Lucia Ofe (UCHA OFE)

Encontrados 22 pensamentos de Lucia Ofe (UCHA OFE)

A ignorância do pré-julgamento


Vivemos em uma época retrógrada em que nada muda.A semeadura é feita sem discernimento.Mesmo não querendo colher o que plantou, a colheita tem que ser feita.É o ônus de uma reflexão que não foi feita desde o início da semeadura.

Dica do dia: quem ama cuida, quem ama não machuca. Ponha a mão na consciência! Se estiver doendo, não é amor, é dependência. Quando se depende, pode até ter carinho, mas amor e paixão? Ledo engano. O outro acabou apenas se acostumando com o que você proporciona. O "eu te amo" até sai, mas quando acende o sinal de alerta, fique esperta: não existem mais trocas. O dedo dedilha mais o teclado do celular do que o teu corpo nu embaixo das cobertas.

Saia dos labirintos que o distanciam de você e de quem realmente sempre lhe deu uma saída. Há Labirintos que não valem sua labirintite."

O uso do cérebro é e sempre foi livre, ele nunca precisou de carta de alforria.

Seja o primeiro a se orgulhar de suas conquistas, por mais pequenas que elas sejam. Não espere reconhecimento alheio. Tem muita palma à sua volta que é de matar mosquito, disfarçada de alegria

Inserida por uchaofe

Antes de sair, apague a luz...


Desligue sua energia de lugares e pessoas que não valem a sua bandeira vermelha.

Serviço de motoboy é suor da própria pele. Eles se viram nos trinta, tipo marido da Rochelle. Sem tempo pra comer, linha de frente, sem sossego. Pique Julius: aquele que tem dois empregos.

O cara te quebra, volta com um tubo de cola, junta teus cacos, fazendo um restauro meia boca e tu insistes nesse erro que tu chamas de gostoso?'NÓIS' não é $imone Mende$, fia.

Quando for montar o pódio da sua vida, coloque-se sempre em primeiro lugar. Mantenha a constância e não deixe nada nem ninguém te tirar dessa posição.

A pessoa que ainda não decidiu se o abajur é cor de carne ou carmim, é a mesma que vai eleger um presidente e um senador.

Observe bem para quem tu dedicas o teu tempo. Tem muito semáforo estragado que não merece um pingo da tua atenção — não vale a metade dela. São confusos, instáveis. O teu tempo é valioso demais para quem não retribui a tua dedicação..

Dia da Democracia, em que todo poder emana do povo. Dia que antecede os dias de decisão. E é sempre bom lembrar que o cérebro nunca precisou de carta de alforria. Portanto, o seu uso é livre. Sempre foi livre.

Amor não fere, nem a mente nem a pele. Não maltrata. Tampouco mata. Onde há manipulação, vimpera a ilusão, fazendo você cair numa rotina de comercial de margarina. Uma má escolha traz consequência.Disso tudo, tenha consciência: Não se culpe, nem deixe que ninguém a insulte. Não seja um passatempo. Não deixe sequer levantar a voz. Desate-se desses nós enquanto ainda há tempo

