Menina Dançando
E mesmo se o mundo acabar eu sei que com você no fim estaremos tocando e dançando ao som do nosso amor..
Fecho os olhos e vejo luzes coloridas que tomam conta de um salão inteiro. Vejo gente dançando músicas que não conseguem deixar nem os surdos parados. Vejo gente cantando lento, cantando rápido, cantando sem saber cantar. Vejo gente feliz, gente alegre, gente cheia de vida. Vejo um dia especial, pessoas importantes. É um dia único, um quase feriado para os que ainda vivem nostalgicamente Agostos passados. Abro os olhos e não vejo mais nada. Mas meu coração não pede nada daquilo que viu. Não pede multidões, fogos de artifícios e tão pouco por luxo. Ele pede você, o seu sorriso e uma boa viola…
Essa palavra vem dançando, sussurrando, invadindo e me perturbando. Os sinais vem flutuando, voando e mostrando detalhes que as palavras não conseguem fornecer. Palavras e sinais um vício com formulas de persuasão.
Doce noite que morre num copo de veneno,
escorpiões se deliciam dançando sobre seu corpo,
a noite chega ganhando formas na tua paixão.
Dançando nosso xote
Colado no cangote
Morena, quero ter você pra mim
Sua saia rodada
Naquela madrugada
Não sei dizer, só sei que foi assim
Se te permite um tempinho pra falar de mim para ti, por que não falar de mim dançando no campo das borboletas?
Se te perimite um tempinho pra me procurar, esteja animado para encontrar minha alma sedenta caída.
Felicidade Fabricada:
Vejo tantos corpos, mexendo-se
Dançando sem ritmo
Batida ensurdecedora
Embriagados por um momento
Lucidez já não se faz presente
Deixaram de lado o “e se?”
Acolhendo em seu íntimo
Uma nova sensação acolhedora
Se começa a sentir o coração batendo
A mente do corpo já se fez ausente
Mais um,
Um trago
Um corre
Uma garrafa
Uma lata
Um doce
Sorrisos inebriados dançam
Sem problemas aparentes
Seus corpos se movem
Suas bocas beijam
Seus olhos se fecham
Acordem, os problemas voltaram
A felicidade acabou
Mais um,
Um trago
Um corre
Uma garrafa
Uma lata
Um doce
Sua felicidade voltou
Mas até quando tua fabrica de felicidade estará aberta?
Eu também não sei,
Até la?
Mais um,
Um trago
Um corre
Uma garrafa
Uma lata
Um doce
E a fábrica continua...
E Fechou
Acabou
Tudo agora já foi
Os sorrisos
As pessoas
O ritmo
A batida
O mundo volta a girar
Onde foi tua felicidade?
Agora,
É bituca no chão
É cinza no vento
É garrafa no lixo
É lata amassada
É doce memória
Memória que não existe
Paz que se foi
Quer mais um?
Acabou
Agora,
É bituca no chão
É cinza no vento
É garrafa no lixo
É lata amassada
É doce memória
Tua fábrica teve longa vida
Acabou
Tudo volta ao mesmo lugar de antes
Acabou
Nada é para sempre
Teu riso que nunca foi teu
Não tinha tua alma
Teu sorriso inebriado
Deu lugar ao vazio de antes
O que te ofereceram teve vida curta
Longa vida à Fábrica!
Alguém disse antes
Com a voz arrastada
de quem já não pensava em mais nada
A fabrica?
Fabricou, fabricou
E fechou
Se é teu o meu coração, minha mente é livre, é do mundo é andarilha que segue rodopiando e dançando feliz encantando a cada paragem os olhares mais exigentes com seu tilintar dourado e vestes coloridas. Se é teu o meu coração, abandone-o, jogue-o a sarjeta, pois minha alma ao mundo pertence, sou livre, solta com meus cabelos negros a se espalharem ao vento. Rodopio, danço e me distancio cada dia mais desse coração forasteiro que insiste em ficar com você.
Dançando em meio a escuridão. O compasso do coração, os sentimentos sem razão .
Na calada da noite em que a dor insiste em machucar, o desespero bate, a alma inquieta, a noite fria alheia ao pulsar do coração, planejava o tempo.
O tic-tac do relógio me avisa que posso explodir a qualquer momento, uma explosão de sentimentos.
As batidas ficam mais fortes, lá fora a chuva aperta, aqui dentro a incerteza. É noite enquanto muitos transbordam em maresias, me junto aqueles que não tem tantos motivos assim para festejar. E nessa agonia vendo a vida em velocidade. Descendo as ladeiras da vitalidade.
Boa noite.
No hálito fremente das luzes
sei-me dançando um dia
uma melodia que não me lembre.
Sei da noite, uma chuva fria
de corpo sei, um fumo quente
sei dos olhos, nos meus
a alma nua
sei da boca, perdida
os sabores e recantos
sei das sombras e sei do espanto
e na seiva, segredo lua
onde rubra, a vontade queima
Sei de ti, que não esquecerei
sei da melodia que não me lembro
que noite dentro, um dia
dançaremos juntos, eu sei
A mulher selvagem não é um mito, a mulher selvagem existe.
Eu a vi dançando nua, ao ritmo dos tambores, no meio do Rio.
Sim, a mulher selvagem existe, dorme dentro de cada mulher e espera de acordar.
A mulher selvagem exala um frescor de liberdade.
E também dá arrepios, a sua beleza é assustadora, é uma espécie rara.
Não se pode domar, ela evita as regras.
Quando você acha que conhece, mais uma vez te surpreende.
Escolhe o seu companheiro entre quem cultiva a liberdade.
E reconhece-o, como? Pelo cheiro.
No fundo das cores e das ruas
Perdida nas batidas do funk da favela
Prisioneira
Dançando na favela
Segura na baía de Ipanema
Fazemos um brinde em um feriado
É um mundo desequilibrado
Quando você é uma garota
Nascida em um nada
