Luto Morte
"A agiotagem é um labirinto de entrada fácil e duas saídas: a escravidão ou a morte. Quem não tem juízo arrisca!"
Por trás de qual máscara a morte esconde sua face?
Muitas vezes, a morte ingressa em nossa vida de maneira sorrateira, abrupta, súbita.
É despejo sem aviso.
Golpe sem chance de defesa.
Decreto de efeito imediato.
É quando a morte se avizinha como uma inimiga dissimulada:
Caminha com uma cortina de fumaça. Até o último fio, pode nos iludir, até que decida se revelar (implacável).
É mestre dos disfarces. Passo na ponta do pé. Som no volume baixo.
A morte será sempre aquela visita indesejada.
E não há mudança de endereço que escape da sua senda. Ela sempre nos encontrará.
Diante da morte, nossa impotência é grafada em letras garrafais. De mãos atadas, acatamos o inaceitável.
A morte física nem sempre é a melhor solução. Na maioria dos casos serve como recado. No xeque-mate político existem outros modos de matar ou silenciar uma pessoa.
Ser Cristão é transpor qualquer coisa na vida, até mesmo a morte, nada vai além da vontade de Deus, e Jesus foi exemplo nisso
O ataque coordenado pelos EUA/Israel e seus aliados da União Européia ao Irã,
com a morte do líder religioso iraniano
(Ali Khamenei) vai implicar em muita coisa
no mundo em geral, as principais são:
alta do petróleo e aumento da inflação.
Há quem comemore o ataque e o óbito do líder do Irã acreditando que com a eliminação dele o Irã vai se livrar do regime teocrático e ditatorial.
Ou são ingênuos ou são, totalmente, sem noção.
Muita água ainda vai correr debaixo dessa ponte... haverá uma sucessão de ataques e represálias , direta e indiretamente , aos envolvidos nesse conflito.
Há risco de uso de armas nunca vistas antes... Ninguém tem o que comemorar, mas sim se preocupar. A panela de pressão está prestes a explodir. Salve-se quem puder, se puder...
Eliminar um líder não necessariamente muda o regime.
Embora possa parecer que a morte de um líder duro enfraquece um governo, regimes teocráticos não dependem exclusivamente de uma única pessoa.
Outros membros estruturais, como instituições militares, redes de poder clerical e apoiadores ideológicos podem se reorganizar e até endurecer (ainda mais!) como resposta ao ataque.
A “lua de mel” entre guerra e paz não dura, nunca durou!
A história moderna mostra que grandes conflitos tendem a ter repercussões duradouras: mercados, diplomacia e relações entre Estados levam tempo para se ajustar,
e muitas vezes pagam o preço por anos após o cessar-fogo.
Ninguém, de fato, “vence” facilmente grandes guerras. NINGUÉM!
Conflitos amplos como esse raramente têm um resultado claro sem enorme custo humano e social, tanto para os diretamente envolvidos quanto para o resto do mundo, economicamente e geopoliticamente falando.
Eu me lembro bem (minha memória é excelente!) , enquanto meu pai assistia o "Reporter Esso" , transmissão que terminou no final de 1970, mas meu pai morreu em 2001 chamando o jornal televisivo assim,
já ouvia falar e via imagens sobre o Oriente Médio e seus conflitos e absurdos ...
Estamos em 2026 e nada (NADA!) mudou.
Não será agora que irá mudar, né?!...
O antigo ditado popular diz que:
Pau que nasce torto... permanece torto.
Eu sou dessa ideia.
✍©️@MiriamDaCosta
Ameaçar alguém de morte é crime no Brasil.
A conduta é enquadrada no Artigo 147 do Código Penal, que tipifica o crime de ameaça e se aplica a intimidações feitas por palavras, escritos, gestos ou qualquer outro meio.
Fonte: Jusbrasil
PS: Faça um (BO) na Internet ou Pessoalmente na Delegacia.
Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.
_KANGAL
A morte perguntou: _Quantas almas irei ceifar para poder trocar de Cargo ?
Cronos disse: _Um ano apenas depois aumentamos seu salário!
Enquanto o desespero consumia tua alma
e a morte já estendia o véu sobre teu caminho,
tu tremias diante da escuridão.
Eu, porém, dancei com ela.
