Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
DOR INFINDA
Já no sumido aquele afeto profundo
Só eu, ó pieguice, só eu me lembro
Das noites e dias secos de setembro
Maçadas, e o meu amor moribundo
Desde esse dia, eu ermo no mundo
Atado a solidão e sem deslembro
De ti, e do falto um azedo membro
Não houve fôlego por um segundo
Quando, ainda cria... - hoje perdido
E lastimando no leito a desventura
Tenho a sensação de já ter morrido
Ah! saudade, que a vasca mistura
No peito, e ao aperto tão sofrido...
Dor infinda... e cheia de amargura!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 06/2020, 05’46” – Triângulo Mineiro
Poeta sincero
Já li que poeta não escreve para agradar
Eu também não o faço, hei de confessar
Escrevo sobre aquilo que sinto
Prefiro dizer minhas verdades, não minto
Mas para dizer o que penso não preciso de ofensas
Dou a opinião e os motivos, quem quiser se convença
Respeito o direito alheio de pensar diferente
Mas que fale com respeito
Que trate gente como gente
E aprendi não me importar se alguém quiser me ofender
A ofensa fica com ele, não vou receber.
Desde que você partiu
Naquele dia de outubro,
Exatamente em outubro
Naquele dia eu escrevi
Traduzindo cada um,
Um a um os sentimentos
Hoje se passaram sete meses
Aproximadamente 210 dias
As horas pouco importam
Mas tenho o mesmo número de cartas
todas endereçadas à você,
escrevi elas, desde então
Mas tem um detalhe
eu nunca as enviei
guardei-as com dor e saudade
Meu coração ainda está quebrado,
como antes, em outros momentos
Estou me sentindo vulnerável,
Ah, como dói meu coração
Ontem a noite, mais uma vez
Eu chorei querendo você
Desejando tua mansidão
Não tenho vergonha em dizer
Em escrever ao universo
Esses sentimentos
Tenho a certeza que te amei
Com o ardente fogo da paixão
(DiCello, 28/05/2019)
Tudo que eu quero é ter o coração leve, abraço que me aconchega e paz que me acompanhe!
@elidajeronimo
Cada cabeça é um mundo.
Eu acredito na energia, na vontade, no que move e no que envolve o "a dois". Idade não é identidade. É apenas mais tempo vivido e dentro desse contexto, o que difere um ser do outro é o intelecto e a responsabilidade.
Lira
Noutro dia, talvez eu encontre em ti
Àquele pequeno cisco de amor.
Traços e formas do teu rir,
Em dunas ou subúrbios por ai.
Truanaz, pois, encontro-me arrebatado de fulgor.
Todavia, jamais me adiantara o agora.
És tu! Tu, somente!
Extasia-me ao menos essa vez
Com um belo ardor.
Ou àquela simples e
Clichê prova de amor.
Adianto-te logo, não serás lamentação!
Apenas fomenta a tormenta que,
Ao empatizar meu sentir,
Deve-te fazer, no mínimo, querer fugir.
Antes que pergunte, sim!
Há fuga pelos deletérios da solidão.
É que às vezes você não me entende, sabe? Eu sou como Dente de Leão, quanto mais você sopra, mais delicadezas eu te espalho.
Ricardo F.
NÃO SOU EU
Saio de cena
Quando volto
Não sou eu.
Busco o poema
Quando encontro
Não é mas
O mesmo tema.
O poema, e eu
Não somos dois
Somos um
Em um mesmo corpo.
Eu sofro uma loucura transitória, ando nessa terra e cruzo a linha divisória, que separa a loucura e a razão nesta história.
LAMBANÇA
Eu fui um homem de muita fiança
E respeitado na vizinhança
Mais minha vida teve mudança
Devido as filhas de uma Bragança.
Desde menino, gostei de dança
Nos conhecermos numa festança
Depois casemos, sem ter finança
Chegou os filhos, chegou cobrança
Mulher de pobre é uma impricança
É só ter filhos, já se desmancha
Dinheiro acaba pobreza avança
A fome chega rocando a pança.
Eu impriquei lá na vizinhança
Devido as brigas de minha criança
Um dia eu pego a mulher com a trança
Caxoto tudo, e fujo pra França.
Eu já amei demais, gostei demais, me apaixonei demais, e sofri demais também. Eu não consigo me lembrar quantas vezes apanhei de vida, do amor, das pessoas, não consigo querer amar alguém de novo, tipo aqueles filmes, que a pessoa sofre, e então vê alguém, a luz no fim do túnel, se apaixona, ama, e tem um lindo futuro, eu não quero isso. Eu me doei demais, por pessoas que não me queriam. Eu só queria arrancar meu coração e nunca mais senti nada por ninguém, seria tão fácil, sofrer dói, e eu estou exausto.
Se eu tivesse um desejo, desejaria descobrir onde eu errei, desejaria saber o exato momento em que as minhas palavras se tornaram vazias e sem valor algum. A noite continua como sempre linda, as vezes a lua e as estrelas vem me visitar. Uma brisa leve sussurra em meu ouvido.É à noite a me chamar. Temos um compromisso escrevo numa pequena folha poemas que vem do coração.boa noite.
A nuvem voa
E não é à toa
Que tudo isto roda
Numa boa.
Numa má,
O tempo que vá
E eu fiquei,
E atrasei-me
Por cá.
Numa nuvem,
Eu irei.
E não é à toa
Que tudo isto roda
Para que numa boa
E numa má
A ignorância não permanecerá.
Todavia, o tempo,
É coisa rara.
É um ferimento,
Que não sara.
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