Meu Corpo
Foto
Eu olhei uma foto sua hoje e uma coisa estranha percorreu meu corpo. Não foi um arrepio qualquer. Começou do lado direito do meu pé, subiu pelas pernas e fez estremecer o último fio de cabelo na nuca. Acompanhado de um sorriso, foi a prova de que a sua imagem mexe tanto comigo quanto à época em que nos conhecemos, começamos a ficar e iniciamos essa história.
Ficou um tempo. Durante alguns segundo, eu com o seu rosto na tela, fui me dando conta do que já sabia, mas reforçava em certeza. Gostar de alguém não é a coisa mais simples do mundo. Só que, ao mesmo tempo, é. Bater o olho e ficar mudo. Sentir que todo o peso do mundo se foi e nada importa agora entre eu e quem eu gosto. Queria entrar pela tela e estar ao seu lado na foto.
O coração bateu apertado, a alma se aninhou em algum lugar para tentar se esconder da dor que a sua falta me causa, e uma angústia de saber que não poderia te ter nos próximos dias me fez perder o fôlego por um instante. Aconteceu tão rápido e lento que duvido que o tempo não tenha se confundido. Meu medo era ficar preso naquela saudade.
Quando passei pra foto seguinte, já anuviada a tensão, relaxei no sofá. Permaneci ainda uns minutos olhando com cara de bobo para os olhos da menina que me fazia esquecer de qualquer coisa e viajar em pensamento para o lado dela. A verdade é que você vai estar sempre comigo, morando dentro de mim.
Não acredite no silêncio da minha voz, na frieza do meu corpo, na alegria do meu sorriso, no meu olhar distante, nem nas palavras da minha boca, não acredite quando digo não sentir nada.
Não acredite...sou disfarce, sou mentira quando tento enganar-te !
Sabe o que é mais gostoso do que um abraço? Esse simples pesar do meu corpo contra o teu. Sem carícias, sem afagos, só meu corpo pesando sobre o teu, enquanto esvazio de uma forma sutil e quase desapercebida o ar dos teus pulmões, inúteis por sinal, quando o que respiras sou eu, não oxigênio. Só meu corpo pesando contra o teu e deixando a gravidade unir o que já não sabe mais ficar separado.
Você vê o meu rosto, mas não a minha alma.
Você vê o meu corpo, mas não o meu coração.
Você vê os meus olhos, mas não o que eu vejo.
Você ouve a minha voz, mas não o que eu sou.
Diário querido, hoje fraturei uma parte muito importante do meu corpo. O que me impressionou nas pessoas foi o fato de não me perguntarem se estava bem, se eu queria ajuda. Foi a desumanidade delas apenas por não ter sangrado. Sangue não houve, mas aqui dentro de mim parece ter passado um furação, uma onda tão grande que arrastou e jogou tudo pro alto. Estivesse caindo muito nesses últimos meses, acho que o mundo nunca esteve ao meu lado. Posso dizer que tentei ir em diversos médicos, tomar vários remédios para tirar a dor e de nada adiantou. Uma dor forte que provoca ânsias de vômitos terríveis e me joga para dentro de casa no escuro de meu quarto. Que me derruba na cama e me bate, me espanca. Que tira meu folego e arranca lágrimas. Essa droga de coração está batendo lento, sinto que está ameaçando parar. Mas já dizia os velhos sábios; ninguém morre de amor. O que mata é o que sobra dele. Maldito coração, apronta e quem sofre sou eu. E o pior, é que se ele voltar te ver amanhã, vai se apaixonar novamente. Mal se cura de uma ressaca e já é risco de querer tomar mais doses dessa droga de amor. Acho que ando precisando isolar, trancafiar meu coração, quem sabe assim consegue aprender ter mais amor próprio antes de tentar se aventurar por ai sabendo que o resultado vai ser um belo de um tombo.
Houve um dia...
em que eu acreditei que tua sempre seria...
Houve um dia..
em que colar meu corpo no seu era só o que eu queria.
Houve um dia...
em que eu decidi que pelos teus olhos olharia.
Houve um dia...
em que tomei a decisão de que pra qualquer lugar do mundo eu te seguiria.
Houve dum dia...
em que a tua presença foi toda a minha companhia.
Houve um dia...
em que eu acreditei que tu jamais me trairia,
jamais me deixaria,
jamais partiria.
Houve um dia... de tanta alegria
tudo era poesia...
Houve um dia...
em que me dei conta de que você pra mim apenas mentia.
RETORNO
Sinto a paixão fluir em meu corpo,
acelerado, meu coração à bater.
Aguardo ansioso, teu amor em retorno,
sem o qual será, muito duro viver…
Penso em ti a cada momento do dia,
meu tempo parece querer não correr.
O mundo é gelado sem tua companhia,
só serei de fato feliz, quando unido a você.
Deus te brindou com beleza e ternura,
tu findaste a seduzir-me de imediato.
Ao passares por mim, sou levado à loucura,
de desejo incontido, de te ter ao meu lado.
Através de poesia, quero teu coração tocar.
Quem sabe um dia sentir todo teu calor.
Pretendo ser aquele que vá sempre te amar,
orando aos céus, agradecendo ao Senhor.
Por meio da minha arte, te conquistarei,
sei que a persistência me será recompensada.
Te enlaço cada vez mais a cada verso, isto bem sei,
muito em breve tu serás minha amada namorada !
Deixo neste papel toda a tinta da pena,
em que está sendo escrita minha paixão total.