Fitei seus olhos sem desviar o meu,
atravessei seu silêncio
e a distraí o bastante para arrancar-te de seus braços.
Hoje, proclamas tuas vitórias
como se jamais tivesses caído.
Mas nunca venceste a morte;
apenas sobreviveste porque alguém
teve a coragem de bailar com ela
enquanto tu te desesperavas.
Uma vez perguntaram: qual é o fim esperado de um relacionamento? Muitos responderam a morte de um dos envolvidos, e eu respondi separação. Depois, eu concluí que não há final feliz em uma união. Talvez haja separações amigáveis, mas a união se foi e será que ela foi realmente necessária? De qualquer forma, no mínimo alguma expectativa foi quebrada. E quanto à morte, talvez a única forma feliz seria caso a pessoa (eu) morresse primeiro, já que a própria morte, em tese, não faz parte da existência, já que é o fim dela. Mas, além de condenar o outro ao sofrimento (o que não seria amor ao outro), acaba caracterizando em algum nível falta de amor-próprio, caso isso seja forçado, já que é um processo inevitável. O início é incerto e o final é trágico, por tanto só há pitadas de esperança no caminho que é emaranhado com problemas, mas é isso que pode fazer valer a pena.
Quem teme a morte já assinou contrato com a própria rotina: acorda, respira, se condiciona e chama isso de vida. A dignidade não está em durar, mas em incendiar o instante com presença. Morrer não é o perigo; o perigo é sobreviver intacto, sem nunca ter sido de verdade.
Enquanto você fica procurando uma razão para a vida, a morte pode te deixar mil desculpas por não ter vivido.
A EVOLUÇÃO PERISPIRITUAL.
Autor: Léon Denis.
Fonte: Depois da Morte.
As relações seculares dos espíritos e dos homens, confirmadas e explicadas pelas experiências recentes do Espiritismo, demonstram a sobrevivência do Ser sob uma forma fluídica mais perfeita.
Essa forma indestrutível, companheira e servidora da alma, testemunha de suas lutas e de suas dores, participa de suas peregrinações, elevando-se e purificando-se com ela. Formado nos mais ínfimos graus da animalidade, o ser perispiritual sobe lentamente pela escala das espécies, impregnando-se dos instintos dos animais selvagens, das astúcias dos felinos e também das qualidades e tendências generosas dos animais superiores. Até então, não passa de um ser rudimentar, um esboço incompleto.
Ao chegar à Humanidade, começa a refletir sentimentos mais elevados; o espírito irradia com maior força e o perispírito ilumina-se com novos fulgores. De existência em existência, à medida que as faculdades se desenvolvem, as aspirações se depuram e o campo dos conhecimentos se amplia, ele se enriquece com novos sentidos.
Cada vez que uma encarnação termina, o corpo espiritual se desprende de seus andrajos de carne, como uma borboleta que emerge de sua crisálida. A alma se reconhece então completa e livre e, ao contemplar o manto fluídico que a envolve, por seu aspecto esplêndido ou miserável, certifica-se de seu próprio grau de adiantamento.
Assim como a árvore conserva a marca de seus desenvolvimentos anuais, também o perispírito guarda, sob suas aparências presentes, os vestígios das vidas anteriores e dos estados sucessivamente percorridos. Esses vestígios permanecem encerrados em nós, muitas vezes esquecidos; mas, quando a alma evoca e desperta sua lembrança, reaparecem como outras tantas testemunhas dispostas ao longo do extenso e penoso caminho percorrido.
Os espíritos atrasados possuem envoltórios densos, impregnados de fluidos materiais. Após a morte, ainda sentem as impressões e as necessidades da vida terrestre. A fome, o frio e a dor subsistem para os mais grosseiros dentre eles. Seu organismo fluídico, obscurecido pelas paixões, só pode vibrar fracamente, e suas percepções são muito limitadas. Nada sabem da vida do Espaço. Tudo é treva neles e ao redor deles.
A alma pura, desprendida das atrações bestiais, forma para si um perispírito semelhante à sua própria natureza. Quanto mais sutil for esse perispírito, com tanto maior intensidade vibrará e mais amplas e profundas serão suas percepções. Participa dos gozos da vida superior e das magníficas harmonias do infinito.
