Mensagem para carta

Cerca de 3285 mensagem carta Mensagem para

carta para minha princesa!!


Sobre minha Princesa?⁠ ela é incrível, especial e única.
Os olhos dela brilham como siríus.
Quando a gente se conheceu eu não fazia ideia que vc acabasse significando tanto para mim, vc chegou derrepente sem avisos e eu tava totalmente perdido perdido sobre nós, mais sabia que era realmente vc que eu queria em minha vida, pois desde de p dia em que conversamos sobre nossas vidas passado, presente e futuro vi que tinha algo em vc que faltava em minha vida, sua gentileza seus olhos me olhando o jeito que vc falava, ficava horas me ouvindo falar, e eu não sabia que vc realmente me queria e ficava meio besta de falar sobre meus sentimentos e que realmente queria que vc ficasse pq em uma madrugada qualquer depois que dormi na sua casa pq começou a chover do nada eu percebi, aquela chuva não foi do nada, foi Deus planejando um futuro para nós.
Meu amor, acho que fiquei tão acelerado querendo demonstrar rapido que eu realmente te queria que fiquei cego e esqueci que ainda sou um adolecente que quer construir um futuro, mais Deus me trouxe vc em um momento em que eu tava tão perdido que não sabia nem o que fazer da vida, se eu vivia o agora ou sobrevivia o agora para viver o futuro, sua chegada em minha vida foi tão importante que eu achei o caminho do meu futuro e não vejo mias esse caminho sem vc ao meu lado. quero que seja vc, e espero que vc queira que seja eu também, quero junto com vc trilhar o começo da nossa historia. se vc quiser viver esses momentos comigo ja sabe a resposta né kkkkk

EU TE AMOOO MUITOOOOO BONITINHA

❝ ...Você me lê sem pressa, como se lê uma carta antiga, Descobrindo a história em cada linha, cada dobra. E eu sou em você a poesia que não se fatiga, A semente da paz que a cada novo dia se desdobra.
⁠Somos o encaixe perfeito da imperfeição que acalma, Do riso que quebra o gelo e a dor do que passou. Você é a melodia que embala a minha alma, Onde o simples de amar é o nosso maior louvor...❞


------------ Eliana Angel Wolf

CARTA SEM MENTIRAS

Meu querido amigo,

Eu poderia começar esta carta
te contando coisas cotidianas
e banais.
Fingir que está tudo bem,
falar sobre o tempo,
entre mentiras habituais.

Desfiar dramas e mazelas,
enquanto vejo tudo ruir.
Tentar te animar.
Enquanto choro,
fazendo graça
só para te ver sorrir.

Mas estou tão cansada
de mentir...

Apenas rezo
para estar vivo e feliz!



Andréa⁠

Carta de nascimento da nova Diane Leite
31 de julho


Hoje nasceu uma mulher.
Não nasceu de um parto físico, mas de uma decisão silenciosa.
Ela não chegou com alarde.
Chegou com consciência.


Hoje, eu sei quem sou.
Não porque alguém me explicou, mas porque eu me olhei com profundidade.
Depois de tantos caminhos, voltas, entregas, silenciamentos, eu finalmente entendi:
o que sinto faz sentido.
o que penso tem ritmo.
o que vibro é real.


Passei a vida tentando traduzir minha intensidade para o mundo.
Fui rotulada de exagerada, difícil, profunda demais.
Fui a mulher que sentia tudo, falava tudo, acreditava em tudo — e por isso quase sempre se via sozinha.


Mas agora, eu não preciso mais me defender.
Porque agora eu entendi que meu jeito de sentir, de pensar, de me mover, não é erro.
É estrutura.
É identidade.
É verdade.


Hoje, eu não me explico.
Eu me honro.
Não preciso mais caber onde nunca me coube.
Nem esperar ser compreendida para me permitir ser.


A mulher que nasceu hoje não precisa ser aprovada.
Ela precisa ser livre.


Hoje, eu me tornei essa mulher.
A que fala com firmeza e acolhe com doçura.
A que ama com presença, mas se escolhe com prioridade.
A que não finge mais ser leve para não incomodar.
A que não diminui mais a própria fome de mundo para ser aceita.


Hoje, eu abro mão de me encaixar.
E aceito, com serenidade e coragem, o desafio de me habitar.


Essa sou eu.
Essa é a Diane que nasce agora.
A que sabe quem é, mesmo que o mundo ainda não saiba.
A que não vai mais se esquecer de si mesma, por ninguém.


