Mensagem para carta
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
Carta a uma amiga que sugeriu em uma rede social, querer se casar .
depois de notar como foram as investidas dos rapazes e senhores, verifiquei que poderia ter uma chance, pois agiria assim:
Prezada (nada de querida num primeiro momento) amiga, lendo seu perfil de postagens, percebi algo que me chamou bastante atenção, que gostaria de se casar. Confesso que de imediato viajei na ideia, pois também comungo do mesmo desejo. Assim gostaria de candidatar-me para me conhecesse melhor e permitir-me também conhecê-la um pouco mais.A principio as suas fotos e seu modo de agir, mostram uma mulher interessante e especial. Pois bem, quero convidá-la para logo mais à noite sairmos para um jantar, passarei com meu motorista particular em sua residencia por volta das 21:00 hrs (prefiro com o motorista, pois assim podemos quebrar o gelo do primeiro encontro), ficando um pouco mais à vontade, podemos inclusive apreciar o céu maravilhoso e perfumado de nossa amada (peguei do Greca) Curitiba. A ideia é poder saborear um vinho todo especial em sua presença, bem como curtir amenidades, levando um papo qualquer. Desprovido da necessidade de dirigir, podemos nos tocar levemente com as mãos enquanto conversamos,quem sabe começa aí um relacionamento mais apurado e gostoso.Como sou um homem fino e educado (modéstia à parte) fique tranquila, jamais a colocarei em uma circunstancia constrangedora. Óbvio que devemos deixar as coisas seguirem o rumo natural.Saliento porém que tenho um pequeno problema, pois sou muito rico e confesso que isso às vezes causa inconvenientes, mas estou confiando em seu charme e delicadeza, para esse detalhe não mudar qualquer intenção. Ao chegarmos no restaurante,meu maior desejo será vê-la brilhar, nos passos que a conduzirão à nossa mesa.(acho que estou apaixonado).Espero que seja uma noite extremamente agradável e reveladora..
Para terminar, espero não ter causado uma impressão falsa e descabida, pois tenho certeza que além das estrelas que posso lhe dar, ainda tentarei conquistar o mundo para fazer dele, um reinado, onde só você será a minha rainha.( já estou aceitando o convite de casamento)
Para comemorar e eternizar o encontro, levarei um presente que ficará como recordação do momento vivido. uma joia que espero, aprecie bastante, apenas como um mimo. (a joia fica por conta da sua imaginação)
Rapazes, mandar recadinhos, tipo oi gatinha , estou aqui... ou o "Lacrou". me ajudam bastante, por favor continuem...
Mulheres gostam de sucesso, carinho, romantismo e amor.
e para isso me preparei a vida inteira
Carta para Luna,
Camões disse uma vez que o amor é fogo que arde sem se ver.
Paulo escreveu, em sua carta aos Coríntios, que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.
Tanto se fala sobre o amor. Tantos já tentaram escrever sobre ele. Mas hoje eu quero falar do nosso amor.
Com você, aprendi que amar também é detalhe, é dia a dia. É presença que não se pede, carinho que não se mede, conversa sem precisar mover os lábios.
Com você, tenho aprendido que o amor carrega uma pitada de mistério, dessas que aumentam ainda mais o desejo de conhecer. Que amor não é exigência nem cobrança, é ajuste, cuidado e escolha.
E, ao contrário do que muitos pensam, ele não diminui com o passar do tempo. Ele cresce. Porque, à medida que descobrimos mais uma sobre a outra, conhecemos nossas versões perfeitas e imperfeitas, e ainda assim escolhemos ficar.
Com o tempo, deixamos de amar apenas aquela pessoa por quem nos apaixonamos no início. Passamos a amar também aquela que faz o melhor café, aquela que veio morar comigo, aquela que faz ondinhas no cabelo e deixa sinais pela casa.
Aquela que briga igual mãe, que finge que está tudo bem, que se preocupa, se estressa, ama muito, acolhe, chora e ri.
Enfim, eu amo todas as suas versões.
