Mensagem de Dor
“ E todos me perguntam o que eu tenho. O problema é que eu posso explicar umas "troscentas" vezes, chorar litros e rios de lágrimas, me expressar de todas as maneiras possíveis & ninguém nunca vai entender o motivo, a dor.... apenas você. ”
“ Os próximos dias serão os piores em toda minha vida, serão os dias em que ficarei sem escutar a tua voz, sem saber noticias sua, sem saber se você está bem, se você teve pesadelos, se você precisa me escutar pra poder dormir, e se você... Nem consigo pensar em mais nada, isso vem oculpando cada pedaço do meu cerebro, me consumindo aos poucos, me deixando agoniada, perturbada, sem chão; isso parece exagero, mas não, te digo que não, isso para mim é o FIM DO MUNDO, do MEU MUNDO, onde um dia pensei que nada e nem ninguém poderia se aproximar e causar tanta dor. Tudo parece sem cor, sem brilho, sem sorrisos, sem sentido, um vazio total; mas sei que tenho que superar, acreditar que vou sobreviver a isso, a toda essa angústia, crer que isso acabará logo, que passará o mais rápido possivel, então eu poderei dizer que valeu a pena esperar, que sempre valerá a pena, seja o que for, eu vou superar. ”
A minha alma sente-se desnuda diante de tamanho vazio, e não há tecido que consiga cobri-la neste instante de intolerável dor!
Despreze-me!
Sim, se for homem que se preze,
despreze-me...
Jogue-me ao rio,
jogue-me flores,
sou um brinquedo,
um espaço vago,
no espaço vago...
Não, não se desespere,
nem espere compaixão...
sou um surto de loucura
à procura
de um louco um pouco mais louco
que me execute
e diminua minha dor.... ao menos um pouco...
e
seja um louco com coração.
Uma brisa fria, um por do sol com os brilhos refletindo em seus olhos, avermelhando os contornos de seu corpo, salientando o tom de seus lábios ao pensar com um suspiro triste onde ele se encontra?! Esse sol esta se pondo e com ele minhas perguntas sem respostas. Sigo o caminho com o som do mundo sufocando os gemidos do esquecimento que clamam para não existir. Sonhar não é viver mas viver é um sonho e esse mesmo sonho é o que mantém viva a esperança do acordar em ti.
Reagirmos de maneira diferente sempre que somos atacados por algo ou alguém e, nunca seremos os mesmos até sermos curados. O que me machuca não são as vezes que tropeço, caio ou bato em algum lugar, mas é o fato de saber que eu fui usado como brinquedo, algo manipulável que todo mundo podia chegar e dizer: " vamos enganá-lo, ele nunca saberá". E assim foram os longos dias, as semanas acreditando que eu era alguém que fazia diferença na vida de algumas pessoas que eu realmente podia contar, e ter um ombro pra chorar quando não tivesse mais nada pra me fortalecer. Mais um dos enganos, talvez eu goste de colecioná-los, quem sabe não me acostumei com a ideia de que não existe ninguém confiável mesmo, então essa seria mais uma dorzinha que iria pra minha prateleira. E o que resta não é a desilusão, é a certeza que a dor me ensina a ser o inverso dos "espertos".
Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um "kitsch"(*) compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.
(*) Kitsch: é uma palavra de origem germânica, utilizada pelo autor checo Milan Kundera para referir-se ao esquecimento compulsório que nossa mente nos impõe, visando evitar o sofrimento por algum fato ou trauma e que geralmente vem em forma de um perdão ou perda de importância dada.
Sou o vento, frio e alma....
O alguém que passa na rua...
não tenho nome, não tenho idade....
Céu cinzento, nuvens baixas carregadas ao vento
Esparsas, escuras, velozes, secretas, frias
Eu sei que existe o inferno porque....
Tenho andado, perto dele, não pergunte-me o caminho
Não foi lá de bom agrado, fui levada e permaneci
Perdida à espera de um anjo, de uma mão amiga
Hoje sei que ele existe na nossa alma e em cada esquina...
Esta é uma armadilha que não deixa marcas na pele..
Tentando não enlouquecer neste inferno com a realidade
de sorrir antes de despedaçar-me nesta emoção vazia.!
