Memória de Elefante
VERSOS DE ONDE A ONDE -
Eu Sou esse não-ser
já sem memória,
barco à vela que zarpou
sem História ...
Sou essa lonjura,
esse horizonte sem divisória,
Versos de Onde a Onde,
sem cuidado nem vitória!
Imenso fundo, desconhecido,
aquele a quem amamos,
presente ou ausente!
Tela-sem-cor,
ilusória dor-de-Amor: vertigem!
Entre nós tudo cerrado, mudado, em luto ...
Juntos e separados... real mas obscuro!
Encontro?! Desencontro?!
Falar é iludir,
não dizer nada: cansaço!
E as culpas da infância?
Lastro-de-medos, memória ...
Esse peso no mais dentro,
onde o que passa, fica,
deixa ferida ...
É lá que tudo ocorre,
é lá que o tempo passa,
é onde permaneço,
junto destes Versos,
de Onde a Onde! ...
O Natal é sobre trazer a memória Aquele que traz esperança! É trazer à memória a pessoa de Jesus!
Isaías 9.6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz."
Memórias
A memória é a capacidade de armazenar informações de modo que essas possam ser recuperadas quando buscamos recordá-las.
Algumas memórias são lindas, como assistir ao por do sol na praia, ou caminhar em um dia ensolarado em um campo colorido pela primavera, outras são tenebrosas e obscuras, apenas memórias que não queremos lembrar.
Esses arquivos armazenados no HD da sua mente administram sua personalidade de modo involuntário, trazendo ao presente algo que te protege da imagem fria e triste do passado.
Dizem que o amor cura as cicatrizes que o passado te deu, mas como isso é possível se em alguns casos essas cicatrizes lhe trouxeram uma extrema incapacidade de se relacionar ou simplesmente confiar seu amor a alguém?
É engraçado, não existe uma resposta lógica para o amor!
VIVEMOS DEPOIS DA VIAGEM?
Seguimos vivendo não só pela lembrança dos que ficam,
mas pelas memórias que levamos.
Nossos rastros, pelo avanço natural do tempo,
um dia se dissiparão.
O que carregaremos, então, na consciência imortal?
Levaremos as feridas abertas dos tombos
ou os aprendizados em cicatrizes tatuados?
As mágoas dos desapontamentos
ou a cura das nossas ilusões?
As imperfeições dos nossos pais
ou a retidão de suas intenções?
Eventual tropeço dos nossos filhos
ou a alegria de tê-los feito caminhar?
O que absorvemos desta vida
e o que escolhemos levar?
Que a mochila “da nossa viagem” seja leve,
contendo só o necessário
para um retorno breve.
*Essa abordagem é reencarnacionista e é “apenas” a minha forma de pensar sobre a continuidade da vida. Confie na sua própria percepção, que de antemão respeito.
RETRATO DE UMA VIDA
Na memória uma casa de madeira
Um rosto meigo de olhar penetrante
A lembrança de uma mãe carinhosa
Ao vento seu cabelo esvoaçante
Um pai de camisa amarrotada
Com olhar fixo e gratificante
Por mais um dia árduo de luta
Ao calor do sol escaldante
Quatro irmãos sob a mesma cobertura
Cada um com sua personalidade
Às vezes muita correria e rebeldia
Mas o que predominava era a felicidade
O tempo passa e a vida continua
Num caminhar permanente
Com muita ternura e paciência
De vigor forte e revigorante
Hoje de família constituída e amada
Com afeto e responsabilidade
Predominando a essência da vida
Harmonia contagiante até a eternidade
No espelho da vida, um retrato da família
União, carinho e muita fraternidade
Vivo o amor e muita esperança
De um mundo sem maldade
Minha pele é uma caixa de memória.
Trago ao sol lembranças que precisam de calor.
Agora só resta tornares-te o poema.
ante a queda seguro-me na memória
das tuas mãos sobre as minhas.
teu nome toda vez que pronunciado
abre-se como uma magnólia branca
no esplendor da minha alma.
e nenhuma ferida sangra mais que tua ausência
nenhum abandono é mais triste que nossas mãos desenlaçadas.
Com o passar do tempo a saudade só aumenta na medida em que as recordações da nossa memória vão se diluindo na fecundidade dos dias.
Por onde passei deixei saudades,
Basta buscar na memória,
Ler o que escrevi em livros e portais,
Então saberás que você também é capaz de largar tudo e voar livre no seu quintal; afinal, o planeta é essa extensão.
FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA
Cantiga de ninar
Lindos momentos mágicos
Trago guardados na memória
Uma cantiga de ninar
A cada dia te embalar.
Aninhada em meu colo
A cada dia um novo sentimento, me ensinar.
Olhares cheios de emoção
Faziam cócegas no coração.
Momentos únicos, inesquecíveis
De uma ligação maternal
Que os anjos vieram proteger, e
Deus abençoou nosso viver.
E pela janela entreaberta
A brisa balançando o voil
Pareciam querer dançar
Ao som daquelas cantigas de ninar.
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