Tal é a tarefa do espírito humano e tal é a sua recompensa. Por meio de grandes esforços, conquistar novos sentidos de delicadeza e poder ilimitados; dominar as paixões brutais; transformar esse envoltório espesso em uma forma diáfana e resplandecente de luz, eis a obra destinada a todos nós, e que devemos prosseguir através de inúmeras etapas, pelo maravilhoso caminho que os mundos vão desdobrando diante de nossos passos.
— Léon Denis, em Depois da Morte.
ERRATICIDADE:
O INTERVALO SAGRADO ENTRE AS EXISTÊNCIAS. A VIDA DO ESPÍRITO APÓS A MORTE E ANTES DA REENCARNAÇÃO.
INTRODUÇÃO: A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na visão espírita, a morte não representa o desaparecimento da individualidade espiritual, mas apenas a libertação do Espírito dos limites temporários impostos pelo corpo físico. Ao abandonar o envoltório carnal, o ser inteligente retorna ao seu estado natural: a vida espiritual.
Entre uma encarnação e outra existe um período denominado erraticidade, conceito fundamental da Doutrina Espírita apresentado por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos.
É importante compreender que erraticidade não significa vagar sem rumo, estar perdido ou condenado à inatividade espiritual. Ao contrário, representa uma fase dinâmica de aprendizado, reflexão, preparação e progresso.
Como esclarecem os Espíritos a Kardec:
“Os Espíritos errantes são mais ou menos felizes segundo o seu grau de adiantamento. O estado errante não é sinal de inferioridade dos Espíritos.”
(O Livro dos Espíritos, questão 224).
Portanto, a erraticidade é uma condição temporária de todos aqueles que ainda necessitam de experiências reencarnatórias para alcançar a perfeição espiritual.
O QUE É A ERRATICIDADE SEGUNDO ALLAN KARDEC?
A palavra “errante” poderia sugerir, no entendimento comum, alguém que anda sem direção. Porém, no contexto espírita, possui outro significado.
O Espírito errante é aquele que aguarda uma nova oportunidade de encarnação, permanecendo no mundo espiritual entre duas existências corporais.
Kardec esclarece que:
“A erraticidade é o intervalo entre as existências corporais.”
(O Livro dos Espíritos, questão 223).
Assim, a erraticidade não é propriamente um lugar, mas um estado de existência espiritual.
O Espírito continua vivendo, pensando, sentindo, aprendendo e relacionando-se com outros Espíritos. Ele não deixa de possuir sua personalidade, suas tendências, seus conhecimentos e suas imperfeições.
A desencarnação não transforma imediatamente um Espírito ignorante em sábio, nem um Espírito desequilibrado em perfeito. A morte física apenas muda o campo de manifestação.
Como afirma a orientação espírita:
“A morte não produz milagres.”
O Espírito leva consigo aquilo que construiu interiormente.
OS ESTÁGIOS DA ERRATICIDADE NA ÓTICA ESPÍRITA.
Embora a Codificação não estabeleça uma divisão rígida em “fases” da erraticidade, podemos compreender, através dos ensinamentos de Kardec e das obras mediúnicas posteriores, diferentes momentos que caracterizam a caminhada espiritual após a desencarnação.
1. O PERÍODO DE ADAPTAÇÃO APÓS A DESENCARNAÇÃO.
O primeiro momento é aquele em que o Espírito se desprende dos vínculos materiais.
Esse período varia profundamente conforme a condição moral e intelectual de cada indivíduo.
Um Espírito equilibrado pode despertar com serenidade, reconhecendo a continuidade da vida.
Já aquele que cultivou apego excessivo à matéria, vícios, ódio ou sentimentos inferiores pode experimentar dificuldade em compreender sua nova realidade.
Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre a perturbação que segue à morte:
Questão 163:
“A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?”
A resposta espiritual demonstra que existe um período de adaptação:
“A alma passa algum tempo em estado de perturbação.”
Essa perturbação não é uma punição divina, mas uma consequência natural da transição.
2. O MOMENTO DE REFLEXÃO E RECONHECIMENTO.
Após a adaptação, o Espírito começa a perceber com maior clareza sua própria realidade.
Muitos relatos espirituais descrevem esse momento como uma avaliação da existência anterior.
