O Próprio Museu - Os Fantasmas de Puras... Jefferson Freitas.
O Próprio Museu - Os Fantasmas de Puras Recordações
Toda vez que vivo intensamente algum momento de simplicidade; uma cena breve de um dia aprazível ou uma ocasião agradável mais demorada, eu desfruto de cada instante de felicidade, independentemente das durações, desfrutados na integridade e certamente com as melhores intenções; assim, até o simples pode ser uma grandiosidade.
Essa particularidade do viver intenso é o jeito mais satisfatório de conquistar regalos para minha mente, que podem ser interpretados como fantasmas do passado que me impedem de aproveitar o presente, quando na verdade são puras recordações — artigos importantes do meu próprio museu que me ajudam a seguir em frente.
Vindo aquela sensação de vazio, posso ficar sinceramente alegre ao recordar experiências maravilhosas que pude aproveitar sozinho ou bem acompanhado de rostos conhecidos ou aqueles estranhos surpreendentes — vínculos de sangue ou escolhidos pelo coração; os laços construídos pela reciprocidade. O respeito e a razão.
Para tal, a profundidade não deve ser ignorada, pois chegará a hora em que certos lugares não poderão ser revisitados e alguns entes queridos ficarão fisicamente ausentes em definitivo, e será ela que permitirá reencontrá-los no próprio museu das puras recordações. E, se for para serem chamados de fantasmas, serão especiais: os ecos de boas emoções.
