Meio
Meu melhor lugar pra se sentir acolhida é em um abraço é um encontro de alma em meio a silêncio de gratidão .
Apenas um sonho
Em meio aos devaneios
Viu-se uma bela imagem
Flores enfeitando o caminho
O sol iluminando a paisagem
Um par de olhos castanhos
Era o mais lindo poema
Entre linhas havia um mapa
Mas, a passagem era só de ida
Toda vez que mudava o passo
O chão ia se fundindo
De repente acabou-se o chão
Lindas asas foi se abrindo
Esvoaçou em busca do olhar
Quando finalmente pode tocar
Percebeu a distância entre eles
Despertou com sol surgindo
Poema: #Andrea_Domingues©
Todos os direitos autorais reservados 28/06/2020 às 18:00
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Grito de guerra
Em meio às ruínas, me calo
E os tempos sombrios
Emitem estrondos ofensores.
Fazem de cada pedaço espatifado,
De algo que antes era sadio,
A se tornarem entulhos inferiores.
E como se locomover
Onde o peso parece me vencer,
Em cada fragmento que se perdura?
Tudo parece estar a um passo de morrer,
E o jeito é ver melancolia distorcer
O final que não há mais cura.
Envolvida no temido escuro
Ouço vozes intactas,
Que insistem em constantes sussurros.
Embora soam abafadas
Aquietam o sentimento de apuro,
Vindo de uma canção que promete seguro.
E com o resto de confiança,
A intensidade começa a ecoar
Me recordo das velhas lembranças,
Da glória que sempre buscava em almejar.
Seus ritmos repetidos
Me fazem querer te escutar cada vez mais,
Meu interior abriga seus gritos
E melodias da essência que me satisfaz.
Então seja bem-vinda,
Ó doce e brava sinfonia!
Abale minhas estruturas como quiser,
Afinal, você sempre foi minha.
Me faça pulsar para o renascer,
Assim fortaleço seus hinos de motivação,
Transformo razões em batidas com emoção,
Pois isso é que me fará sentir viva outra vez.
Composições que soam em tons potentes,
Onde acendem o pavio apagado.
Me recupero em faíscas flamejantes,
Provocando um estouro inacreditável.
Aos poucos, reparo os danos quebrados
Combatendo o que não é mais tão implacável.
Ah, meu grito de guerra adormecido,
Que ressurge em agitos independentes.
Te eternizo em meus tempos destruídos,
Para me refazer com suas trovas confiantes.
Eu amo animais e condeno qualquer um que fizer mal à eles. Mas eu meio que queria poder matar essas borboletas que ainda sinto no estômago quando penso em você.
Em meio a madrugada
Só consigo escrever
As melhores poesias
Que só combinam com você
Queria que percebesse
A alegria em meu olhar
Quando vem em minha direção
Só consigo lhe admirar
Quero tanto lhe sentir
E matar essa paixão
Quero ser todo seu
Te entregar meu coração
Serei capaz de tudo
Somente para te ter
Me olhando cheia de garbosidade
E sempre poder te compreender
Verde no horizonte
Das alturas vejo em meio
A destruição
Sujeira
Pecado
Pequenos traços verdes
Parece que consigo pega-los com as mãos
Parece tão perto...
Mas não posso ir lá
No meu paraíso
Lá não há dor
Pecado
Sofrimento
Humanidade
Lá é livre de todos os males
Se eu pudesse ir até lá
Descansaria
Deus como quero descansar!
Mas o verde é ilusório
Onde o homem estiver
O mau vai estar a espreita
Procurando brechas
Pará se manifestar
O homem cura
Mas tem medo de segurar
Uma navalha nas mãos
Como confiar?
É mesmo que esse verde
Puro, limpo, sagrado
Imaculado
Estivesse em meu alcance
O sofrimento me alcançaria
Pois onde eu estiver
A dor me alcançará
A humanidade há em mim.
Limpa minha mente Mestre!
Ela ferve como uma chaleira,
Coloca um pano frio e úmido
Sobre minha testa
O vapor é a prova de que fui
Curado
Eu quero me transformar no Verde
Me fundir a ele no horizonte!
