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Carta ao Leitor (e ao Mundo Invisível)


Se você chegou até aqui, talvez também sinta que há lugares dentro de si onde nunca esteve —
mas que, de alguma forma, sempre lhe pertenceram.


Lugares que sussurram com a voz do vento,
que sonham em línguas que você não aprendeu,
mas que o seu coração reconhece como lar.


Talvez você também tenha olhado para o céu
e sentido que era um espelho de dentro.
Que não somos apenas corpo, nome ou tempo —
mas fragmentos do Todo, carregando memórias que não lembramos,
e futuros que já nos habitam em silêncio.


Eu não pretendendo te guiar.
Eu apenas seguro tua mão por um instante no escuro,
Apenas digo: "Você não está só. Nem perdido."


Porque mesmo se o espelho que nos reflete cair,
ele não se quebrará em dor —
ele se multiplicará.


Seremos milhares de espelhos menores,
cada um revelando uma parte do que fomos, do que seremos,
do que ainda arde, e do que já floresce.


Pois somos um só ser em muitos —
e muitos sendo um só suspiro no universo.


Antes de ir, te deixo perguntas
não para serem respondidas,
mas para ecoarem em ti como constelações antigas:


Quantas vidas moram em você que ainda não despertaram?
Se você se permitisse lembrar… de onde você realmente veio?
E se quebrar não for o fim, mas o começo de se ver inteiro, em todas as direções?


Vá.
Mas leve o espelho.
Mesmo em cacos, ele ainda é sagrado.


Com luz e sombra,
Dominique, uma Existência de Caos

Edição Primeira — 2025
01
José Valdeci Dionísio • Filósofo
A Carta
de Meus
Pensamentos
✦
"Foi no silêncio que encontrei a Verdade. E a Verdade tinha um nome."
Vicência — Pernambuco
1992 — Uma vida em busca da paz interior
Estoicismo • Fé Católica • Silêncio


Capítulo — Prólogo
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Prólogo
O Homem que
Decidiu Pensar
Eu sou José Valdeci Dionísio, filósofo, nascido no ano de 1992 na cidade de Vicência, Pernambuco, e criado no município de Murupé, onde minha história lançou raízes. Não escrevo este livro para contar feitos grandiosos, mas para registrar o percurso de uma alma que demorou a aprender a ficar em silêncio.


Durante muito tempo, acreditei que viver era reagir. Reagir a tudo, a todos, a cada palavra que me feria. Foi preciso atravessar a aridez da inquietação para compreender que a filosofia não começa nos livros, mas na decisão de observar a própria vida com honestidade.


Esta obra é uma carta — não enviada a alguém específico, mas deixada sobre a mesa do mundo. Nela, reúno memórias, quedas, recomeços, a descoberta de Deus na ordem da natureza, o retorno à Igreja Católica pelas mãos de Santo Agostinho, a luta contra a ansiedade e, sobretudo, o aprendizado do silêncio como mestre.


"Se este livro servir para que ao menos uma pessoa recupere um minuto de paz interior, já terá cumprido sua missão."


— J. V. Dionísio


Capítulo I — Raízes em Vicência e Murupé
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I
Capítulo I
Raízes em Vicência e Murupé
Vicência é terra de cana e de céu aberto. Nasci ali em 1992, mas foi em Murupé que a infância se fez. Murupé não é apenas um lugar no mapa; é um modo de aprender o tempo. Ali, o dia começa cedo, o silêncio da tarde pesa, e as pessoas se conhecem pelo nome e pela história da família.


Cresci entre ruas de barro batido, brincadeiras simples e uma sensação constante de pertencimento. Minha mãe, mulher de fé e de fibra, sustentava a casa com oração e trabalho. Eu, por sua vez, sustentava a casa com preocupações. Desde cedo, havia em mim uma inquietação que não sabia nomear.


As raízes são importantes porque nos lembram de onde viemos quando o mundo tenta nos convencer de que não somos de lugar algum. Em Murupé, aprendi três coisas que me acompanham até hoje: que a natureza não tem pressa, que a palavra dada vale mais que contrato, e que Deus se revela nas coisas pequenas — no orvalho da manhã, no cheiro da terra molhada, no conselho de um idoso sentado à porta.


Minha infância não foi perfeita, mas foi verdadeira. E a verdade, quando enraizada, resiste às tempestades.


¹ Murupé, distrito de Vicência, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Região marcada por forte tradição católica e cultura canavieira.


Capítulo II — O Jovem Problemático
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II
Capítulo II
O Jovem Problemático
Fui um garoto problemático. Digo isso sem orgulho e sem auto-piedade, mas com a clareza que só o tempo concede. Dei muito trabalho à minha mãe até os trinta anos. Não por maldade, mas por confusão interior. Havia um ruído dentro de mim que eu tentava abafar com atitudes, palavras e escolhas precipitadas.


O jovem problemático não é, na maioria das vezes, um rebelde por convicção; é um homem que ainda não encontrou um centro. Eu buscava fora o que só poderia ser encontrado dentro. Queria ser ouvido sem aprender a escutar. Queria ser respeitado sem aprender a respeitar o próprio silêncio.


Minha mãe, com paciência que hoje reconheço como santa, nunca desistiu. Ela rezava. Enquanto eu me perdia, ela permanecia. Essa permanência foi, retrospectivamente, minha primeira aula de filosofia estoica, ainda que eu não soubesse nomeá-la: manter-se firme quando tudo ao redor convida ao desespero.


Escrevo este capítulo como quem pede perdão e como quem agradece. O perdão àqueles que feri com minha inquietação; o agradecimento àqueles que, mesmo feridos, permaneceram.


Capítulo III — O Despertar
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III
Capítulo III
O Despertar: Aos 30 Anos
Aos trinta anos, algo mudou. Não foi um evento grandioso, mas uma lenta fissura na maneira como eu enxergava o mundo. Comecei a perceber que havia uma verdade que se escondia de mim — não porque ela se escondesse, mas porque eu estava barulhento demais para vê-la.


Passei a buscar lugares calmos. Não por fuga, mas por necessidade. Ia para áreas de mata, para beiras de rio, para o quintal ao entardecer. Ali, em silêncio, contemplava a perfeição da natureza e a curiosidade quase infinita da mente humana. Como pode uma folha saber a hora exata de cair? Como pode o coração humano conter, ao mesmo tempo, medo e esperança?


O despertar filosófico não é um raio que cai; é uma manhã que, aos poucos, clareia. Comecei a entender que a filosofia não é acúmulo de respostas, mas a coragem de permanecer nas perguntas essenciais: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? E, sobretudo, o que permanece quando tudo passa?


Foi nesse período que deixei de reagir para começar a observar. Observar a mim mesmo, os outros, o mundo. A observação serena é o início da sabedoria. Capítulo IV — A Verdade Escondida
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IV
Capítulo IV
A Verdade Escondida: Deus na Perfeição da Natureza
Depois de procurar a verdade em tantos lugares, percebi que ela não estava escondida; ela estava evidente. Estava Naquele que fez existir o mundo e toda esta perfeição: Deus.