E isso basta.


— Diane Leite
31 de julho, dia em que me escolhi por inteiro.

Essa não é mais uma carta de amor ou de desabafo
Essa carta é um pedido silencioso a Deus
Deus eu te peço humildemente que me ajude a sair daquele lugar
Me ajude a sair daquele lugar que me aprisiona, que suga a minha saúde mental
Me ajude a sair daquele lugar que me tira a vontade de viver
Me ajude a me libertar daquele lugar tóxico e cancerígeno
Deus me ajude a sair de uma vez por todas, porquê esse lugar me faz tão mal
Deus me ajude a receber um valor justo pelo meu esforço e por todas as provações que aquele lugar miserável me fez passar
Deus senão for agora o momento de libertação, por favor que seja em breve
Sei que não sou perfeita, tenho tantas falhas, mas eu nunca prejudiquei alguém por puro prazer
Eu nunca fui uma pessoa malvada e perversa
E se em algum momento ofendi a vós, te peço que me perdoe
E te peço de todo o coração que me ajude a sair sem ser prejudicada mais do que já fui




19 de maio de 2026

Carta à minha alma gêmea


Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.


Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.


Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.


E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.


Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.

Carta à Minha Mãe


Hoje senti muito a tua falta, mãe.
Ontem também.
Os dias passam, mas
não apagam o reflexo do teu olhar protetor,
no caminho dos meus passos;
não esconde em mim a emoção
da tua eterna lembrança,
dançando nos espaços do meu relógio interior.


Suzete Brainer (Trecho do poema do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende).

Carta para o senhor Bento.


Caro senhor Bento, estou em uma viagem até a minha antiga cidade, meu pai faleceu e minha mãe disse que deveria pegar o ônibus o mais rápido possível, eu e ela não temos contato um com o outro a uns 12 anos, parece grosseiro da minha parte nunca ter ligado uma única vez para saber como anda a tia Júlia ou se nosso cachorro, o senhor Raivoso teve uma boa vida, já que seu passatempo era rosnar para todos ou até mesmo ligar para saber como ela estava ou claro, como o papai estava. Acredito que nós dois somos orgulhosos demais para isso, mesmo que ela tenha insistido muito em dizer que eu puxei minha personalidade forte do meu pai, algo que eu descarto até mesmo como hipótese. Não é que eu não tenha pensado nisso, é que acho que nenhum de nós estava preparado para dizer aquelas dolorosas e verdadeiras palavras, e quais são elas? Bem, às vezes eu não tenho certeza quais das milhares das possíveis palavras que se encaixam no contexto, no fim das contas, eu continuo pensando que ela nunca pedirá desculpas pela forma que me fazia sentir tudo, eu ainda consigo ouvir os murmúrios dela, falando em como tudo seria tão mais fácil se eles tivessem feito escolhas melhores, minha mãe sempre falava sobre como a vida dela era boa antes de todo o resto, ela ainda teria um belo corpo, teria liberdade e não estaria trancada a algo que ela no fundo nunca quis, lembro que quando ela foi embora e deixou a mim e meu pai, ela me disse que nunca daríamos certos juntos, de alguma forma, ela estava certa sabe, eu sinto que eu nunca fui um bom filho, acho que eu devia ter me dedicado mais, se eu tivesse largado tudo pelo que eu lutei e tivesse apenas aceitado ficar, acho que seríamos bem mais próximos, mas não sei se deveria sentir culpa por isso…

Hoje li sua carta mais uma vez...
Em poucas palavras eu vi o cuidado...
Em poucas palavras eu vi a preocupação...
Em poucas palavras eu vi amor...
E em suas atitudes senti tudo que escreveu...
Você me deu tudo o que eu precisei...
Sinto muito por não ser quem você precisava...
De novo...
Te fiz uma carta e nela só tem gratidão...
A vida segue e eu observo...
Com amor, com carinho e com saudades ass: Eu

