Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
A raiz é o chão que sustenta,
Onde cresce forte,
Onde se alimenta.
É a terra que dá vida e faz florescer.
A terra é o mercado do céu,
Conexão enraizada no solo,
Onde podemos voar.
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas. Ninguém lhes pergunta a fonte inexplicável do seu dinheiro.
Onde Deus Habita
No gesto humilde, o amor se revela,
não nas alturas, mas na terra molhada.
A bondade é ponte que nos nivela;
a lealdade, oração calada.
O lugar mais confortável da terra é a neutralidade. É onde vivem os covardes, os medíocres e todos que serão vomitados da boca do Senhor por sua mornidão. A vida cristã exige posicionamento. Não é possível seguir a Cristo e permanecer omisso, calado, num mundo de mentira e pecado.
Temos que ser LUZ, temos que ser o SAL DA TERRA onde quer que estejamos.
Mas nem todas as pessoas que precisam de ajuda estão prontas ou querem ser ajudadas.
Temos que respeitar as LEIS DE ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS, AÇÃO E REAÇÃO.
MUITAS DAS VEZES A AJUDA NÃO VEM DA MÃO QUE ENCHUGA UMA LÁGRIMA MAS SIM DA QUE DEIXA A LÁGRIMA CORRER.
Alexsandro Pettersen
“Nesta pedra”
Nesta pedra onde me sento
Vejo a terra em movimento
Aqui venho descansar
Aqui oiço a voz do vento
Fico a ouvir o silêncio
E o meu coração pulsar.
Nesta pedra onde me sento
Venho para meditar
Sobre o amor que está no ar
Onde te amo docemente
Ouço-me em tom de preces
Que me rogam que regresses.
Nesta que foi a nossa pedra
Onde sempre nos sentamos
As sestas que aqui fizemos
As cartas que aqui deitamos
As músicas que compusemos.
Quando estendíamos a manta
Há sombra do castanheiro
Enamorados cativávamos
Tudo parava no tempo
Esse em que nos alheávamos.
Levávamos o baralho
De cartas para jogar
Mas de tão enfeitiçados
Mimávamo-nos aninhados
Com tanto amor para dar.
"A meio da luz do sol e a terra
há oito minutos de tempo
onde a fala do vento
traz esperança à pele do ar".
LUIZ GONZAGA
Ele nasceu em Exu
No Nordeste, no sertão
Terra do mandacaru
Onde cantava o baião
O Brasil ele "ganhô"
Conquistou pobre e "dotô"
Viva o mestre Gonzagão
Deus resolveu criar um canteiro em seu infinito jardim cósmico. Esse canteiro foi a terra, onde ele quis cultivar espécies fantásticas de flores. Daí surgiram as mulheres: as lindas e exóticas flores deste pequeno canteiro do infinito jardim cósmico de Deus.
🌸
Como viver em uma terra onde os direitos iguais são desiguais!
Onde os direitos humanos são desumanos!
Onde quem mais faz é menos reconhecido!
Onde pretos e brancos são diferentes!
Faço minhas às palavras do grande Raul Santos Seixas,
PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!
Até onde sabíamos, dinheiro era um assunto exclusivo dos homens, que trabalhavam a terra e cuidavam do gado. Fossem patrões, donos das terras ou donos do gado. Fossem homens da lida, capangas ou mascates. Fossem nossos maridos, pais ou irmãos. O dinheiro era sempre deles.
Enquanto houver sol;
Eu vou te amar pela eternidade;
Onde a alma vence o tempo na terra;
Pra viver junto da minha felicidade.
AMOR IMPOSSÍVEL
No sonho tudo se permite
Terra onde não imperam leis
Onde não há reis
Apenas súditos e súditas
País que não exige passaporte
Prisão que não tem grades
Ou liberdades que se aprisionam
Dentro de nosso ser
Ser ou não ser?
Sentir ou deixar ir
Ao sonhar, não há tais preocupações
Apenas gozo
Apenas emoções
Então...
Que venha o sonhar
Como ondas a marulhar
Cachoeira que transborda lagos
Rios caudalosos
Que arrebatam os lados
Dessas margens que se nos prendem
Judiam
Impedem
Não saciam
Mas que laceiam
Ao toque do preciso líquido
Que envolvem e conduzem
Preenchem e nutrem
Que trazem vida e frescor
Que libertam e apaziguam a dor
Mas estamos como árvores....
Plantados em nosso campos
Açoitados pelo vento
Que levam longe nosso pranto
Sem esperança
Ao ardor do sol
Queimando
Sem planos
Vendo os sois que nascem duros
E as luas que congelam a solidão
Enquanto marcam minha pele (de árvore)
Logo sofro
Logo sangro
Mas derramo pelo meu amor a minha seiva
Chega ao solo
E me contento
Logo penso
É encontro
Este solo que aqui piso
Em algum ponto se conecta
Às raízes, que profundas,
Sempre encontram algum eco
Nos recônditos da Terra
Um lençol elas encontram
A seiva que também deitaste
E se encontram tão singelas
Nordeste de terra quente
belezas de fauna e flora
onde o povo fala oxente
encanta quem vem de fora
desse chão brota a semente
que alimenta tanta gente
por esse mundão afora.
Estou fria,estou só,estou morta,voltei ao pó da terra de onde vim,pra que assim eu pudesse ressurgir em outro lugar ao lado do sol
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