Medo de Falar
Inconstante vida
Nesse levante a compreensão é rara, e o sofrimento constante. Sinto que em minhas entranhas correm temerosos ventos de medo e insucesso tão grandes que meu olhar em outrora alegre, se finda em tristeza: infundada, imprecisa, mas pertinentemente presente em meus dias. Muito embora, nem sempre eu consiga demonstrá-la. Talvez nem queira, talvez seja um mecanismo de defesa do tão maravilhoso organismo humanoide onde rege e habita minha reles consciência.
Eu posso gritar
Fazer barulho
Me entregar nos versos
Criar canções
Te mostrar o meu melhor sorriso
Mas é o meu silêncio
Que mostra quem sou
Quem afina a dança
Quem diz tudo sobre mim
Quando na realidade
Eu não sei nada ..."
A esperança sempre se manifesta como a expectativa ansiosa de eventos auspiciosos e gratificantes, enquanto o medo, em contraste, representa a antecipação aversiva e apreensiva diante de desfechos adversos e desfavoráveis.
O medo constitui um afeto essencial à existência humana, representa uma forma de interpretação do mundo, exercendo uma função protetora.
Faça aquele movimento que você tem medo de fazer e veja sua vida mudar. A verdadeira liberdade está do outro lado do medo
O medo do futuro é um espectro que paira sobre mim, uma sombra que se alonga com cada passo que dou em direção ao desconhecido. É uma angústia silenciosa que se infiltra nos momentos de quietude, quando minha mente está livre para vagar por caminhos escuros e incertos. O futuro é uma vastidão de possibilidades, e nem todas são benévolas. Entre elas, o abandono se destaca como um fantasma insidioso, uma possibilidade que corrói a minha paz interior.
O medo do abandono é um peso que carrego no peito, uma constante sensação de que as pessoas que amo e que me dão sentido podem, a qualquer momento, desaparecer. Esse temor me deixa à mercê de uma solidão esmagadora, uma solidão que não é apenas a ausência de companhia, mas a ausência de conexão, de entendimento, de amor. É um vazio que se instala e se expande, engolindo todas as luzes que poderiam iluminar minhas noites mais escuras.
A solidão, quando combinada com o medo do desamor, transforma-se em um abismo profundo. O desamor não é apenas a ausência de afeto, mas a presença do desinteresse, da indiferença. É olhar nos olhos de alguém que já foi tudo para mim e não encontrar reflexo, não encontrar calor, apenas um vazio frio e distante. É o toque que não aquece, a palavra que não conforta, o olhar que não encontra reciprocidade.
O medo do futuro, do abandono, da solidão e do desamor são correntes invisíveis que me prendem, me sufocam lentamente. Eles me fazem questionar a razão de continuar lutando, continuar esperando, continuar amando. Eles me roubam a coragem de sonhar, de acreditar em um amanhã melhor. Cada dia se torna uma luta contra uma escuridão interna, uma batalha silenciosa e solitária.
Nos momentos mais baixos, é difícil lembrar que já fui feliz, que já acreditei no amor e na conexão humana. O medo distorce minhas memórias, transforma o passado em um espelho distorcido e o futuro em um cenário desolador. A esperança se torna um luxo distante, uma chama quase extinta em meio ao vendaval de incertezas e angústias.
É um sofrimento constante, uma dor que lateja na alma, uma presença sombria que nunca se vai. E assim, sigo adiante, cada passo pesado, cada respiração um esforço, cada pensamento uma luta contra o desespero. Porque, no fundo, o medo do futuro, não é apenas o medo do que está por vir, mas o medo de que o presente, com todas as suas dores, nunca vá embora.
Idade & Eu
Tenho pouca idade, mas pouca idade de diferença para a minha idade, eu seria de maior.
Tenho pouca idade, mas o equivalente a essa pouca idade, o mundo mudou um tanto.
Tenho pouca idade, mas o quão pouca é a minha idade?
Tenho pouca idade, mas nenhuma idade é pouca.
Tenho pouca idade, mas a idade passa ligeiro.
Tenho pouca idade, mas muitos anos passados.
Tenho pouca idade, mas o tempo voou, e já se passaram mais 15 anos.
Tenho pouca idade, mas hoje, a pouca idade só ficou na memória.
Eu não gosto mais de aniversários.
Arthur Luiz dos Santos Silva
01/07/2024
10:00h
15/07/2009
O web viajante
O jeito é sair da internet,
Já vi muita gente achando graça
De coisas que eu já vi
Isso dá uma angústia
e uma sensação de que nada novo,
Será tão incrível como "aquilo"
Sei que é só uma sensação de nostalgia!
Como se o passado fosse melhor...
Mas, é como se eu morre-se a cada informação já vista
Meu peito se enlouquece e minha mente se embaralha
E meus olhos se perdem nas fotos dela
Aquela que já me fez se sentir completo um dia
E entre todo esse frio
Eu sinto o calafrio do seu abandono.
Não controlamos o mar
Podemos surfar, nadar ou até nos afogar
Sentir a água, a força e a temperatura
Ou apenas observar
Alguns moram perto da praia
Outros moram muito longe
Há quem more perto e nunca vá
Assim como há quem sonhe em conhecer
Você se lembra da primeira vez em que viu o mar?
Teve medo ou ficou encantado?
Saiba que a grandiosidade está dentro do seu olhar
E do seu viver
As suas águas ainda se movem?
E a sua força, onde está?
Por muito tempo calei
para que outros não saísse como ruins
Ao meu redor, vi o sucesso dos meus
enquanto me perguntava o pq de tudo está desmoronando
mas ainda assim, eu ri
eu ri de desespero
ri de medo
ri de tanto chorar
e no final de tudo eu morri.
Quando o medo bater palma em teu portão, não se intimide, arme-se com o teu melhor sorriso, encha-se de fé e deixe que a tua coragem abra a porta.