Quando observamos a carta de Paulo aos Coríntios, percebemos que aquele homem havia compreendido que o amor é, de fato, a essência da vida, e que, sem ele, tudo se torna vão. Sua história nos mostra que aquele que antes era um grande religioso, mas sem amor, agora se torna um convertido, porque, ao dominar a desintegração interior, pode reencontrar-se com a sua essência divina.
Muitos de nós teremos dificuldades em saber, de fato, o que é o amor, porque não o recebemos ao chegar a esta existência, razão pela qual carregamos uma noção equivocada dele ao longo da vida. Mas o amor é algo que nasce a partir de um estado integrado da alma. Nesse sentido, isso nos permite conhecer verdadeiramente as profundezas da espiritualidade e atingir um grau de consciência que nos conduz a um estado em que nos tornamos cada vez mais humildes, misericordiosos e perdoadores. Uma elevação da espiritualidade verdadeira não nos leva a um patamar de “saber o que o outro não sabe”, mas de ser aquilo que de fato somos, reconhecendo que não sabemos tudo, porque somos limitados. Nesse sentido, passamos a ter a capacidade de servir e de descer, porque estamos conectados conosco e com o divino.
Quantas vezes, pela falta de amor, nos tornamos implacáveis e sem misericórdia. No entanto, o amor nos conduz ao equilíbrio entre justiça e misericórdia. Enquanto resistimos a adentrar na dimensão do amor, somos levados pela vida a uma escola que nos trará fatos e situações desconfortáveis para que possamos perceber o que realmente importa e, com isso, desenvolver a capacidade de discernir entre o essencial e o superficial. Esse processo é como um refinamento, em que o fogo que queima retira as impurezas para que a alma brilhe.
Ao nos reencontrarmos com o Criador, podemos reconhecer que somos uma unidade e que o outro também faz parte da nossa família. Assim, somos chamados à responsabilidade pela construção da nossa história e de uma nova relação com Deus, conosco e com o próximo. Ao nos permitirmos viver o amor humano, podemos nos reencontrar e reconstruir uma nova história fundamentada no amor divino.

A CARTA
BY: Harley Kernner

Ei, você ainda está aí? Seus braços ainda estão livres para me abraçar?
Eu tentei também buscar na sua prateleira de palavras bonitas, aquelas que você coleciona. Percorri mentalmente cada termo que já ouvi, li e decorei: as brandas, as intensas, as dramáticas, as sábias, as poéticas e as quase poéticas… Tentei usar aquelas que explicam, as que imploram e até as que tentam silenciar a dor do am

E descobri, na hora mais cruel, que palavras são inúteis quando o coração do outro já decidiu partir. E você tinha decidido ir. Não por falta de afeto, mas por excesso de lucidez. Porque tem gente que vai embora não porque não sente, mas porque sentiu demais e onde havia tanto sentimento, não havia mais espaço para você.

Eu poderia ter dito: “Fica!”. Poderia ter inventado um discurso digno de prêmio, usado vírgulas calculadas, metáforas impecáveis e aquele tipo de sinceridade que só chega quando já não resolve nada. Mas você não ficaria. Nem com “amor”, nem com “perdão”, nem com “eu mudo”, nem com todas as mais de 380 mil palavras alinhadas como soldados diante de uma guerra já perdida.

É estranho como o idioma falha de forma tão humana. As palavras servem para quase tudo, menos para impedir alguém de ir embora. Lidar com isso é quase como descobrir que as chaves não abrem todas as portas, que o tempo não cura todos os ferimentos e que nem todo sentimento pode ser dito, por mais que a gramática permita.

Percebi tarde demais que o seu silêncio agora me diz coisas que nenhum texto conseguiria contradizer. E, às vezes, o adeus não vem em voz alta: ele vem no jeito que você desvia o olhar, no jeito que arruma os óculos devagar, ou no respirar de quem já está longe, mesmo estando perto.

No fim, restou apenas essa constatação incômoda: com mais de 380 mil palavras no dicionário, eu não encontrei nenhuma capaz de mantê-lo ao meu lado. E talvez essa seja a parte mais humana e mais triste da língua portuguesa: ela explica o que sentimos, mas não pode salvar o que perdemos.

Mesmo assim, eu acredito que, na sua prateleira de palavras bonitas, ainda existe um verso que diz: “Sempre vou te esperar”.

Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas

Carta Aberta


A morte é algo que existe desde a criação do Todo, do Cosmo e do Universo.


Para nós, pobres criaturas chamadas humanos, ela é uma das experiências mais difíceis de suportar. Perder alguém é perder uma parte de nós mesmos. E quando essa perda é a de uma mãe, até mesmo aqueles que pareciam fortes como rochas descobrem que a vida possui ferramentas capazes de abrir fendas naquilo que julgávamos inquebrável.


As rochas suportam tempestades, ventos e séculos. Mas a dor cria trincas silenciosas. E quando estamos sozinhos diante de nós mesmos, dentro do profundo abismo da alma, ouvimos o eco dessas rachaduras se abrindo. O ranger da alma se torna um grito. Um grito que nasce nas profundezas do ser. E então desabamos.