Contemplei uma formiga carregando uma folha dez vezes maior que seu corpo e pensei: há ordem aqui. Contemplei o céu estrelado sobre Murupé, sem poluição luminosa, e pensei: há imensidão aqui. Contemplei a capacidade humana de amar quem nos feriu e pensei: há transcendência aqui.


A evidência mais significativa da existência de Deus reside na humanidade e na natureza, que refletem uma extraordinária perfeição, onde cada elemento ocupa seu lugar adequado e contribui de forma harmoniosa para a nossa existência. Nada é por acaso. A semente, a chuva, o tempo de germinar, o tempo de colher — tudo obedece a uma lógica que não inventamos.


Deus não é uma hipótese filosófica para preencher lacunas; é o fundamento que torna as lacunas compreensíveis. Quando entendi isso, o mundo deixou de ser um amontoado de problemas a resolver e passou a ser um mistério a contemplar.


"A natureza é o segundo livro de Deus. O primeiro é a Escritura. Quem não lê nenhum dos dois permanece analfabeto do essencial."


Inspirado em Santo Agostinho. Capítulo V — O Caminho da Fé
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V
Capítulo V
O Caminho da Fé: Das Seitas a Santo Agostinho
Minha busca por Deus não foi linear. Passei por várias seitas que se diziam cristãs. Em cada uma, havia algo de bom — o desejo sincero de encontrar o Senhor — mas faltava algo essencial: a profundidade histórica, a unidade, a raiz.


Eu buscava uma fé que coubesse na minha ansiedade, e encontrava discursos que aumentavam minha inquietação. Buscava respostas rápidas e recebia fórmulas. Foi um tempo de sede.


Até que encontrei Santo Agostinho. Grande santo e filósofo da Igreja, homem que também conheceu a errância, os prazeres vazios, a busca desordenada. Ao ler as Confissões, encontrei alguém que havia sentido o que eu sentia, séculos antes. Agostinho não me deu atalhos; deu-me um caminho.


Foi estudando-o que voltei à Santa Igreja Católica. Não por tradição familiar apenas, mas por convicção intelectual e espiritual. A Igreja não é perfeita porque é feita de homens imperfeitos, mas é verdadeira porque guarda, há dois mil anos, a presença real de Cristo na Eucaristia, a sucessão apostólica e a capacidade de acolher tanto o sábio quanto o simples.


Voltei para casa. E casa, quando reencontrada após longa viagem, tem sabor de eternidade. Capítulo VI — As Tempestades Interiores
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VI
Capítulo VI
As Tempestades Interiores
Durante esse tempo, passei por momentos muito difíceis. A ansiedade sempre me fazia pensar no passado, perturbando-me com memórias, culpas e cenários que nunca aconteceram. Vivi dois casamentos frustrados. Hoje sou casado novamente, tenho uma filha com minha atual esposa e outra com minha ex-esposa. Cada vínculo me ensinou algo que nenhum livro poderia ensinar.


Esses pensamentos repetidos transformaram-se em transtorno de ansiedade generalizada. Sofri muito. O corpo parecia ter vida própria: coração acelerado, falta de ar, insônia, um medo sem nome. Demorei a entender uma verdade simples e libertadora: nosso corpo só reage por conta de nossos pensamentos.


Um dia, decidi mudar a estratégia. Em vez de lutar contra a ansiedade, aceitei-a. Aceitei-a em meu corpo e me deixei levar, mas com consciência. A cada crise, ficava em silêncio e me questionava: o que este sentimento quer me ensinar? O que estou tentando controlar que não está sob meu controle?


A fé em Deus me fez pensar na Sua vontade em minha vida e me deixei guiar por Ele. Não como quem terceiriza a responsabilidade, mas como quem reconhece que há uma Providência maior que a minha pequenez. Rezar tornou-se não apenas pedir, mas permanecer. Permanecer diante de Deus, mesmo sem palavras.


A paternidade, com suas duas experiências distintas, também me moldou. Ser pai é aprender que amar é, muitas vezes, suportar a própria impotência e, ainda assim, permanecer amando.


Capítulo VII — O Silêncio como Mestre
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VII
Capítulo VII
O Silêncio como Mestre
Meu corpo e minha mente foram mudando a cada dia. Deixei de me preocupar excessivamente com as dificuldades, não por indiferença, mas por discernimento. Aprendi a não me deixar levar por provocações e preconceitos. Entendi, na prática, que é na calma, no silêncio e na postura que se lida com situações difíceis.


Quando alguém tentar ofendê-lo, evite qualquer tipo de reação. Mantenha a postura, olhe firmemente nos olhos e permaneça em silêncio. Essa atitude frustra quem quer roubar sua paz. O silêncio não é fraqueza; é domínio. O olhar sereno não é desafio; é altivez.


Foi com a filosofia estoica de Marco Aurélio que aprendi a cada dia ficar mais organizado, preparando-me mental e fisicamente para tudo em minha vida. Marco Aurélio, imperador de Roma, escrevia para si mesmo em sua tenda de guerra: "Que a sua mente permaneça firme". Essa disciplina antiga encontrou em mim um terreno fértil.


Liguei essa prática aos fundamentos de Jesus Cristo: silêncio, paz e amor ao próximo como a si mesmo. O estoicismo me deu a forma; Cristo me deu o conteúdo. Um me ensinou a suportar; o Outro me ensinou a amar enquanto suporto.


Jesus Cristo me transformava a cada dia. Até hoje tenho dificuldades, pecados, pois não sou perfeito — sou como qualquer ser humano desta terra. A diferença é que decidi me aprofundar nos pensamentos em vez de fugir deles. E foi desse aprofundamento que nasceu este livro.


Prática Estoica
Premeditatio malorum — antecipar com serenidade as dificuldades para não ser escravo delas.
Prática Cristã
Oração contemplativa — permanecer em silêncio diante de Deus, sem pedir, apenas estando.


Capítulo VIII — Cartas de Pensamentos
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VIII
Capítulo VIII
Cartas de Pensamentos
Coleção de aforismos
I
Quando alguém tentar ofendê-lo, evite qualquer tipo de reação. Mantenha a postura, olhe firmemente em seus olhos e permaneça em silêncio. Essa atitude fará com que seu interlocutor perceba que está falando sozinho, frustrando a tentativa de abalar sua paz interior. O silêncio absoluto, aliado a um olhar sereno, demonstra maturidade, altivez e respeito próprio.


II
Muitas vezes nos questionamos sobre a origem do sofrimento e das tribulações em nossas vidas. Nesses momentos, a sensação de abandono pode surgir, mas a verdade é que as provações servem como um processo de aprendizado e fortalecimento. Deus permite tais desafios para que possamos exercitar a resiliência e manter a fé inabalável, compreendendo que a vitória é, frequentemente, o fruto da perseverança diante das dificuldades. Nos momentos de dor, busquemos força no exemplo de Jesus Cristo.


III
Onde Cristo habita, não há espaço para o rancor ou o ódio. Sua presença manifesta-se por meio do amor, da paz e da alegria.


IV
A cruz é a prova do amor de Deus por nós.


V
A maior riqueza de um indivíduo reside na clareza mental, na aceitação resiliente dos desafios e no cultivo da paz interior.


