Mensagem para carta
*Carta de uma paixão limerente*
Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços.
Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas.
Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca.
Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida.
Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho.
Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer.
Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar.
Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar.
Nostalgicamente,
De: Ananda C.
Para: minha musa
carta aberta para mim
você entra em uma sala como quem procura saídas de emergência.
não porque queira fugir de mim, mas porque alguém fez do amor um incêndio e, desde então, qualquer faísca parece suficiente para reduzir tudo às cinzas.
eu percebo isso na maneira como você demora para acreditar em um elogio, como transforma carinho em coincidência, como espera que eu vá embora mesmo quando acabei de chegar.
quem foi que te ensinou que afeto sempre cobra um preço?
quem foi que fez você acreditar que toda gentileza esconde uma intenção e que toda promessa nasce com prazo de validade?
às vezes eu tenho vontade de pedir que você descanse.
não nos meus braços.
na ideia de que, desta vez, talvez ninguém esteja tentando vencer uma disputa invisível. talvez ninguém queira moldar você até caber nas próprias expectativas. talvez existir ao lado de alguém não precise ser um jogo onde sempre há um perdedor.
você não precisa me amar hoje.
nem amanhã.
eu só queria que, por um instante, você parasse de conversar com o passado como se ele ainda tivesse direito de responder pelo presente.
porque eu não sou as portas que bateram.
não sou as palavras que diminuíram você.
não sou os silêncios usados como castigo.
e seria uma injustiça comigo carregar a culpa por mãos que nunca foram minhas.
é estranho…
às vezes quem mais precisa de amor é justamente quem menos consegue reconhecê-lo quando ele chega. não por falta de coração, mas porque passou tempo demais aprendendo a sobreviver. e quem vive sobrevivendo esquece que carinho não precisa ser uma negociação.
eu não quero convencer você de nada.
o amor que precisa de provas o tempo inteiro acaba se tornando um tribunal.
eu só queria que um dia você olhasse para mim sem esperar a parte em que eu decepciono.
como quem finalmente entende que nem toda história precisa repetir o mesmo final.
e, quando esse dia chegar, talvez a pergunta deixe de ser “quem foi que te machucou?”
e passe a ser:
quem foi o primeiro que fez você acreditar que ainda era possível não se machucar?
Em carta, meu último suspiro
Em carta, meu último suspiro,
Expresso o tormento que me assola. Um amor tão puro, porém maldito,
A dor que me consome, indescritível e imola.
Oh, amada estrela, minha doce paçoca, Tu és a razão de minha desventura. Meu coração se desfaz em mil pedaços,
Na angústia profunda de uma paixão que perdura.
Os céus testemunharam nosso afeto ardente,
Uma chama que queima, que não se apaga.
Mas a vida cruel nos separou, infelizmente,
E agora, na solidão, minha alma se afoga.
Em cada palavra que escrevo com lágrimas,
Transborda a intensidade desse amor que me corrói.
A dor, inescapável, como brasas a me queimar,
Numa aflição profunda que me consome e dói.
Me despeço, meu amor, com o coração partido,
Na esperança de que encontres a felicidade.
Mesmo na dor, meu sentimento é infinito,
E carregarei nosso amor com gratidão e saudade.
Que a vida te seja gentil e suave,
Que encontres alguém que te ame com fervor.
Eu parto, deixando um vazio insubstituível,
Mas meu amor por ti será eterno, meu amor.
Adeus, minha estrela brilhante,
Levo-te comigo em cada batida do peito.
A dor é insuportável, mas sigo adiante, Sabendo que em tua lembrança meu amor é completo.
Que a vida siga seu curso, implacável,
E que um dia, possamos nos encontrar além do véu.
Me despeço com dor, mas também com gratidão,
Pois nosso amor, mesmo não correspondido, foi real e cruel.
Adeus, meu amor inigualável,
Adeus, minha estrela, minha sina. Seguirei adiante, em busca de paz,
Mas jamais esquecerei a paixão que me domina.