Se a lua nossa desce o canto no alpendre
eu sobre o som daquela noite triste
escorro em prantos - uma dor que existe -
a melodia que me sai do ventre.
Canto a certeza de só ter em mente
O que nos braços o desejo clama.
Há dor maior que essa, de quem ama,
que emudece o ato que se sente?
DOR DE POETA, DOR DE PALHAÇO
Eu amo ao ponto de me dar ao sim,
de me vestir de ais, de ser o nunca,
o todo, o meio, começo... enfim.
Eu amo ao tanto que não cabe em mim,
Sonho o instante que não chega; junca.
Meço o começo, mas o que tenho é fim.
Hoje à noite vou deitar a minha cabeça,
no teu ombro, no teu colo, sentir o teu coração
para curar as dores do corpo, da alma
afagar todo o meu sofrimento..
A tristeza deita-se comigo nesta noite fria
tempo de um sonho tesouros de saudade
recordações rasgadas, amansadas....
jogadas no chão como uma raiz morta.!!
Escombros que tirei dos ombros
onde dificultavam-me o caminho
de fragas, pedras, soltas, caídas,
espalhadas pelos trilhos da vida
Palavras duras, frias, sentidas
sentidas na pele, dor como uma chaga
olhar transparente emoções gravadas
marcadas, perdidas, esquecidas
Infinito céu na ausência do véu
coberto das memórias do sonho
encantamento sentido, tempo nu
Murmura o vento com palavras
desfeitas de dor da quimera
silêncio traz uma lágrima encantada
dia iluminado sem almas em tormento.!!!
Gente deprimida adora gente deprimida;
Gente dolorida se sente bem com gente dolorida;
Gente vazia procura a companhia de gente vazia;
Mas o vencedor caminha só.
Como eu tive medo de me apaixonar. E o seu amor foi assim: Como o tempo, que usa a chuva e o vento pra moldar rochas, tecendo novas paisagens.
Hoje tudo que eu tenho é frio, e essa madrugada de solstício que se perdura por mil anos (...)
- Apenas Sendo
perdida
em devaneios,
enlouquecida de pensar em
vão ...
tristeza e solidão
invadem,
dilaceram e
deixam faltar o ar
ouço
a voz de
dor
e lamúrias de almas
perdidas ...
perdidas como a
minha
sozinhas como a
tua...
dor,
que doi sem fim
ardente
dor que queima por
dentro,
será que nunca irás
me deixar ?
perpétua a tristeza,
solidão
minha companheira
minha alma,
ó triste
alma...
choras por ti,
que vais
só
até então ....
As rugas que surgem no correr dos anos, devem ser distribuídas, por isso vivo de alegria mas com uma pitada de dor!
O amor em si não dói, mas possui um notável potencial para provocar as mais diversas e intensas dores.
Num emaranhado dentro de mim, embrulhos dentro de embrulhos e nunca sei quando vai chegar a surpresa, cansada de tentar chegar nesse presente, minha mãos já fracas não aguentam mais desembrulhar.
Nada pode ser mais doloroso, para a mente e para a alma, do que sentir a falta de alguém que se foi para sempre.
Falava de amor.
Afastou-a sem titubar,
esqueceu-a sem carecer,
substituiu-a sem pensar,
Sem alma,
sem emoção,
sem sentimento,
sem noção...
Sem piedade
Matou-a.
Na tristeza de um dia de chuva,
numa folga do respiro ansioso de Lígias e de Leucósias,
como folha morta abandonada aos ventos da vida,
pensando desencantou e como barco a vela pirou .
Com palavras sem alma,
sem emoção
sem sentimento,
sem noção
Tentou ressuscita-la
para explicar o porque.
Quem me dera alguém olhar dentro dos meus olhos e poder enxergar aquilo que trago na alma... mas que fosse uma leitura perfeita e sem achismos, que dissesse que compreende a minha dor, que entende a minha razão... e que de alguma forma isso resgatasse o meu verdadeiro EU, que reascendesse a chama quase totalmente apagada pela emoção.
E que nada daqui pra frente fosse mais em vão.
Quem me dera!
