Musica Velha
Faltando um pedaço...
Eu andava, andava e não chegava.
Olhava e não via.
Vi tantas pessoas, velhas, novas, amigos, conhecidos, estranhos...
Vi homens lindos, de dar água na boca.
Aqueles de novela, que até me olhavam, mas eu não via.
Cheguei no lugar, mas não tinha sentido.
Nada ali fazia sentido. Tava tudo tão fora de órbita.
Bebi o primeiro copo, desceu quadrado...a bebida também tava errada, não bebi mais.
A comida horrível, as músicas chatas, o povo feio.
Até o frio tava estranho.
Comecei a ficar desconfiada...E fui pra casa.
Ai lembrei de você, e ai tudo parecia tá mesmo errado, por que você não tava lá.
Descobri que na verdade, tava tudo certo, tudo em seu devido lugar, quem tava torta e fora de órbita era eu, que tô viciada em te ver por toda parte, e sentir que você uma hora ou outra vai vir falar comigo.
Eu tava tendo uma crise de abstinência, eu tava sóbria sem você.
Sem minha dose diária desse sentimento masoquista e doentio.
Eu me senti feliz, por que apesar dessa loucura toda, eu tô bem, tô viva e sei que vou continuar viva. E que aos poucos, vou sentir menos e lembrar menos de você, por que como dizia minha vó:
O que não é visto não é lembrado, longe dos olhos, longe do coração.
"A velha afirmação: “eu eduquei meu filho e agora está nas mão dele”...caducou frente aos sérios problemas que vive a
humanidade".
"A educação engloba filhos e pais e todo ser humano enquanto estiver vivo".
ninguem põe remendo de pano novo em veste velha;
porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velho;
do contrario, rompe-se os odres, derrama-se o vinho,
e os odres se perdem.
Mas põem-se vinho novo em odres novos, e ambos de conservam.
Vila Velha
Oh minha bela Vila Velha
vila nova,terra bela.
Pôde ser nova ante bela
pois escolheu ser velha.
Desde os tempos da manivela
encantou caravela
És mais formosa dentre as vilas,
dentre as vilas que se vela.
Não é feia nem é bela
Não é velha nem é nova
Não é boa nem é má
Está sempre a nossa frente
E relutamos enxergar
Por vezes, em vão, procuramos
Sem jamais encontrar
Não é dadiva do religioso
Nem tampouco do cetico
Não tem lógica, nem fé
Muito menos compaixão
Não é coisa do divino
E é por vezes imoral
Não é coisa do diabo
Mas é sempre imparcial
Procure-a, Encontre-a e Mostre-a
Sem que dela te apropries
Que ela, assim, te libertará
Parece mais com a velha culpa visceral
Que apesar da fina tese intelectual,
Só se cura mesmo com arrependimento.
Papo cabeça
Na calada da madrugada embriagada
subindo na lastima o morro da Velha Anastácia
apunhalada, envergonhada ela...
Discriminada não pensa em nada está na estafa na prerrogativa
da desenfreada caminhada, bota pra marcha, marcha...que a pegada
vai mais alem quando assim chegar em casa!
Na beira da vala faltam palavras, sobram escadas, escamas...
infiltradas, atrofiadas, doentias.Uma tonelada carregada nas costas de cá pra lá daqui pra cá em um simples cubículo chamada cabeça...consciência.
DE INSALUBRE A PLENO
Um filme insosso,
Minha vida dias atrás.
Fui velha, embora ainda moça,
Fiquei triste e incapaz.
A solidão costumeira
Deixou minha vida sem sal,
Tornou-me sua companheira,
E fez minha dor abissal.
O amor próprio bateu-me nos ombros,
Sacudiu-me e acordei para vida
Destruí recordações, limpei escombros,
Soergui-me e me sinto viva, embora sofrida!
A força da mente mudou-me
E fez bela minha vida.
Esse dom especial, e eu,
Ser carnal animado por ela,
Mereço outro filme, com um grande final.
Eu vejo a pele da terra
está velha e sem vida
eu não sei ver isso
sem chorar
sem sentir a dor que se faz sentir
hoje penso que só há um fim de mundo
é quando um homem decide que quer mais dinheiro
ele mata, desmata, queima, rouba, engana, faz sofrer
e sem alma consegue
extirpar do solo
a beleza da vida
a natureza!