IL
Carta que nunca te entreguei
Eu sei que você me amou do jeito mais limpo que alguém pode amar.
Sem jogos, sem fuga, sem meio-termo.
E talvez por isso tenha doído tanto.
Eu ouvi quando você disse que me amava.
Ouvi uma, duas, tantas vezes que perdi a conta.
Cada palavra sua era casa, era futuro, era permanência.
E dentro de mim havia vontade, sim,
mas havia também um peso antigo,
um cansaço que não nasceu em você
e uma resistência que eu não escolhi ter.
Existe um muro em mim.
Não foi levantado contra você,
nem para te ferir.
Ele só estava lá antes.
Toda vez que você dizia que me amava,
algo em mim queria correr na sua direção.
Mas outra parte, menor e mais antiga,
batia desesperada por dentro desse concreto,
pedindo que nada fosse aberto.
Você chamava de amor.
Eu sentia como risco.
O problema nunca foi você.
Nunca foi falta de amor.
Foi excesso de medo dentro de mim.
Quando você falava de futuro, algo em mim se fechava.
Não por desprezo,
mas por pânico.
Como se amar significasse perder a mim mesma outra vez.
Porque deixar alguém entrar
sempre significou desmoronar depois.
Existe em mim uma vontade imensa de ser amada assim,
desse jeito inteiro, sem reservas.
Eu sei que mereço.
Mas hoje eu não consigo corresponder
sem me violentar por dentro.
Eu queria sentir só o amor,
mas sentia o medo junto.
Queria ficar,
mas meu corpo gritava para não prometer
o que ainda não sei sustentar.
Você me ofereceu paciência,
futuro, permanência.
E eu sei que isso é raro.
Mas o problema do muro
é que ele não cai com promessas.
Ele cai com tempo.
E eu ainda não tenho esse tempo dentro de mim.
Eu me irritava, me afastava, me culpava.
Não porque você errava,
mas porque eu ainda não sei receber cuidado sem desconfiar.
Você merece alguém que te ame sem hesitar,
sem se irritar sem motivo,
sem carregar fantasmas que não são seus.
Merece descanso, não dúvidas.
Te deixar ir foi uma forma torta de respeito.
Porque te amar pela metade
seria mais cruel do que te perder inteira.
Talvez um dia eu aprenda a amar sem esse nó no peito.
Talvez um dia o futuro deixe de me causar náusea
e passe a parecer escolha.
Hoje, amar você exigiria
trair o silêncio que ainda me protege.
Se eu fui embora,
não foi por falta de sentimento.
Foi porque ainda estou aprendendo
a distinguir abrigo de prisão,
amor de sobrevivência.
Um dia, talvez,
esse muro vire porta.
Hoje, ele ainda é o que me mantém de pé.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
A carta
Com pavio curto uma carta foi escrita,
Em suas poucas linhas o pecado recente foi exposto,
Dois amantes um dor, duas almas frente a frente de um espelho com imagens distorcidas,
Na colisão das promessas do passado com o presente uma densa neblina era a visão do futuro,
Uma carta foi escrita, linhas em branco são deixadas para trás e na falta de folhas o fim reage com discrição.
Carta para a Vida (ou para Você)
Às vezes penso que viver exige uma coragem que nem sempre sabemos que possuímos. Coragem para enfrentar tudo aquilo que nos faz parar no meio do caminho e duvidar da força que carregamos dentro de nós. Mas, mesmo quando a dúvida fala mais alto, existe algo em mim que se recusa a desistir.
A minha intensidade me leva a viver coisas inimagináveis. Sinto tudo de uma forma que nem sempre consigo explicar, mas nunca quis ser diferente. É essa intensidade que faz meu coração permanecer vivo, acreditando, sonhando e amando.
Com todo o afeto que mora em meu peito, tento demonstrar o amor da forma mais sincera que conheço. Não gosto de sentimentos pela metade; prefiro que eles sejam verdadeiros, mesmo quando doem.