Inserida por uchaofe

MESTRE BATISTA, O GRIÔ, O GRANDE PAI DO SOPAPO


Neives, o Mestre. Ativista cultural e de base social. Realista. Filho de Bernardina e de Ramon Batista.
Guardião de saberes ancestrais, contador sem igual, Consagrado em grandes carnavais como grande artista.
Seu tambor rei regia o samba.
Na General Telles, o maior, o mais bamba.
Na Estação Primeira, mostrou ao povo como se faz um carnaval.
Na Academia do Samba, não precisavam perguntar "Quem é você? Quem é você?"
Todo mundo o conhecia, e quem não conhecia
vai agora conhecer
Lançou seu primeiro samba ainda no quartel
Sobre os grandes Lanceiros Negros, merecia um troféu.
Queria ter ouvido tocar ao som ensurdecedor do Sopapo,
O qual parece bater no compasso do coração.
Recebeu um nome único em homenagem aos Companheiros de farda: o Segundo Esquadrão.
Eram uma grande família de bravos guerreiros
Na linha de frente da Revolução Farroupilha.
Um paralelo entre ele e o antigo esquadrão escravizado.
Montados em cavalos, de lança na mão, no passado. Hoje não lutamos com lança, mas há uma esperança Para quem ainda acredita na educação
Já dizia uma amiga minha, Salvem a professorinha! Salvem a professorinha!
"Para mim, quase uma analogia do antes e do agora, diante das batalhas,
Com promessas ilusórias,
Onde só vejo luta e nada de glória.
Era multitarefa: intérprete, ritmista, ensaiador,
Presidente da Academia no campeonato de 87.
Época boa em que a cadência do samba batia no ritmo do coração, com amor.
Ao som do atabaque. Ensurdecedor que o peito reflete.
Pode acreditar, ele ainda é manchete!Nasceu com o dom de ver gente morta,
O que para seus pais era um tormento.
Com que frequência?
Todo tempo.
Seus pais diziam: "É coisa do demônio aquilo que tu vê. Depois ele cresceu e disse:
"Assim como o Papai Noel, o Diabo não existe"
Nasceu e cresceu rodeado pela espiritualidade.
Com a proteção dos pretos velhos e orixás,
Os quais traziam à tona a sua ancestralidade.
A mesma mediunidade que o ajudou a resgatar
O sopapo esquecido nos porões da cidade,
Trazendo à tona o verdadeiro som que satisfaz:
O atabaque rei que dá vida a sonoridade sagrada dos orixás.
Instrumento ancestral de negros escravizados,
Para o Mestre Batista, todo sopapo era sagrado,
Usado na religião, Atravessou fronteiras, feito de muitas madeiras,E de couro animal oriundo do abate.
Hoje o instrumento venceu as barreiras,
Tornou-se contemporâneo graças a grandes debates.
Sua arte virou pública, chamava a atenção,
Por sua sonoridade grave e única Segundo o próprio mestre, era instrumento
Versátil.
Das mãos escravizadas, para a valsa e o tango.
E assim que foi para o carnaval, virou objeto profano.
Hoje se usa a invenção de Graham Bell,
Mas antigamente, o sopapo mandava mensagem pelo ar,
Com o toque do tambor como se fosse um cordel,
Com avisos de orixás que ecoavam no céu. Fez parte de grandes projetos.
Entre eles o Cabobu, idealizado por Giba Giba,
Com o qual teve forte ligação.
Giba Giba tinha uma mente coletiva e viva,
Para o mestre, era um anarquista guardião.
Seu ensinamento ainda ecoa
Eternizado também no Museu da Pessoa.
Historiador, ajudante de pedreiro.
Ooleiro,
Deixou sua marca na Ideal e na Cruzeiro.
Abençoado em tudo o que desempenhou.
Motorista na Nossa Senhora da Penha, onde se aposentou.
A sabedoria lhe pertencia e o consagrou,
Eternizado para sempre no coração de Dona Maria.
Deixou seus ensinamentos ao grande luthier, seu filho, Mestre José,
Pois sabemos bem que filho de guerreiro, guerreiro também é.
Como dizia Mestre Batista:
"Tudo que se refere à cultura me agrada. Sou negra em movimento e feliz". E como o grande griô, sigo a minha estrada, Amando o som do tambor
Grande Mestre Batista, que em vida brilhou
,Recebendo em 2008 o diploma de Mestre Griô.
Guardião sagrado da memória oral, do samba e da lutheria,
Do tambor do sopapo, tendo reconhecimento oficial,
Pois era a cultura viva da Ação Griô Nacional.
Não é sobre o tambor em si,
É sobre aquilo que tem no sopapo e que se sente.
É algo que envolve toda a gente.
É energia viva, ancestral e latente.

Inserida por uchaofe

Para de olhar pra esse celular, esperando aquele toque diferente no zap. Ele vai te deixar na vontade só pra você correr atrás. Tá pensando que é quem? Henrique & Juliano esperando aquela notificação preferida?

