Meio
Felicidade
Corri em direção a liberdade
Encontrei no meio de tanta solidão
um lar
Alguém que pensei que tinha amor para me dar.
Por muito tempo sozinho eu estava
E então deixei-me levar pelo
momento
E sem nem pensar no que eu sentia realmente por dentro...
Sozinho, eu me sentia sozinho
E com o “falso amor" ao meu redor minha ingenuidade era a maior.
Um lar eu ganhei
Carinho eu tive, amor.. isso eu não sei
Com o tempo a empolgação foi se esfriando
Minhas brincadeiras já eram ignoradas
Minha forma de ter atenção já incomodava
E eu pensei que talvez eu não seja mais o querido da casa
Talvez eu seja agora um incômodo
Um erro
Uma escolha do calor do momento
“Não devíamos ter o adotado"
Era isso que eu ouvia pela casa
E talvez minha presença ali
Agora não era mais necessitada
O animal fofinho
Agora conhecido com o chatinho
Já estava dando trabalho
Mas tudo que eu queria era ser amado
E por um tempo eu pensei que teria isso, mas agora vejo que eu fui deixado de lado.
Aquele animal que foi adotado agora sendo levado para um lugar desconhecido, vendado
Sendo ali abandonado por alguém que ele amou incondicionalmente por ser adotado escolhido entre muitos para ter um lar
Um lugar onde morar
Alguém para poder amar
E alegria a todos poder dar.
Mas agora vendo ele se afastarem me pedindo para ficar naquele lugar, e nem me falaram que seria meu novo lar.
Ali chorando eu fiquei pensando que iriam voltar
Para me levar para casa
Meu lar
O lugar em que eu pensei que sempre iria ficar
Mas agora vejo que a solidão comigo está
Sozinho ali, vejo a noite chegar, os dias passarem, a fome me dominar
E chegou então um momento que não consegui mais gritar
Gritar por ajuda
Me levem de volta para meu lar
E sinto que ninguém irá me ajudar
Pois deixei mais uma vez me enganar
Em pensar que alguém comigo queria ficar
Então espero toda essa dor cessar
E todas as noites a morte vem me visitar
Falando que com ela eu posso ficar
Então deixei a morte me levar
E espero desta vez não me enganar.
_Não abandone os animais_
Me sinto só
Minha alma agora sedenta de paz
Procurando formas de se remediar
Em meio aos lamentos e dor que sentia
Meu coração só gritava.
A dor agora insuportável
E meu corpo sendo machucado
Pela lâmina sedenta de morte
Mostrando junto ao sangue o passado
Que me destruiu em apenas um corte
O fogo que queimava
Se mostra frio
A alma iluminada
Agora anda vagando pelo
Mundo onde não há vida
Procurando formas de se reconstruir
Para algum dia então poder sorrir.
A paz em meio ao caos
A luz em meio a escuridão
Mostrando o caminho para
O início de uma grande questão
O fardo agora sendo carregado
É mais pesado do que parecer ser
O sentimento que entanto era impossível
Te mostra algo possível a se fazer.
O ser que antes iluminado
Agora se mostra apagado
Mas antes fosse pela morte
Do que esperar a vida, ser sua por sorte.
O tempo passa a dor consome
A morte se tornou presente
O sentimento que antes reprimido
Agora pela vida foi mostrado
Fazendo assim o ser que antes lutava,
Ser de novo abalado.
Sua imagem em órbita.
Flutuando em meio aos meus pensamentos,
Me faz sentir feliz
E esquecer os meus lamentos
Tu tem brilho próprio
Que trás luz para minha escuridão
Em ti encontro abrigo
Para meu solitário coração.
Te olho entre as nuvens
E me perco no espaço
Que há entre nós
Só queria por um momento
Que as estrelas
Nos deixassem a sós.
CUMPRIMENTO LEAL DO PLANO DA EVOLUÇÃO DIVINA
A justiça de Deus é rígida e, por meio de suas leis, deve ser seguida a rigor. Ela exige o cumprimento leal do plano da Evolução Divina que para nós foi traçado, o qual determina que se quisermos nos aproximar da nossa principal missão que é a Perfeição, devemos segui-la à risca.
Se para você está difícil, imagine para a Lua que tem que brilhar mesmo em meio a escuridão e ao vazio espacial. Aprenda com ela, brilhe!
Seu brilho não será em vão, assim como o brilho da Lua não é para os enamorados.
SOB PRESSÃO
Difícil pensar no alvo,
no foco, na nascente da resposta.
Em meio ao alvoroço de idéias distorcidas,
do emaranhado de possibilidades improváveis,
no epicentro da negatividade.
Difícil se equipar de material bélico
capaz de dilacerar os fatos,
estilhaçar o telhado de vidro
construído sobre o amontoado de emoções.
No entanto e num instante,
em meio à ebulição de idéias, a luz.
Coloca-se a tampa, cria-se mais pressão,
que cozinha o feijão,
que movimenta a locomotiva,
que move o gerador,
que me dá velocidade,
que me faz vencedor.
"Em meio à crise do coronavírus tenho notado um vírus muito mais letal: a ignorância, mãe da demagogia. Não há vacina suficiente."
