Meu quarto
Às vezes queria pescar estrelas, só pra decorar meu quarto.
Guardá-las em algum potinho e deixar iluminando meu cantinho.
Sei lá, mas acho que pescar estrelas seria um ótimo hobby pra quando não quero pensar em nada e apenas ficar quietinha...
Eu e as estrelas!
Com todas as teias de ranhas eliminadas e tralhas descartadas, meu quarto ta parecendo novo... que bom seria poder fazer isso com a memória e em seguida com coração. UTOPIA...
Por que meu quarto continua verde?
Já passo da hora de parar de sonha com uma vida colorida
Acho que deveria cair na real
Pintar de preto o templo da minha vida
Borboletas, flores, princesas...
Tirar da parede essa infantilidade
Estou cansado de sonhos de pureza
Neste mundo onde a ética é ter maldade
Colocar uma cor depressiva
Para ficar mais confortável
Expressaria meu desanimo
Na falta de esperança de encontrar algo amável
Desta forma reduziria
Os danos da decepção
Também economizaria o esforço de outras pessoas
Destruiria eu mesmo meu coração
Pintaria até a janela branca
Aonde entra a luz da esperança
Mas se fizer isto abafaria a luz
E morreria de desesperança
Devo manter meu quarto colorido
Mesmo se me decepcionar
Chorarei só um pouco
Mas continuarei atrás de algo para amar
Pois meus sonhos podem ser infantilidade
Mas meu juiz é Deus...
Seguirei com fé e coragem
Para encontrar um amor de verdade
Incrivel a maneira como palavras e sentimentos invadem meu quarto no silêncio da noite. É algo a temer, escrever e ser fragil, simultaneamente, a essa hora faz de mim uma menina irreal"
Não consigo parar de pensar em você
Estou no meu quarto sentado ,E não consigo parar de pensar Nos dias que ficamos juntos.
Tudo isso faz com minha a minha cabeça muda
E quanto mais tento me esquecer de vc
daquele belo rosto sorrindo pra mim,
mais me sinto triste e solitario.
Tudo isso porque
NAO CONSIGO PARAR DE PENSAR EM VC..
Queria inundar a minha casa, o meu quarto de flores,
enfeitá-lo com pétalas de rosas de todas as cores...
perfumes e aromas como de uma sinfonia de amor.!!
O espelho do meu quarto já não aguenta mais te ver em mim. Me arrumo inteira só de pensar que vou encontrar você. Ontem sequei o meu cabelo e escolhi a minha melhor peça roupa pra te ver. Revirei o meu quarto e o guarda roupa, mas nada parece se encaixar em mim perfeitamente como você. Queria ser perfeita pra você, nascer da forma que mais te atrai. Queria que um dia, sem mais e nem menos, você chegasse em mim e me dissesse que não dá pra me esquecer, em vez de você chegar com as suas desculpas bobas. Queria que você jogasse os livros que eu te dei no chão e me dissesse que essas terapias não adiantariam de nada mais. E nunca adianta escolher a melhor peça de roupa se você vai usar alguma coisa leve que vai ultrapassar a minha altura em segundos. É insuportável ver você impecável sem se importar em estar, enquanto eu quebro a minha cabeça pra estar a sua altura toda vez. E nunca estou. Também nunca estou no mesmo andar que você. As vezes rezo baixinho pra te encontrar quando dobrar qualquer esquininha, mas nunca dá certo. E eu volto pra casa triste. O espelho do meu quarto já me olha meio triste com todas as vezes que deito na minha cama e choro, pensando no quanto eu queria ter o poder de fazer as coisas darem certo. Queria ter uma varinha mágica e pronto, você seria minha. E todo mundo olha pra mim com uma cara de que tá meio mal pela escolha da minha peça. E todo mundo que me olha meio mal, me diz que eu tenho que parar de jogar com você. Mas quando te vejo chegar linda, não consigo deixar escapar os sorrisos que dou involuntariamente milhares de vezes. Um dia vou pintar um sorriso