Hoje vivo um desses dias.


A tempestade, o caos, o Cosmo, a morte e a dor me oferecem uma nova visão do mundo. Existe um Arquiteto do Universo, e existe o próprio Universo, que escreve todos os dias a história de cada criatura. É Ele quem sopra o ar da vida sobre a Terra. É Ele quem condensa existências inteiras nesta grande esfera azul chamada planeta Terra. E quando chega o momento, conduz nossa alma e nosso coração para lugares de paz e conforto.


Hoje, minha mãe se torna um ser encantado.


Retorna àquilo que é mais antigo que nós. Retorna ao mistério que foi criado pelo Arquiteto do Universo e moldado pelo próprio Cosmo. A morte não apenas leva; ela transforma. Ela transforma em encantamento aquilo que um dia me trouxe ao mundo.


Aquela que me gerou em seu ventre.


Aquela que me amou.


Aquela que me protegeu.


Aquela que durante nove meses foi meu abrigo contra o frio, contra o calor e contra todas as tempestades que existiam do lado de fora.


Naquele tempo eu não escutava sua voz, mas sentia seu coração.


Hoje, o meu coração bate mais forte pela perda. Bate mais forte pela dor. Bate mais forte pela ausência de não poder ouvir novamente aquilo que me acompanhou desde antes do nascimento.


Mas talvez o amor seja maior que a morte.


Talvez os corações que verdadeiramente se amam nunca deixem de conversar.


Talvez, quando o silêncio da noite tocar minha alma, eu ainda encontre sua presença escondida entre as estrelas, entre o vento e entre os mistérios do Universo.


E enquanto eu viver, uma parte dela continuará vivendo comigo.


Porque mães não desaparecem.

Soneto (parte 3)
Carta para meu lírio




Lírios azuis, flores de sonho,
Ternura que o coração sente,
Amor que não morre, não some,
Lembranças que para sempre se sentem.


No jardim da memória,
Lírios azuis florescem,
Trazendo lembranças queridas,
De momentos de amor e paz.


Seu perfume suave e doce,
Enche o ar de ternura,
Lembrando momentos felizes,
De amor e alegria pura.


Lírios azuis, símbolo de amor,
Ternura que não acaba,
Lembranças que ficam,
Mesmo quando a distância separa.

Carta para o meu próximo relacionamento
Olá, meu nome é Davi.
Sou feito de ilusões, desilusões e da certeza de que nada nesta vida vale mais do que a nossa própria paz.
Se eu puder lhe dar um conselho antes mesmo de começarmos, é este: não crie expectativas irreais sobre mim. Posso não conseguir alcançá-las e, inevitavelmente, acabar lhe frustrando. Nunca será por falta de vontade, mas porque sou apenas humano.
Já tentei ser suficiente para todos. Já tentei ser o homem forte o tempo inteiro, o mais carinhoso, o mais compreensivo, aquele que sempre coloca o outro em primeiro lugar. Descobri, da forma mais dolorosa, que ninguém consegue sustentar esse peso para sempre. No fim, quando tudo acaba, sobram apenas os cacos... e somos nós que precisamos recolhê-los.
Esses olhos que hoje carregam tristeza já foram um dia repletos de brilho. Já enxergaram o amor como um lugar seguro. Mas cada pessoa que passou pela minha vida levou consigo um pequeno pedaço da felicidade que existia em mim, até que, por muitas vezes, me senti vazio.
Se você encontrar esse vazio, não se assuste. Ele não significa ausência de amor. Significa apenas que a vida me ensinou a desconfiar antes de acreditar, a me proteger antes de me entregar.
Não espero que você cure minhas feridas. Elas não são sua responsabilidade. Espero apenas que não abra novas. Que seja sincera quando o amor existir e corajosa quando ele deixar de existir. A verdade sempre dói menos do que a mentira.
Prometo não lhe oferecer perfeição, porque não a possuo. Posso lhe oferecer lealdade, respeito, parceria e um coração que, apesar de cansado, ainda escolhe acreditar que o amor pode ser diferente.
Se um dia eu parecer distante, lembre-se de que algumas cicatrizes ainda doem quando o tempo muda. Tenha paciência, mas nunca carregue o peso de me salvar. Essa caminhada é minha.
E, se um dia nossos caminhos se separarem, que seja porque a vida nos levou para lugares diferentes, nunca porque faltou respeito, consideração ou coragem para dizer a verdade.
Hoje eu sei que amar alguém jamais pode custar o amor por mim mesmo. Aprendi, ainda que tarde, que quem se abandona para manter um relacionamento acaba perdendo os dois: a pessoa... e a própria essência.
Se você vier, venha para caminhar ao meu lado, não para completar o que falta em mim. Quero um amor que some paz, não um que me faça esquecer quem eu sou.
E, se um dia olhar nos meus olhos e enxergar um pouco de tristeza, não pense que ela é falta de amor. Ela é apenas a lembrança de tudo o que sobrevivi para que, um dia, eu pudesse encontrar alguém que escolhesse ficar... não por necessidade, mas por vontade.

