Melancolia
**Melancolia Silente**
Há dias em que o mundo parece parar,
Como se o tempo fosse feito de sombra.
A luz do sol não consegue clarear,
E a alma se perde na noite que assombra.
O peso invisível nos prende ao chão,
Passos lentos, quase sem direção.
Lembranças vêm como ondas do mar,
Tragando o agora, deixando escuridão.
No silêncio, ouvimos o eco da dor,
Uma melodia triste, mas tão nossa.
Não há quem possa explicar esse amor,
Que carregamos, mesmo quando nos assopra.
Mas nessa tristeza também há beleza,
Um convite ao fundo de quem se é.
Pois quem conhece a melancolia e a reza,
Descobre que a vida é mais do que se vê.
A lágrima cai, mas também faz brotar,
Uma flor singela, um novo olhar.
Agora entendo a melancolia profunda de Van Gogh ao morrer infeliz. Não era apenas transmitir aquele estado de tristeza para as suas obras mais perfeitas, mas sim a dolorosa percepção das imperfeições de suas mais belas obras sublimes, comparadas às obras divinas de Deus. Há alguns instantes, não reconhecia a minha própria infelicidade, mas agora reconheço que ela arde em peito e queima em meu coração. Minha infelicidade é não tê-la comigo nas minhas noites mais tristes, em sua ausência, não ter o meu abrigo.
Dálias da melancolia
Chorai de noite, chorai de dia.
O pranto que derramas são de lágrimas frias.
Frias da tristeza, frias de alegria
Porque choraste tanto assim?
As dálias da melancolia florecem na tristeza.
Não quero ser testemunha da sua escuresa
Quero testemunhar sua clareza, quero sua beleza
Quero te mostrar a natureza.
Quero te mostrar a clareza
Quero te mostrar a Beleza
Quero te mostrar a realeza.
Pois tu és minha alteza.
Cortaremos juntos qualquer dália que nos cercar
As dálias são belas flores
Mas as dálias da Melancolia são uns horrores.
Cortaremos, puxaremos qualquer uma, sem vos deixar escapar.
Nós viveremos como os nobres.
Nossas vidas serão como ouros, não como cobres.
Poderíamos até viver assim... Mas as dálias... Oh as dálias...
Elas são de destruir as almas.
Não sei como acaba-las.
Não sei como corta-las.
Viveremos nossas vidas por mais que tejais dificuldades.
Já sei o que queremos... Queremos as Rosas da Felicidade.
Porém... Não sei como consegui-las na verdade.
Temos que consegui-las, elas nos darão liberdade.
Liberdade de viver, liberdade para que juntos possamos conviver.
Temos que encontrar a floresta da amizade.
Pois me disseram que lá brota muitas rosas da Felicidade.
Venha comigo, temos que consegui-las
Pegue em minha mão, temos que persegui-las
Vamos lá, temos que fugir dessa nossa atual realidade
As dálias destruíram e continuam a destruir nossas vidas.
Porém em nossas vidas, as Rosas da Felicidade são bem vindas.
O que acha de vim comigo nessa viagem?
Temos que encontrar a felicidade
Pois a tristeza não é mais bem vinda.
Já passamos por muitas dificuldades
Não podemos mais sofrer, não é verdade?
Temos que desfrutar das nossas poucas qualidades
Para conseguirmos a felicidade
Venha comigo, pegue minha mão
Venha, eu sei que você quer, eu sinto em seu coração
Você irá vim comigo a essa aventura?
Vamos para a floresta da amizade, procurar a cura
Desembarque comigo nessa aventura
Venha, será uma loucura
Virá comigo a essa viagem?
Não quero mais te ver sofrendo.
Quero que comigo siga até o esplêndido
Vamos lá, venha comigo.
Está na hora partimos dessa tristeza.
Não é verdade? Catarina
Talvez minha melancolia seja um presente.
Um tipo estranho de empatia, até pelo inimigo.
Ora tida como a mais desprezível das fraquezas,
Ora elevada ao pedestal de sentimento mais nobre.
Passei anos tentando amputá-la,
Como quem arranca uma erva daninha pela raiz.
Entre identidades distorcidas e batalhas perdidas,
Descobri que ela é um pedaço de mim.
Não um tumor, mas um órgão vital.
A poesia faz parte da melancolia, vira fantasia ou maresia na cabeça de quem não tá na correria.
Eles tem dinheiro para guerras e para uma grande refinaria, mas não para alimentar os pobres. Isso não seria uma grande hipocrisia? E contra isso, qual seria a heresia?
Melancolia
O frio da madrugada.
A escuridão que não me deixa ver nada.
Partiste e sozinha me deixaste.
Contigo toda a minha paz e alegria levaste.
Escrevo agora minha última poesia.
Sem rimas... sem métrica... sem nenhuma melodia.
Só uma nota triste que em toda ela persiste: a mais corrosiva melancolia.
O universo não responde à ansiedade, ao desespero ou à melancolia. Ele responde à confiança, entrega e ao equilíbrio. Por isso viva um dia de cada vez...
Melancólia
No devaneio de meu ser
Onde o desespero, reina
Só restou, a efigie do meu eu
Outrora, o rio que foi cheio
Noutro, simplesmente secou
O que era doce, se amargou
Ouço o sussurro, da felicidade
Na angústia do meu ser
No epitáfio, do que eu fora
Está escrito, a palavra solidão
Perdido num desalento
Amor, não me dê esperança
O que está feito, está feito
Tempo, um cruel dramaturgo
Reina, no teatro da tragédia
Minha doce, tisbe.