VI
Perecerão os que, mesmo em meio à fartura, buscam o declínio do semelhante. Contudo, prosperará aquele que, ainda que em privação, mantém sua confiança em Deus e dedica suas preces ao próximo.


VII
A essência da minha existência fundamenta-se em Cristo. Através do Senhor, conheci a Verdade, e essa revelação permitiu-me aprofundar meu conhecimento e amor por Ele. Jesus Cristo é o meu sustento vital, o lírio que traz pureza ao lar e a esperança de salvação para o mundo.


VIII
A evidência mais significativa da existência de Deus reside na humanidade e na natureza, que refletem uma extraordinária perfeição, onde cada elemento ocupa seu lugar adequado e contribui de forma harmoniosa para a nossa existência.


Nota do Autor
Estas frases não nasceram para impressionar, mas para lembrar. Escrevi cada uma em momentos de crise, em cadernos simples, à luz de lamparina ou após a oração da manhã. São cartas curtas que enviei a mim mesmo. Se chegaram até você, que cumpram também o papel de companhia.


Capítulo — Epílogo
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Epílogo
A Guarda
da Paz Interior
Se eu pudesse resumir tudo o que aprendi nestes trinta e poucos anos de vida em uma única frase, seria esta: nunca deixe que a provocação do outro entre no seu coração, porque a intenção de quem provoca é justamente tirar sua paz interior.


A paz interior não é ausência de problemas; é presença de sentido no meio dos problemas. Ela não vem quando tudo se resolve, mas quando você decide que não será refém do que não pode controlar.


Minha vida não se tornou perfeita. Continuo ansioso em alguns dias, falho em outros, humano sempre. Mas aprendi a voltar ao silêncio. O silêncio é minha casa. Nele, reencontro Deus, reencontro a mim mesmo e reencontro a capacidade de recomeçar.


Deixo este livro como se deixa uma carta sobre a mesa: sem exigir que seja lida, mas com esperança de que, se for, encontre um coração disposto. Se você chegou até aqui, obrigado por caminhar comigo por estas páginas.


Que você, ao fechar este livro, não feche a busca. Que o silêncio, a oração e a filosofia estoica sejam companheiros diários. Que Cristo seja o centro. E que sua paz interior seja guardada como se guarda um tesouro — com vigilância, com humildade e com amor.


Murupé, Vicência — PE
2025 • Em silêncio e oração
José Valdeci Dionísio
Filósofo
Convite à Reflexão
Após a leitura, reserve dez minutos em silêncio absoluto. Sem celular, sem música. Apenas você e seus pensamentos. Pergunte-se: o que em mim ainda reage sem necessidade? O que eu posso entregar hoje ao cuidado de Deus? Anote uma frase — a sua carta de pensamentos começa agora.

Pra você guardei


Pra você eu guardei
um amor inteiro,
dobrado entre silêncios,
como carta que o tempo
não conseguiu apagar.


E nem notei
que, enquanto eu procurava
respostas nas estrelas,
você florescia escondido
no jardim secreto do meu peito.


Não se preocupe com mais nada.
A tempestade já passou.
Levou as coisas ruins com ela,
varreu do caminho as dores,
os medos e as promessas quebradas.


Agora, o céu se abre devagar,
lavado de tristeza,
e a luz repousa mansa
sobre nossas mãos.


Tudo está novo para viver:
o primeiro abraço sem pressa,
o riso que nasce tímido,
a esperança aprendendo
a caminhar novamente.


Se ainda houver feridas,
deixe que o tempo as acalme.
Eu fico.


Fico para ouvir seu silêncio,
para proteger seus sonhos,
para amar sem exigir
que o amanhã seja perfeito.


Porque depois de tanta chuva,
há em nós uma primavera inteira—
e, desta vez,
eu não vou deixar
que o amor passe despercebido.

Carta para o "Eu" do passado.


Querido Eu de 1992,
Olho para essa foto tua, aos 20 anos, e sinto uma profunda vontade de te abraçar.


Vejo no teu olhar essa mistura bonita de serenidade, coragem e a simplicidade de quem ainda não faz ideia de tudo o que a vida guarda pelo caminho.


Se eu pudesse atravessar o tempo e parar ao teu lado por alguns minutos, não te daria atalhos, nem estragaria as surpresas do destino.
Mas gostaria de te sussurrar algumas certezas ao ouvido.


Ama sem reservas e guarda cada detalhe.
O tempo passa mais rápido do que essa fotografia consegue registrar.
Aproveita cada risada, cada abraço de quem está ao teu redor e cada momento simples do dia a dia.
São essas memórias que vão aquecer a tua alma no futuro.


Sê gentil contigo mesmo, tu não precisas de ter todas as respostas agora.
Os erros que vais cometer e as dúvidas que irão te tirar o sono vão servir para moldar a tua maturidade.
Tudo o que vier fará parte do teu crescimento.
A tua essência é o teu maior bem.


A vida vai mudar muita coisa ao teu redor.
Vai trazer alegrias imensas, mas também um momento em que o chão vai sumir completamente debaixo dos teus pés e dias em que a saudade vai parecer insuportável de carregar.
Mas ainda assim, aquilo que tens de mais puro no coração, o amor incondicional, a tua sensibilidade e a tua verdade vai permanecer intacto e dar-te forças para continuar.


Continua a caminhar com a cabeça erguida e com esse olhar focado mesmo nos dias cinzentos que irão surgir.
O futuro que te espera é feito de lutas, dor e lágrimas mas também é de uma beleza profunda que só o tempo e o amor conseguem ensinar.


Com todo o carinho e admiração do homem que te tornaste,
Do teu "Eu" do presente.

Poema - Poesia digital


Tempo atual
Poesia digital
Sem Sedex
Apenas internet
Antes era carta
Agora, mensagem enviada
Mando na tela
Do celular dela
Vários textos
Digitados a dedo
Apenas mensagens
Sem imagem
Tudo que consigo fazer
E mando para você
É rimar o que penso
Quero, nesse momento,
Poder te amar
Não apenas ter inspiração para rimar.

Carta para a Vida (ou para Você)


Às vezes penso que viver exige uma coragem que nem sempre sabemos que possuímos. Coragem para enfrentar tudo aquilo que nos faz parar no meio do caminho e duvidar da força que carregamos dentro de nós. Mas, mesmo quando a dúvida fala mais alto, existe algo em mim que se recusa a desistir.


A minha intensidade me leva a viver coisas inimagináveis. Sinto tudo de uma forma que nem sempre consigo explicar, mas nunca quis ser diferente. É essa intensidade que faz meu coração permanecer vivo, acreditando, sonhando e amando.


Com todo o afeto que mora em meu peito, tento demonstrar o amor da forma mais sincera que conheço. Não gosto de sentimentos pela metade; prefiro que eles sejam verdadeiros, mesmo quando doem.


Carrego dentro de mim a certeza, a verdade, de que um dia tudo será diferente. Um dia a vida mudará, os ventos encontrarão outra direção e tudo aquilo que hoje parece distante finalmente fará sentido.


Quando olho para o mar, sinto como se ele conhecesse a minha alma. Vejo as ondas indo e voltando, trazendo e levando sonhos, medos e sentimentos, como se cada movimento fosse um pedaço de mim… ou até mesmo um pedaço de você.