E, se tanto já se escreveu sobre o amor, eu entendo. Porque desde que você chegou, também dá vontade de escrever sobre ele.
Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.
Ela é sobre mim.
Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.
Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.
Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.
Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...
Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.
Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.
Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.
E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.
Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.
Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.
Caro amigo vento,
hoje escrevo uma carta para você.
Você que leva o que pesa e traz o que precisa chegar.
De vento em vento, entrego ao silêncio aquilo que minha alma já não precisa carregar.
Assopro para você levar embora as dores, os medos e as marcas que insistem em ficar.
Que o vento carregue o que passou, para que eu possa abrir espaço para tudo aquilo que ainda está por vir.
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
*Carta de uma paixão limerente*
Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços.
Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas.
Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca.
Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida.
Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho.
Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer.
Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar.
Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar.
Nostalgicamente,
De: Ananda C.
Para: minha musa
carta aberta para mim
você entra em uma sala como quem procura saídas de emergência.
não porque queira fugir de mim, mas porque alguém fez do amor um incêndio e, desde então, qualquer faísca parece suficiente para reduzir tudo às cinzas.
eu percebo isso na maneira como você demora para acreditar em um elogio, como transforma carinho em coincidência, como espera que eu vá embora mesmo quando acabei de chegar.
quem foi que te ensinou que afeto sempre cobra um preço?
quem foi que fez você acreditar que toda gentileza esconde uma intenção e que toda promessa nasce com prazo de validade?
às vezes eu tenho vontade de pedir que você descanse.
não nos meus braços.
na ideia de que, desta vez, talvez ninguém esteja tentando vencer uma disputa invisível. talvez ninguém queira moldar você até caber nas próprias expectativas. talvez existir ao lado de alguém não precise ser um jogo onde sempre há um perdedor.
você não precisa me amar hoje.
nem amanhã.
eu só queria que, por um instante, você parasse de conversar com o passado como se ele ainda tivesse direito de responder pelo presente.
porque eu não sou as portas que bateram.
não sou as palavras que diminuíram você.
não sou os silêncios usados como castigo.
e seria uma injustiça comigo carregar a culpa por mãos que nunca foram minhas.
é estranho…
às vezes quem mais precisa de amor é justamente quem menos consegue reconhecê-lo quando ele chega. não por falta de coração, mas porque passou tempo demais aprendendo a sobreviver. e quem vive sobrevivendo esquece que carinho não precisa ser uma negociação.
eu não quero convencer você de nada.
o amor que precisa de provas o tempo inteiro acaba se tornando um tribunal.
eu só queria que um dia você olhasse para mim sem esperar a parte em que eu decepciono.
como quem finalmente entende que nem toda história precisa repetir o mesmo final.
e, quando esse dia chegar, talvez a pergunta deixe de ser “quem foi que te machucou?”
e passe a ser:
quem foi o primeiro que fez você acreditar que ainda era possível não se machucar?
Em carta, meu último suspiro
Em carta, meu último suspiro,
Expresso o tormento que me assola. Um amor tão puro, porém maldito,
A dor que me consome, indescritível e imola.
Oh, amada estrela, minha doce paçoca, Tu és a razão de minha desventura. Meu coração se desfaz em mil pedaços,
Na angústia profunda de uma paixão que perdura.
Os céus testemunharam nosso afeto ardente,
Uma chama que queima, que não se apaga.
Mas a vida cruel nos separou, infelizmente,
E agora, na solidão, minha alma se afoga.
Em cada palavra que escrevo com lágrimas,
Transborda a intensidade desse amor que me corrói.
A dor, inescapável, como brasas a me queimar,
Numa aflição profunda que me consome e dói.
Me despeço, meu amor, com o coração partido,
Na esperança de que encontres a felicidade.
Mesmo na dor, meu sentimento é infinito,
E carregarei nosso amor com gratidão e saudade.
Que a vida te seja gentil e suave,
Que encontres alguém que te ame com fervor.
Eu parto, deixando um vazio insubstituível,
Mas meu amor por ti será eterno, meu amor.