O Espírito compreende:
as oportunidades aproveitadas;
os erros cometidos;
os sentimentos cultivados;
os compromissos assumidos;
as necessidades de renovação.
A consciência torna-se o grande tribunal interior.
Não existe condenação arbitrária, mas a compreensão das próprias escolhas.
Como ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, a responsabilidade moral acompanha o Espírito além da morte:
“O homem sofre sempre a consequência de suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que não tenha sua punição natural.”
3. O ESTÁGIO DE APRENDIZADO E TRABALHO ESPIRITUAL.
A erraticidade é também um período de estudo.
Segundo a Doutrina Espírita, os Espíritos podem adquirir conhecimentos, desenvolver virtudes e preparar-se para novas experiências.
A questão 227 de O Livro dos Espíritos esclarece:
“De que modo se instruem os Espíritos errantes?”
Resposta:
“Estudando o seu passado e procurando meios de se elevarem.”
O Espírito não permanece parado. A vida espiritual é uma continuidade educativa.
Nas obras complementares, especialmente na série atribuída ao Espírito André Luiz, encontramos descrições de comunidades espirituais organizadas, onde existem atividades de auxílio, estudo, tratamento e preparação.
A obra Nosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier, apresenta uma visão de uma colônia espiritual onde Espíritos em recuperação trabalham e aprendem antes de novas experiências.
4. O PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.
A erraticidade culmina na preparação para uma nova existência corporal.
A reencarnação não seria, segundo a visão espírita, um acontecimento aleatório, mas uma oportunidade educativa.
O Espírito, auxiliado por benfeitores espirituais, analisaria suas necessidades evolutivas e as experiências capazes de favorecer seu progresso.
A questão 258 de O Livro dos Espíritos aborda a escolha das provas:
“Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá durante a vida?”
A resposta indica que o Espírito pode entrever suas necessidades e participar das escolhas relacionadas à nova jornada.
O TEMPO NA ERRATICIDADE.
Analisando uma das características mais profundas desse conceito é a relatividade do tempo espiritual.
Não existe uma duração fixa.
Um Espírito pode permanecer pouco tempo ou muitos séculos antes de uma nova encarnação.
Tudo depende:
do seu desejo de progresso;
do seu preparo;
das necessidades evolutivas;
das oportunidades disponíveis.
O Espírito superior pode desejar retornar rapidamente para auxiliar.
O Espírito ainda preso às imperfeições pode retardar sua renovação por resistência própria.
ERRATICIDADE NÃO É INFERIORIDADE ESPIRITUAL.
Um dos equívocos mais comuns é imaginar que “Espírito errante” significa Espírito atrasado.
Kardec esclarece que todos os Espíritos que ainda não atingiram a perfeição encontram-se na erraticidade.
Inclusive Espíritos elevados podem estar nessa condição.
Somente os Espíritos puros, completamente depurados, não necessitam mais de encarnações.
A erraticidade é, portanto, uma etapa universal da evolução.
A GRANDE LIÇÃO DA ERRATICIDADE.
O estudo da erraticidade oferece uma profunda reflexão moral:
A vida não termina no túmulo.
Cada pensamento, sentimento e atitude constrói a realidade espiritual futura.
O Espírito não foge de si mesmo.
Ele leva consigo:
sua consciência;
seus valores;
seus conhecimentos;
suas imperfeições;
suas conquistas.
A erraticidade revela a justiça e a misericórdia divinas: nenhum esforço sincero se perde e nenhuma criatura está condenada eternamente ao sofrimento.
A evolução é uma lei universal.
CONCLUSÃO.
A erraticidade, segundo o Espiritismo, é uma escola entre duas existências. Não é abandono, vazio ou espera passiva, mas uma etapa viva da caminhada espiritual.
Entre a morte e o renascimento, o Espírito aprende, trabalha, reflete e prepara-se para novas experiências.
A compreensão desse período amplia a responsabilidade humana, pois demonstra que a existência terrestre é apenas um capítulo de uma história muito maior: a longa ascensão do Espírito rumo à perfeição.
FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Questões 100 a 113; 223 a 263.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Paris, 1865.
KARDEC, Allan. A Gênese. Paris, 1868.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito André Luiz). Nosso Lar. FEB, 1944.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Emmanuel). Roteiro. FEB, 1952.
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