Carta aberta à minha irmã

Hoje eu vi em algum lugar que era o Dia do Luto. Fiquei pensando nessa palavra por alguns minutos. Ela é pesada. Não sei se entendo o significado, talvez nem faça sentido tentar entender agora. Também não fui procurar. A verdade é que eu queria te dizer algo que você nunca vai poder ouvir. Então, vou escrever.

Quase ninguém sabe, ninguém do meu meio atual, mas até os meus 15 anos você foi minha heroína, minha fortaleza e minha confidente. Mesmo nas brigas diárias de irmãs, você sempre estava lá.

Às vezes sinto como se você estivesse lá no dia em que nasci. Acho que estava, porque você vivia dizendo que eu era um bichinho feio de tão pequena. Mas você estava lá.

Eu lembro das nossas brincadeiras na praia, de correr no quintal da vovó, de aprender a subir nas árvores com você e de fugir da mamãe quando aprontávamos. Lembro até de pular da ponte só porque você pulava. Naquela época eu sabia, só não entendia o quanto você era parte de mim.

Lembro do meu primeiro beijo e de quando te contei que meus dentes bateram nos da outra pessoa. Você riu tanto. Lembro das viagens de barco com o papai. Lembro do amor que existia entre nós e de como a gente se entendia só pelo olhar.

Te perder uma vez já foi dolorido demais. Depois dos meus 15 anos, aquela criança ficou para trás. Foi colocada em uma caixinha.

E, há alguns dias, eu liguei para a mamãe feliz, porque finalmente poderíamos nos encontrar. Eu imaginei esse encontro. A criança que estava guardada pulava de felicidade. Criei imagens de nós duas conversando, contando as besteiras da infância. Imaginei conhecendo as meninas e dizendo que eu seria a tia mais legal do mundo. Lembro de pensar: “Vou ter ela de volta.”

Mas não foi assim.

Nosso encontro foi diferente. E, dessa vez, você foi arrancada de mim mais uma vez, e para sempre. E eu não pude fazer nada. Não pude lutar, nem quebrar uma cadeira na cabeça de alguém. Pelo menos da primeira vez eu fiz isso. Eu te defendi. Briguei com todo mundo por você.

Mas, em algum momento, eu desisti. E por isso te peço perdão.

Irmã, você me deixou, mas eu ainda não aprendi a te deixar. Ainda crio lembranças que nunca aconteceram, porque é mais fácil assim. Porque, por alguns instantes, isso faz você parecer presente.

Quero que você saiba que o teu legado não vai morrer. Não enquanto eu existir.

Você sempre será a minha melhor lembrança.

E as minhas melhores histórias sempre terão você.

Com amor,

Da sua irmã, que ainda não aprendeu a viver sem você.

Carta para o amor

Me diga que está com saudade,
No meu peito não cabe mais essa
Vontade de te encontrar nessa
Cidade. Todas as tardes são
Iguais sem os seus olhos me
Fitando por instantes que valem
Por milhão, hoje eu acordei ao
Meio dia torcendo para receber
Uma ligação sua, ja são quase
Duas, e ainda estou sentado
Olhando para nossas fotos na
Minha galeria, ontem lembrei da
Sua alergia, pequenos detalhes
Sobre você que eu nunca vou
Esquecer, suas manias, seu toque
Suave, sua rebeldia, seu eterno
Apreço pela vida, a forma como
Tudo te conquista, o coração
Bondoso, e cheio de alegrias, se
Alguém dia tudo dentro de mim
Mudar, ainda estarei aqui, início,
Meio, e fim, não digo que esse texto
Tenha sido escrito para aquele que
Esta sofrendo, mas para os que
Tem alguém para chamar de amor
Valorizarem esse sentimento tão
Nobre chamado amor.

