Meia-noite
CORPOS SANTOS
Acho que ainda não é meia noite,
Quem dividiu a noite eu não sei,
Mas está tudo bem silencioso,
Está meio medroso, o carro preto veio...
Todavia eu procuro umas palavras,
Eu procuro umas palavras,
Umas palavras eu procuro.
Além do muro onde me escondo
Um mocho grasna seu agouro fúnebre,
Esse silêncio tenso tem o timbre do mais triste escuro
O carro preto... o carro preto às vezes é prata,
Às vezes é vermelho, as vezes é branco
Para cobrar vem como um raio
Vem como um relâmpago
Acho que ainda não é meia noite e o pipocar da vida
Abrindo feridas em tantos corpos santos;
Jazem no asfalto anjos sem mantos sob a luz da lua
Seus corpos tatuam pra afastar o medo
Eu procuro palavras... eu procuro palavras
Pra descrever a morte
Acho que ainda não é meia noite...
Quem dividiu a noite pra mim ainda é segredo
Nesse contexto. me parece, morrer é muita sorte
E viver não passa que morrer de medo
Depois da meia noite
fascinado e encantado
diante do espelho me surpreendo:
"é, eu existo mesmo; mas já se passaram cinco séculos...
cinco séculos!
"Será que eu sou esse Deus de quem tanto falam..."
Gosto de meio a meio, de meio-dia, de meia-noite, de meia-luz, de meia-entrada, etc. Mas detesto meias verdades e meias mentiras. Ou você fica de um lado do muro ou do outro. O que não pode é ficar em cima. Opinião é importante, decisão é fundamental. Atitude, porém, não tem preço.
Dádiva de um sonho
Flor Azul
Era meia noite...
E o céu brilhava entre as estrelas...
E no meu quarto...
Despi me e deitei me...
Confusa em meio a tantos devaneios...
De repente sinto um perfume no ar...
E como sempre...
Ele está lá...
Com uma Flor Azul em suas mãos...
A flor dos meus sonhos...
Olho assustada para a porta e ela continua trancada...
...Se aproxima de mansinho e já não sinto medo...
Me beija suavemente, enquanto coloca a flor em meus cabelos...
Acordo na manhã seguinte...
Nua, sozinha, com os lençóis em desalinho...
Meio atordoada...
Começo a acreditar...
Que tudo não passou de um lindo sonho...
Mas o cheiro da Flor Azul ainda está no ar...
Me cubro com um lençol...
Vou até a janela...
Olho para fora e nada vejo...
E nesse exato momento...
A Flor Azul cai do meu cabelo...
O tempo passa com rapidez...
Daquela noite não me esqueço...
Os sonhos são engraçados...
Pois, estão sempre a um passo da realidade...
Um dia abri a porta procurando uma saída...
E o encontro com a Flor Azul em mãos...
Novamente...
Invadindo a minha vida...
Eu amaria
.
Se dela eu fosse, eu a amaria...
Da meia noite ao meio dia
Eu amaria à Maria.
E como eu a amaria...
A ela eu me daria
E à Maria eu amaria.
No calor de um abraço
Ao sussurro ao pé do ouvido,
Se dela eu fosse, eu a amaria.
À Maria eu amaria...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
"As grandes mentes despertam para criatividade e para o trabalho produtivo depois da meia noite, contudo esta clarividência pode se estender até amanhã seguinte..."
'As coisas são articuladas entre às seis e a meia noite, mas elas se apresentam mesmo é entre a meia noite e às seis. Pois, é na sombra das noites que acontecem as coisas e só quem madruga e perambula é quem pode ver".
Demora
O coração bate meia-noite
O vento abre a janela das horas
E por enquanto o relógio ainda chora
Lá fora, a Lua a pino brilha linda
Demora
O destino não concretizou-se ainda
O rumo da vida é ser feita de horas
Perfeitamente lentas
Aumentando o fluxo
do vento pela janela
Momento a momento
Cada vez mais lentamente
Se a noite quis ser imperfeita
O fez com tanta perfeição
Que até agora eu aqui
No colo da rede
Sinto sede de sonhos
É tanto Céu
É tanta noite
É tanto solo
É tanto nada
Alta madrugada
Alvorada
Dia claro
Noite escura
Aquilo que se espera
Sem saber bem ao certo
Se vem ou não vem
Demora
O coração marca as horas
Enquanto o relógio
chora.
