.
Em toda e qualquer circunstância… existe uma possibilidade infinita de “amar”, sem machucar.
De fazer entender… sem ofender.
De realizar o bem… nunca imaginando o mal.
Não devemos ter medo dos confrontos... Devemos ter medo de não enfrentá-los.
Pois a injustiça constituída por um… é uma ameaça que se faz a todos.
Lembre-se sempre.
Às vezes a melhor resposta para o ignorante.
É o silêncio absoluto.
Pois o silêncio fala por si próprio… e cala o agressor.
Não se preocupe em entender tudo...Porque viver intensamente… ultrapassa qualquer entendimento.
E vence qualquer barreira.
Se não puderam te reconhecer pelo seu talento… sem problema!
Faça-o entender…
… que quem vence é o que luta.
Quem vence… é quem se esforça.
“Valorize os seus limites…
E por certo… alguém irá se espelhar neles!"
Admilson
E como todas as Noites
e no silêncio da minha
solidão ...
Deus me diz assim baixinho :
- Aquieta
Repousa tu'Alma
em meu colo
Que já estou a desenhar
em teus olhos agora
lindos sonhos
e nos teus caminhos
novas auroras.
Não espere que eu te procure, nem mesmo na calada;
Minhas declarações ficam no silêncio, numa caixa encantada;
Só esse meu olhar teimoso que não esconde quase nada;
Revela os meus medos devastadores e até minha paixão engasgada.
entres os sonhos o silencio é um jogo que faz sonhar...
diante a um momento de incertezas tudo parece triste,
quando dentro do mar de minhas profundezas...
acolho meu coração.
Metade de tudo que eu grito é silencio.
Que as palavras que eu falo não sejam repitas como prece, apenas respeitadas porque metade de mim é o que ouço e observo mas outra metade é um vulcão em erupção.
Mas metade de mim esta ficando cansada de viver nesse mundo onde todos querem se destruir.
Quero que minha loucura seja perdoada e o amor que não sou capaz de dar seja aceito.
Porque metade de mim é o que ouço e vejo mas continuo me calando mesmo estando em erupção.
E a lembrança do que fui, já se foi a algum tempo.
Não preciso do seu silencio porque estou cansada de querer ser algo que voce idealiza então tchau.
Já me acostumei em dizer "tchau".
DIA DOS NAMORADOS
Meu coração não bate mais em meu peito,
Meu silêncio estrondosamente grita seu nome,
Passei a não mais dormir direito,
Não sinto mais sede nem sinto fome!
Teu amor curou meus males,
Estancou fluentes hemorragias...
Caminhava por sombrios vales,
Quando trouxeste-me tua alegria...
Celebrar o amor é olhar pra trás,
Perceber o que fomos e somos:
Só teu carinho foi sutil e capaz
De me bombardear com mil sonhos!
De dar flores, bombons: sem essa!
Te amar é muito mais e supremo,
É desfrutar, de Deus, essa promessa,
Com aquilo de melhor que temos...
Sentir teu cheiro, beijar-te a boca:
Fundir-me a ti em conexão,
Morder teu colo, deixar-te louca,
Consagrar em êxtase nossa união!"
☻ Jonny Mack, 12.06.15 ☻
A Voz do Silêncio
(...)
Assim como há roupas para diversas ocasiões, vinhos propícios para diferentes pratos e copos para diferentes vinhos, há também silêncio com os mais variados propósitos e significados, oscilando entre o elegante e o inconveniente, entre os que geram benefícios e os que são nocivos.
Pensando nisso, ofereço uma pequena lista com alguns tipos de silêncio possíveis de serem observados, em variadas situações.
Silêncio Sábio, ou motivado pela prudência. É utilizado quando se percebe que os ânimos encontram-se exaltados, a descompensação se faz presente, o complexo assumiu a posse da consciência, a ira cegou a razão, a lucidez foi apagada, o ego encontra-se divorciado do Eu. Nestas circunstâncias, manifesta sabedoria quem se refugia em amoroso silêncio até que a "tempestade" passe, entendendo que "não havendo maldizentes cessa a contenda". Sabe que muito mais útil do que ter razão é ter bondade; mais importante do que um argumento forte é um coração manso.