Adeus, minha estrela brilhante,
Levo-te comigo em cada batida do peito.
A dor é insuportável, mas sigo adiante, Sabendo que em tua lembrança meu amor é completo.
Que a vida siga seu curso, implacável,
E que um dia, possamos nos encontrar além do véu.
Me despeço com dor, mas também com gratidão,
Pois nosso amor, mesmo não correspondido, foi real e cruel.
Adeus, meu amor inigualável,
Adeus, minha estrela, minha sina. Seguirei adiante, em busca de paz,
Mas jamais esquecerei a paixão que me domina.
IL
Carta que nunca te entreguei
Eu sei que você me amou do jeito mais limpo que alguém pode amar.
Sem jogos, sem fuga, sem meio-termo.
E talvez por isso tenha doído tanto.
Eu ouvi quando você disse que me amava.
Ouvi uma, duas, tantas vezes que perdi a conta.
Cada palavra sua era casa, era futuro, era permanência.
E dentro de mim havia vontade, sim,
mas havia também um peso antigo,
um cansaço que não nasceu em você
e uma resistência que eu não escolhi ter.
Existe um muro em mim.
Não foi levantado contra você,
nem para te ferir.
Ele só estava lá antes.
Toda vez que você dizia que me amava,
algo em mim queria correr na sua direção.
Mas outra parte, menor e mais antiga,
batia desesperada por dentro desse concreto,
pedindo que nada fosse aberto.
Você chamava de amor.
Eu sentia como risco.
O problema nunca foi você.
Nunca foi falta de amor.
Foi excesso de medo dentro de mim.
Quando você falava de futuro, algo em mim se fechava.
Não por desprezo,
mas por pânico.
Como se amar significasse perder a mim mesma outra vez.
Porque deixar alguém entrar
sempre significou desmoronar depois.
Existe em mim uma vontade imensa de ser amada assim,
desse jeito inteiro, sem reservas.
Eu sei que mereço.
Mas hoje eu não consigo corresponder
sem me violentar por dentro.
Eu queria sentir só o amor,
mas sentia o medo junto.
Queria ficar,
mas meu corpo gritava para não prometer
o que ainda não sei sustentar.
Você me ofereceu paciência,
futuro, permanência.
E eu sei que isso é raro.
Mas o problema do muro
é que ele não cai com promessas.
Ele cai com tempo.
E eu ainda não tenho esse tempo dentro de mim.
Eu me irritava, me afastava, me culpava.
Não porque você errava,
mas porque eu ainda não sei receber cuidado sem desconfiar.
Você merece alguém que te ame sem hesitar,
sem se irritar sem motivo,
sem carregar fantasmas que não são seus.
Merece descanso, não dúvidas.
Te deixar ir foi uma forma torta de respeito.
Porque te amar pela metade
seria mais cruel do que te perder inteira.
Talvez um dia eu aprenda a amar sem esse nó no peito.
Talvez um dia o futuro deixe de me causar náusea
e passe a parecer escolha.
Hoje, amar você exigiria
trair o silêncio que ainda me protege.
Se eu fui embora,
não foi por falta de sentimento.
Foi porque ainda estou aprendendo
a distinguir abrigo de prisão,
amor de sobrevivência.
Um dia, talvez,
esse muro vire porta.
Hoje, ele ainda é o que me mantém de pé.
A carta
Com pavio curto uma carta foi escrita,
Em suas poucas linhas o pecado recente foi exposto,
Dois amantes um dor, duas almas frente a frente de um espelho com imagens distorcidas,
Na colisão das promessas do passado com o presente uma densa neblina era a visão do futuro,
Uma carta foi escrita, linhas em branco são deixadas para trás e na falta de folhas o fim reage com discrição.
Carta ao meu amor
Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.
Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.
Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.
Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.
Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.
Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.
Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.
Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.
Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.
Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.
Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.
Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.
Carta Aberta
Meu amor,
Às vezes tento colocar
em palavras o que sinto por você,
mas é como tentar segurar
o vento com as mãos.
