Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Preciso, e quero de vez em quando esquecer as regras do viver, aí bebo algo alcoólico onde relaxo esqueço do padecer caminhar, para me identificar com o desconhecido, talvez o algo sagrado que em mim está adormecido, uma miragem o viver...
DO PLANALTO
Ó horizonte além do olhar atento
Onde agacha o sol na tua entranha
Escondendo o dia a teu contento
Rajando de rubro o céu que assanha
Chão de encostas e poeirado arbusto
Tal qual a composição de um verso tosco
És dos pedregulhos e riachos vetusto
De robusto negalho (cristal) luzido e fosco
Daqui se vê o céu com mais estrelas
Que poetam poemas que a ilusão cria
Debruçadas com a emoção nas janelas
De contos e "causos" que pela noite fia
Eu sou cerrado e sua rude serenidade
Eu sou da terra, e a terra é para mim
Dum canto que não tem início, metade,
e nem fim.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Adoro dar cordas - mesmo falsas - para ver até onde a criatura humana consegue acreditar e abrir mais ainda.
Solitude
Lugar onde me encontro comigo
Lugar onde percebo meus pensamentos
E re-penso meus pensamentos
Solitude
Sentimento que me absorve
Sentimento que me causa dúvidas
Sentimentos que ainda não tem nome
Sentimentos que não percebi chegar
Solitude
Vem já
Mal posso esperar para te vivenciar
Pois ao te permitir chegar
Cheguei mais perto de mim
Conheci o outro de mim
Solitude
-tudo bem!?
-tudo, e vc?
- =))
Com erros e tudo mais, é como somos e nada mais.
Insta: @li.fer.nanda
O pobre operário nos dias de hoje, sobrevivente e inteligente dentro de uma sociedade doente onde o trabalho vale bem menos que o poder financeiro do dinheiro, deve se desculpar e pedir clemência o tempo todo, até pelo erro que não fez ou cometeu.
Viaje, na paz pelos caminhos do sonho onde se encontra a realidade, que está além da vigília...
odair flores
MEU MUNDO UNIVERSO
Era uma vez uma lugar
Onde tudo de podia
Pensar .
Momentos ruins poderia troca
Por coisas boas lá inventar.
Os pássaros cantão livremente
E a terra seca e sem vida, árida
Sofrida, pode se curar.
Pena que nesse universo o voz
Do pássaro, o barulho das ondas,
A voz dos animas não se pode em
Um outro por Niguem escutar.
Se não por aqueles que vive ali
Dentro, se não para aqueles a quem
A quele universo está preso .
Queria bem eu trazer os gritos da quele
Mundo para alguém ouvir, mais pena
que outro Niguem pode ver ou sentir.
Se não aqueles a quem a quele mundo
Foi criado, talvez porque não se pode
ser comentado, ou tão certo compartilhado .
ROUPAGEM DE QUIXOTISMO
"Ó roupagem acurada vestida de quixotismo,
Diz-me onde aportar nesta imensa aclamação
Entupida de mim, de reticências, de ansiedades,
De arpões desencabeçados, de importunações,
E acolhe-me com frieza
Sem que eu aspire a todos os receios
Que tanto me desacasalaram nesta caminhada escatológica."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
"""""
Belo é ter recordações,
Onde o alegrar de uma canção,
Deixam arrepiar erupções,
Na pele arrepiada de emoções.
Se exprime, dá explicações
Quando de ti, falais da vida,
Falas das decepções,
Que a ti causaram feridas.
Porém, só canções e emoções,
Relembram partes dessas dores,
Causadas por tais amores,
Machucando nossos corações.
Então, para que lembrarmos
De tais feridas...
Se a canção, mais bela da vida,
Nos faz sofrer por amarmos.
Elvando Santoscerqueira
270218
DIVAGANDO
As horas passam...
Eu me desgasto
Neste silêncio morno
Onde meus desejos recalcados
Minhas frustrações alimentadas
Levam-me à lugares que desconheço.
- Será a loucura?
Quem sabe é a loucura que me domina
Nestes vagos instantes que estou sem você.
Meu pensamento tem asas,
Sim! Tem asas como os pássaros;
E voa!...
De repente!
Um tiro no ar.
Onde está o meu coração?
Por favor devolva ,pois ele pertence à você já parei de mandar nele devido o amor que não cabe no peito.
ÁRVORE DA VIDA
Ah... Árvore onde me abrigo...
Tua sombra me acalma.
Deito-me aos pés do teu tronco,
Segura pelas tuas raízes profundas
Que confronta minhas superficialidades,
E me firma na Rocha que é mais elevada do que eu.
E me segura firme, forte.
Me guarda das tempestades violentas
E sustenta minha alma menina.
Ah... Árvore preferida...
Não te troco por nada!
De ti bebo do puro mél...
Tuas fontes divinas renovam minhas finitudes,
E eu me eternizo em ti,
No meio do jardim.
Em uma realidade onde as pessoas estão mais preocupadas em propagar o ódio e desviar dinheiro para suas contas bancárias, eu só peço mais AMOR, por favor.
Cuscuz nosso!
Nordeste que me seduz
onde o aperreio some
tua beleza é quem faz jus
a natureza do teu nome
e eu agradeço a Jesus
por cada prato de cuscuz
que ainda mata nossa fome.
Guibson Medeiros.
SILÊNCIO EM SILÊNCIO
Do que valeu
a noite, se rasgando na madrugada
onde se perdeu
na fronte da poesia imaculada
ativando a quimera do cerrado
numa fronha pisoteada
de um leito calado
duelando num ritual sem cerimônia
do poetar e o fado cansado.
Se só restou apenas a insônia.
O vento mudo,
em troca, tagarelava
totalmente sem conteúdo
com o sono, e assim falava
de sonho sanhudo
fados inconfessos
silêncio em silêncio, rudo.
“Se somente sou quando em versos.”
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2018, 3’05”
Cerrado goiano
Paráfrase Thiago de Mello