Ser imaculado como ele
Impõe as mãos sobre mim!
Tira a humanidade de mim !
Tira o instinto !
Me faz superar a bestialidade!
Transforma minha mente
No jardim do éden
Antes do homem chegar.
Primeiro é como se a gente estivesse no meio de uma crise de choro, a gente perde o controle e desaprende a respirar, e é um descontrole em silêncio.
Depois, a gente pensa que o coração vai parar a qualquer momento por causa do ritmo acelerado e da dor que estamos sentindo.
E é mais que pensar no amanhã com insegurança.
Meus medos, meus danos, minhas dores, tudo se junta em um mix de sentimentos rapidamente.
Desculpa, eu não sei como dizer para que vocês tenham força, eu nunca consegui ser forte o bastante pra não lembrar com dor por tudo que já passei.
Mas eu também não sou forte o bastante pra fazer tudo acabar, sabe? Tomo uns remédios e vou dormir na esperança que eu nunca seja.
O livro sem final, não tem começo,recomeço, meio e coisa e tal.
O livro sem final ,não tem capa,nem contracapa.
O livro sem final, não tem resumo,não tem prefácil,
e ler não é fácil.
O primeiro beijo sai meio perdido, sem compasso, morrendo de sede, depois as bocas nos ensinam a sintonia de amar através de acordes entre lábios aperfeiçoados.
QUARENTENA
Chovia. Lembro da praia vazia, do céu cinzento,
No meio da tarde de um domingo nublado.
Belle de Jour, Alceu não a teria avistado,
Posto que era época de isolamento.
Chovia. Parei no tempo por um momento...
Tão longas eram as noites de confinamento,
Nem pareciam finitas. Casal distanciado.
Mas o amor haveria de ser preservado,
Posto que se pretendia o seu avivamento.
Chovia. No coração, um sentimento...
Não apareceu o sol, mas soprava o vento no mar.
A pandemia congelara a vida,
Mas ontem ela voltou a pulsar,
Ao te rever, minha querida.
Chovia. Havia sobrevida...
Cachorros ladram lá fora,múltiplos sons urrantes no meio da noite
O ronco exaltado dum sono agressivo
Os gatos exaltados gritam. Medo ou bravata
Nem parece noite, as luzes do poste sorriem pra lua
O colega de quarto desvenda Sartre, tão altivo quanto o sol
Quarto poema da noite. Quinto fracasso do dia. Sexto motivo pra vida.
A Noite, poeta assustada que não nasceu pronta,
mas nasceu, opondo-se ao Sol, por causa do sol e da ausência intermitente dele
O ronco não para, o colega exalta ainda o existencialismo,
os cães já roucos não dão sinal de trégua.
Não chove faz um mês, é seco e frio,
é noite ou dia, é pouca energia,
ardido vivo, fluir cansativo,
é baixo
um silêncio que se faz ouvir de pouco em pouco
um existir que vai se consolidando ao esquecer que existe e ao existir de fato,
o escuto do quarto, o ar que entra e sai, e deixa
o som e somente som
a memória do cão no quintal,
o branco ar do teu funeral,
o sol que brilha o meu olho
fechado.
Eu procurei por palavras a serem ditas, procurei em meio ao silêncio a melhor forma de sentir saudades. Mas em mim não existe saudades, existem diferentes tipos de apegos; apego as lembranças que eu deveria esquecer, apego as pessoas que foram embora quando eu pedi pra ficar; apego aos desejos e sonhos mais antigos, como aqueles deixados bem no fundo de minhas memórias. Mas o que eu poderia fazer para não me sentir apegado?
Eu procurei em meio ao silêncio a melhor forma de sentir amor. Amor as lembranças que precisam ser lembradas; amor a pessoas que ficaram quando eu pedi pra ficar; amor aos desejos e sonhos novos e também os mais antigos, porque sei que algum lugar eles se guardam. Mas como poderia existir amor em alguém que não acredita sentir saudades?