Esta é a minha carta de despedida


Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.

Carla,

Escrevo esta carta com o coração transbordando de amor e gratidão por você, minha esposa maravilhosa, minha amiga, meu tudo. As palavras parecem insuficientes para expressar a imensidão do que sinto, mas quero que saiba que cada letra carrega um pedaço do meu amor por você.

Desde o dia em que nossos caminhos se uniram, minha vida se transformou em um conto de fadas real. Você é a protagonista dos meus sonhos, a heroína da minha vida, a razão da minha felicidade. Sua presença ilumina meus dias, sua voz acalma minhas noites, seu amor me fortalece a cada instante.

Você é a amiga que me entende, a confidente dos meus segredos, a parceira para todas as horas. Juntos, construímos um lar de amor, respeito e cumplicidade, um refúgio onde encontramos paz e alegria.

Seu sorriso é meu porto seguro, seu abraço meu lar, seu amor meu maior presente. Agradeço a Deus por ter colocado você em minha vida, por me dar a oportunidade de amar e ser amado por alguém tão especial.

Prometo amá-la e honrá-la todos os dias da minha vida, ser seu companheiro leal e fiel, e construir ao seu lado um futuro repleto de felicidade e amor.

Com todo o meu amor,
Bruno

⁠Minha amada,

Escrevo esta carta com o coração transbordando de lembranças das nossas noites mágicas em Itaipuaçu. Aquele céu estrelado, tão vasto e misterioso, que testemunhou tantos dos nossos momentos mais preciosos. A brisa suave do mar, a melodia das ondas quebrando na areia, e nós dois, envoltos em um mundo particular, onde o tempo parecia não existir.

Lembro-me da primeira vez que compartilhamos esse cenário. A timidez inicial, os olhares furtivos, e então, a explosão de sentimentos que nos uniu para sempre. A cada noite, um novo capítulo da nossa história era escrito sob a luz das estrelas.

Nossas conversas profundas, os sonhos que compartilhamos, os planos que fizemos. A cada palavra, um laço mais forte se formava entre nós. E nos momentos de silêncio, quando apenas nossos olhares se encontravam, a conexão era ainda mais intensa, como se pudéssemos ler os pensamentos um do outro.

A praia à noite, nosso refúgio secreto, onde podíamos ser nós mesmos, sem máscaras, sem julgamentos. A areia fria sob nossos pés descalços, o calor dos nossos corpos entrelaçados, a sensação de pertencimento que só encontramos um no outro.

Nosso mundo, um universo à parte, onde o amor era a única lei, e a felicidade, nossa constante companheira. As estrelas, nossas confidentes silenciosas, que guardam nossos segredos e abençoam nossa união.

Que possamos sempre retornar a esse lugar mágico, onde o tempo para e o amor se eterniza. Que nossas noites em Itaipuaçu continuem a ser o cenário dos nossos sonhos, o palco da nossa felicidade.

Com todo o meu amor,
Bruno

Carta para quem está cansado de lutar


Meu filho, eu sei que tem dias em que você não quer levantar.
Dias em que você sorri por fora, mas por dentro está em pedaços.
Eu vi cada vez que você engoliu o choro pra não preocupar ninguém.
Você pergunta por que tanta dor…
e, às vezes, o silêncio parece a única resposta.
Mas escuta com atenção...o fato de você ainda estar aqui, mesmo quebrado, já é uma prova de uma força que você ainda não reconhece em si.
A dor não te fez fraco.
Ela revelou o quanto você suporta e também o quanto você precisa aprender a não carregar tudo sozinho.
Nem toda perda foi castigo.
Nem todo afastamento foi abandono.
Algumas coisas eu precisei tirar da sua vida porque estavam te destruindo por dentro, mesmo parecendo importantes.
Eu sei que você se sente injustiçado às vezes.
Que olha ao redor e pensa, por que comigo?
Mas a sua história não acabou no momento mais difícil ela está sendo moldada ali.
Você não precisa ser forte o tempo todo.
Pode chorar. Pode parar. Pode recomeçar devagar.
Mas não desista.
Tem gente que ainda vai precisar ouvir sua história para não desistir da própria vida.
Tem gente que vai encontrar força no que você superou.
Só que, pra isso, você precisa atravessar essa fase não fugir dela.
Seja paciente com você mesmo.
Você não está atrasado, você está em reconstrução.
E mesmo quando você acha que ninguém está vendo…eu estou.
Deus