O que existe em mim porvocê
vai além do que se explica,
é um sentir que nasce no peito
e se espalha pela alma.
Desde que te encontrei,
tudo ganhou cor,
meus dias têm mais calma
e meu coração mais sentido.
Você chegou como quem
não quer nada,
e acabou levando tudo
o que em mim ainda era silêncio.
Te amo em cada detalhe —
no jeito que sorri,
no som da tua voz,
no teu abraço que parece casa.
Não sei quando começou,
só sei que ficou,
e que desde então,
tudo o que quero é estar
ao teu lado.
Talvez eu não seja bom com palavras,
mas se amar fosse uma língua,
você seria a minha forma de dizer tudo.
Que a vida te sorria sempre,
que teus sonhos se realizem,
e se for da vontade de Deus —
que eu continue fazendo parte deles.
Com amor,
[Seu nome] ❤️
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
Carta ao Meu Jovem Eu
Eu te escrevo do futuro, com as mãos cheias de cicatrizes
e o coração ainda teimoso em acreditar no amor.
Não fuja quando alguém tocar fundo demais,
nem endureça por medo do que pode doer.
Você vai amar errado, vai chamar de eternidade
o que era só aprendizado disfarçado.
Mas cada queda vai ensinar a levantar
com mais verdade do que orgulho.
Quando enfim amar certo, vai reconhecer:
não será pela ausência de dor,
mas pela paz de permanecer
mesmo quando o mundo tentar separar.
Carta que o silêncio escreveu
Carrego dentro do peito um mundo que quase ninguém pisaria sem se perder. Há tempestades que eu disfarço com sorriso, abismos que eu cubro com palavras simples do dia a dia. Quem me vê de fora pensa que sou calmaria… mas por dentro existe um mar inteiro tentando não transbordar. Não é tristeza apenas — é intensidade demais para um mundo que aprendeu a sentir pouco.
Às vezes tenho vontade de abrir o peito e explicar tudo que vive aqui dentro… mas paro. Porque certas dores não nasceram para serem explicadas, nasceram para serem sentidas em silêncio. Eu sigo vivendo, rindo, conversando, como se nada pesasse. Só que existem noites em que a alma fica acordada demais, lembrando que sentir profundamente também é uma forma de solidão.
Então, se um dia você perceber meu olhar distante ou meu silêncio mais pesado que o normal, não tente decifrar como um enigma. Só fique. Há presenças que curam mais que qualquer palavra. Porque no fundo, tudo que um coração intenso deseja… é alguém que não entenda tudo — mas que ainda assim escolha permanecer.
Romance Antigamente
Antigamente,
o amor chegava devagar,
como uma carta escrita à mão,
cheia de saudade e esperança.
Cada encontro era um acontecimento,
e cada olhar guardava um sentimento especial.
Não existiam mensagens
instantâneas para encurtar a distância,
mas existiam corações pacientes
que sabiam esperar.
O tempo passava lento,
e mesmo assim,
o amor crescia forte em cada lembrança.
As promessas eram feitas
sob a luz da lua,
entre conversas simples
e sonhos compartilhados.
Um toque de mãos valia mais
que mil palavras,
e um beijo carregava a
eternidade de um momento.
Hoje o mundo mudou,
mas o amor verdadeiro permanece.
Ele continua vivendo em gestos sinceros e sentimentos profundos,
lembrando que o romance
antigamente não era melhor nem pior,
apenas tinha a beleza única de quem sabia amar sem pressa.
Carta ao Remetente
Escrevo-te esta carta sem saber se o destino ainda conhece o caminho do teu coração. Guardei entre as páginas do tempo as palavras que nunca tive coragem de dizer, enquanto a saudade fazia morada em cada silêncio. Hoje, deixo que a tinta revele o que a voz sempre escondeu: ainda existe um pedaço de mim que aprende a te amar em segredo.