Carrego dentro de mim a certeza, a verdade, de que um dia tudo será diferente. Um dia a vida mudará, os ventos encontrarão outra direção e tudo aquilo que hoje parece distante finalmente fará sentido.
Quando olho para o mar, sinto como se ele conhecesse a minha alma. Vejo as ondas indo e voltando, trazendo e levando sonhos, medos e sentimentos, como se cada movimento fosse um pedaço de mim… ou até mesmo um pedaço de você.
Foi diante do horizonte que encontrei a paz que tanto procurava. Ali entendi que, por maior que seja a caminhada, sempre existe um lugar onde a esperança encontra descanso.
Aprendi que todo recomeço é uma oportunidade de escrever uma nova história. Não importa quantas vezes a vida nos faça voltar ao início; sempre haverá uma nova chance para viver de um jeito diferente.
Naquele pôr do sol imaginei você ao meu lado. Imaginei nossas conversas sobre a vida, nossos planos, nossos medos e os dias melhores que nasceriam depois de cada tempestade. Porque acredito que nenhuma tempestade dura para sempre.
Você é a calmaria para a minha vida conturbada. É o lugar onde meu coração desacelera e encontra abrigo.
Já senti saudade de você em um dia chuvoso e percebi que, naquele instante, tudo o que eu queria era o conforto do teu abraço.
Continuo buscando a minha liberdade, aquela que sempre imaginei viver. A liberdade de ser quem sou, sem medo, sem máscaras e sem precisar diminuir a minha essência para caber na vida de alguém.
Tenho esperança de dias melhores. E é a minha fé que me faz continuar caminhando, acreditando que ainda vou conquistar tudo aquilo que hoje existe apenas nos meus sonhos.
Ainda existe em mim a essência de uma criança: aquela que acredita no impossível, que enxerga beleza nas pequenas coisas e que nunca deixou de sonhar.
Tenho uma relação curiosa com o silêncio. Às vezes o odeio, porque ele me obriga a ouvir tudo o que escondo dentro de mim. Outras vezes, é justamente nele que encontro as respostas que o mundo não consegue me dar.
Peço apenas força para viver o meu melhor, para permanecer fiel a quem sou e para nunca desistir de mim, mesmo quando o caminho parecer difícil.
E, por fim, existe o amor.
Ao teu lado eu me sinto especial. Sinto que posso ser exatamente quem sou, sem fingimentos, sem receios e sem medo de mostrar cada parte de mim. Talvez seja esse o verdadeiro significado de amar: encontrar alguém diante de quem a alma também se sente em casa.
Se um dia eu me perder pelo caminho, espero encontrar novamente tudo aquilo que hoje carrego no peito: coragem, intensidade, afeto, verdade, esperança, fé… e amor. Porque são essas coisas que fazem de mim quem eu sou e que me lembram, todos os dias, que sempre vale a pena recomeçar.
Talvez esta carta nunca tenha sido apenas para você. Talvez ela sempre tenha sido para mim também. Porque, ao falar do que sinto por você, descobri quem eu sou. E, se um dia a vida nos levar por caminhos diferentes, ainda assim levarei comigo tudo o que você despertou em mim. Afinal, algumas pessoas não chegam para ficar; chegam para nos ensinar o caminho de volta para a nossa própria essência.
"Carta para minha filha Rebeca Xispiu"
Oi, minha filha, tudo bem?
O papai está escrevendo aqui da Bélgica para você aí no Brasil, hoje o trabalho fluiu, mas nem sempre e assim... Filha, pensei em te dar algo que pudesse transformar a sua vida de forma transbordante — daquelas que "ninguém entende", kkk.
Filha, antes de tudo, quero te parabenizar por ter escolhido entre a festa e o celular que você tanto queria. Você me mostrou que estava sendo feliz primeiro para, depois, ensinar. Você é uma escolhida, minha filha, e "escolhidos não têm escolha". Eu deveria ter escrito para você mais para frente, né? Mas, observando a vida e o mundo, senti firmeza no seu caráter. Não é dos mais perfeitos, né?! Mas eu gostei! kkk.