NeiVes, o mestre artista, filho de Bernardina e de Ramon Batista. Guardião de saberes ancestrais, consagrado em grandes carnavais como um grande intérprete, ensaiador e ritmista. O sopapo, seu tambor-rei, regia o samba. Na General Telles, o maior, o mais bamba. Na Estação Primeira, mostrou ao povo como se faz um carnaval. Na Academia do Samba, não precisavam perguntar: "Quem é você? Quem é você?" Todo mundo o conhecia, e quem não conhecia vai agora conhecer. Lançou seu primeiro samba ainda no quartel, sobre os grandes Lanceiros Negros. Merecia um troféu! Queria tê-lo ouvido tocar ao som envolvente do tambor-rei, instrumento com o qual me encantei.Samba com nome único, ritmado com o coração, homenagem aos companheiros de farda: O Segundo Esquadrão. Retratava bravos guerreiros, uma grande famíliana linha de frente da Revolução Farroupilha.Um paralelo entre ele e o antigo esquadrão escravizado, montados em cavalos e de lança na mão, no passado. Hoje não lutamos com lança, mas há uma esperança pra quem ainda acredita na educação. Já dizia uma amiga minha: "Salvem a professorinha! Salvem a professorinha!" Quase uma analogia do antes e do agora, diante das batalhas, com promessas ilusórias,onde só vejo luta e nada de glória. Presidente da Academia no campeonato de oitenta e sete, época boa em que a cadência do samba batia no ritmo do coração, com fervor. Ao som do sopapo ensurdecedor, que o peito refletia e reflete.Pode acreditar: ele ainda é manchete! Nasceu com o dom de ver gente morta. Com que frequência? Todo o tempo. O que para ele e seus pais era um tormento. Seus pais diziam que era coisa do demônio aquilo que ele via. Depois ele cresceu e disse: "Assim como o Papai Noel, o Diabo não existe".
Nasceu e cresceu rodeado pela espiritualidade, com a proteção dos pretos-velhos e orixás, os quais traziam à tona a sua mediunidade. Através dela, resgatou o sopapo esquecido nos porões da cidade. Mas não foi sozinho: levou consigo sua ancestralidade. O trabalho da vida, motivo de felicidade, contrastando com o sofrimento ao ver o sopapo ser substituído pelo surdo de terceira. Restando o lamento... Seria o fim de carreira daquele que ecoou na Telles, Academia e Estação Primeira? Não! Graças ao griô que acreditou no tambor que atravessou fronteiras.Trazendo à tona o verdadeiro som que eleva a alma e que satisfaz: o do sopapo que dá vida à
sonoridade sagrada dos orixás. Instrumento ancestral de negros escravizados, para o Mestre Batista, todo sopapo é sagrado.Usado na religião, atravessou fronteiras, feito de muitas madeiras e de couro animal oriundo do abate. Hoje o instrumento venceu barreiras, tornou-se contemporâneo graças a grandes debates. Sua arte virou pública, chamava a atenção por sua sonoridade grave e única. Segundo o próprio mestre, era instrumento versátil e de grandiosa percussão. Feito nas senzalas e nos cativeiros das charqueadas, pelo suor das mãos calejadas no tempo da escravidão,versando da valsa ao tango... E, assim que foi para o carnaval, virou objeto profano. Hoje se usa a invenção de Graham Bell,mas, antigamente, o sopapo mandava mensagem pelo ar,com o toque do tambor como se fosse um cordel, com avisos de orixás que ecoavam no céu.O mestre foi uma joia rara. Fundou o Filhos de Zumbi, hoje Odara.Fez parte do Cabobu, idealizado por Giba Giba, com o qual teve forte ligação. Giba Giba tinha uma mente coletiva e viva; para o Mestre Batista, era um anarquista, um guardião.Seu ensinamento ainda ecoa, eternizado também no Museu da Pessoa. Multitarefa: além da forte ligação com o carnaval, foi ajudante de pedreiro, taxista e oleiro, deixou sua marca na Vidraçaria Ideal e Cruzeiro.Abençoado em tudo o que desempenhou, foi motorista na Nossa Senhora da Penha, onde se aposentou. A sabedoria lhe pertencia e o consagrou, eternizado com saudosa alegria para sempre no coração de Dona Maria.Deixou seus ensinamentos ao grande luthier, seu filho, Mestre José,pois sabemos bem que filho de guerreiro, guerreiro também é. Como dizia Mestre Batista: "Tudo que se refere à cultura me agrada. Sou negra em movimento e feliz".E, como ele, sigo a minha estrada, amando o som do tambor como uma aprendiz. Mestre que em vida brilhou, recebendo em 2008 o título de Mestre Griô.Guardião sagrado da memória oral, do samba e da luteria do tambor do sopapo,tendo reconhecimento oficial, pois era a cultura viva da Ação Griô Nacional. Não é sobre o tambor em si, é sobre aquilo que tem no sopapo e que se sente. É algo que envolve toda a gente. É energia viva, ancestral e latente.
Se em algum momento você não soube se eu falava do sopapo ou do Mestre Batista,você também já pode recontar a história desse artista.