Amianto.
Em uma velha e cinza sacada de prédio, uma alma já cansada se opõe a seus pobres sentimentos e decide se jogar de lá.
Sua alma agoniza por dentro, enquanto seu espírito já em estado de inércia não faz o mínimo de esforço para evitar o pré acontecido, ali parada por alguns minutos, aquele pobre ser não sabe como lidar com aquela situação, o confronto dentro de si já é banal ao ponto de já não estar mais ali para acompanhar o resultado da briga.
O tempo em questão já não é amistoso, pois a qualquer hora a ‘’decisão ‘’ precisa ser tomada de qualquer um dos lados, e com isso resta a única saída que se resume na pura ‘’tristeza’’ e ‘’dor’’, não só da mesma, mas sim de outros que irão adentrar nessa realidade em poucas horas.
Ali parada em um flashback instantâneo ela consegue ouvir dentro de si, ruídos e sons passados das melhores lembranças, que sempre a fizeram caminhar em tempos de guerra interior, como a voz da mãe chamando-a para tomar café ao raiar do dia, o primeiro ‘’eu te amo’’ ou até mesmo o cântico de parabéns no primeiro aniversário. Lembranças tais que não são fortes para aniquilar a dor e angústia em seu espírito.
Em um último minuto, tomou-lhe um fôlego profundo como não fazia à tempos, olhou a triste ‘’rotina’’ e a ‘’mesmice’’ das pessoas que passavam lá embaixo e sem um pingo de dó ou lástima se jogou lá de cima.
Muitos lamentaram pelo acontecido, outros queriam entender o por que daquilo, e uma pequena porcentagem assim como eu e você estão verdadeiramente preocupados com inumeráveis sacadas cinzas e velhas ainda presentes na grande São Paulo.
Eu era o vazio...
Uma velha casa abandonada.
Há muito tempo não habitada.
Vandalizada e menosprezada.
Tu era uma moradora das ruas.
Encarava o calor do sol nos dias e o frio massivo da lua.
E ali estávamos nós...
Frente a frente pela primeira vez.
Tu com fome e frio, e eu debruçada sob a terra úmida imaginando o calor do teu corpo.
Tua fadiga da procura por paz estava evidente já que estavas ali perdida e sozinha no mundo.
Esperando nas pessoas bondade e alguém que entendesse o seu desespero.
Seus olhos me cativaram, seu sorriso me conquistou.
Tudo em você era como a paz de um novo dia.
Pois você era resplandecente, assim como o brilho do sol.
Mas o mundo, sempre cruel não te deu ouvidos.
E você passou a viver no frio das ruas, sob o sussurros da noite.
O alvorecer era a morada da sua angustia, e nada a fazia sorrir, pois a alegria se dissipou do seu interior.
Então...Você viu a mim.
Uma velha casa vazia, que outrora já foi atrativa, com sorrisos sinceros, olás e bom dias.
E em mim você finalmente encontrou abrigo, e com o passar do tempo, com poucos gestos me trouxe de volta a vida.
Você me limpou cuidadosamente, cuidou das minha rachaduras.
E reviveu o meu jardim... Enfim.
Desde então habitas em mim, e o meu vazio se preencheu com a tua doce presença.
Já não sou mas uma antiga casa vazia.
Hoje sou parte importante do teu aconchego.
"Eu sou como uma velha árvore à espera de que o vento levante minhas palavras como folhas de fôlego e levem-nas para terras distantes, porque eu insisto na crença de que podem fertilizar alguma terra".
Wagne Calixto✍️📖
Lógica x Existência
Olho para a tia do sinal e vejo o puro sofrimento de uma velha doente e sofrida pedindo esmola sob um sol de quarenta graus.
Olho para um jovem morto em uma praça, tal morte causada por uma queda de skate.
A existência não está dentro da lógica que tanto buscamos.
Deposito das almas
Um belo dia um sábio homem se prostou a sentar no banco de sua velha casa então a filha de seu vizinho veio correndo lhe pedir conselhos:
Sábio:-Olá Eva! (Cumprimenta a moça)
Eva:-Sábio, Estou com dificuldades em meu relacionamento.(Diz olhando para as rosas que estava murchando)
Sábio:-Diga me do que se trata (Diz curioso)
Eva:-Além de meu noivo gosto de outra pessoa (Diz com a voz trêmula e com as mãos suando)
Sábio:-Eu perdi meu grande amor na mesma situação(Diz relembrando de seu passado)
Eva:-O que houve?
