Museu
A regulação virou o veneno do progresso. O Brasil é um museu de leis velhas e ideias mortas. E toda vez que aparece algo novo, o governo mata antes de nascer.
Confesso que eu sou um baita de um egoísta, lhe guardo e lhe protejo, como museu do louvre protege a Mona Lisa.
A zona de conforto é o museu de quem você costumava ser; para esculpir o amanhã, é preciso golpear a pedra do que você ainda não domina.
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
Janelas abertas, cômodos vazios, museu de pensamentos,
Promessas cansadas, portas gritantes, esperanças que vão e vêm,
Doce é a lembrança, dura é a saudade, vadia é a necessidade,
Pés no chão gelado, olhos fixos no espelho que tudo vê e o desengano das vontades perdidas nos abraços distantes.
Sobre o assalto ao Museu do Louvre
Até mesmo um recém nascido...
perceberia, na sua inocência à 360° ,
que teve a "mão amiga"
dentro do Museu do Louvre...
"Elementar, Meu caro Watson!"
Se quem gosta do passado é museu, vou mudar meu sobrenome! O presente parece um cavalo de Tróia e o futuro, a Caixa de Pandora!
Do passado, a única coisa que me atrai e encanta é a história contada por um museu ou um livro. Tudo o mais é lenda. História pra boi dormir.
Eu mudo de rota a cada dez anos porque me recuso a ser o museu de mim mesmo. Se eu não me trair de vez em quando, acabo virando estátua, e estátua só serve para os pombos da mediocridade cagarem em cima.
A rigidez cognitiva do conservadorismo é o museu onde a inteligência vai para morrer; enquanto a ciência, a arte e a filosofia exigem a destruição das tradições para existir, o conservador permanece estático, incapaz de processar qualquer ideia que não tenha sido mastigada há dois séculos.
O Próprio Museu - Os Fantasmas de Puras Recordações
Toda vez que vivo intensamente algum momento de simplicidade; uma cena breve de um dia aprazível ou uma ocasião agradável mais demorada, eu desfruto de cada instante de felicidade, independentemente das durações, desfrutados na integridade e certamente com as melhores intenções; assim, até o simples pode ser uma grandiosidade.
Essa particularidade do viver intenso é o jeito mais satisfatório de conquistar regalos para minha mente, que podem ser interpretados como fantasmas do passado que me impedem de aproveitar o presente, quando na verdade são puras recordações — artigos importantes do meu próprio museu que me ajudam a seguir em frente.
Vindo aquela sensação de vazio, posso ficar sinceramente alegre ao recordar experiências maravilhosas que pude aproveitar sozinho ou bem acompanhado de rostos conhecidos ou aqueles estranhos surpreendentes — vínculos de sangue ou escolhidos pelo coração; os laços construídos pela reciprocidade. O respeito e a razão.
Para tal, a profundidade não deve ser ignorada, pois chegará a hora em que certos lugares não poderão ser revisitados e alguns entes queridos ficarão fisicamente ausentes em definitivo, e será ela que permitirá reencontrá-los no próprio museu das puras recordações. E, se for para serem chamados de fantasmas, serão especiais: os ecos de boas emoções.
"Reunião de primatas na vitrine do museu, mas a espiritualidade primitiva estava distorcendo à realidade vigente... Dificuldades na leitura dos nomes, e as crianças perdiam o interesse nas histórias... És que aparece um mascote, cujo o tempo era histórico... As crianças se animam, e o mascote fala os nomes... Dificuldades de um tempo passado, onde a ilusão resolve os fatos."
"Fui no Museu de História Natural, mas não entendi o setor primordial. Memorizei algumas peças, e fui na biblioteca. Peguei os livros de histórias, mas não estava mais na escola. Percebi algo diferente, cuja à crença não era vigente. Folheei às páginas de um livro, e achei o contexto de um filme. Planeta em retrocesso, onde os comportamentos são primitivos."
"Lembranças de um tempo desenterrado, onde as escavações foram emotivas. Museu de imensa expressão, onde as peças se mostram pensativas."
Todos olham apaixonados para as obras no museu, porém poucos são aqueles que se importam com o nome do arqueólogo.
Assim sorrimos para quem nos emoldura, ignorando aquele sem o qual as mais belas verdades ainda estariam enterradas sobre os escombros empoeirados de nosso ser.