Foi diante do horizonte que encontrei a paz que tanto procurava. Ali entendi que, por maior que seja a caminhada, sempre existe um lugar onde a esperança encontra descanso.


Aprendi que todo recomeço é uma oportunidade de escrever uma nova história. Não importa quantas vezes a vida nos faça voltar ao início; sempre haverá uma nova chance para viver de um jeito diferente.


Naquele pôr do sol imaginei você ao meu lado. Imaginei nossas conversas sobre a vida, nossos planos, nossos medos e os dias melhores que nasceriam depois de cada tempestade. Porque acredito que nenhuma tempestade dura para sempre.


Você é a calmaria para a minha vida conturbada. É o lugar onde meu coração desacelera e encontra abrigo.


Já senti saudade de você em um dia chuvoso e percebi que, naquele instante, tudo o que eu queria era o conforto do teu abraço.


Continuo buscando a minha liberdade, aquela que sempre imaginei viver. A liberdade de ser quem sou, sem medo, sem máscaras e sem precisar diminuir a minha essência para caber na vida de alguém.


Tenho esperança de dias melhores. E é a minha fé que me faz continuar caminhando, acreditando que ainda vou conquistar tudo aquilo que hoje existe apenas nos meus sonhos.


Ainda existe em mim a essência de uma criança: aquela que acredita no impossível, que enxerga beleza nas pequenas coisas e que nunca deixou de sonhar.


Tenho uma relação curiosa com o silêncio. Às vezes o odeio, porque ele me obriga a ouvir tudo o que escondo dentro de mim. Outras vezes, é justamente nele que encontro as respostas que o mundo não consegue me dar.


Peço apenas força para viver o meu melhor, para permanecer fiel a quem sou e para nunca desistir de mim, mesmo quando o caminho parecer difícil.


E, por fim, existe o amor.


Ao teu lado eu me sinto especial. Sinto que posso ser exatamente quem sou, sem fingimentos, sem receios e sem medo de mostrar cada parte de mim. Talvez seja esse o verdadeiro significado de amar: encontrar alguém diante de quem a alma também se sente em casa.


Se um dia eu me perder pelo caminho, espero encontrar novamente tudo aquilo que hoje carrego no peito: coragem, intensidade, afeto, verdade, esperança, fé… e amor. Porque são essas coisas que fazem de mim quem eu sou e que me lembram, todos os dias, que sempre vale a pena recomeçar.


Talvez esta carta nunca tenha sido apenas para você. Talvez ela sempre tenha sido para mim também. Porque, ao falar do que sinto por você, descobri quem eu sou. E, se um dia a vida nos levar por caminhos diferentes, ainda assim levarei comigo tudo o que você despertou em mim. Afinal, algumas pessoas não chegam para ficar; chegam para nos ensinar o caminho de volta para a nossa própria essência.

Carta de despedida: Nosso mundo encantado


Querida,
Hoje, ao ver uma foto sua,
um álbum inteiro se abriu diante de mim —
não de imagens, mas de memórias inventadas,
histórias que criei e roteiros que escrevi
acreditando que seriam nossos.
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho.
E quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Nesse excesso, construí um mundo só nosso,
mas apenas eu tinha acesso.
Olho com carinho para tudo que senti.
Não acabou.
É apenas o primeiro dia fora do nosso mundo encantado.
Um mundo criado por mim,
mas que, em essência, pertencia a nós dois.
O que doeu não foi perder alguém —
foi perder o personagem que inventei,
aquele que você talvez nunca tenha conhecido.
Descobri que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve, e feito de despedida.
Me vejo como um belo arquiteto,
mas um péssimo projetista.
Criei estruturas lindas,
dignas de um conto de fadas.
E hoje, de fora,
observo o “nosso mundo perfeito”,
sem saber se você o acharia perfeito também.
Entendi que a decepção
é só a luz acendendo no cinema,
revelando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que mais gosto são os créditos.
Porque, mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas vieram de você.
Lhe agradeço por ter sido inspiração,
mesmo sem saber.
Nunca haverá mágoas
em um mundo onde só um coração pulsava.
E mesmo que esse mundo tenha sido só meu,
ele foi feito com amor —
e por isso, ele sempre será bonito.
Com carinho,
Luis

Carta Para Jesus

Filho do pai essa é pra você para dizer o que anda acontecendo aqui e nos envie ajuda para suportar o que vem pela frente, não existe chamas aqui mas o mundo pega fogo o ódio esta espalhado pelo coração dessa gente
Você mesmo disse para amar o próximo mas não temos amor próprio e sempre se destroem, quem nos ensinou esse jogo onde as diferenças nos corroem?
Não vejo tantas pessoas hoje em dia dizendo seu nome e me pergunto porque se afastaram, todos andam ocupados demais pensando em si próprio até os sábios se calaram
Só tu sabes onde tudo isso nos levará
mas eu penso que se jogamos de propósito no inferno sem se importar em estar queimando, ainda existem poucos que não se jogaram e eles estão nesse momento orando com clamor até chorando

Criaram doutrinas e regras sobre seu nome e enriquecem usando falsos testemunhos, o homem comum se diz cheio do poder e tem enganados erguendo o punho
Criam grandes bancos em forma de templos onde dentro fazem absurdos usando seu nome, criam peças teatrais para enganar o público que passa fome
Seu altar virou palco onde o pastor faz os fiéis passar do limite rodando, pulando e se jogando no chão, isso tudo virou uma aberração
A real é o falso pastor que da mansão assiste a manchete enquanto o seu pobre fiel come arroz puro ouvindo adoração, isso não faz sentido porque quando esteves aqui não pediu nenhum tostão

Agora vejamos ao redor e vemos quantas coisas ruins acontece, pessoas que matam e se matam e isso eu sei que o entristece
Talvez só esteja tudo desorganizado como quando o professor sai da sala eos alunos fazem bagunça né? Mais mesmo assim palmas para aqueles que não perderam a fé
Não vejo ninguém se tratando com igualdade os ricos se vestem como pobres pra não chamar atenção, e pobres andam como rico pra chamar atenção
Pessoas que se dizem estar ao seu louvor mas isso só acontece na igreja, fora dela falam mal do próximo com toda certeza

Será que quando voltar terás que apartar toda essa briga nossa? Ou será que ja estaremos todos mortos? Até me pergunto se vale a pena voltar, poderás contar no dedo quantas pessoas vai levar
Todos parecem desorientado sem sua presença, quantos irmãos assinam de olhos fechados sua própria sentença
Mas esse é o lugar que vivemos e destruímos o ser humano éa pior espécie será porque somos racionais? Carregamos pesos que não suportamos todos deviam ser mais emocionais
Quantas pessoas arrependidas atende por dia? Muitos amam pedir desculpas mas não evitam errar, eles tem que parar e se superar