Magnânimo e sincero findar do poema,
no qual tu estás sendo, o meu tema central…
Quando eu, na consciência da alma, estou em sintonia com a energia do meu corpo, estou em sintonia com Deus, meu ser recupera a ordem.
Quando te toco com os olhos meu corpo canta como música, fala em poesias, se entrega em poemas e se abre feito flor.
Pisando na areia já não sinto os pés
Sinto apenas meu corpo tomado por alma
As ondas que teu dançar me traz
Hipnotizam-me e me trazem a paz
Meus pés já não tocam o chão
Já estamos os dois
Alma e corpo
Em seus braços clamando pelo teu seio
Alimente-me de luz
Mãe generosa de amor
Seque minhas lágrimas
Troque-as por água do teu mar
Me faça dançar em tua maré
Me ensine de que maré é feito meu amor
Teus olhos morenos de mar
Teu canto, meu canto, meu olhar
Me conte porque tenho o mesmo olhar
O teu olhar com encanto
Encanto da sereia
Venho a areia pra clamar
Ó minha mãe me leve pro teu reino
Pois só me entregando a ti
Posso me entregar a mim
Odoyá
O sertão e o meu corpo
Caminho, sem pressa,
Por uma, longa e tortuosa, estrada.
Meus pés já não suportam a dor,
Os cortes, os calos,
Pois a terra é firme
E meus pés, fracos,
Não resistem a tamanho impacto.
Terra seca, empoeirada,
Vegetação arbustiva,
Árvores espinhentas, sem vida,
Sem água, sem nada,
Mas que apesar da triste arquitetura,
Conserva rústica beleza,
Traz sentimento de compaixão,
Cansaço e ao mesmo tempo, ternura.
De repente as nuvens amontoam- se,
Despejando sobre a terra seca,
Gotas frias, figura grotesca,
Gélida, sombria.
Cada gota açoita minha pele,
São chicotes impiedosos
Que marcas tão profundas,
Hematomas causam à minha pele,
Já que de um ambiente tão seco,
Água tão aguda,
Relva, grama, vida, nada cresce.
Portanto, aos poucos, as escassas flores
Que a fina chuva cresceu,
Vão morrendo, desgastando, fenecendo...
O seu corpo interior é mais doce que qualquer doçora, o meu corpo sentindo a sua temperatura, provar os seus labios é como qualquer coisa que não é deste universo, eu quero ficar consigo no espaço sentindo os seus passos, reparar e sentir os seus movimentos reazam os sonhos dos meus pensamentos.
Pensamentos longes
Por alguns instantes
Aposento meu corpo
sobre a poltrona da sala
e começo a navegar...
junto com minha mente, levo minha alma;
vou com calma,
pois não há motivos
para me apressar...
com pensamentos longe
onde vivem os monges...
lembro-me daquela criança
que é a esperança, de um dia melhor...
pela qual devíamos criar e educar
ao invés de desprezar,
e no mundo do crime
fingir que ela não vai passar...
Vão se acalmando meus pensamentos
Com a doce calma do vento
Meu corpo fica leve
Mas não consigo me mexer
O sol esta forte
Mas está tudo a escurecer
Minhas pálpebras estão pesadas
Mais que o fardo de minhas falhas
O lado bom disso
É que a paz vai dominando meu coração
No rádio uma simples canção
Até parece que está em paz a minha nação
Na tela do computador tem um sorriso
Que sempre me faz lembrar o paraíso
Tudo vai sumindo de vagar
Me sinto tão leve quanto o ar
A dor de um corpo cansado
Que vive correndo atrás da liberdade
Acaba sendo escravizado
Some e me deixa uma mensagem:
“Continue atrás do amor
Não escute as injurias da dor”
Assim eu dormi
Com encanto de Morpheu
O maldito se aproveitou
E roubou um poema meu
Justou o que ia dar aquela moça
Que tirou um suspiro meu
Minha cabeça quer te odiar, meus olhos não querem mais te ver, nem meu corpo te abraçar. mas meu coração não para de te amar.
Meu corpo clama pelo teu.
Durante a noite e o dia,
Não lhe tiro da cabeça,
Me perco em tudo que fazia.
Nem a poesia é a mesma,
Ela queima inflama no meu eu,
Flameja intensamente,
Como meu corpo pelo teu.
Sou teu por inteiro,
Não te deixo esquecer,
Pois a poesia perde a vida,
E eu não existo sem você.
Cada minuto que passo sem ti,
É uma eternidade infundada,
Sem sentido, sem vida!
Quero você e mais nada.
Cada segundo do meu dia,
É teu! Não me sai da mente,
Nenhum instante...
Lindo isso que a gente sente.
Preciso sentir você,
Nem é mais uma vontade,
Eu preciso tê-la comigo,
Um minuto, uma vida, eternidade.
És tudo que tenho, tudo que quero,
Meu mundo gira em torno do teu,
Não sei falar sobre isso,
Este verso se perdeu.
Meu anjo lindo, meu amor,
Que me enlouquece de paixão,
E cada carinho que me faz,
Me embriaga o coração.
Eu sinto tanto por ti,
sem medo, sem engano!
E sem temor nenhum...
Digo e repito, te amo...te amo.
Quanta poesia inútil!
Esse poeta lhe escreveu,
Poderia resumir tudo,
Dizendo que sou teu!
Você pode chegar aos meus lábios, até meu corpo, mas nunca vai chegar no meu coração. Porque aqui meu bem, é desapego pelo que não vale a pena.
