Luto Morte
A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.
A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.
A vida é uma morte e um batismo contínuos. Os fins não são punições, mas a poda cirúrgica que garante o espaço vital para o novo, celebre a clausura para que a abertura ressoe com a força de um evento cósmico.
Meu maior pavor não é a morte biológica, mas a morte sensorial: tornar-me um autômato que executa rotinas sem habitar a própria alma.
A morte precoce de Bruce Lee, o Pequeno Dragão, aos 32 anos, em 20 de julho de 1973, foi resultado da busca incansável pela perfeição. 🐉
É na hora da morte que a alma do corrupto é julgada e lançada no inferno por Deus, o Justo Juiz. ⚖️
📖 Hebreus 9:27; Salmos 9:17
A melhor defesa pessoal é evitar o confronto. Mas, se a escolha for entre a vida e a morte, defenda a sua vida. 👊
Muitas vezes enfrentaremos o vale da sombra da morte sozinhos, sem esperança de que alguém próximo apareça com uma palavra de conforto. Nesses momentos, quando o silêncio pesa e a dor parece maior do que nossas forças, aprendemos que não estamos verdadeiramente sós. Ainda que faltem vozes humanas, permanece a presença fiel da Trindade Santa, que sustenta, consola e guia. É nesse vale que a fé amadurece, e a alma descobre que Deus é companhia constante, mesmo quando tudo ao redor parece ausência.
São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. São olhos marejados que se perdem no espaço e, em silêncio, fazem perguntas, a maioria delas, sem respostas. Será culpa minha? Será um castigo? Será que sobrevivo? Será...Será...Será...E dor...Dor que faz questionar a própria essência, caráter...Os anjos? Os anjos são aqueles que acompanham os condenados por entre os corredores da morte...São aqueles que já conseguiram remissão se foram mesmo expulsos do céu pelo Criador...São aqueles para os quais não existe mais pecado, simplesmente por serem anjos...Anjos em momento de dor...Para estes e para os condenados, a vida não é somente vida, é presente, é perdão, é amor...E o Criador, por amor, desenha e redesenha o destino dos condenados...Somente por amor...
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
A Morte do Caráter
O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.
Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.
Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono
Não estamos preparados nem para a vida e nem para a morte. Apenas vamos nos adequando aos acontecimentos que vem ao nosso encontro diariamente.
"A morte para o espírito é aquele pássaro livre a voar fora das grades da vida!"
Haredita Angel
22.08.24
Eu odeio a morte com a mesma intensidade que amei quem ela levou.
Eu odeio a morte porque ela me deixou dizendo 'eu sinto sua falta' para alguém que não pode mais ouvir.
Eu odeio a morte porque ela transformou lembranças felizes em motivos para chorar.
Eu odeio a morte porque ela me obriga a viver com uma saudade que eu nunca pedi para sentir.
Eu odeio a morte porque ela cria vazios que nenhuma pessoa, nenhum lugar e nenhum tempo conseguem preencher.
Eu odeio a morte porque ela não pede permissão, não dá avisos e não se importa com as vidas que destrói.
Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)
Poeira Pensante: Do Abismo Cósmico ao Eco do Ego
Os buracos negros nos revelam a morte das estrelas e a promessa instável de supostos buracos de minhoca. Diante de sua massividade intensa e do pulsar singular das supernovas, percebemos que talvez nenhuma força física consiga cruzar a instabilidade desses portais. No entanto, o cosmos pulsa: bolhas viajam pelo espaço como ilhas que se movem pelos oceanos, carregando ecossistemas inteiros. Entre nuvens densas de gases, nebulosas e cinturões de asteroides, testemunhamos fenômenos e inovações que atravessam e desafiam a nossa imaginação.
No micromundo, os movimentos operam na mesma proporção, embora insistamos em impor limites lineares à nossa mente. Ouvimos os sussurros do universo e vemos o microcosmo viver sob um eterno ponto de interrogação. Mas é na análise introspectiva que reside a verdadeira maestria da existência. Em nossa alienação cotidiana, recebemos o feedback de almas aniquiladas pelo tempo; tornamo-nos servos, maravilhados diante de deepfakes existenciais. Ainda assim, no mais profundo desse vazio, encontramos sentido para continuar buscando o nosso lugar no cosmos. Aprendemos a gritar no silêncio do espaço, apenas para perceber que nossos gritos não passam de sussurros — ou de um mero ruído de fundo.
No instante em que saímos da bolha da nossa galáxia, percebemos a maior contradição contemporânea: a Terra emana uma vida que resiste às adversidades do universo, enquanto nós mesmos destruímos o nosso meio ambiente. Seria a poeira cósmica buscando uma nova casa, explorando recursos para habitar outros mundos sob o pretexto da sobrevivência?
Quando estivermos no espaço contínuo, ou em bases na Lua e em Marte, será que as distrações virais e as ilusões de vidas alienígenas viajarão mais rápido do que a velocidade da luz? A dopamina barata será vista apenas como uma droga antiga — um caleidoscópio obsoleto na mente de um viciado. Os áudios que entorpecem a mente e os rachas que aceleram o sangue misturam adrenalina e dopamina, transformando a mente das pessoas. O mesmo ocorre na sala de cirurgia: o médico opera o paciente ao som de uma música de fundo, remexendo entranhas e reparando órgãos enquanto a alma parece flutuar fora do corpo.
A medicina se integra à Inteligência Artificial com as mesmas ressalvas de quando a humanidade ainda celebrava a crença de que a Terra era plana. Diante das inovações e da solidão do universo, apenas contemplamos o infinito, até que a própria vida se torne parte do Grande Filtro. Em nossos estímulos mais profundos, ainda somos seres primitivos.
A Inteligência Artificial já começa a colonizar Marte; robôs caminham pelo planeta vermelho, e novas incursões sugerem que máquinas aprimoradas cruzarão o universo, crescendo até nos deixar entregues às nossas próprias convocações existenciais. Vemos aglomerados de alienação e percebemos que a nossa existência depende de um crescimento interno. Precisamos alcançar a velocidade do infinito antes que sejamos engolidos pelo próprio abismo do ego humano.
Eu, poeira pensante, exponho minhas palavras e me
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