Você se parece muito comigo, filha. E, ah! O lado direito do pai é maior que o esquerdo, hahaha! Vai me levar para sempre agora, cê tá ligada! kkk.
Filha, eu te amo tanto que chega doer, sabe? Então decidi falar algumas coisas — não são conselhos, tá? Na verdade, é um pedido. O pai conheceu muitas mulheres, acho que você sabe. Tive uma infância curta, mas divertida. Namorei muito, amei muito, confiei muito... Me diverti e sofri demais também. Chorei, filha (e choro ainda, né? kkk), e quis morrer um montão de vezes. Mas já fiz coisas impossíveis — nem sei como, mas fiz.
Sabe, às vezes eu paro, olho pra a vida e me vem uma pergunta: Vale a pena viver? É uma voz tão suave que traz uma calma no respirar... o ar fica puro, o barulho dentro de mim silencia e ela sussurra: "Vale a pena viver?". Aí o pai tem a chance de rever tudo o que já passou. É tudo tão bonito e feio ao mesmo tempo, difícil de entender... até chegar o dia em que conheci a sua mãe. Quando olhei para ela, pensei: "Essa mulher vai me dar um Jardim".
Eu sempre quis ser pai de menina, porque eu morreria sabendo que eu mesmo ensinei mulheres a tornarem seus maridos poderosos. Eu escolhi a sua mãe. Quando a conheci, ela estava enfrentando um término, estava decepcionada, traumatizada. E conheceu um rapaz "feio na fita"! Eu. E sabe, filha... algo nela me tirou a paz. Eu não consigo mentir para ela; eu olho para sua mãe e parece que ela sabe. Por muito tempo ela me olhava e não via que eu sabia das coisas, então ela não confiava. Mas eu estudei a história da família dela. Quanta coisa aquela família passou sem ter alguém para ensinar o AMOR, minha filha.
O coração do pai esbanjava amor, e foi aí que entendi minha missão: transbordar esse sentimento. Sua mãe... bom, você conhece ela melhor que eu, né? kkk. Mas peça para sua avó contar como conheceu seu avô, como era tratada pelos pais e irmãos, como foi o casamento e se ela se arrepende. Depois, pergunte o mesmo para o seu avô e veja se ele se arrepende de tudo.
Filha, por mais que tudo pareça confuso, se eu tivesse outra vida — sei lá, de milionário — mas não fosse para ter conhecido você... Rebeca, a Helena e a Catarina, eu rejeitaria. Eu viveria tudo de novo, exatamente igual, só para ter vocês. Minhas filhas.
Quero deixar registrado: vale a pena viver, sim. Descobri isso quando olhei nos teus olhos naquela maternidade. Você estava lutando. O pai estava esperando me chamarem quando vi as enfermeiras correndo com um bebê forte, lutando para respirar. Era você. Ouvi alguém gritar: "O bebê que passou é do filho da Elizabete!". Eu não sei como cheguei onde você estava, só lembro que cheguei. Fiquei na porta, com metade do corpo para dentro, tentando não perder um chorinho seu, um resmungo. Eu não queria perder nada.
Você nasceu com um nervo do pescoço travado e sofria muito nas fisioterapias. Seus gritos rasgavam a minha alma. Mas só hoje me dei conta: no dia em que cheguei perto daquela incubadora e disse: "Oi, minha filha, o papai está aqui", você virou a cabeça e olhou direto nos meus olhos. Sem chorar, só olhou. Depois daquilo, seu pescoço doía muito, o pai não aguentava te acompanhar nas sessões, era insuportável ver sua dor... mas sua mãe estava lá! Firme, forte, louca kkk... mas estava lá.