Edson Ricardo Paiva
23 de fevereiro
Meu querido Rick, eu sei é tarde, pois já passa da meia noite, mas me perdoe a má- caligrafia, me perdoe o sentimentalismo. É que sentimentalismo é meu nome do meio e não consigo ficar séria quando penso em você e quando a música “When you´re gone”, da Avril toca, pois ela me faz lembrar de você e de todos os sentimentos que transbordam por meu coração a ponto de eu não conseguir contê-los, a ponto de eu precisar escrever para não sufocar. Os anos longe de você parecem décadas e me sinto perdida quando penso que já faz tanto tempo, que você tem outra, que é tarde e estou perdendo meu tempo escrevendo em vão, que esse amor é sem esperança e sem futuro, e que eu te amo, te amo, te amo de forma enlouquecedora e esse amor me queima de dentro para fora, fazendo com que eu não consiga amar outro além de você. Perdoe esses versos sem sentido, perdoe o meu amor, embora talvez, quem sabe, você riria dele se soubesse. Você sairia anunciando aos quatros cantos que te amo e como sou insana, e talvez você tivesse razão pois eu me sinto cada vez mais insana conforme o tempo passa e deixo de estudar e construir meu futuro olhando as estrelas e pensando desiludida em você, e às vezes me acho tão idiota e débil…Eu estou tendo um ano bom, todavia, minha melhor amiga foi embora e isso me faz ficar ainda mais triste, e até as aulas estão sem graça sem ela. Eu sou um tal qual uma mocinha de filmes antigos; frágil, doce e sentimental, e tenho medo de não conseguir encarar os desafios que a vida me impõe, contudo, até agora estou indo bem, estou lidando super bem com as aulas, com meus compromissos do dia a dia, com a adolescência, e olha que a adolescência não é fácil! Devo dizer que estou amando estudar as orações coordenadas e subordinadas na aula de português, embora isso não seja novidade, pois eu amo português! Eu não deixo de sorrir toda vez que a professora Rosa entra na sala e nos explica uma nova classificação de orações, ao mesmo tempo em que meus colegas sentem vontade de pular da janela sem hesitar. Quem sabe nem todos consigam compreender o amor, a magia, a poesia que brota nas entrelinhas… Queria saber como você está e quem sabe vê-lo um dia, mesmo que de longe, só para servir de alento, só para dar uma folga para essa saudade que sufoca. Talvez se eu fizer um pedido a uma estrela, ela atenda meu desejo e permita que eu te veja, mesmo que de longe, como aquele dia na sexta-serie, aquele breve momento de doçura. Eu me subordino a você como uma oração sem sentido, sem complemento, pois meu complemento é você e sem você estou fadada a vagar por aí como uma oração subordinada, que não é totalmente clara, que depende de outra, que depende de algo, que depende de você. Sei que isso é errado, mas é a realidade, e é provável que o que eu queira te dizer com esse momento de prolixidades seja apenas isto: eu sinto sua falta.
-Annie.
(Anseios de uma jovem escritora)
Quase meia-noite ainda,
teu cheiro ainda está no ar.
Não sei por quê, mas resolvi te esperar,
por esperança de um dia você me ligar.
Mas, se não,
ainda te espero voltar.
Pode ser hoje ou não,
mas sempre vou te amar.
Sentir você de novo,
perto, à beira-mar.
Eu quero você aqui comigo,
dessa vez vou me entregar.
Devo ficar esperando?
Será que algum dia
você vai voltar?
"Por volta da meia-noite, enquanto Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos ao Senhor, os outros presos ouviam.
De repente houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram sacudidos, todas as portas se abriram e as correntes de todos os presos se soltaram!"
(Atos, 16: 25;26)
"O louvor tem um poder imenso de curar e libertar vidas angustiadas. Se você estiver angustiado procure ouvir louvores. Cante para Deus, mesmo que seja com lágrimas. Suas forças serão renovadas!"
—By Coelhinha
No alto da meia-noite
das verdades ditas
após a Primavera
para vencer o mundo,
porque o importa
tem a ver com caridade.
Neste continente onde
não se legitima,
e de quem não se ajuda;
não sei o quê o futuro
reserva para nós.
Não há jogo, e muito
menos negação
da realidade histórica;
Há um desejo que tudo
não tenha passado
de um simples pesadelo.
Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã.
Ainda posso sentir você nos meus sonhos
E lá tudo é mais simples.
Meia noite,
Te encontro no seu quarto
Uma cama pequena é o suficiente
Começando com beijos, bem comovente
Você me olha, já estando ciente
Eu encosto no seu corpo nu, quente
O meu está fervendo
Camisa pra lá, calcinha pra cá
Seguro suas pernas ao redor de mim
Eu desço beijando entre seus seios
Mãos deslizando no mesmo ritmo que desço
Seios,
Abdômen,
Mais um pouco.
E de repente,
Suas pernas ao redor da minha cabeça
Me apertam.
E suas mãos no meu cabelo
Me puxam.
Tudo no silêncio da noite,
Ninguém pode nos ouvir.
Ainda posso te sentir nos meus sonhos
E lá tudo é mais simples.
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