As lembranças caminham comigo como folhas levadas pelo vento. Cada sorriso teu permanece vivo na memória, iluminando dias que insistem em ser cinzentos. O amor que senti não desapareceu; apenas vestiu a serenidade de quem compreendeu que algumas histórias continuam existindo, mesmo quando deixam de ser vividas.
Se algum dia esta carta encontrar tuas mãos, não a leia com tristeza, mas com carinho. Ela não pede retorno, nem promete eternidade. Apenas agradece pelos instantes em que fomos abrigo um do outro, transformando o comum em algo extraordinário, como se o mundo inteiro coubesse em um simples olhar.
E, ao encerrar estas palavras, devolvo ao vento tudo aquilo que o coração insistiu em guardar. Que a felicidade acompanhe teus passos, onde quer que estejas. Quanto a mim, seguirei em frente, levando comigo a mais bonita lembrança: a de um amor que, mesmo distante, jamais deixou de florescer dentro da alma.
Carta de Agradecimento a Deus
Pai, obrigada por cada detalhe.
Por cada livramento que eu nem percebi.
Por cada pensamento que o Senhor colocou em mim quando a minha mente falhava.
Obrigada por mostrar onde eu não conseguia enxergar.
Por me ajudar a andar quando eu já não tinha mais forças.
Por colocar pessoas boas no meu caminho.
Obrigada por me impedir de ser o que eu não deveria ser.
Por cuidar de cada detalhe da minha vida.
Sem Teus cuidados, eu não teria suportado o peso da minha cruz em meio à minha cegueira espiritual.
Tu és meu alimento diário.
É em Ti que eu encontro força, direção e descanso.
— Van Escher
Vamos lá! Vou começar com um "ADEUS" você vai ler isso em uma carta escrita a mão, aqui será só um ponto de ignição, sei, sei, as vírgulas estão totalmente erradas e fora do lugar, e meu português está uma decadente, nunca escrevi com tanta clareza e certeza do que estou preste a digita ( escrever, dialogar) algumas partes será poesia, outras será apenas um poema, um simples desabafo ou até mesmo sentimento mal contado, posso está equivocada ? Sim! Com certeza sim, mas eu não sei o que estou sentindo, sei que não quero sentir e vim me despedir, não vou te entregar no dia que eu acabei de escrever, vou te entregar em mãos e espero esteja lendo bem longe de mim, a essa altura deixei meus pensamentos me sucumbir, mas não vamos falar de mim.
Não se sinta pressionado, não quero que isso seja algo triste, por favor sorria como sorriu nos textos que leu, sorria como nunca sorriu antes, a culpa não é sua, eu que sempre estragou tudo, não nasci pra ser amada e insisto nesta causa, não vai existir outro igual a você, não vai existe outro como você, por mais que eu queira ser a pessoa que nasceu pra você, eu sei que não sou, olha ouvir sua voz é como som de 100 cavalos trotando em sincronia ( melhor parte do meu dia), o dia em que eu te beijar será como 80 borboletas sobrevoando ( melhor que chocolate), seu olhos é como 60 vagalumes que ilumina o caminho ( melhor que estrelas que precisa da lua para brilhar ), seu cheiro deve ser como 40 perfumes vindos do Egito ( melhor que frances ), sua pele deve ser como 20 fios de seda ( melhor que a lã das ovelhas), sem nenhum propósito contei e numerei os detalhes que faz meus pensamentos transcender e não posso esquecer do seu jeito e talento de me desmontar sem eu saber como.
Eu preciso me despedir de você, dói muito, ficar nesse jogo que nem sei as regras, primeiro jogo que não consegui dominar, primeiro jogo que não conseguir controlar, e isso está me assustando me acabando por dentro, vivo pisando em ovos, eu gosto de você mais do que deveria, você fez meu coração inebriar de amor por você então me desculpa ser demais, ser intensa, não sei ser meio termo ou eu me entrego por inteiro ou me rasgo, mas nunca a metade, eu gosto de você, isso é patético, me peguei chorando, me peguei olhando sua foto e sorrindo, me peguei fazendo planos , me peguei lhe encaixando em meus planos, eu não sei o que eu quero , só queria não sentir nada, toda vez me destrói e fico parecendo uma boba que se iludiu sozinha ( um amor imaginário ), olha essa despedida tá doendo mais do que você imagina, e melhor falar tudo o que eu sentia e de uma forma bonita me despedir do que nem deviria existir.