Agora, restam só sombras
Do que um dia, eu fora
A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser
O Crepúsculo chegou.
As lágrimas da melodia
O choro da meia-noite,
um ar de melancolia;
A melodia é aguda,
mais escura que a própria noite.
Meu fone é alto,
tentando me fazer sair desse mundo;
alimentar meu pensamento;
me fazer esquecer tudo.
Nada pode substituir,
minha música melancólica,
que me faz me esvair,
e apenas o som fica.
O Outono...
O verde se foi
Troncos nus
De árvores despidas
Trazem melancolia
Folhas secas caem
A noite tropeça no dia
Dias mais fresquinhos
A gata enrosca-se
Na mantinha do sofá
E eu enrosco-me em ti
Sinto o doce enlevo
Neste novo entardecer...
As vezes deixo um pouco de melancolia maltratar meu coração...
Mas logo me lembro que a poesia nasce de corações quase sempre calejados...
Então recomeço de novo com um novo fôlego porém o eterno e tempestuoso amor a temperar meu coração...
Por favor abrande suas chamas querido amigo não sou aço ou espada a se forjar...
Apenas um enamorado de Tua Luz...
Jeran Del'Luna - Gypsy Heart
O antídoto da tristeza, e da melancolia é curtir boa música, ou um bom filme.
Pessoa c/ fúria, invejosa, vil, combate-se com um sorriso.
A maledicência com a indiferença.
A tempestade com a serenidade.
A alegria e o contentamento, vem com uma pausa em silêncio, e assim retoma a boa forma!!
Vivo em um paraíso de felicidade e alegria
Um paraíso onde a tristeza e melancolia bravamente tentam se infiltrar
A realidade e feroz e esta sempre a atacar
Travando batalhas que sempre vamos triunfar
Estamos unidos dentro deste paraíso
E enquanto existir amor seremos felizes
Final de tarde chuvoso meus pensamentos se acinzentam.
Melancólia irrompe para fazer-me companhia.
O hoje, o ontem e o amanhã se retiram.
Só sinto o vazio da não existência prostrado não desisto!
contínuarei meu caminho!
Cordas!
Quem são vocês?
Quem ?
Nos braços do meu violão, sinto a melancolia tomar conta e minha alma....
O coração, palpita, agitado, ondula nas emoções....
Quando o acomodo em meu colo.
A vontade é de pontilhar só com primeira de cima...
De repente, a segunda entra em ação, como desconvidada, se faz de santinha, e a terceira faz questão de entrar no cenário para derrubar minha inspiração....
O pontilhado é delicado, muito delicado...
E a quarta vê o espetáculo, e não aceita ficar de fora do refrão....
A quinta chega de mansinho, e implora para ser dedilhada pelo meu dedão...
O batuque começa pegar sentido, a melodia segue o fluxo...
A sexta?
Oh! corda fininha invejosa...
E não aceita ser excluída dessa composição...
Se fingindo de anjinha , ela estica, ela me leva, ela me consola e me põe a prova, numa orquestra nunca tocada e nunca ouvida por esse, violão...
Cordas!
Quem são vocês?
Quem?
Autor : Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Os dias chuvosos trazem consigo uma atmosfera única, envolvendo o mundo em um véu de melancolia e inspiração. Enquanto as gotas d'água dançam suavemente nas janelas, transformando a paisagem em um caleidoscópio de reflexos, há uma magia oculta no ar. É nesses momentos que os escritores encontram refúgio nas palavras, explorando as profundezas de suas mentes criativas enquanto o resto do mundo se aconchega em seus lares.
Para o escritor, as madrugadas são um santuário silencioso, onde a imaginação flui livremente. Enquanto a cidade adormece, as palavras ganham vida nas páginas em branco, criando mundos vibrantes e personagens cativantes. É um momento de conexão com a própria essência, onde a mente se entrega à paixão da escrita e mergulha nas infinitas possibilidades que as histórias têm a oferecer.
As noites despertas são marcadas por uma mistura única de solidão e inspiração. É quando os pensamentos se desenrolam em tramas intricadas, os diálogos ganham vida e as emoções fluem como rios desenfreados. O escritor se torna um observador privilegiado dos segredos do universo, capturando a essência da vida em cada frase e parágrafo.
Nesses momentos de vigília, o escritor compreende a importância de se entregar por completo à sua arte. As palavras se tornam aliadas, libertando as vozes interiores e expondo as verdades escondidas no âmago da existência. É como se cada madrugada fosse um mergulho profundo na alma, um convite para explorar os cantos mais obscuros e iluminados do ser.
Os dias chuvosos e as madrugadas acordado tornam-se cúmplices do escritor, oferecendo uma inspiração inesgotável. A sinfonia das gotas de chuva serve como trilha sonora para as palavras que ganham vida, enquanto a escuridão da noite permite que a imaginação floresça sem limites. É um pacto sagrado entre o escritor e o universo, onde as histórias encontram seu caminho para o mundo.
Então, mergulhe nessa experiência única de ser um escritor. Abraçar os dias chuvosos e as madrugadas acordado é abraçar a própria essência criativa. Permita-se perder-se nas palavras, nos cenários que ganham vida e nas emoções que transbordam das páginas. Encontre sua voz, compartilhe suas histórias e deixe que a magia das palavras toque os corações daqueles que leem suas obras.