Conhecer a história dos seus avós me fez entender a sua mãe. Quando olho para ela hoje, parece que estou lendo a Bíblia. Tenho muita coisa para escrever... mas só quero te fazer um pedido: quando você escolher um homem para confiar o amor da sua vida — pois existe o "amor da vida" e a "pessoa da vida" — escolha um que seja os dois para você.
Eu tive que lutar muito para que sua mãe enxergasse isso em mim. Ela viu a sua avó depender de um homem que cresceu sem saber o que é ser amado, e por isso não soube ensinar. Ele não foi "firmeza" com a vó. Mas vocês não. Você e sua mãe estão protegidas.
Você me dá a certeza de que estou fazendo tudo direitinho. Uma reclamada ali, outra aqui, mas não perco o foco. Obrigado por me escolher, filha. O pai vai estar aqui para o que for preciso. Conte comigo sempre.
O bagulho é louco, né? Cê tá ligada! kkk.
Te amo!
Carta ao meu amor
Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.
Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.
Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.
Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.
Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.
Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.
Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.
Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.
Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.
Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.
Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.
Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.
CARTA ABERTA A BANDA FRESNO!
(Escrita após rever um vídeo do Lucas cantando pedaços de músicas antigas só na guitarra e na voz, sendo mais específica, "Uma Música", "Polo" e uma das minhas "mais preferidas" de todos os tempos, "Absolutamente Nada", na noite de 7 de agosto de 2026).
Que nostalgia...
Que saudade dessas músicas...
Ah, anos 2000...
2011 foi quando comecei a ouvir assiduamente a Fresno. Quando finalmente entendi o que as letras queriam dizer, após o meu primeiro coração partido, misturado com a decepção de uma amizade que só existia da minha parte, e cujo fato foi esfregue na minha cara ao declarar o que sentia sem esperar retorno, apenas acolhimento e a amizade que eu acreditava existir. Queria uma mão amiga, e levei centenas de facadas em forma de palavras que ficaram gravadas na minha mente mesmo sem me lembrar mais delas.
Depois, essas músicas se tornaram trilhas de outras histórias e pessoas que amei... De outras dores e conflitos que vivi.
Obrigada Fresno , por cantar e decifrar tão bem minhas emoções. Obrigada Lucas e Tavas (Tavares), por, cantando sobre suas próprias dores e histórias, me mostrarem que eu não estava sozinha. Que não era a única que sentia com tanta intensidade. Que em algum lugar, alguém sabia como era se sentir daquela forma também.
As suas músicas mais tristes foram as que mais me salvaram, inclusive de mim mesma.
Gratidão guris!
Quem sabe um dia a gente compõe e grava algo juntos...
Ao menos posso sonhar...
Com amor e carinho aos que fizeram parte, aos que seguem sendo parte, e aos que talvez um dia também sejam parte dessa banda tão lendária e única que é a Fresno!
Um grande beijo da emo baiana,
Marcela Lobato
Carta Aberta
Meu amor,
Às vezes tento colocar
em palavras o que sinto por você,
mas é como tentar segurar
o vento com as mãos.
O que existe em mim porvocê
vai além do que se explica,
é um sentir que nasce no peito
e se espalha pela alma.
Desde que te encontrei,
tudo ganhou cor,
meus dias têm mais calma
e meu coração mais sentido.
Você chegou como quem
não quer nada,
e acabou levando tudo
o que em mim ainda era silêncio.
Te amo em cada detalhe —
no jeito que sorri,
no som da tua voz,
no teu abraço que parece casa.
Não sei quando começou,
só sei que ficou,
e que desde então,
tudo o que quero é estar
ao teu lado.
Talvez eu não seja bom com palavras,
mas se amar fosse uma língua,
você seria a minha forma de dizer tudo.
Que a vida te sorria sempre,
que teus sonhos se realizem,
e se for da vontade de Deus —
que eu continue fazendo parte deles.
Com amor,
[Seu nome] ❤️
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
Carta ao Meu Jovem Eu
Eu te escrevo do futuro, com as mãos cheias de cicatrizes
e o coração ainda teimoso em acreditar no amor.