Mas agora falando um pouco de mim me desculpe Jesus em todas as vezes que me perdi no caminho dessa estrada, quando nos momentos ruins eu não me aproximava da sua estada
Mas dizem que estas no coração daqueles que acreditam e então eu sabia que não estava sozinho, quando o receio passava eu sentia me feliz com seu carinho
Nunca pude te ver mas sei que estas na frente das decisões que tomo, nunca pude te tocar mas sei que estende as mãos quando caio sem saber como
Essa é a proteção que ninguém passa por cima, e mesmo que tentassem sentiriam medo e ficariam na cisma
Mas enfim Jesus acho que chego ao fim dessa carta e sei que sera entregue de alguma forma, obrigado novamente pela pessoa confiante que tu me torna
E que um dia todos possam encontrar sua paz e serem feliz enfim, valeu Jesus estamos contigo até o fim

A Última Carta

Eu percebi que você não estava brincando quando no lado direito da nossa cama deixou um bilhete eu percebi que falava sério quando em silêncio absoluto se foi sem que eu percebesse, estava tudo claro e tarde demais para que eu me arrependesse
E algumas horas antes estavamos juntos se amando pela última vez, eu sei que errei mas achei errado oque tu fez
Não importa aonde você esteja agora mas eu sei que deixou lagrimas no caminho, ainda não li seu bilhete mais sei que vai me emocionar um pouquinho

Eu devia ter percebido seus sinais quando saia e te deixava sozinha em casa e você não falava nada mas àquilo te deixava chateada, ou quando eu chegava cansado e não perguntava como foi seu dia isso a magoava
Para uma mulher verdadeira tudo que importa é o seu seu interior, ela da seu melhor para te fazer sentir o total amor
Pense bem antes de magoar uma garota elas não tem o coração de pedra como nos, dizem que seu coração é de gelo mas o gelo quebra ou derrete, seja maduro o suficiente quando você passa a fazer parte dos sonhos dela não aja como pivete

Agora pego o bilhete e vejo o que foi escrito e nele havia palavras que depois de lidas tambem iam embora, não posso controlar o suor dos meus olhos e me pergunto oque faço agora?
Não é fácil esquecer toda sua beleza e doçura feminina, a ficha caiu e me esmagou como eu pude fazer isso com essa menina?
Mas no final do bilhete não tem um adeus e me pergunto se isso é um bom sinal, agora eu preciso dela e juro que vou lutar até o final
Vou recuperar minha princesa e ser o melhor como nunca fui antes

Quer saber isso tudo ja me deixou magoado não consigo ficar parado pensando se ela esta bem, algumas roupas ficaram será que na última esperança ela vem?
Um homem nunca é forte o suficiente sem sua companheira ela não é apenas a mulher que vive com você e te da filhos, ela é sua melhor amiga alguém que você pode confiar, mesmo você sendo idiota cometendo erros ainda no fundo ela vai te amar
A noite se aproxima eo silêncio toma conta da sala fazendo o ambiente ficar mais tenso, não sou nada sem aquela chata as broncas dela não é nada comparado com sua ausência é o que penso
Derrapante alguem bate na porta eu me levanto para ver quem é, era ela, jogando a mala no chão e me abraçando como um furacão, me sinto o cara mais feliz do mundo não controlo minha emoção
O amor não morre do dia pra noite, talvez nasce da noite pro dia

Meu querido,
Essa é a última carta que lhe escreverei. Eu sei que já falei isso antes, mas não era verdade. Não era verdade pois eu estava desesperadamente tentando dar um ponto final em você no meu coração, mas meu coração ainda não estava pronto para isso, porque na ocasião tocava 'Pérola negra"', do Luiz Melodia e eu sussurrava "'Baby te amo, nem sei se te amo"', com o coração e a alma confusos, pesados, machucados, e milhões de músicas me lembravam você. E agora nenhuma música me lembra você, e se toca alguma e eu ocasionalmente lembro, não é com raiva ou tristeza, nem com uma saudade insana, mas com alegria, pois foi bom enquanto durou. Porque foi, não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não foi bom. Nosso amor foi como uma chuva de verão, algo doce e maravilhoso, mas que acabou rápido demais. E eu te odiei por terminar com tudo cedo demais, sem motivo e de forma imatura, como se brincar de amar fosse um passatempo para você. Há muito tempo sua irmã disse que o que você fez não foi por maldade, mas por confusão e imaturidade, e eu entendo. Agora eu entendo. Todos nós cometemos erros, o ser humano é falho e cheio de emoções, confusões, pensamentos, qualidades e defeitos, e acho que essa é a beleza de nossa espécie.
Desculpe pelo meu ódio, por eu ter me fechado em um casulo de frieza e indiferença perante o mundo e ter te culpado por isso. Desculpe por não ter vivido nosso amor intensamente, e sim medida por medida, economizando o amor para quando acabasse, porque eu sabia que acabaria logo, e acabou. Desculpe por ter te tratado mal quando veio atrás de mim após partir meu coração, é que eu estava envenenada pelo ódio. E eu te perdoo também...Te perdoo pela sua impulsividade sem limites, por me roubar e depois ir embora furtivamente, como um ladrão. Te perdoo pelas vezes que me enganou e me tratou mal, fez eu me sentir a mais insignificante e desprezível criatura, com seu julgamento sobre potente e suas palavras ácidas. Te perdoo por me enganar, e por todas as coisas que você fez de errado e eu nem lembro mais...
Como eu disse, as pessoas cometem erros e sempre vão cometer, por isso não devem fazer tempestade em copo de água como se fosse o fim do mundo. Mas no amor tudo é tempestade em copo de água, com sentimentos intensos e amores infinitos enquanto duram. E eu quero um amor infinito enquanto dure à lá Vinícius de Moraes, com a doçura de uma flor e a intensidade de uma chama. E eu sei que eu vou achar. Uma hora alguém vai aparecer e transformar todo o meu mundo.
E eu te desejo grandes realizações, beijos longos, viagens incríveis e amores que durem mais de uma estacão, pois me perdoem os poetas, mas bons são os amores perenes, assim como os rios. Eles não têm tanta emoção quanto os efêmeros, ou reviravoltas, loopings e agitações, mas eles duram. E talvez durar seja a solução, talvez durar seja a coisa mais linda do mundo em um amor. Eu vejo meus avós, por exemplo, com quase 50 anos de casados e ainda tão meigos e apaixonados. Então é isso, eu lhe desejo um amor que dure, e eu vou achar, vou achar alguém que seja...extraordinário. Obrigada pela aventura e adeus uma vez mais.

A ONU, se fizesse jus, na prática, aos princípios que representa em sua própria Carta e aos compromissos internacionais que defende, deveria ao menos questionar profundamente a legitimidade de conceder uma tribuna a quem é alvo de graves acusações de crimes internacionais.


Não deixa de ser uma contradição que Benjamin Netanyahu tenha ocupado a tribuna da Assembleia Geral da ONU em 24 de setembro de 2026, enquanto uma Comissão de Inquérito da própria ONU concluiu, em 2025, que Israel cometeu genocídio em Gaza e apontou Netanyahu entre as autoridades que teriam incitado sua prática.


Que instituição é esta, afinal, quando a voz de quem é acusado de perpetrar tamanha devastação encontra espaço no mesmo plenário destinado à defesa da paz,
dos direitos humanos e do direito internacional?


A contradição não poderia ser mais evidente.
✍@MiriamDaCosta

Carta Aberta

Você me destruiu.
Você tirou todo o meu anonimato e a esperança de viver.