Você chegou como pássaro colorido em um jardim sem cor nenhuma se assentou, não sei o que viu mas decidiu que ali poderia invadir, sabe existe uma raposa naquele jardim ? E ela já não se move mais, abutres disfarçados de pássaros destruíram e a destrocaram em pedaços, cada vez que destruíram esse jardim ela com as patas machucadas e ensanguentadas reconstruí-a cada espaço que faltava, assim brotava outras belas flores para serem arrancadas, não pense que o jardim foi feito pra ser destruído, não , não, ele foi feito pra exposição do mundo criado sem destruição, mais mesmo assim ela aceitou a devastação e até mesmo preferiu ouvir um barulho como música de amor e até mesmo um silêncio ensurdecedor, agarrou-se ao desprezo e anti-amor como alavanca para continuar reconstruindo o jardim, hoje você lindo pássaro colorido o encontrou sem cor mas ainda sim construído pela última vez depois de mil últimas vezes, ela esperou, e esperou e esperou até que cansou, vou lhe dizer como dessa vez ela construiu esse jardim sem cor lindo pássaro, com mãos sangrando ela cavou e afofou a terra, foram dias e noites cavando, então ela em um dia no fim da tarde quando a terra estava mais fria ela decidiu plantar as últimas sementes, sementes essas que não seria mais plantadas pois só iria existir uma terra afofada, ela tinha criado um estratégia com 14 estratégias para espantar os abutres disfarçados de pássaros que destroem flores, mas aí veio um pássaro colorido de longe e pediu pra ficar ali, estão crescendo aos poucos belas flores brancas, mesmo cansada ela se pergunta se deve enfeita-las, com lágrimas ela regou e para que não faltasse luz do dia ela deixa você iluminar, um pássaro colorido que se sente destruído, seu coração tem mais luz que minha solidão, apenas uma raposa que escolheu amar demais. Passarinho, passarinho, leve esse jardim e entregue ao seu verdadeiro amor, uma raposa não pode amar e ser amada por uma espécie tão bela e delicada, existirá outro viveiro para admirar que será perfeito pra morar, e você irá perceber que esse será seu lugar, vou proteger você do mal que te assombrar, só não quero te ver delirar, o medo que me destruiu não vai te assombrar.
Espero que esse novo jardim que te faz sorrir, não te faça chorar, se chorar que seja de felicidade, que esse seu novo jardim esteja colorido e frutífero que não te falte luz nem o doce das suas frutas favoritas, seja em tons da sua cor predileta, que seu jardim saiba sua bebida favorita, seus livros favoritos, seus autores favoritos, que possa ler sua mente e decifra seus sinais e diga em seus olhos que sentiu que foi pra ela , que você é perfeito a cada traço das letra formando palavras, espero que em seu novo jardim colorido diga que você é perfeito todos os dias, que demonstre interesse, que seja seu interesse e de olhos vendados você seja o alvo da alegria de florescer, espero que seu jardim possa se senti inspirado pra um livro sobre você ser criado e quando estiver desmotivado, espero que seu jardim seja seu abrigo pra te guardar quando do mundo não quiser mas guardar, espero que seu jardim seja seu dia de chuva totalmente sem sentido em uma tarde quente ou seja um calor enorme um dia frio, espero que seu jardim seja seu par pra dançar em uma madrugada calma, espero que seu jardim seja o alimento pra sua alma e quando lhe falta agitação destruía o jardim sem cor e volte a voar pelo ar, vou estar escondida olhando você atravéz da lua, todas as noites e durante o dia estarei admirando suas asas, meu lindo pássaro colorido.
"Existem feridas que vão tão fundo que serão eternas! Eu prometi proteger-lo e vou cumprir minha promessa".
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