Então eu procurei em meio ao silêncio a melhor forma de viver, porque vivendo eu saberia que é possível sentir apego na mesma intensidade que é amar e sentir saudades.
Reflexão pré 50
Meio século!
A gente se cobra, fica diferente. Tenho pouca ruga no rosto, por exemplo, nunca fiz plástica, nem botox. No rosto, o que me incomoda é a pele da pálpebra do olho, que já teima em ficar flácida e borra todo o meu delineador nos olhos.
O cabelo liso sempre tive e, agora, já tenho que manter louros, pois puxa para um dourado que se mistura aos meus fios grisalhos. E se alguém notar os meus cabelos brancos, dane-se: paciência, eu já não dou tanta importância. Pinto, sim, para mim. Não é para esconder nada, envelhecer não me incomoda. Desde que seja com saúde sempre.
Hoje, acho que me aceito melhor como eu sou e como eu gosto, não para agradar os outros. Eles não pagam minhas contas.
Só digo uma coisa: temos que ter a idade que nos permitimos ter e ser. Se aceitar é fundamental para enxergarmos a pessoa que somos por dentro e por fora, muito além do espelho.
Como a maturidade enxergamos que temos que nos permitir e ser de verdade! Feliz!
“Sei que é meio constrangedor, mas preciso do seu favor. Tenho que escrever um poema, que sequer escolhi o tema. Preocupado com a estreia, ainda não faço ideia, do que por na primeira linha; se começo com abobrinha ou com rima que descaminha. Pensei em dar parte de um crime, de um ladrão que se deprime, por roubar o troféu de um time. Ao chegar na delegacia, dei de cara com a atendente, de pouca diplomacia, bem na hora do seu almoço, me mandando voltar outro dia. Desanimado com o assunto, logo tomei outro rumo, e assim eu lhe pergunto: se me ajuda com o resumo. Já me basta um bom rascunho, à caneta de próprio punho, com o nome do personagem, carregado de malandragem, inculto e de pouca bagagem. E assim o tempo passou, e aí veio a PANDEMIA, que o mundo todo parou, e até mesmo a minha tia, que nem de casa saía, da casa ela se enjoou. É melhor congelar o poema, esperar por melhores dias, tudo agora virou problema, sem risos nem alegrias. Hoje o mundo se alucina, em busca da tal vacina, que transforme essa rude sina, que a toda alma confina. “
Esse mundo já está cheio de tormentos,armadilhas, medo, sofrimento, dor e desespero. Em meio a esse caos todo, tente incentivaras pessoas a serem melhores do que elas jamais imaginaram poder ser, por vezes, você se torna a luz do fim do túnel na vida de alguém sem ao menos perceber
Só sei que sei, que quando penso que sei, menos sei. O Conhecimento é adquirido por meio da experiência e dos anos vividos. Respeita a quem atingiu esse grau, e lute para alcançar de forma sabia e honesta.
Supply Chain
É a integração de empresas, pessoas, insumos e tecnologias, que por meio de informações e processos logísticos, geram valor para o cliente ou consumidor final.
Convivendo no meio literário, um dia eu topei com uma escritora que, quando tinha bloqueios criativos, costumava logo buscar um culpado e colocava a culpa de estar assim nas pessoas com quem convivia e conversava no momento. Fosse quem fosse. Desde amigos, novos ou velhos, inimigos e até familiares. Sem dó, nem piedade! Uma loucura! Até eu saí como culpada um dia!
O meio literário não é brincadeira, não; cruzamos com cada louco/a!... Mas também com gente muito "sã" e "sadia", de mente muito "sã" (mas que parece "sofrer" de síndrome de Münchausen, ao mesmo tempo em que parece esconder-se atrás das próprias doenças e usá-las, sempre se vitimizando no fim, sempre saindo e ficando como a vítima da história, para conseguir algo ou chegar a algum lugar!) que não aceita de boa vontade assumir os seus erros e sai culpando os próximos...
Espero sinceramente que aquela escritora com quem um dia topei tenha mudado esse jeito com o qual costumava agir!