no espelho do meu quarto e pros outros vou dar um sorriso de verdade, bem aberto, mas enquanto o espelho tá de mal comigo, vou tentando não entrar no meu quarto e dar de cara com as suas coisas lá. Tudo me faz lembrar o quanto é bom dormir com as minhas pernas entre as suas, cheirando o cantinho da sua nuca, com as minhas mãos nos seus cabelos. Você tem um cheiro de coisa nova e eu já estou ficando velha com os meus mesmos textos pra você. E eu já falei pra mim mesma, me olhando naquele espelho, o quanto é cansativo esperar as suas idas e vindas quando você é o lugar onde eu quero por um ponto final. As vezes não sei de qual jeito colocar esse ponto final, mas fujo dessas idéias tristes, enquanto tem alguém perto de mim. Não posso deixar escapar os meus sentimentos sobre o quanto você me acaba aos poucos e me cansa ás vezes. Mas eu não consigo fugir de tudo isso ainda e de quando você me agarrou aquele dia na cozinha. Meu ponto final com você tem que ser de uma maneira mais feliz. E quer saber? O espelho do meu quarto pode esperar, as minhas vizinhas e a minha família também, menos você. Você tem que me ver absolutamente linda hoje. Ponto final, eu vou me arrumar.
Espelho, espelho meu, desamarra essa cara e me entenda, ou me deixa na altura dela.
Aqui, no silêncio de meu quarto consigo levar meu pensamento até você minha amiga.
Como eu gostaria de poder ter trazido um pouco da sua dor, do seu temor, e poder ter deixado mais otimismo, mais alegria e mais certeza de que você vai vencer esta batalha. Então eu, aqui no meu silêncio, oro por você, junto a minha fé com a sua, na certeza de que Deus misericordioso ouvirá nossas preces.
Força amiga, temos muito a comemorar ainda.
Amo você!!!
( enviado p/ Simone Maria Cazaleiro no dia 04/08/2013)
Parece que passou um furacão no meu quarto.
A rotina me enlouquece.
E a minha vida tá uma bagunça.
Pior, não sei por onde começar a arrumar. (2013)
No silencio, e no escuro do meu quarto sinto sua falta.
Penso como foi bom o tempo que passamos juntos
São momentos marcantes que minha mente sempre lembrará
O vazio da noite me mata pouco a pouco
Hoje sem você meu mundo é sozinho
Pois não tenho suas mãos que me tocava com carinho
Se olhar que marcava meus pensamentos
Seu cheiro que sempre ficou em meu nariz
Seus lábios que me beijava com tanta delicadeza
Pequenos atos que fazem falta
Em minhas lenhas só existe palavra vazia
Uma poeta sem amor
Folhas molhadas com lagrimas de amargura
Tristeza que é minha verdadeira amiga
Que esta em todos os momentos do meu dia
Às vezes pela janela do meu quarto, observo o firmamento e tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. E um escoamento lento, bem devagar. E uma espécie de adeus. Olho a lua, que testemunha de meus versos, ali derramei sonhos como quem pretende parar o tempo. Às vezes me pego contando os dias, com a ansiedade de quem espera o fim. Sinto o peso das lembranças, não sei se é saudade ou apenas o vazio me visitando outra vez. No cheiro da noite, muitas vezes chorei minhas tristezas, no meu entender, meu tempo aqui já acabou, preciso voltar, não tenho mais asas, onde estará o portal. Boa noite!
Ao Amanhecer
Ah, novamente ao meu quarto escuro,
Mais uma noite em que me culpo
Por não ter um bom coração.
Ah, que sofro eu...
Já se esqueceu
Que meu amor morreu?
Vem aqui em casa,
Abre suas asas,
Pra me acolher.
Ensina-me a compor poesias,
E guia-me nas vias da desilusão.
Vai... seguindo, vem,
Vai mais além que meu coração.
Pode seguir a rua direto,
Mas, não — não vá reto,
Pra não me encontrar.
Podes, menina, cantar para mim
As vanguardas do meu jardim,
Que eu fiz — diz — pra você...
Ao amanhecer.
