Mensagens de Solidão
A solidão da espera é uma das mais cruéis , se fortalece a fé, mas a incerteza dilacera a alma, atormenta os pensamentos, mil devaneios se manifestam.
As hipóteses se multiplicam, e as certezas diminuem a cada minuto.
A solidão da espera é tormento, agonia, minutos que se tornam horas.
Na solidão da espera, você conversa com Deus, pede só mais um tempo, explica que ainda não está na hora.
Na solidão da espera você sabe que não pode fazer nada, só confiar que Deus sempre faz tudo pelo melhor, que tens que aceitar o que ele decidir.
Na solidão da espera, a alma se apequena, e se tem a consciência da nossa insignificância, e do que realmente importa nessa vida.
Na solidão da espera, para não sufocar, só me resta escrever.
Na solidão de meu pensar,
entrei em vilas, cidades e em vários lugares nesse mundo,
ousei viajar, ousei procurar, ousei parar e continuar,
Um dia te perdi, por paixão te perdi,
por Amor te procuro, te chamo, grito teu nome aos quatro ventos,
porém tu não me ouves e se me ouves, não me ouves,
decidi então te esperar, pois nunca deixarei de te amar.
A Ti mulher, sábia, justa e perfeita, dedico meu ser e minha vida, mesmo que não me aceites em teus braços. Eu sempre te amarei.
Me lancei antes profundamente na solidão, para mais tarde provar ainda fundo o que se denomina felicidade;
CULPADA!
Pensou, pensou e pensou...
Mas sequer o fez.
Deixou passar,
quis a solidão,
mas nunca se sentiu tão só.
Perdida em meio a culpa solitária,
não soube viver.
Das mais escuras nuvens, cultivara.
Pelas mais escuras nuvens, morrera.
Solidão não é viver solitário, é sempre entender que um corpo sempre estará ao lado de algo com o qual nunca se fundirá. Solidão não é solidez nem é artificial. É um distante, vasto e vago sobrenatural multidimensional.
Sou apenas a solidão...
Sou tão breve quando a vida que continua e termina por apenas por existir...
No brando sentido da alma perdida por ser uma tímida folha seca...
No profundo horizonte a poeira invade o espírito forasteiro...
Tão breve possível que debate na sua morte todavia perfeita paixão...
Sendo essa fúria a força do destino dando desculpa por ainda estar entre nós...
Viver ou morrer?
Há coisas que fazem
Minha solidão
Caminhar na praia
Sonhar no colchão
Eu já não sei o que fazer
Viver ou morrer?
Meu choro é sincero
Um chá pra dormir
Sem apologias aqui
Eu gosto de você
Mas gosto mais de mim
Caminhos que não se cruzam
E não tem fim.
Silêncio, Solidão e Angústia
O medo de ouvir
O medo de sair
O medo de ver
O medo de falar
O medo de tocar,
O medo de sentir
O medo de conhecer
O medo de tudo
O medo de viver
A vida
No Silêncio, Solidão e Angústia
No Silêncio, Solidão e Angústia
O medo de não ouvir
O medo de entrar
O medo de não ver
O medo de calar
O medo de deixar
O medo de não sentir
O medo de não saber
O medo do nada
O medo de perder
A vida
Na Solidão, no Silêncio e Angústia
Na Solidão, no Silêncio e na Angústia
Letra e Música: Alfredo Soares Moreira Filho
Data: 13/08/2021
Sinceramente não sei explicar, mas constantemente transito entre a solitude e a solidão, onde em um tenho total controle sobre tudo e consciência, mas com o outro me vejo no caminho contrário...
Me sinto perdido e desamparado. Uma estranha sensação de estar incompleto, um vazio que dói... dói muito.
Um desejo, uma necessidade descontrolada de encontrar algo que me complete, que faça essa dor desaparecer.
Não sei explicar, mas a sensação é de que estou em busca de algo que em algum momento já me pertenceu, e que por algum motivo perdi... Talvez quem sabe em uma vida passada.
É estranho demais sentir tanta falta de algo que não me lembro de ter tido, mas que de alguma forma, eu sei que já fez parte de mim.
Deixa a solidão te machucar
Como um cajado te cutucando
Até que você se revolte e revide!
Deixa a solidão te machucar
Até que te encoraje a agir.
RECÔNDITO
Falei tanto de solidão, de devaneio
De sonhos, galanteios e desgraça
Em tudo fugaz, que vem e passa
No piscar de olhos, com que veio
Tal desventura e ventura e graça
Choro e riso, a liberdade e o freio
Tão pouca a sorte tive no sorteio
Tudo agridoce tal fogo e fumaça
O autêntico senso, é de mansinho
Penetra na alma, no amor orgulho
Tem olhar manso e melhor carinho
Se vem e devassa, é um engulho
Silencia, no doce poetar, definho
Suspiro, perfurando sem barulho
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2018, 06 de outubro - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Alguém com mente criativa nunca deveria sentir solidão, e se sente, ela só é mal interpretada. Estar consigo mesmo, quando se é produtivo, torna impossível estar só de verdade, não há como, pois são muitos a dizer o que podemos fazer.
ÚLTIMA VIA
Ao transpor os umbrais da solidão
Tento a inebries do esquecimento
Deixei de lado o vazio sofrimento
Entalhando o sentimento e emoção
Dá-me a vida, ó sensação doída
O amor noutro amor se escafedeu
Nesses sussurros o pranto é meu
E a paixão suspira na despedida
E, se um dia alguém te perguntar
Não diga nada, assim, deixa estar
E cá fico eu com a minha poesia
Nesta sofrência daqui do cerrado
Solitário, vai-se indo, imaculado
Pois tu foste a minha última via...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de outubro de 2021 – Araguari, MG
Solidão
Estar sozinha para mim nunca foi um problema, todos nós em alguns momentos precisamos dela. Quando eu estou sozinha é como um momento de liberdade, meu momento de felicidade.
Quando eu estou sozinha escrevo, leio, desenho e tenho um silêncio que é escuro, frio e reconfortante. O mundo é solitário e se estende em momentos de dor, tristeza, felicidade e o medo.
O nosso maior erro é ter medo do que vem a seguir, a única certeza que temos na vida é a morte, ter medo dela é assustadoramente agonizante, para onde vamos? Espíritos existem? Eu vou para o céu ou inferno? A verdade é que não temos certeza de nada dessa vida, muito menos da morte. A vida é muito curta, para alguns 100 anos é muito, para mim, 100 anos é menos de 0% do universo, não somos nada comparado a ele.
Daquela vez ela beijou a noite como se fosse homem.
Entendeu que a solidão era boa conselheira.
O céu era um livro bonito para folhear.
E o vento sabia sussurrar ternuras
Adormeceu enquanto amanhecia.
Foda se a sociedade
Talvez eu não seja normal
Gosto da solidão, e do preto em qualquer estação
Cheio de defeitos, mas quem é perfeito?
A cada dia mais ao fundo do poço
Sorriso no rosto
Ninguém viu
Enquanto sofria ou sofro
Sociedade cruel
que nos empurra um pedaço de papel
Que nos dão um nome e uma religião e
Nos engana com mentiras
Prometendo nos, uma vaga no céu
Foda-se
Essa sociedade que julgou e julga
Que prega a liberdade de expressão
A uma população educada a ser muda
Que fabrica história e distorce a verdade
Nesse mundo de ilusão e meias verdades
Criei minha própria realidade