Você nem sequer pensou em mim, nem em como eu ficaria.
Simplesmente se satisfez com seus desejos e esqueceu da pessoa que sempre fez tudo por você.

Você ao menos imaginou a dor que causaria enquanto estava sendo paquerada?
Você só pensou em si mesma.

Todas as noites me pergunto por que não consigo te odiar com a mesma intensidade da dor que você me causa.
Não consigo te esquecer, mesmo sabendo que, enquanto eu planejava cozinhar para você, você estava com outra.

Você me causa tanta dor que me faz duvidar se o amor é suficiente.

Você era tudo o que eu tinha — meu ponto de paz, amor, carinho, respeito, admiração e superação por tudo que passei.

Por duas vezes, você me deixou por simples desejos ou por querer ser "livre".
Não te culpo por isso, mas por não ter pensado sequer um minuto em como eu ficaria.

Eu sempre demonstrei o amor que sentia por você.
O mínimo que merecia era sua sinceridade — nem isso você foi capaz de dar.

Não aguento mais sentir tudo isso.
Parece que estou enlouquecendo, que nada mais faz sentido.
Mas, lá no fundo, sei que é por tudo que venho sentindo.

Estou destruída de todas as formas.
Tento focar no trabalho, sair, conhecer pessoas…
Mas, quando me deito, tudo volta tão forte na minha cabeça.

Quando te beijo, fico pensando por que você também me culpa pelo fim do que tivemos, mesmo sabendo que fiz de tudo para que isso não acontecesse.
Penso por que você age como se estivesse tudo bem, como se nosso relacionamento tivesse acabado por nossa culpa, quando sabe que não foi assim.

Isso me preocupa.
Porque você sempre carregará essa dificuldade de ser 100% sincera com quem ama.

K.B.

"Carta para minha filha Rebeca Xispiu"


Oi, minha filha, tudo bem?
O papai está escrevendo aqui da Bélgica para você aí no Brasil, hoje o trabalho fluiu, mas nem sempre e assim... Filha, pensei em te dar algo que pudesse transformar a sua vida de forma transbordante — daquelas que "ninguém entende", kkk.
Filha, antes de tudo, quero te parabenizar por ter escolhido entre a festa e o celular que você tanto queria. Você me mostrou que estava sendo feliz primeiro para, depois, ensinar. Você é uma escolhida, minha filha, e "escolhidos não têm escolha". Eu deveria ter escrito para você mais para frente, né? Mas, observando a vida e o mundo, senti firmeza no seu caráter. Não é dos mais perfeitos, né?! Mas eu gostei! kkk.
Você se parece muito comigo, filha. E, ah! O lado direito do pai é maior que o esquerdo, hahaha! Vai me levar para sempre agora, cê tá ligada! kkk.
Filha, eu te amo tanto que chega doer, sabe? Então decidi falar algumas coisas — não são conselhos, tá? Na verdade, é um pedido. O pai conheceu muitas mulheres, acho que você sabe. Tive uma infância curta, mas divertida. Namorei muito, amei muito, confiei muito... Me diverti e sofri demais também. Chorei, filha (e choro ainda, né? kkk), e quis morrer um montão de vezes. Mas já fiz coisas impossíveis — nem sei como, mas fiz.
Sabe, às vezes eu paro, olho pra a vida e me vem uma pergunta: Vale a pena viver? É uma voz tão suave que traz uma calma no respirar... o ar fica puro, o barulho dentro de mim silencia e ela sussurra: "Vale a pena viver?". Aí o pai tem a chance de rever tudo o que já passou. É tudo tão bonito e feio ao mesmo tempo, difícil de entender... até chegar o dia em que conheci a sua mãe. Quando olhei para ela, pensei: "Essa mulher vai me dar um Jardim".
Eu sempre quis ser pai de menina, porque eu morreria sabendo que eu mesmo ensinei mulheres a tornarem seus maridos poderosos. Eu escolhi a sua mãe. Quando a conheci, ela estava enfrentando um término, estava decepcionada, traumatizada. E conheceu um rapaz "feio na fita"! Eu. E sabe, filha... algo nela me tirou a paz. Eu não consigo mentir para ela; eu olho para sua mãe e parece que ela sabe. Por muito tempo ela me olhava e não via que eu sabia das coisas, então ela não confiava. Mas eu estudei a história da família dela. Quanta coisa aquela família passou sem ter alguém para ensinar o AMOR, minha filha.
O coração do pai esbanjava amor, e foi aí que entendi minha missão: transbordar esse sentimento. Sua mãe... bom, você conhece ela melhor que eu, né? kkk. Mas peça para sua avó contar como conheceu seu avô, como era tratada pelos pais e irmãos, como foi o casamento e se ela se arrepende. Depois, pergunte o mesmo para o seu avô e veja se ele se arrepende de tudo.
Filha, por mais que tudo pareça confuso, se eu tivesse outra vida — sei lá, de milionário — mas não fosse para ter conhecido você... Rebeca, a Helena e a Catarina, eu rejeitaria. Eu viveria tudo de novo, exatamente igual, só para ter vocês. Minhas filhas.
Quero deixar registrado: vale a pena viver, sim. Descobri isso quando olhei nos teus olhos naquela maternidade. Você estava lutando. O pai estava esperando me chamarem quando vi as enfermeiras correndo com um bebê forte, lutando para respirar. Era você. Ouvi alguém gritar: "O bebê que passou é do filho da Elizabete!". Eu não sei como cheguei onde você estava, só lembro que cheguei. Fiquei na porta, com metade do corpo para dentro, tentando não perder um chorinho seu, um resmungo. Eu não queria perder nada.
Você nasceu com um nervo do pescoço travado e sofria muito nas fisioterapias. Seus gritos rasgavam a minha alma. Mas só hoje me dei conta: no dia em que cheguei perto daquela incubadora e disse: "Oi, minha filha, o papai está aqui", você virou a cabeça e olhou direto nos meus olhos. Sem chorar, só olhou. Depois daquilo, seu pescoço doía muito, o pai não aguentava te acompanhar nas sessões, era insuportável ver sua dor... mas sua mãe estava lá! Firme, forte, louca kkk... mas estava lá.
Conhecer a história dos seus avós me fez entender a sua mãe. Quando olho para ela hoje, parece que estou lendo a Bíblia. Tenho muita coisa para escrever... mas só quero te fazer um pedido: quando você escolher um homem para confiar o amor da sua vida — pois existe o "amor da vida" e a "pessoa da vida" — escolha um que seja os dois para você.
Eu tive que lutar muito para que sua mãe enxergasse isso em mim. Ela viu a sua avó depender de um homem que cresceu sem saber o que é ser amado, e por isso não soube ensinar. Ele não foi "firmeza" com a vó. Mas vocês não. Você e sua mãe estão protegidas.
Você me dá a certeza de que estou fazendo tudo direitinho. Uma reclamada ali, outra aqui, mas não perco o foco. Obrigado por me escolher, filha. O pai vai estar aqui para o que for preciso. Conte comigo sempre.
O bagulho é louco, né? Cê tá ligada! kkk.
Te amo!

Carta à Hora Zero


Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.


Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.


Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.


Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.


Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.


Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.


Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.


Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.


Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”


Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.


Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.

“ESPELHO QUEIMADO”


Esta carta não é ataque.
É espelho.
E vocês sabem
quem vive de escuridão
tem medo de superfícies que devolvem verdade.


Entrei na vossa casa como quem leva luz no bolso,
mas vocês preferiam as lâmpadas fundidas
onde o erro dorme tranquilo.


Chamei-lhe respeito.
Chamaram-me ameaça.
Chamei-lhe limite.
Chamaram-me afronta.
Chamei-lhe paz.
Chamaram-me problema.


A fé que carregavam na boca
não cabia no vosso coração.
Versículos como maquiagem,
religião como máscara,
Deus como pretexto.


E eu vi
vi os silêncios que guardam pecados,
vi segredos a tremer debaixo da mesa,
vi fantasmas sentados no sofá
a serem tratados como família.


Fui espelho demais
para quem nunca teve coragem
de olhar para si.


E quando percebi
que felicidade é luxo,
mas paz é sobrevivência,
soltei o peso,
soltei a casa,
soltei-vos.


Isto não é desistência.
É libertação.


Desejo-vos paz
não a de fachada,
não a que treme,
não a que esconde.


A verdadeira.


Eu sigo.
Inteiro.
Sereno.
Livre.


E vocês ficam com o espelho.
Se tiverem coragem de o olhar.

Ocitocina (Carta a Cura)

Eu sinto a sua falta todos os dias. A cada segundo, desejo que estivesse aqui. Queria olhar nos seus olhos e dizer toda a verdade, me colocar por inteira, nua, crua, com a alma exposta, mas a vida não é tão gentil, e a complexidade do invisível escaneia o presente.
Naqueles textos, cartas como biblias, me lancei em tuas mãos, mas nunca sequer as enviei. Queria poder falar daquilo que não posso, da dor, da cura, do passado e do antes. Revelar de uma vez por todas, olhando nos seus olhos, absolutamente tudo, fingindo não tremer e gaguejar pelo medo de estar em frente a alguém que tem o poder de me curar e destruir, partindo em trilhões de cacos com uma única palavra. Totalmente vulnerável, sem poder prever o futuro, vou ao abismo perguntar se na escuridão poderemos nos reencontrar.
Se houvesse só um pedido a realizar, pediria para ser, ao menos, como antes. Pra ser novamente um ombro seguro para o seu pranto. Ser capaz de tirar a sua dor, e me curar na tua presença. Deixar o inverno para trás e te levar ao nascer do Sol, ainda que ele me queime em sua radiação. Queria te dar aquilo que nunca tive, mas sempre busquei, e sei que busca também. Te segurar firme nos dias mais difíceis, secar seus olhos e dividir contigo seja qual for preço. Te levar a paz e risadas das minhas besteiras e pensamentos excessivos tão exclusivos. Te daria o mundo inteiro, junto ao sol, à lua e às estrelas, se pudesse.
Por fim, esses textos ridículos, infinitos textos ridículos, são apenas para dizer o quanto sinto e não posso conter. O quanto dói não te ter. O quanto destrói não poder te ajudar. O quanto cada segundo longe de você é como uma faca cravada no coração da minha alma.
Realmente, eles têm razão ao dizer. Cartas de amor são ridículas, e o ridículo foi muito do que te dei, mas mesmo na dor, não me arrependo de um segundo disso. Se pudesse voltar, não digo que faria o mesmo, porque buscaria consertar os meus erros, então, se só pudesse mudar o quanto senti, novamente viveria toda essa dor, só para reviver cada segundo com você, e se houvesse uma lembrança onde, ao escolher, viveria para sempre, por toda a eternidade em um único momento, seria a noite onde descobri como é sentir algo para o que ainda não inventaram uma palavra, e seria a mais feliz vivendo nesse looping, como se fosse um paraíso.
Quando foi que nos perdemos? O que eu fiz? O que fizemos? Sua beleza é a visão que procuro quando mais preciso de algo bonito para ver. Sua presença é overdose de ocitocina, cura emocional, espiritual e física. Sua voz é a melodia mais bonita em minha mente e ouvidos. Sua distância é o veneno que mata gradativamente a minha luz, levando o brilho que já não existia mais, até que apareceu dez anos atrás.
Você é a cura, a ocitocina. A musa de centenas de músicas. Nunca esqueça do quanto é. Sua luz e sombra nunca me assustaram, mas o quanto sinto e o poder disso, sempre me faz tremer ao seu lado, por me tornar tão frágil. Por saber que o meu ponto fraco sempre foi e será você.
Não quero mais fingir. Não quero meias verdades, e definitivamente não quero mentiras. Tudo o que eu queria era você, do jeito que fosse, contanto que fosse o que realmente quer também. Eu não quero e nunca quis ser uma nova prisão pra você.
Eu preciso de você, e se for um crime dizer isso nos dias modernos, não ligo, e o mundo pode até me condenar, mas eu realmente preciso de você. Você é tudo pra mim.
Com você descobri que a minha Verdadeira Vontade, acima de tudo, sempre foi você. É o meu amor ágape, e desejo que seja feliz, mesmo que longe de mim, enquanto rogo aos deuses que queira seguir ao meu lado. Pior do que estar sem você, seria ser um fardo que carregasse.
Jamais quis te obrigar a nada. Nunca quis ser uma obrigação, apenas estar mais perto. Ser um porto seguro, como antes. Sentir aquela alegria que não deixava nenhuma dor me derrubar, e te ajudar, nem fosse ficando sozinhas juntas no silêncio, caso não soubesse como explicar, ou não quisesse, e poder, ao menos, amenizar a tua dor, ser um conforto, e provar que jamais estará sozinha, porque de um jeito ou de outro, nunca iria te deixar. Jamais poderia te abandonar. Jamais te deixaria sozinha! Você é a minha melodia, a inspiração de tudo o que já fiz, e o amor de todas as minhas vidas.
A vida é tão incerta, há tanto horror lá fora, e sempre tenho medo e peço aos deuses que cuidem de você, já que agora, só assim posso fazer isso. E eu te prometo, um dia tudo isso fará algum sentido.
Obrigada pela luz e pela cura. Obrigada por me fazer sentir algo tão inominável e incrível. Me ensinar a dualidade em sua máxima potência. Por me transformar em alguém melhor, mesmo com meus inúmeros defeitos e estranheza, ainda que tenha me perdido por um tempo. Te agradeço por ter me dado a vida, quando a luz em mim havia se apagado, e me manter nessa prisão, chamada vida, se tornava impossível.
Obrigada por me ensinar sobre o amor mais profundo e perigoso, tão capaz de curar quanto de destruir, assim como o fogo que aquece, mas também queima, e que me fez, pela primeira vez, querer que houvesse mais dias e noites. Talvez nunca saiba, porque palavras são insuficientes, mas você sempre foi o motivo. A cura.
Te quero livre, e queria voar ao seu lado. Que me chamasse para ir contigo, e te mostrar as maravilhas e loucuras do meu pequeno e insano mundo. Que aqui tivéssemos o final pelo qual lutamos tanto, e pelo qual viemos a esse mundo. Você é a minha luz e sombra. O remédio que a medicina nunca encontrou, e o fel ao partir meu coração em mil pedacinhos.
Eu te amo há milênios, e seguirei amando com ou sem você. Queria que conhecesse quem sou agora. Quem me tornei. Que, talvez assim, pudesse finalmente me entender, e a verdade é que, para te ver, se eu soubesse que também quer, largaria tudo só para ficar com você, nem que fossem somente cinco minutos.
Por você, moraria dentro dos meus sonhos, só para poder te encontrar todas as vezes que fosse dormir. E ao acordar, te vejo sempre, ao fechar os olhos, ao sair de casa, ao deitar na cama, respirar, ouvir uma canção de amor... ao viver bons ou terríveis momentos, só penso em te encontrar. Queria viver nos meus sonhos, se essa for a única forma de vê-la, estar contigo, e te ouvir falando sobre o seu dia, os problemas, enquanto aprecio a beleza do seu rosto, da sua alma e do seu sorriso, me tirando e entregando toda a paz de que preciso.
- Marcela Lobato