Tempo perdido que não volta mais.
Aqui sozinha no meu quarto e ninguém mais.
O clima lá fora está frio.
Névoas a esvoaçar, mas não me importo com a neblina já que é assim a me agradar.
Apesar da algidez do dia ouço cachorro latindo, crianças gracejando, gangorra da praça a ranger.
E eu aqui pensando o que poderia ser melhor sem meu aparecer.
Eu ainda vejo suas sombras no meu quarto
Não posso pegar de volta o amor que te dei
É a tal ponto que eu amo e odeio você
E eu não posso te mudar então devo te substituir (oh)
Mais fácil falar do que fazer
Pensei que você fosse a única
Ouvindo meu coração em vez da minha cabeça
Você encontrou um outro, mas
Eu sou o melhor
Não vou deixar você se esquecer de mim
Inquieto, ouço o som de sirenes,
estou preso ao meu quarto,
mas vejo o mundo,
pelo retângulo da janela.
Lá fora! Ah, lá fora,
o mundo pulsa, ainda que não seja como outrora.
Agora, são novos tempos,
os passados já não voltam mais,
apesar de se regojizarem em minhas lembranças.
Lá fora! Ah, lá fora.
E o som das sirenes vão diminuindo,
até não existirem mais.
Metamorfismo de Impacto
Janela do meu quarto, quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é e,se soubessem quem é, o que saberiam?
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, para uma rua inacessível a todos os pensamentos.
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, com o destino a conduzir a carroça de tudo, pela estrada de nada.
Passa-se um asteroide, fico pensando: brilhante e cria vida, mas muda a rota e me acerta pelo menos uma vez na vida.
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama, mas acordamos e ele é opaco, levantamo-nos e ele é alheio,saímos de casa e ele é a terra inteira,mais o sistema solar, Via Láctea e o Indefinido.
O vazio do meu quarto te chama.
A gana do meu sono em te transformar em sonho, me intriga.
Será que tinha que partir, ou isso tudo é culpa minha?
Ainda Assim!
Era um verde intenso que se prolongava até o azul manso,
Do meu quarto, por entre suspiros, uma contemplação serena,
Sempre assim o preferi, ainda assim!
Uma contemplação serena,
Uma atuação oculta por detrás daquela outrora montanha imensa,
Hoje pequeno monte,
Não sonhava muito mais do que aprender a sonhar,
Ainda assim o é hoje!
Não sonho muito mais do que com o dia que começarei a sonhar,
A nostalgia e a solidão que me acompanham enchem-me de uma alegria profunda e singular,
Alegria sossegada, permanente, ainda assim!
Luz que invade com o seus fulgor e calor,
Mas que se prefere, ainda assim, apenas na porta da caverna, cujo fim se reserva e é reserva!
No fundo havia o vale e como em todos os vales de verde fulgurante, havia o rio,
O rio que aprecia invadir as margens e que eu muito o apreciava invasor, ainda assim, mas menos hoje!
Na encosta do meu condado existia a vinha aprumada,
Em socalcos desenhados à lei da sachola e do suor,
Descia a encosta e mais subia a denuncia dos árduos ofícios,
Os bardos hoje espraiam-se mais além,
De resto como tudo. Não me inquieto.
Valem-me tanto agora como antes, conquanto lá continuem, ainda assim!
A minha igreja era a mais bonita,
Enchia-me de vaidade, é em talha doirada, não sei se a talho de foice,
Tanto me dá.
Penso que dela me veio a segurança e o orgulho por ser mais robusta e luzidia que as vizinhas,
Para mim era assim, julgo que hoje já não o é, ainda assim!
Tenho a alma da minha aldeia,
A minha aldeia é uma descida e uma subida,
Um sem fim de subir e descer, uma teia,
Um resumo profundo dessa minha idade ida,
Uma reserva de inconstância que incendeia,
Uma alma, ainda assim, sempre adormecida!
Me faço em pedaços com muito cansaço, me vejo em apuros trancado em meu quarto; Porém uma Saída encontro em seus braços.
