Morna
Saí do carro e vi o Sol rasar o topo das árvores. A tarde volatizava-se morna. Sacudi a cabeça, com a luz a ferir-me os olhos, e, sem querer, recordei uma velha canção. Uma sensação estranha percorreu-me o corpo, como se o meu coração adormecesse numa espécie de formigueiro, num daqueles segundos em que se sabe que não há retorno. Os meus lábios sorriram. De tanto perder, a verdade iluminada impede-nos de errar. Senti-me o extremo, querendo, de alguma forma surpreendente e nova, a seiva das árvores e o percurso da terra.
CIRANDA
Noite
morna
de verão.
No sublime
azul,
estrelas
brincam
de poesia
feito
crianças
brincando
de ciranda
no terreiro
de outros
tempos!...
Tarde morna. Prenúncio de tempestade. Enquanto pedalo a chuva fria açoita a brisa. Então meus olhos choram lágrimas de água doce.
Uma lista de tarefas para o amor próprio
- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.
Neste vale escuro e sombrio habita um ser iluminado,mas melancólico..com uma saudade morna de um amor tórrido.
Expectativas
...E nas tardes de outono,
quando o ar se fazia brisa morna,
a melancolia lhe acariciava a fronte.
Ela se sentia tão só...
Se recolhia em seu canto
Qualquer canto desencantado
e se punha a tecer saudades.
E como por milagre
Borboletas azuis, amarelas, violetas...
Profusão de encantamento
Como que para lembra-la que
esperança não tem fim.
...Tristeza sim.
Então devagar, aspira o ar
Acalenta versos para sua alma e,
calma, se entrega aos cuidados
de Deus....
...Expectativa de vida em alegria.
Já quis em diversos momentos ser aqueles pequenos grãos de café, que você mistura com a água morna todas as manhãs, e bebe vagarosamente como se o mundo nunca fosse acabar, sem se preocupar com nada. Aquele café era seu vício. Eu queria ser seu vício.
O ciúme é uma brisa morna que murmura na fronte, e a faz transpirar na face; sua expressão decadentíssima.
A questão não é viver uma vida morna ou cheia de aventuras. A questão é viver de verdade e fazer o que quer que seja - Com o coração!!!!!
E quando o dia frio findava
Com água morna
os pés a gente lavava...
Perto do fogão à lenha
com todos se ajuntava
Esperando pela sopa
que nossa mãe preparava...
mel - ((*_*))
Me afoguei em você um dia desses. Imaginei a água morna serpenteando nas curvas da sua face, virando uma queda d’água no seu queixo, e eu hora me afogando, hora flutuando. Me afogando. Fluindo nas poças acumuladas em suas covinhas, nessas que quis me enterrar até sumir dentro de você. Procurei por ar em todas as coisas que nunca tivemos, nos míseros momentos em que, sãos, deixamos o tempo abraçar-nos, e os acasos desfazerem, com desamor, o nosso amor.
Continuei ali, me afogando. Por cada beijo na ponta do seu nariz que reservei, e reservados permanecerão. Por cada enrubescer das suas bochechas ao me ouvir suspirar seu nome de lado no travesseiro. Por cada noite daquele verão agridoce, adocicado.
Certo dia me afoguei em você. Com você, por você. Contei, ainda que por pouco tempo, cada gota, cada pingo de chuva que molhou a nossa terra, mas não floresceu nenhuma flor, a nossa flor.
Gélida Chama...melhor que morna
tem um dia que pareceu uma noite
longo, obscuro, sem respostas, alone
sim...lá longe
e foi passando com horas massivas
passivas
destrutivas
imagens negativas
então falou tudo que não devia
ouviu tudo que te repreenderia
voltou seis décadas
molecadas?
mas Grazie Dio a noite veio
e trouxe em seu seio
uma gelida chama a iluminar
uma triste alma
não morna mais
piu
Meu amor
Lembra do sonho
De dançar na chuva
É agora
Venha
Ela está morna
Mansa
Venha
Se contagie
Me abraça
Me sinta
Me tira para dançar
Venha
Aceite meu convite
Se molhe
Se lave dos pré-conceitos
Não passe vontade
Aprecie
Dance e cante na chuva
Se renove
Você veio ......
Que delícia
Me pegue no colo
Gire comigo
Me beije e Abrace
Me embala
No ritmo da chuva
As marcas do teu amor.
Sinto as gotas da água morna
que deslizam por meu corpo...
Te procuro, ja não mais estas..
Sinto ainda em minha pele
A energia dos teus dedos, o teu cheiro
Aguçando-me os sentidos...
As marcas da paixão ali deixadas,
Após momentos loucos de amor
Em que tive voce em meus braços.
Desnudaste-me com teus olhos...
Com tuas mãos ágeis
Deixaste-me entregue a ti...
Meu corpo desnudo,
Completamente, entregue
Ao calor do toque dos teus dedos.
Entregue ao sabor da tua boca,
Do teu gosto, do calor do desejo.
Da loucura desenfreada de um amor louco
De dois corpos que se querem
Da tua respiração quente.
O tremor do teu corpo
De encontro ao meu...
O encontro único
De dois amantes
Da magia e do encanto
De um momento único
De amor e prazer.
Agora fico assim...
A esperar por voce.
Texto autoria
Jackeline reis