Inserida por uchaofe

PELOTAS, NEM TÃO DOCE ASSIMOlho para o letreiro ali do Laranjal retratando seus lindos ladrilhosDigno de um cartão-postalQue não exibe no verso o seu contraste socialPelotas da Igreja da Luz e da Catedral.E de grandes encontros, no Mercado Central.Local de especiarias e de barbearias como a doVicente Gill e da Brapel, dirigida por Nadir da Silva.Que Deus o tenha no céu.PelotasDa Baronesa e de barõesDe lindos teatros e de casarões.Pelotas do Café Aquarius e de hotéis que deixaram marcas, assim como o Grande Hotel que hospedou Osvaldo Aranha e Getúlio VargasCidade que já teve missCidade do bairro Areal onde um dia fui felizOnde o asfalto passa bem longe de mimAli no Parque Una e na Dom Joaquim.Cidade charmosa e de símbolos da Europa glamourosa.Com seu patrimônio histórico e belo.Do chafariz dos dois cupidos, ali na praça Cipriano Barcelos.E da zona portuária para o calçadão,Tem mais do seu império.O chafariz de dois meninos ou das três meninas?Mistério.Discussão deSexo?Aqui não.Na Coronel, o chafariz mais famoso,Divide a atenção com o tio dos cavalinhos,Onde antes tinha o lado amargo da cidade, uma colunaDe pedra, chamada Pelourinho.Claro que falo do Chafariz das Nereidas.Pelotas de condomínio fechado, pique Alphaville e também Veredas. Tem que ter crachá se quiser conhecer.E o condomínio do MCMV?Desse ninguém quer.Ninguém quer saber.Do bairro Quartier,Planejado por Lerner, quase um bairro privê.E o Navega City?Desse ninguém quer saber.Pelotas do quindim e da boa cocada.Mas tem seu lado amargo, pois ainda existe muito colchão na calçada.Muito colchão na calçada.Em fevereiro insistem com a doce folia, alegria de apenas quatro dias.Esquecendo o lado amargo de quem passa todo o inverno dormindo ao relento, à mercê da noite hostil e fria.Aqui também tem futebol.Clube do coração, tem Xavante e tem que estou falando doSete de Abril.Marca aí no calendário:Aberto ao público no dia 7 de julho, dia do seu aniversário.A distância é nítida. Muitos fingem não ser nada. Riqueza maquiada, miséria escancarada, com o cara ali no lixo dormindo na calçada.Cenário europeu para quem vive com dinheiro. Enquanto o irmão sobrevive o dia inteiro.
Pelotas. Do lado A,Que eu não me encaixo.Quem está no topoNão olha para quem está embaixo.E o verso do postal que fingem não ter?Desse lado ninguém quer saber.Fecha a janela. Sobe o vidro fumê.O Una tem arranha-céu.Mas e o bairro atrás dele?Desse ninguém quer saber.Pelotas tem sua beleza, seu charme e seus encantos difíceis de esquecer.Mas e o cara dormindo na calçada?Desse ninguém quer.Ninguém quer saber.Coloca a venda no turista, porque o verso do postal não pode aparecer na rede social, tampouco na tevê.Mas como esconder o que tá escancarado para todo mundo ver?O cara ali no lixo, no colchão da calçada e todo o lado B.Pelotas, nem tão doce assim.

Inserida por uchaofe

Sabes que não existe elo forte nem em correntes. Há momentos em que as ações químicas irão corroê-las. Tu irás tentar manter o vínculo em vão. Há correntes que não valem a temperatura da solda.

Segundou!
E tu ainda aí tentando catar os butiás que caíram do teu bolso.
Troca de calça.

Vejo muito gente pregando o evangelho e ao mesmo tempo aplicando a Lei de Moisés.
Feliz dia da Hipocri, digo da Bíblia.

Do passado, a única coisa que me atrai e encanta é a história contada por um museu ou um livro. Tudo o mais é lenda. História pra boi dormir.

A música, assim como o livro, é uma das poucas artes que nos levam a qualquer lugar do mundo, causando-nos sentimentos profundos. Traz sensações ruins e boas, enquanto conhecemos lugares e pessoas. Faz aflorar a emoção, dependendo da situação em que nos encontramos. Independentemente do momento, amamos. O dia da música foi ontem, mas só para lembrar que, seja apenas no áudio ou na tela, no instrumental ou à capela, para nossa alegria, todo dia é dia dela.