Silêncio acolhedor, quando face à dor do semelhante, causada por perdas humanas ou materiais, evita-se argumentar, comparar, justificar, explicar ou aconselhar, restringindo-se a estar perto, em silêncio, esvaziado das pretensas verdades, totalmente disponível, para sentir e ouvir o que o outro experiencia. O silêncio acolhedor abre espaço em nós para que o outro se refugie. Nestas circunstâncias, um olhar encharcado de ternura, um abraço cheio de compaixão, estar presente de corpo e alma, é puro alento.
O silêncio extasiado. Quando, diante do que encanta e arrebata, quedamos em reverente silêncio, em prostração de espírito e de alma. Silêncio que nos assalta diante do mistério da vida e da morte ou da magia da Criação. Silêncio que relativiza todas as vozes e faz cessar todos os argumentos, ao sentir no coração a presença divina, ao ouvir na alma a voz de Deus, quando na mística da fé contemplamos o Eterno Mistério.
Silêncio imposto. Quando pelo uso da força cala-se a voz do mais fraco, do injustiçado, do discriminado, do oprimido, do marginalizado. Silêncio imposto pelo medo, gerado pelas armas do poder econômico, político e religioso que perpetuam a escravidão, a repressão, a culpa, o julgamento e a condenação. Silêncio de quem se tirou a voz e a vez.
Silêncio conivente. De quem se deixa calar por benefícios injustos, de quem possui a consciência estuprada pelo ganho ilícito. Silêncio comprado, fruto do desavergonhado diálogo entre o corruptor e o corrupto. Tem a verdade como mercadoria de troca onde o que é direito é silenciado em benefício da ganância; quando diante da oportunidade ilícita sobressai a falta de caráter e "vende-se a alma ao diabo".
Silêncio covarde. Quando diante da maldade, da corrupção, do estelionato, do desmando e da injustiça praticada nos domínios familiar, econômico, político e religioso, opta-se por manter-se a "língua presa" no céu da zona de conforto na qual medrosamente se abrigou. O silêncio covarde é o silêncio da omissão, aonde o maior dano não vem só dos malfeitores, mas também e sobretudo dos cidadãos de bem que se mantém omissos.
Silêncio que fere. É silêncio motivado pelo ódio, pela indiferença, pelo sentimento de vingança, pela incapacidade de perdoar, de acolher e de amar. Neste aspecto, lembrando Rodovalho, "o silêncio é um recado. É a pior carta que alguém pode enviar para o outro." Tal silêncio é capaz de infernizar e produzir enfermidade em quem o protagoniza, podendo ainda causar muito sofrimento ao alvo da aridez de tal comportamento.
Silêncio Buscado. Lembro aqui do silêncio praticado pelos "Nadistas" que sugerem desconexão de aparelhos eletrônicos por algum período, o que sem dúvida é muito salutar; além de potencializar a criatividade, pode evitar o "burn out", transtorno psíquico que mescla esgotamento e desilusão. O objetivo principal do silêncio buscado, no entanto, é nos conectar conosco mesmos, levando-nos a tomar consciência do próprio corpo, sentir a respiração, o coração, reencontrar a alma, mergulhar no nada grávido de criatividade. Tal silêncio nos liga à essência divina que nos habita, reconcilia o ego com o Eu, faz-nos íntimos de Deus, liberta-nos da aparência, redireciona e suaviza a existência. Harmoniza os pensamentos, sentimentos e relacionamentos, possibilita e potencializa a meditação, dá profundidade à oração, além de ser saúde para o espírito e para o corpo.
Há silêncio e silêncio, carregando cada um sua própria singularidade, linguagem, propósitos e resultados. Há o silêncio altruísta e o egoísta, o que fecha e o que abre, há o que constrói e o que destrói, o que abençoa e o que amaldiçoa, há o que gera paz e o que perpetua o ódio. Há silêncio que cura e que faz adoecer, há o que é fruto de amor e o que é fruto do ódio.
Lançar mão do silêncio, como instrumento abençoador, exige coragem, maturidade, esvaziamento, proatividade, autocontrole, sabedoria e auxílio divino. Que ao silenciarmos o façamos movidos por amor, com o desejo de abençoar sempre. Saúde e Paz!
O silêncio é a arma predileta de dois tipos de pessoas:
as sábias e as covardes. É usada pelo sábio para construir,
edificar, criar ou preservar a paz própria e dos demais. É usada pelo covarde
para omitir, fugir, confundir, destruir, manipular ou humilhar.
