Musica Velha

Cerca de 8256 frases e pensamentos: Musica Velha

⁠Mochila velha vazia
Boca seca e uma obra toda pra acabar.
Escapulário enosado
Da mãe que mandou o filho rezar

Espírito de menino na terceira série
Lento nas contas, inerte na tábula
Olhar distante do quadro, virado pra janela
Sem a vontade de ninguém

Pé que afunda na beira da praia
Correndo pra longe do povo, que ocupa toda a areia
Deixaram todo o mar
Pra quem não sabe nadar

Santo chamado na desgraça e esquecido na prece
Deixado de fora do altar
De um nome gritado e lançado
A padroeiro do vazio

Rosto cansado do eterno aguardo
Nunca soube o que era, mas sempre esteve pronto
Pronto.
Pra alguém que pediu a permissão e nunca quis entrar.

Inserida por indisponivel

⁠É aquela velha história, quando duas pessoas precisam se encontrar até o universo se surpreende.
O problema é quando elas se estranham e aí... vai confusão!
O jeito é deixar quieto e que aguente o coração.

Frase de Islene Souza

Inserida por ISLENESOUZA

⁠“Não faça pouco da coragem ou do intelecto duma pessoa mais velha, posto que sua estrada percorrida, teve entraves e obstáculos, e todos formam vencidos…sua ousadia jamais fora repensada ou enfraquecida!!!”

Silvânia Alves Saffhill ✨

Inserida por HENRYBorges

Seca

⁠...Hoje sou madeira seca
cortada pelo lenhador
Sou árvore velha
que morreu para virar tambor
Sou a pele do tigre que embelezou
a sala do matador...

Inserida por massembaliteraria

⁠Velha lembrança



O tempo que se esvaiu,
Dos dias em que nos encontrávamos,
Só o tempo ergueu,
Agora, aqui estou, em versos me expressando.

Inserida por CML

⁠Pior velhice

Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da Vida, ando a morrer!

A Vida, que ao nascer, enfeita e touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!

E dizem que sou nova... A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!

Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova... outrora...

Florbela Espanca
Poesia de Florbela Espanca: volume único. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2015.
Inserida por pensador

⁠A página velha

O encontro das almas
Com toque do destino
Aconteceu
Recheado de energia...
Vontade e pureza
Revelando se forte

Mas veio a tempestade
Com força o suficiente
Para derrubar
O castelo de sonhos e vontades
Construidos na areia

Lágrimas e abraços apertados
Não foram o suficiente
Para segurar nas mãos
A razão e o coração
Sem tanta condição real

E foi lá na distância
E na falta de caminhar
Que descobriram o Amor indo morrer
E agora não faz sentido
A página é velha
Cada um segue a sua história
E cada uma caminha com o seu : Uns dizem Amor, outros dirão escolha
E o destino em silêncio fica

By @ronanmarrom

Inserida por RonanArca

⁠Vai idade velha
Feliz idade nova
Ciclo se fecha deixando tristezas pra trás
Ciclo se renova trazendo alegrias e paz

Se ao amor deu voz merecida
Deus lhe felicite e retribua em vida

Se ao amor precisou dizer não
Deus lhe conceda o perdão

Que venha em dobro em triplo, multiplicado
Tudo que desejou ou foi praticado.

Inserida por Waninharaujo

⁠Teus olhos refletem a velha infância, Carinho puro, amor em constância. Teu sorriso, farol na escuridão, Guia-me sempre, és meu coração.

Nas cordas da vida, tocamos canções, Com vozes unidas, sem interrupções. Aliança e Velha Infância se fundem, enfim, Na dança do amor que não tem fim.

Inserida por daisy_manuela

⁠Oi velha amiga
Acredito que já somos próximos
Não é mesmo depressão
Afinal você sempre chega sem bater.

Mas deixa-me te dizer
Já não sobrou nada para você quebrar
Porque insiste em continuar?
Onde vamos chegar assim!

Já tentei correr de você
Mas no fim, você sempre consegue chegar em mim.
Me derrubae, me surrar, me machucar
Só para me ver levantar, e de novo tentar fugir.

Será que existe algo em mim para corrigir
As pessoas vão embora
A toda hora
Quando olho para o lado, lá está você.

Até onde vamos depressão
Saiba que sua amiga solidão
Já não tem mais efeito no meu coração.
Ele está vazio e quebrado.

Me deram armas contra você
Diversos remédios sabia
Mas você sempre sai na frente
Sinceramente quando olho para frente
Sinto um frio na barriga de roer os dentes.

Agora que você me tirou tudo
Parece que estou perdendo a visão
O coração bate fraco
Os passos estão lentos
Parado sinto o frio dos ventos
No meu corpo.

Será a morte a única paz?
Esse é seu objetivo
Velha amiga!