Não fuja quando alguém tocar fundo demais,
nem endureça por medo do que pode doer.
Você vai amar errado, vai chamar de eternidade
o que era só aprendizado disfarçado.
Mas cada queda vai ensinar a levantar
com mais verdade do que orgulho.
Quando enfim amar certo, vai reconhecer:
não será pela ausência de dor,
mas pela paz de permanecer
mesmo quando o mundo tentar separar.
Carta que o silêncio escreveu
Carrego dentro do peito um mundo que quase ninguém pisaria sem se perder. Há tempestades que eu disfarço com sorriso, abismos que eu cubro com palavras simples do dia a dia. Quem me vê de fora pensa que sou calmaria… mas por dentro existe um mar inteiro tentando não transbordar. Não é tristeza apenas — é intensidade demais para um mundo que aprendeu a sentir pouco.
Às vezes tenho vontade de abrir o peito e explicar tudo que vive aqui dentro… mas paro. Porque certas dores não nasceram para serem explicadas, nasceram para serem sentidas em silêncio. Eu sigo vivendo, rindo, conversando, como se nada pesasse. Só que existem noites em que a alma fica acordada demais, lembrando que sentir profundamente também é uma forma de solidão.
Então, se um dia você perceber meu olhar distante ou meu silêncio mais pesado que o normal, não tente decifrar como um enigma. Só fique. Há presenças que curam mais que qualquer palavra. Porque no fundo, tudo que um coração intenso deseja… é alguém que não entenda tudo — mas que ainda assim escolha permanecer.
Romance Antigamente
Antigamente,
o amor chegava devagar,
como uma carta escrita à mão,
cheia de saudade e esperança.
Cada encontro era um acontecimento,
e cada olhar guardava um sentimento especial.
Não existiam mensagens
instantâneas para encurtar a distância,
mas existiam corações pacientes
que sabiam esperar.
O tempo passava lento,
e mesmo assim,
o amor crescia forte em cada lembrança.
As promessas eram feitas
sob a luz da lua,
entre conversas simples
e sonhos compartilhados.
Um toque de mãos valia mais
que mil palavras,
e um beijo carregava a
eternidade de um momento.
Hoje o mundo mudou,
mas o amor verdadeiro permanece.
Ele continua vivendo em gestos sinceros e sentimentos profundos,
lembrando que o romance
antigamente não era melhor nem pior,
apenas tinha a beleza única de quem sabia amar sem pressa.
Carta ao Remetente
Escrevo-te esta carta sem saber se o destino ainda conhece o caminho do teu coração. Guardei entre as páginas do tempo as palavras que nunca tive coragem de dizer, enquanto a saudade fazia morada em cada silêncio. Hoje, deixo que a tinta revele o que a voz sempre escondeu: ainda existe um pedaço de mim que aprende a te amar em segredo.
As lembranças caminham comigo como folhas levadas pelo vento. Cada sorriso teu permanece vivo na memória, iluminando dias que insistem em ser cinzentos. O amor que senti não desapareceu; apenas vestiu a serenidade de quem compreendeu que algumas histórias continuam existindo, mesmo quando deixam de ser vividas.
Se algum dia esta carta encontrar tuas mãos, não a leia com tristeza, mas com carinho. Ela não pede retorno, nem promete eternidade. Apenas agradece pelos instantes em que fomos abrigo um do outro, transformando o comum em algo extraordinário, como se o mundo inteiro coubesse em um simples olhar.
E, ao encerrar estas palavras, devolvo ao vento tudo aquilo que o coração insistiu em guardar. Que a felicidade acompanhe teus passos, onde quer que estejas. Quanto a mim, seguirei em frente, levando comigo a mais bonita lembrança: a de um amor que, mesmo distante, jamais deixou de florescer dentro da alma.
Carta a Outubro...
Outubro chega... Mas, não quero fazer planos...
Quero viver outubro em sua íntegra...