Uma nova era surgirá em meio ao caos da pandemia assim, que os seres humanos aprenderem a valiosa lição. Isso tudo passará na hora certa. Não se apoquente. Deus esta sempre no comando de tudo.
Gostava das nossas noites "perdidas", daquele "oiee" no meio da madrugada. Dos fins de semana de conversas constantes... Gostava de tudo, daquele sorriso bobo, você dizia que eu era suspeita porque dizia que gostava disso ou daquilo. Mas eu não era tão suspeita assim, eu só era uma apaixonada.
E mais um raio caiu em meio as árvores, o fogo na mata se espalhava.
O som forte de trovoadas ecoavam por todo lado, os animais pareciam aterrorizados.
Presságio que mais uma vez o céu iria enxaguar as impurezas, era a temida chuva.
O fogo aos poucos se apagava, roedores agora precisavam sobreviver e se refugir dos golpes frios e gélidos de água.
como uma cascata de chocolate, a água enlameada chegava aos rios que desaguava na imensidão do oceano, sujando de tal forma como se fosse um cisco no olho de um gigante, comparado a imensidão do mar.
Algumas horas se passaram e o calor na terra, aquecia o solo e até mesmo ardia a pele ou pelo.
Sinal verde quando o sol chegava ao clímax iluminando todo o mundo, agora os pássaros podem cantar, a mais completa sinfonia orquestrada pelo o organizado coro, fauna.
O mundo é mundo é mundo, complexo e simples, sem palavras, sem dialetos, sem linguagem.
A caça e caçador, a presa e o vilão que espreita, seguem o fluxo do cotidiano da vida.
E foi assim por milhares de anos, até que o homem surgiu.
Tudo era perfeito, até que o homem imperfeito, que se acha perfeito, trouxe consigo o mais horrível significado de perfeito, perfeito caos.
Queria ser uma estrela
Ter todo o seu brilho
Toda sua beleza
Reluzir lindamente.
Morar em meio a outras estrelas
Onde a maldade não chega
Apenas a natureza exerce seu poder
E a paz é constante.
Esta estrela deve ter inveja de mim
Porque moro na terra
Não passo solidão
E tenho uma história.
De onde está, ela nos olha
Se pergunta como é o amor
Como é sentir as emoções
E chora sem poder chorar.
Sempre queremos ser o que não somos
Por achar que o valor do outro é maior
Maldição ter esse pensamento
Todos somos preciosos, cada um do seu jeito.
Ao passar entre meio as pessoas a tua volta, passes como uma cruz, pois serás por elas crucificados ainda que tenhas o coração puro e a alma transparente, porque assim foste Jesus Cristo em meio a multidão.
Muitas das noites mal dormidas foi pensando em nós dois em meio a brigas e intrigas o amor ficou pra depois ...
Faltou diálogo ,carinho um pouco mais de dedicação e foi crescendo muitos espinhos dentro do meu coração , eu um perfeito desatento não percebi oque acontecia que entre inúmeras discussões o seu amor por mim morria , mas foi aí que eu percebi e nessa hora a ficha cai e quando de tudo eu me arrependi notei que era tarde demais
Você cansou de esperar mudanças e olha que só você acreditou em mim e com minhas atitudes de criança fiz nosso amor chegar ao fim 😟
Paradoxo da Quarentena
Em meio há falta de fatos,
Existem sobra de falas,
Diminui-se as pessoas,
Multiplicam-se as valas.
Somam os achismos,
Baseado em "notícias".
São totalmente verdadeiras?
Ou apenas fictícias?
O que é seguro?
Será que vale o conceito?
O importante é o povo?
Ou o que fala o prefeito?
Ser humano em conflito
Pela inversão de valores,
Ouvem-se choro de mortos
Isto é um circo de horrores.
Economia contra Saúde
Quem vence esta guerra?
De quem será os espólios?
Polarizações na terra.
A consciência em xeque
Com aumento na desunião,
Ainda vemos outro ser
Como o nosso irmão?
Permaneci
Estes dias, fomos amor.
A quilómetros de distância, no meio de uma pandemia
Despimos a alma
Deitamos as entranhas de fora, para amar.
Acreditamos estar certo que o longe era, na realidade, perto
e que podíamos germinar.
Apostamos. Jogamos tudo. Por dentro das horas da noite.
Através de plásticos brilhantes
ouvidos atentos e corações quentes.
E achamos que era o verdadeiro eu que estava no centro.
Mas não é a distância que mata. Não é o vírus que tememos.
É a fuga das palavras pesadas que magoam.
É a perda do tino por dentro.
É o confronto gratuito e vazio.
É o desrespeito que poderia ter sido eterno destino.
E então…
estes dias, estive contigo, dor.
Entrei dentro de ti e senti-te a fundo.
Ouvi-te e percebi o que querias dizer.
Ouço-te plenamente. Sinto-te profundamente.
Contudo, não entrarei nas tuas estranhas entranhas, façanhas.
O meu eu permanece. Tu não és o EU.
Eu tenho-te, dor. Eu não sou a dor.
Pela primeira vez consigo te avistar sem me perder em ti.
Saboreio-te, porque és dor de amor.
Talvez a melhor dor de sempre para sentir.
Perdi amor, ganhei dor, mas permaneci em mim.
Patricia Araujo,
Portugal In Antologia "Quarentena-Memorias de um país confinado" - Chiado Editora
