Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
A MENINA QUE UM DIA EU FUI
A menina, que fui, era sábia, vivia a se encantar com as
belas histórias e a vida se alegrava na sua voz de criança...
A menina que, um dia, eu fui, entretanto, ficou adormecida,
cerrou os olhinhos, abraçada ao tempo, que lhe fora de
sonhos e canções... Fechou seu livro de histórias e calou-se na
quietude do tempo. Mas ainda brilha, em sua essência, esperando
que a vida lhe traga doçura e lhe devolva, simplesmente,
o seu bem maior, sua condição de menina.
A menina, que, um dia, eu fui, sorri para mim e me ensina
que a vida é fácil, os obstáculos podemos vencer... É só
deixar a alma falar... Como o dom da escrita, como o vento
que embala a flor...
A menina, que, um dia, eu fui, caminha agora comigo, e
é, de novo, o meu alento, minha melhor forma de expressão...
minha fé de continuar a sonhar com histórias de príncipes e
princesas!
A fé dessa menina, que, um dia, eu fui, me contagia!
Sigo de mãos dadas com ela e, em mim, sinto sua melodia,
a sua alegria, minha melhor forma de expressão...
E é, na sua alegria, que continuo a ser aquela menina...
Agora ela caminha junto a mim e nela repouso as minhas
recordações.
Marilina Baccarat, escritora brasileira, no livro "Caminhos do Viver" ISBN 976-85-366-3227-4
Inimitável
Não é possível que a gente
Não encontre um caminho
Uma forma de se entender
Você diz que chegou ao limite
Não basta o limite
Da vida que vai findar?
Tudo é motivo
Pra que algo aconteça
Nem tudo a gente pode compreender
Uma consequência
É suficiente razão
Como explicar?
Se sei que vou morrer
Só não vou deixar de viver
Cada pessoa é um indivíduo
A diferença é que nos faz iguais
Mesmo que a gente pense parecido
Nem sempre é possível a gente
Concordar
Se eu acho bonito
Cê acha esquisito
Cê acha isso incrível?
Eu não posso acreditar
Meu interesse maior
É quando me
Pergunto
Onde ela quer chegar?
Se vamos todos morrer
Então vamos tratar de viver
"Nosso interior é como um céu cheio de nuvens... Se você olhar com atenção, perceberá que os desenhos formados mudam constantemente..."
Marli D.H.F.
"Procuro uma saída de mim mesma... É um tanto torturante ver-se presa em caminhos que constantemente te levam de volta à você mesma... Algumas vezes seria bom não se encontrar..."
Marli D.H.F.
"Ante um universo que nos apresenta infinitas possibilidades, quem garante que de fato estamos vivos? E se nós formos os fantasmas a assombrar este mundo?"
Marli D.H.F.
"Tem muita gente de alma bonita por aí. Se você só atrai lixo, compra um espelho pra se ver por dentro, quem sabe, você descobre. Quem sabe..."
O que dizer daquele olhar? Me deixou imóvel, sem ar! Um olhar que penetrou minha alma, vivo agora com sua lembrança, feito criança que de te olhar não quer parar..
Você é um ser complexo que habita em várias dimensões. Esteja desperto em cada uma dessas dimensões.
mais que uma mao estendida mai que um belo sorriso mais do que a alegria de dividir mais do que sonhar os mesmos sonhos ou doer as mesmas dores muito mais do que o silencio que fala ou da voz que cala ,para ouvir e, a amizade , o alimento que nos sacia a alma e noa e ofertado por alguem que cre em nos
A paixão e o amor
A paixão se anuncia em voz alta pois se surpreende consigo, como um deboche do que ainda está por vir. Não coloca pé após pé, mas se descobre na corda bamba e o seu maior medo é não cair, equilibrar a insegurança e com ela ficar, dando para a plateia a impressão de que está tudo sob controle. Aliás, a paixão, quando nova, recrimina-se por ser quem é, porque entrega a alguém que se esconde o produto do acúmulo de afetos e desafetos que, outrora, outras, como ela, já se dedicaram a recolher.
Mas que não se enganem os desavisados, porque, ainda que esta doação ocorras por livre e espontânea vontade do ser, do universo, de Deus, ou da carne, ela encerra em si um mundo de expectativas: o cheiro, o gosto, o toque, a roupa, a música, a beleza, o português, o bom dia... Ou seja, a paixão é preconceituosa! Atribui qualidades pelo simples fato de existir, ou pelos olhos, pela estampa do Chico, pelo sopro de sonho que sai da sua sorte.
De vez em quando ela acerta e não tem do que reclamar. Porém, quando erra, fica procurando uma maneira de chegar ao seu destino por um caminho que nunca existiu. Só que nesse meio tempo tem muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
Já o amor não grita a sua essência porque sabe que se construiu muito mais sobre o silêncio do que sobre o ruído. Não tem mais fôlego para deslizar na corda, mas está lá embaixo segurando a haste que lhe dá sustentação.
O amor também entrega a alguém o acúmulo dos seus afetos e desafetos, mas não mais o desconhece, pelo contrário, já não se assusta quando toca a campainha. E é por isso que o amor já não espera, ele doa, dá, entrega, sem pedir que o outro seja aquilo que ele já sabe que não é.
A loteria já não tem mais relevância porque ele sabe que não ganhou o maior prêmio, mas se contenta com o que tem no bolso.
O amor não erra ou acerta, ele é.
Entretanto, apesar de ser o irmão mais velho e experiente, ele coloca todos os dias a paixão para ninar, momento em que escuta as histórias que ela tem para contar, pois sabe que nesse meio tempo da vida tem que ter muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
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