Mira
Acima da velocidade da luz
pode estar a mira de um olhar...
pode vir numa centelha que inflama
o ódio, desejo ou outra forma de amar!
No universo observável, mira la luna,
há soviéticos indo para lá,
expulsem os mouros,
Granada está ali...
não há sequestro, por parte da situação,
eis que o papa pagão está virando joão!
Desperto…
minhas mãos frias
crispam os dedos inertes
no gatilho da espingarda
Debaixo de mira
numa linha reta que dificilmente erro,
o alvo
Um corpo negro,
meio nu…
Apenas o cobrem os restos daquilo que foi
um camuflado zambiano
Veste no rosto,
encimado por um chapéu também camuflado,
a raiva
Para ele nós somos o invasor,
o inimigo a abater que importa liquidar
ainda que connosco tenha aprendido
rimas de civilização
Nós somos o invasor que (ele) quer
expulsar
destruir
aniquilar
E ele, para mim, o inimigo de ontem
será o amigo de amanhã
a quem hei-de abraçar
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Sob a mira do palco
Ah, háaaa, aaah, humm
Um chamego colado
Um beijo no rosto...
Na boca se for namorados
Se for casados acoxa
e deixa subir o fogo
mais a brasa...
deixa pra queimar em casa!
Chamego pode
Se sacode e dança sem parar
Sobre a cama
Vocês é quem sabe se vão se amar!
Sob a mira de um palco
Disfarça o açanhamento
mesmo que tenhas anos
de casamento
ou se és esse caso de momento!
Olha o beijo
Estou vendo a vontade na boca...
O brilho no olhar
e a vontade louca
de se amar!
Gatilhos de um cano sem mira,
Destinatários do insulto,
Frustrado aquele que suspira,
O calvário é teu salvo-conduto.
A VIDA E A MORTE
A morte é o destino e mais...
A vida é viagem e passagem.
Queria da morte uma miragem,
Apenas uma quimera na paisagem.
É uma passagem com bilhete caro,
Com regras, rituais e receituários.
Não é uma peça com mostruário,
É uma luta ferrenha, sem conhecer o adversário.
Esta passagem dá direitos, obrigações, e seus efeitos.
O homem se prepara por seus feitos.
A nota é dada por virtudes e defeitos.
A morte ainda assusta, causa dor e temor.
Por que será que ainda existe guerra e terror?
Como o destino é certo, a passagem é o amor.
Élcio José Martins
"Cupido é um anjo estrábico e sem o menor senso de direção. Mira na pessoa certa e, frequentemente, acerta na errada."
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Essa loucura desmedida em que me encontro, mira um vocabulário que muitas vezes não é politicamente correto, mas é depravadamente sentido em toda letra que sai desse teclado. Esse remetente chamado coração, quer apenas que o destinatário compreenda que sem essa ''boniteza'' a vida deixa de ser bela.
Rebeca
-
Quem acredita na mentira
Não mira,
Antes vira
E respira
Para dentro e para fora
Embora sabendo agora
Que naquela hora
Pensa na mentira
Mas não chega à verdade,
Nisto não se encontra responsabilidade
Então não admira
De permanecer na falsidade.
Mas disto, refiro que não se tem piedade.
Por isso, nessa pessoa não há criatividade!
DESEJO...
OLHAR, COBIÇA,
TRANSPACE DE
UMA MIRA ÓPTICA.
ALVO DESNUDO...
SENÃO A REALIDADE
DESNUDO A CRIAÇÃO,
A IMAGINAÇÃO,
SÓRDIDO, EGOÍSTA...
EGOÍSTA E PERFEITO.
PERFEITO NOS GESTOS,
OLHAR, SUOR
DE MOVIMENTOS
SÍNCRONOS...
PERFEITO A COBIÇA,
PRESA E PREDATOR,
PRISÃO SEM FUGA,
SOLITÁRIA EM
CUMPLICIDADE,
QUATRO PAREDES
DE ONDE FORMA-SE
UM MUNDO
SURREAL, TUDO VALE,
TUDO VIVE, TUDO
FANTASIA-SE...
FANTASIA-SE?
OU FANTASIA-SE
A REALIDADE,
A TRISTEZA, A DISTÂNCIA?
NESSE MUNDO,
NO DESEJO, NA COBIÇA
FAÇO A PERFEIÇÃO...
E SE ASSIM FOR
CHAMEM-ME LUNÁTICO...
LUNÁTICO EXTASIADO...
LOUCO POR VOCÊ.
EU TE DIRIA
- Mira os teus ouvidos nos martelos
E suas toscas investidas na bigorna.
Olha nos passarinhos distantes
Aqueles que cantam soltos.
E nos tristes, os que se chamam encantados,
Que dedilham a lira e as estrelas, dançam.
Tudo isso é mudo e surdo
Mas perceptíveis à alma quieta
- Olhas no verde mais intenso, porões da mata.
Dos vales que eu nunca vou pisar.
E saberá de minhas vontades
Aquelas mais desertas, além, além
As que eu quero tirar da minha visão
Que só farei quando aprender a voar.
Mirava o retrato que me fala
Nas vezes que o procuro na gaveta da saudade.
É mesmo um castigo,
E condenado fui, já, tantas vezes.
Relia um poema de Fernando Pessoa
Que ele construiu, perdido dentro das pessoas.
As venturas da lua e o que a gente escuta
Quando era Jesus Cristo falando
A voz que a gente decifra quando quer.
Segredava baixo em seu ouvido,
E se me acordasse
Me elevaria ao seu guardião.
Mas a palavra lembrada em tempo
Eu me obrigaria a falar.
Falava do velho camponês,
Que guarda zeloso seu rebanho,
E veio o vento tão impetuoso
E não arrastou nem um do seu ganho.
Citava a contravenção do tempo
Levando escondido em seus bornais
Amores que a gente pensa uma vida
Encontrar, amar, pra depois separar.
Olá, estou aqui mais uma vez colocando-o na mira da paixão, onde mais parece um jogo mortal com dardos.
Esperando apenas vê-lo ser atingido.
Quando não muito demora,
E lá estará ele ferido e sangrando, derramando todo seu sangue, em suas últimas gotas... Quando acharem que ele está sorrindo para Morte,
Lá estarei eu, naquele momento carregando ele em meu colo como uma mãe que carrega seu filho;
Estarei ali curando, todas suas feridas, eu sou seu Deus, onde sou capaz de ressuscitá-lo e dar-lhe novamente mais tempo Vida.
Eu o levei para jogo mortal de dardos, assim como Deus leva o Ser humano para o jogo da Vida.
Eu sempre estarei ao lado dele.
Prazer eu sou o Dr. Razão.
(Eu destruo.. para reconstruir).
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