Sábio:-Eu era um homem que dormia com muitas mulheres mas quando conheci minha amada e falecida esposa eu me apaixonei mas demorei dez anos para conquistar a confiança dela.
Eva:-Isso tudo?
Sábio:-Sim.Mas durante os trinta e cinco anos de casados eu a traía com a mulher que ela mais odiava.
Eva:-O que?
Sábio:-O amor da minha vida morreu de desgosto, Ela era a mais bela que já vi e a perdi quando ela me viu com a minha amante na cama ela correu e foi para a rua e o carro a atropelou. Depois a levamos ao hospital e ela ficou paralítica, eu a trouxe para nossa casa mas como eu não podia ter relações íntimas com ela minhas necessidades masculinas eram muito grandes, Até que eu trouxe a minha amante e dormi com ela na frente de minha esposa que não falava, não andava e nem respirava sozinha as lágrimas saiam dos olhos dela, Até que no outro dia ela morreu de desgosto.
Eva:-Como pode fazer isso?(Se levanta totalmente indignada e chorando)
Sábio:-Eu fui ferido no passado antes de conhecer lá e não acreditei no amor dela até sua morte as últimas palavras dela foi um simples e singelo "Eu te amo". (Diz com a voz trêmula e limpando as lágrimas de seus olhos)
Moral da História:
Se está ferido jamais quebre o coração de alguém.
Livro:O Amor
Texto:Depósito das almas
Aquela cartinha que você me deu vai ficar velha e pode se desmanchar;
As fotos que tiramos juntos podem do nada se deletar;
Por isso que existe o coração, ele vai ficar velho e deletar de vez em quando algumas coisas, mas vai armazenar por toda a vida, mesmo se desmanchando, o nosso amor.
Ler te
Leio tantas e tantas vezes que já o sei de cor, como uma velha canção amiga, pois da tua lírica faço parte da partitura. Ler te entre suspiros e sorrisos rasgados sentindo ternura na alma, entre os enleios amorosos e engenhos, nos teus devaneios me deleito e mato a sede de ti. Versos líricos...prosa ou poesia...ler te como uma estrela a iluminar as trevas, como um corpo voando no infinito, ler te como leio meus quadros ao pintar, ler te em abstratos dando as formas que meu coração desejar, sem procurar significado apenas a essência ler te apenas ler te!
01/06/17/ Jalcy Dias
Eternidade.
A cidade amanheceu cansada, velha demais para continuar.
Prédios sussurram as igrejas que a nobreza do tempo, acabou.
Amanheceu e banhou-se no mar, a sombra da belíssima construção.
O cavalo corta a rua com seus cascos calejados e cansados de fendas e buracos.
Para, respira, bebe a santa agua e prossegue, cansado como a cidade.
Olhares perdem-se com as poeiras de eras, centenárias cenas, casas grandes e pequenas, bordado longo, calmamente elaborado.
Tijolo por tijolo o tempo desfaz, uma saudosa brisa curva-se sobre telhados e janelas.
É a mesma de vidas atrás.
Só os personagens mudaram.
A cidade vai dormir cansada para acordar disposta a brilhar por mais um pouco, na eternidade da memória.
A saudade me acompanhou como uma velha amiga que nada diz por entender como ninguém o que você sente.
Cadu e as histórias de Bantu
Sou arquiteto de casa velha,
sou um tom que não interessa,
sou melodia muchada,
poesia falsificada,
moro na rua não visitada,
onde almas são lavadas,
e a minha é abandonada.
Boneca
E jogada no chão, a velha companheira e amiga
Com seus olhos de botões quase despregados de sua face
Hoje em dia seus fios de cabelo são cobertos por nós
E seu pequeno sorriso está um pouco manchado de poeira
Presente ao canto do quarto, no escuro, calada.
Sua roupa de pano está um pouco rasgada e velha
Lamentando de sua dona ter ido embora e a deixado
Naquela casa sombria, vazia e tenebrosamente obscura!
Pequenos passos imaginários de minha doçura sem vida
Ela perguntou aos ruídos do chão onde está sua amiga
Aquela que a abraçou quando chorava em desespero
E aquela que com um enorme sorriso brincava com sua boneca?