Íntegra de sentimentos e realizações de sonhos...
Quero sentir o vento em meu rosto...
Quero sentir a paz em meu coração...
Quero poder caminhar livremente pelos caminhos da vida...
Sem planos...
Quero... Em outubro viver...
Apenas viver...
Este é o meu único e mais valioso desejo para Outubro...
Querido "amor".... Está carta já é a milésima que te mando, e você não me dá respostas... Não corresponde as minhas duvidas e perguntas..
Eu queria te dizer novamente que você é um estúpido, tão estúpido a ponto de me fazer sofrer imensamente. Você é ilusionista,! Gosta de transformar detalhes em grandes coisas,e em importantes momentos.
Então vim lhe pedir , pra você me esquecer. Eu já sofri muito por conta das suas arte - manhas ,porque você é rebelde , nunca me ouve , e é egoísta. Não pensa nem um pouco em mim, age e sente por si próprio... Pois pra você , eu sou uma simples hospedagem da suas paixões calorosas, sou um residência em que você reside e faz questão de por nela várias pessoas que não merecem estar ai.
Eu entendo que você não me ouça, porque é tão teimoso quanto eu. Só que eu já entendi o valor de quebrar a cara, já aprendi a não sofrer,porém eu dependo de você.. Então aprenda tá? Sofrer por nada,é perder muito.
Carta para o meu pai
Cartas para um pai geralmente não começam assim,mas essa foi a foram mais explicável possível de como estou me sentindo depois de todos esses anos!
A sua presença na minha vida faz eu me sentir muito feliz,´quando converso com você percebo nossas inúmeras semelhanças,e me sinto feliz por falar com você!
Por muito tempo na minha vida lamentei o fato de não ter tido um pai,e chorei muitas lágrimas pensando em como seria bom ter sido criada perto de meu pai,foram tempos dificies!
Fui crescendo, e tive uma familia maravilhosa que me deu amor e carinho,mas, sempre senti sua falta, sentia falta de um pai presente,um pai que se preocupasse comigo, um pai que se preocupasse com o que estou sentindo...
Mas, de uma forma mais inexplicável possível nos falamos,e assim toda aquela angustia e dor por não ter tido um pai, ja havera saído de minha vida,porque hoje mesmo distante de mim, estar presente,ñão só na minha vida,mas no meu coração!
E depois de 15 anos,Deus cruzou os nossos caminhos, e saiba que o passado é passado,a sua falta naquela época não é levada como uma mágoa,mas como uma escolha de Deus, a sua ausência de 15 anos atrás,já não é mais uma ausência, porque agora tenho você!Mesmo que longe mas sei que você existe, e que você me ama!
Nunca saia de minha vida,pois depois de todos esses anos agora tenho um pai presente, e não suportaria perde-lo!
Está chegando o momento que iremos nos encontrar frente a frente, e tenho muita ansiedade por ve-lo.,sei que Deus fez tudo para nossa alegria,e depois de todos esses anos só tenho uma frase para te dizer: Eu te amo pai!
Com amor para : J.C.B
Carta a um amigo.
Prezado amigo:
Não há formas como expressar o que passo...
Coisas aconteceram, mesmo prevendo-as antes, não pude evitar, aconteceu.
Vivendo meus pequenos e grandes momentos que a vida me dá, há sentimentos, porém...
Não posso deixar me levar.
Me sentia como se estivesse afogando num profundo e grande rio, e em águas...
Não há como se segurar.
E se encontro um galho que atravessa no caminho,
Procuro o socorro, e nele vou agarrar fortemente, porque tive segurança...
E na angústia e medo de perecer, não soltei dele.
A amizade é coisa que não se faz,
Se conquista!
Ainda espero que a nossa, jamais seja envolvida com tudo o que ocorreu, pois, essa nossa vida passageira,
Oferece pouco tempo para nós.
Então...
Procuro ser feliz.
Paulo S. Krajewski.
28 de Março de 1998.
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