Inserida por vinicius_alberice

⁠Olho por olho
Dente por dente
E o mundo estará louco
Que nem velha dentadura sorridente

PERFUME DA ILUSÃO



Adentro-me agora na velha Matriz
Onde fiz meu primeiro juramento;
Os nichos e as imagens no momento
Reabrem-me n!alma velha cicatriz!

Então, todo antigo trajeto eu refiz...
Da manhã à noite do sacramento;
Pensava, então, que o nobre sentimento
Fosse prá todo o sempre a força motriz!

Ledo engano, o tempo, senhor da vida,
Recolhe a melhor quimera escondida
Dentro do cofre de um coração!

Pouco restou... Nem odor de saudade...
Pois, do amor que pensava eternidade,
Só o perfume de sua ilusão!⁠

Inserida por NelsonMedeiros

Dar suporte a uma mesa velha carcomida de cupins sem sobre ela colocar qualquer peso para não ver tudo ir ao chão.
Suportar sua inutilidade e ruína, porque nela cabe algum resquício de saudade ou valor nutrido pelo tempo.
Família, relacionamento e vida.
Tudo é o valor que lhe damos.
Amar que é suportar.

Inserida por brunoescritor01

⁠" Ganhar uma panela velha de quem depende dela para cozinhar, vale muito mais do que ganhar um diamante de um joalheiro. "

By L.F.S.

Inserida por luisfernandosilveira

⁠Sexta-feira.
“E a sexta chegou.
Uma velha musa,
Anunciante do desejo
De um sábado longo.
Começa com um amor
Após a meia noite,
Perdura pela madrugada
Amanhece com
Braços envoltos.
Lençóis de linho
Amarrotados.
O sábado é bom,
Mas o prenúncio da sexta
É tão bom quanto.
Sexta já começa bem.
Literal e sentimental.
Podemos então atrelar
Sexta e sábado,
Como desejo e vontade?
Creio que sim.
E seguimos então
Semana adentro.
Já é quase domingo
E resta saudade dos
Dois dias passados.
Tem nada não,
A esperança só dura
Cinco dias.
E poderemos matar
A saudade do desejo
De novo.
Na verdade, esse
Desejo não cessa.
Mas sabe como é sexta feira né?
Gostosa como você!”
O Carpinteiro.

Inserida por flavio_lima_2

Hoje o escuro não te assustou,
A solidão te abraçou como velha amiga.
Lágrimas desceram, silenciosas, gélidas ,
Confidentes fiéis da dor que insiste.

O travesseiro, acolheu mais uma noite,
Ouviu sem julgar, apenas compreendeu.
E as cicatrizes, essas marcas caladas,
Caminharão contigo até o vale da sombra da morte— cicatrizes que não somem.

Inserida por sarah_mesk

⁠Cantam os pássaros nos beirais
Ansiando a asa que os faz voar
E no cantico das folhas da velha árvore
Adormece a terra na canícula da tarde
Cheira a alecrim do monte e a jasmim
A alfazema enamorada da rosa de alexandria
Embebeda-se dos seus exóticos aromas
No banco de madeira envelhecido pelo tempo
Solitário e pensativo
Sofre o poeta na incessante busca dos seus ideais
Sede que lhe seca as veias
Lhe aperta a garganta ...
E chora lágrimas apertadas junto ao peito
A calma e o silencio são tormenta
Solta-se o grito de alma e em convulsão escreve a vida incompreendida do poeta

Inserida por maria_ceu_alves

⁠Pague bem a um homem

E descalço no inferno entrará

Com exceção da boa e velha saúde

O dinheiro pode tudo comprar

Inserida por LeonardoMacedo1986

⁠Velha estação.

Velha estação,
Local de chegada e partida,
Valente conservas ainda
Pedaço da tua história,
Daqueles dias de glória
Resistes a força do tempo,
Tal qual foras um templo,
Que tantos destinos cruzou
Alguns tu trouxe de longe,
E outros pra longe levou,
Agora te resta o silêncio,
Tapera já sem serventia,
O cincerro que judiaria,
Nunca mais partida anunciou,
O trilho enferrujou,
O dormente apodreceu,
Só quem te conheceu,
Naqueles tempos dourado,
Consegue te ver no passado,
E o passado que o mundo perdeu...

Renato Jaguarão

Inserida por RenatoJaguarao

⁠De uma Velha Solidão -

Há um peso tão grande dentro em mim
nestas horas em que a vida não me escuta
um tormento que parece não ter fim
como espada que nos fere numa luta!

E há um pranto que me escorre em solidão
um vento que se agita pelas curvas
sou filho das pedras pisadas pelo chão
um poço de amargura e água suja.

A minha dor vestida de brocados
foi traje de amargura num corpo de sereia
e adorei-a, de joelhos, prostrado,
como um naufrago morto na areia.

Inserida por Eliot