Mensagens de Invasão
Lágrimas
As lágrimas que invadem os meus olhos
Chegam como a força de
Um riacho que transborda
Por causa da tempestade.
Que escorrem feito um
Rio confuso formado apenas em minha mente.
Sem direção,
Lutando para se reencontrar.
Lágrimas choradas jogadas ao vento.
Lágrimas que jamais deveriam ser derramadas.
Pois o meu amor você não merecia.
Hoje não tente mais encontra-las em minha face.
Pois tudo o que você encontrara serão apenas sorrisos.
Lindos sorrisos
Que brotam de uma
Imensa felicidade.
Pois aprendi que nunca devo chorar por amor,
Pois a única pessoa que merece minhas lágrimas
Jamais mim fara chorar...
E é seu. Esse sentimento que me invade e me enlouquece. Desgrudando a tinta da parede com as unhas, eu te quero aqui. Ah, como eu te quero aqui. Me embalo no cobertor, me descubro, me arranho e assumo, é seu o meu amor! Me olho no espelho, figura pequena e sem graça que guarda dentro de si algo mais poderoso do que uma arma nuclear, eu tenho amor, ah! E ele é seu, ah, todo seu. Quando me pega pela cintura, posso jurar, eu danço, a melhores das músicas tocando em minha cabeça, fazendo as pernas bambearem, a mente rodar, a mão estremer e os lábios sorrirem. Ah, é esse meu amor... que é seu amor.
Incrivel a maneira como palavras e sentimentos invadem meu quarto no silêncio da noite. É algo a temer, escrever e ser fragil, simultaneamente, a essa hora faz de mim uma menina irreal"
Noites assim
Faço coisas sem sentir
Agarrando-me ao travesseiro
Deixo a saudade me invadir
Somente para sentir seu cheiro
As noites eu rolo na cama
Com o coração tão magoado
Tento recupera minha calma
Recordando do passado
Vasculho minha vida então
Procurando uma recordação
Que me leve à razão
Encontro-me com a solidão
Querendo preencher minha vida
Sinto muito solidão, hoje não!
29/09/13
Quase sobreviventes de nós mesmos
por um passado que já
não nos habita mais,
mas que nos invade sem pedir permissão.
Assombrados pela sua falta
e a necessidade de um recomeço.
Se perde no mesmo momento
em que se permite ser achado.
Pelo medo.
Pela necessidade.
Acordar de um sonho
e voltar à realidade.
Fugir do que insiste em existir,
buscando uma unica oportunidade
pra descobrir o minimo vazio,
o tomando como moradia.
E vive,
por um único aviso e certeza:
Ainda somos quase sobreviventes
de nós mesmos.
Que todo o carinho do mundo, esperança e fé nas coisas boas
invada o seu coração de repente e não acabe nunca mais!
"FENIX"
Seiva suave...
aromática e quente
como a gota invadindo.
A alma...
como chuva descendo
pelas ladeiras do corpo
...ah! e então dormitar
na calma da madrugada
e envolver-me no sonho
de teu sorriso,
como Fênix que perde-se
em seu vôo.
Sim, meu amor perene,
tão incansável e bravo.
Meu sonho imperioso
tão premente em minha gota.
Meu vôo, meu fogo e meu ar.
Sou terra!
as matas colorem meu corpo,
minhas danças místicas são envolvidas,
pelo canto do pássaro mestre.
Sou solitária... não sou solidão,
sou apaixonada e viajo nas asas
da Fênix de emoção.
O amor é o organismo... e o ciúme e as mentiras são os vírus.
Quando estes vírus invadem o organismo contaminam toda a relação.
Quando as pessoas que amamos se vão,
um vazio do tamanho do infinito invade nosso ser.
Quando as pessoas que nos amam se vão,
invadimos o infinito a procura de alguém que as substituam.
O som da cidade de Campinas ecoa além das ruas e avenidas, invadindo a noite e a minha imaginação no ritmo de um poema.
O público invade o privado, e o privado transborda no público — a fronteira se apaga, a vaidade se propaga.
Perde-se o abrigo, dilui-se o limite: a autonomia cede à patrulha social, a família se dobra ao discurso oficial.
A mercantilização do eu faz da autenticidade uma raridade, transforma a intimidade em produto e reduz a privacidade a luxo esquecido.
Não era o invasor, mas o invadido; não queria só desvendar, mas ser desvendado. Ele a amava, admitiu. Precisava ser amado.
"Invadir o impossível é coragem para quem sabe que a fé em Deus transforma limites em testemunhos."
A menina que abraçou o mar
Sinta-se em paz
Ele é seu
Aperte com vontade
A onda que invade
É o mar lhe fazendo carinho.
Você o completa
Ele retribui
Força imparável da natureza
Dois formando um de rara beleza
És a menina que abraçou o mar.
A Lua aprova a união
Ela é o horizonte imensidão
Testemunhas do amor incondicional
As ondas quebrando em espiral
Formando nuvens de espumas aos seus pés.
A areia acariciando seu existir
A correnteza que não lhe deixa partir
O infinito implorando para você ficar
E as estrelas sempre irão lhe admirar
Afinal, você é a menina que abraçou o mar.
Dia 42.
Segue saudade,
No compasso do coração,
Me invade,
Sorrateira e covarde,
Passa-me a rasteira,
Deixa-me triste,
Sem eira nem beira,
Insiste,
Eu insisto,
Sou fiel ao meu amor não desisto,
No meu olho caiu um cisco,
Chorei,
A voz embargou na vontade,
Do abraço com cheiro,
Do beijo,
O tempero,
Daquilo que não passa ligeiro,
No teu olhar descobri,
Na tua voz vivi,
Faria tudo de novo,
Agora espero o novo,
Recomeço.
Do cartão de ponto à conexão 24 horas, quando o trabalho invade a esfera privada; da precarização do trabalho com freelancers, motoristas e entregadores de aplicativos à automação que substitui empregos; da economia da atenção ao capitalismo de vigilância; do consumo que define identidade à fragmentação da experiência coletiva — cada um em sua bolha informacional; e do sucesso que virou imperativo moral de autocobrança, na cultura do desempenho e da comparação constante.
Essa dimensão revela como o capitalismo digital coloniza desejos, comportamentos, valores e modos de vida, redesenhando a organização social e subjetiva.
Vivemos uma época de contradições, em que a liberdade aparente se converte em obrigação de reinventar-se, vender-se e melhorar constantemente, enquanto opressão e autonomia coexistem de forma complexa, exigindo reflexão crítica para compreender e responder aos desafios dessa transformação.
O sucesso virou imperativo moral,
a identidade se molda no consumo,
e o trabalho invade a esfera privada.
Do cartão de ponto à conexão constante, o trabalho invade o íntimo, enquanto o capitalismo digital coloniza desejos e modos de vida — a liberdade vira fardo, e a autonomia, um desafio entre opressão e reinvenção.