CARTA ABERTA A BANDA FRESNO!
(Escrita após rever um vídeo do Lucas cantando pedaços de músicas antigas só na guitarra e na voz, sendo mais específica, "Uma Música", "Polo" e uma das minhas "mais preferidas" de todos os tempos, "Absolutamente Nada", na noite de 7 de agosto de 2026).

Que nostalgia...
Que saudade dessas músicas...
Ah, anos 2000...
2011 foi quando comecei a ouvir assiduamente a Fresno. Quando finalmente entendi o que as letras queriam dizer, após o meu primeiro coração partido, misturado com a decepção de uma amizade que só existia da minha parte, e cujo fato foi esfregue na minha cara ao declarar o que sentia sem esperar retorno, apenas acolhimento e a amizade que eu acreditava existir. Queria uma mão amiga, e levei centenas de facadas em forma de palavras que ficaram gravadas na minha mente mesmo sem me lembrar mais delas.
Depois, essas músicas se tornaram trilhas de outras histórias e pessoas que amei... De outras dores e conflitos que vivi.
Obrigada Fresno , por cantar e decifrar tão bem minhas emoções. Obrigada Lucas e Tavas (Tavares), por, cantando sobre suas próprias dores e histórias, me mostrarem que eu não estava sozinha. Que não era a única que sentia com tanta intensidade. Que em algum lugar, alguém sabia como era se sentir daquela forma também.
As suas músicas mais tristes foram as que mais me salvaram, inclusive de mim mesma.
Gratidão guris!

Quem sabe um dia a gente compõe e grava algo juntos...
Ao menos posso sonhar...

Com amor e carinho aos que fizeram parte, aos que seguem sendo parte, e aos que talvez um dia também sejam parte dessa banda tão lendária e única que é a Fresno!

Um grande beijo da emo baiana,

Marcela Lobato

Carta ao Destino
Caro Destino,
Escrevo a você porque dizem que é quem escreve as linhas por onde andamos, e tenho algumas perguntas sobre o desamor.


Drummond contou de uma ciranda em que cada um ama quem não o ama de volta. Foi desenho seu, Destino? Por que embaralhar assim os corações, de modo que ninguém olhe para quem o está olhando?


Vinicius mostrou como a alegria vira tristeza num instante, sem aviso. Foi você quem virou a página tão depressa? Podia ao menos ter avisado que era a última.


Machado ensinou que a dúvida entra devagar e vai corroendo tudo por dentro. Será que você também planta desconfiança onde havia carinho, só para ver o que sobra?


E Clarice sabia como é difícil alcançar o outro de verdade. Por que nos fez capazes de estar pertinho de alguém e, ainda assim, sozinhos?


Não escrevo por raiva, Destino. Escrevo porque talvez você não decida tudo sozinho. Quem sabe uma parte das linhas fique para nós, e a gente aprenda a amar melhor, a duvidar menos e a ficar de verdade quando estiver perto.


Se for assim, escreva com cuidado. E, se puder, reserve ao menos um encontro que dê certo.


Com respeito e esperança,
Um coração a caminho.

CARTA ABERTA: SOBRE A MEMÓRIA QUE ALGUNS HOMENS PERDERAM 📜✨


É triste ver uma disputa onde todos perdem. De um lado, mulheres que se esforçam dobrado para provar sua competência e capacidade. Do outro, homens que se perdem em comentários machistas e desprezíveis, protegendo uns aos outros na ignorância.
O que esses homens esquecem é que a existência deles tem um nome: MULHER.
Esquecem que:
🤰 Passaram 9 meses sendo carregados em um ventre.
🤱 Foram amamentados para que pudessem sobreviver à própria fragilidade.
🙌 Devem cada fôlego de vida ao sacrifício e à força feminina.
Atacar o feminino não é sinal de força, é sinal de amnésia. É ignorar a própria origem. Não existe evolução onde não há respeito e gratidão. Que a estupidez dê lugar ao reconhecimento, pois uma sociedade que não honra suas mulheres é uma sociedade que esqueceu de onde veio.
#RespeitoFeminino #Igualdade #CartaAberta #ForçaFeminina #Consciência

Quem sou Eu ? #1

O final da história não é feliz, talvez nunca será. Calma, não é uma carta de despedida, e sim uma história contada mais de mil vezes, entendida por uma pessoa apenas: meu ego.
Não estou nem um pouco preocupado com como você irá interpretar essa crônica, mas, sete anos atrás, era novo demais para entender o quanto a vida passa e o quanto nada é novo e tudo se repete. E, ao longo do tempo, percebi o quanto nós crescemos, seja profissionalmente, ministerialmente, pessoalmente, e isso é excelente. Mas, afinal, quem sou eu?
Entendi que, consumindo água apenas no domingo, não ficarei vivo por muito tempo. Eu nem estou falando de saúde. No entanto, o que adiantou?
Pois, domingo a domingo, o choro é livre; ir à igreja, mas a mente não está na igreja. E vamos empurrando com a barriga, só lembrando que: “Aquilo que sufoca a mente, fere o coração e mata a alma”.
Nos melhores tons, eu mudei as classes: de amores e flores para sentimentos de angústia, mágoa e dores. Mas, afinal, quem sou?
Voltei para casa, respirei e encontrei razão para a vida. E, sim, tão novo, mas na correria, refleti para não me perder da linha. Mas, afinal, quem sou eu e para que eu existo?
Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
“Por trás de uma máscara, sempre existiu um Renan real. Me perdi dentro de mim mesmo.”
A Ceia, que era para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados, se tornou só mais um evento. Até achei que tinha cura; percebi que até tem cura. Porém, construir uma casa do zero é muito mais fácil.
No palco do amor, ego, dores e flores, só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer ‘em memória de mim’ novamente?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟

Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
" Atrás de uma máscara sempre existiu um Renan real , me perdir dentro de mim mesmo."
A Ceia para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados ,se tornou só mais um evento, até achei que tinha cura , percebir que até tem cura , Porém construir uma casa do Zero é muito mais fácil ; No palco do amor , Ego , Dores, Flores só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer em memória de mim novamente?


Tchau, te aguardo numa Próxima 🤟